
← Voltar à lista de fanfics
0 curtida
A camisinha estourou
Fandom: Enhpeyn Nishimura riki
Criado: 30/12/2025
Tags
RomanceDramaAngústiaDor/ConfortoRealismoGravidez Não Planejada/IndesejadaHistória DomésticaHumorFatias de VidaEstudo de PersonagemGravidez na Adolescência
O Acidente Inesperado
A noite estava quente e úmida, típica do verão coreano. O ar-condicionado do apartamento de Riki lutava bravamente para manter a temperatura agradável, mas o calor que emanava de nossos corpos era bem mais intenso do que qualquer termostato poderia controlar. A playlist de R&B suave que ele havia escolhido tocava baixinho, um pano de fundo perfeito para a sinfonia de suspiros e gemidos que preenchia o quarto.
Riki, Nishimura Riki, o idol japonês mais adorado da Coreia, era uma visão. Seus cabelos negros caíam suavemente sobre a testa, umedecidos pelo suor. Seus olhos, normalmente tão expressivos e cheios de brilho no palco, estavam agora semicerrados, focados unicamente em mim. O corpo esguio e musculoso, esculpido por anos de dança e treinos intensos, movia-se com uma graça e uma força que me deixavam sem fôlego.
Estávamos em um momento de pura entrega. A paixão entre nós, que vinha crescendo há meses desde que nos conhecemos em um evento da agência, havia finalmente explodido. Cada toque, cada beijo, era carregado de uma intensidade que me fazia sentir como se estivesse flutuando.
Ele me virou delicadamente, me colocando de quatro sobre a cama, com as mãos apoiadas nos lençóis macios. Meu coração batia descompassado no peito, uma mistura de excitação e nervosismo. A posição, tão vulnerável e íntima, intensificava ainda mais a sensação de desejo que me consumia.
Riki se posicionou atrás de mim, seu corpo quente pressionando o meu. Senti o calor de sua pele contra a minha, o cheiro amadeirado de seu perfume misturado ao nosso próprio cheiro. Ele beijou meu ombro, depois meu pescoço, e cada beijo era um arrepio que percorria minha espinha.
"Você está linda", ele sussurrou em meu ouvido, a voz rouca e carregada de desejo.
Eu não conseguia responder, apenas um gemido escapou dos meus lábios. Minha mente estava em branco, exceto pela sensação de seu corpo contra o meu.
Ele me penetrou lentamente, e eu arqueei as costas, sentindo cada centímetro dele dentro de mim. A sensação era avassaladora, uma mistura de dor e prazer que me fazia ver estrelas. Ele começou a se mover, e eu me entreguei completamente ao ritmo, meus quadris balançando em sincronia com os dele.
A cama gemia sob nossos corpos, e os lençóis estavam emaranhados. O tempo parecia ter parado, e o mundo exterior havia desaparecido. Éramos apenas nós dois, perdidos um no outro, explorando os limites do prazer.
Os movimentos de Riki se tornaram mais rápidos, mais intensos. Eu podia sentir a tensão crescendo dentro de mim, a beira do clímax se aproximando. Meus músculos estavam tensos, e eu prendia a respiração, esperando o momento inevitável.
Foi então que aconteceu.
Um som sutil, quase inaudível, mas que ressoou como um trovão em meus ouvidos. Uma sensação estranha, uma leve umidade onde não deveria haver.
Riki parou abruptamente, seu corpo congelado. Eu senti a mudança em seu ritmo, a hesitação em seus movimentos.
"O que foi?", perguntei, a voz ofegante, ainda imersa na névoa do prazer.
Ele se afastou um pouco, o suficiente para que eu sentisse a ausência repentina de seu calor. A tensão em seus ombros era palpável. Ele se inclinou para trás e olhou para mim com uma expressão de choque e incredulidade.
"A camisinha", ele disse, a voz quase um sussurro. "Ela... estourou."
Meu coração gelou. A palavra "estourou" ecoou em minha mente, trazendo consigo uma onda de pânico. A névoa do prazer se dissipou instantaneamente, substituída por uma clareza assustadora.
"O quê?", eu perguntei, virando meu rosto para ele, meus olhos arregalados.
Ele assentiu, os olhos fixos em mim, a expressão de horror espelhada na minha.
"Eu sinto muito", ele disse, a voz embargada. "Eu juro que verifiquei a data de validade. Eu... eu não sei como isso aconteceu."
O ar no quarto pareceu ficar pesado, e o som suave da música de R&B agora parecia um ruído distante e irrelevante. O calor da paixão foi substituído pelo frio do medo.
Eu me sentei na cama, puxando o lençol para cobrir meu corpo. Minha mente estava girando, tentando processar o que havia acabado de acontecer.
"Não", eu sussurrei, a voz tremendo. "Não pode ser."
Riki se sentou ao meu lado, a distância entre nós agora parecendo um abismo. Ele estendeu a mão para tocar meu braço, mas eu me encolhi involuntariamente. Não era raiva, era apenas o choque e o pânico que me dominavam.
"Eu sei. Eu sei que isso é um problema", ele disse, a voz cheia de culpa. "Mas eu estou aqui. Nós vamos resolver isso juntos."
Seus olhos estavam cheios de preocupação, e eu podia ver que ele estava tão assustado quanto eu. Mas o medo em mim era diferente. Era um medo que vinha de dentro, de todas as implicações que um acidente como esse poderia trazer para a minha vida, para a nossa vida.
"Juntos?", eu repeti, a voz fraca. "Riki, você é um idol. Eu sou... eu sou apenas eu. Se isso vazar..."
Ele me interrompeu, segurando minhas mãos. "Não importa quem nós somos. O que importa é que estamos juntos. E nós vamos enfrentar isso, seja o que for."
Eu olhei para ele, para o rosto bonito que eu tanto amava, e vi a sinceridade em seus olhos. Mas a magnitude do problema era esmagadora.
Um bebê. A possibilidade de um bebê. E tudo o que isso significava para a carreira dele, para a minha vida.
Minha mente começou a correr com cenários catastróficos. Os tabloides, os fãs, a agência. A vida secreta que tínhamos construído com tanto cuidado, que logo seria exposta de uma maneira tão pública e devastadora.
"Eu preciso de um banho", eu disse, me levantando da cama. Minhas pernas estavam trêmulas, e eu mal conseguia me manter em pé.
Riki se levantou também, os olhos fixos em mim. "Eu vou com você."
"Não", eu disse, balançando a cabeça. "Eu preciso de um momento. Sozinha."
Ele hesitou, mas depois assentiu. "Tudo bem. Mas eu vou estar aqui quando você sair."
Eu me dirigi ao banheiro, fechando a porta atrás de mim. A água quente do chuveiro batia em minha pele, mas não conseguia lavar a sensação de pânico que me invadia.
Eu me sentei no chão do chuveiro, deixando a água escorrer pelo meu corpo. As lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto, silenciosas a princípio, e depois se transformaram em soluços incontroláveis.
O que íamos fazer? Como íamos lidar com isso? A vida que eu conhecia, a vida que ele conhecia, estava prestes a mudar drasticamente. E tudo por causa de um pequeno, mas catastrófico, acidente.
Depois de um tempo que pareceu uma eternidade, eu desliguei o chuveiro. Enrolei-me em uma toalha macia e me olhei no espelho. Meus olhos estavam vermelhos e inchados, e meu rosto estava pálido. Eu mal me reconhecia.
Saí do banheiro e encontrei Riki sentado na beira da cama, me esperando. Ele se levantou e veio até mim, seus olhos cheios de preocupação.
"Você está melhor?", ele perguntou, a voz suave.
Eu balancei a cabeça. "Não. Eu não estou."
Ele me abraçou, e eu me permiti desabar em seus braços. Senti o calor de seu corpo, o cheiro familiar de sua pele, e por um breve momento, me senti segura.
"Nós vamos superar isso", ele sussurrou em meu cabelo. "Eu prometo a você."
Eu queria acreditar nele, mas o medo era forte demais. A incerteza do futuro era como uma nuvem escura pairando sobre nós.
Passamos o resto da noite conversando, tentando encontrar uma solução, um plano. Mas cada ideia parecia levar a outro beco sem saída. A realidade de nossa situação era avassaladora.
"Eu preciso ir à farmácia amanhã", eu disse, a voz embargada. "Preciso de um teste de gravidez."
Riki apertou minha mão. "Eu vou com você."
Eu balancei a cabeça. "Não. É melhor eu ir sozinha. Se alguém nos vir juntos..."
Ele suspirou, sabendo que eu estava certa. A discrição era crucial, agora mais do que nunca.
A noite se arrastou lentamente, e o sono não veio. Fiquei deitada ao lado de Riki, sentindo o calor de seu corpo, mas nossa proximidade não trazia mais o conforto de antes. Havia uma barreira invisível entre nós, construída pelo medo e pela incerteza.
No dia seguinte, fui à farmácia. Minhas mãos tremiam enquanto eu pegava o teste de gravidez na prateleira. A caixa parecia pesar uma tonelada.
Voltei para o apartamento de Riki, onde ele me esperava com uma expressão ansiosa.
Fui ao banheiro e fiz o teste. Os minutos que se seguiram foram os mais longos da minha vida. Cada segundo parecia uma eternidade.
Quando o resultado apareceu, foi como se o mundo tivesse parado. Duas linhas.
Positivo.
Meu coração afundou. Senti uma onda de náuseas, e o chão pareceu girar sob meus pés.
Saí do banheiro, o teste na mão, e encontrei Riki parado na porta, os olhos fixos em mim.
Ele não precisou que eu dissesse nada. A expressão em meu rosto, o teste em minha mão, tudo dizia a ele o que ele precisava saber.
Seu rosto empalideceu, e ele cambaleou para trás, caindo na cama.
"Positivo", eu sussurrei, a voz quase inaudível.
Ele fechou os olhos, e eu vi uma lágrima escorrer por seu rosto. Era uma lágrima de choque, de medo, de uma mistura de emoções que eu sabia que ele estava sentindo.
Eu me sentei ao lado dele, o teste de gravidez ainda em minha mão. O silêncio no quarto era esmagador, preenchido apenas pelo som de nossa respiração ofegante.
"O que vamos fazer?", eu perguntei, a voz fraca.
Riki abriu os olhos e olhou para mim. Seus olhos estavam vermelhos, mas havia uma determinação neles que eu não tinha visto antes.
"Nós vamos ter esse bebê", ele disse, a voz firme. "E nós vamos descobrir como lidar com o resto."
Eu olhei para ele, surpresa com a sua resposta. Eu esperava pânico, desespero, talvez até mesmo a sugestão de outra solução. Mas ele estava ali, firme, ao meu lado.
"Mas sua carreira...", eu comecei.
Ele me interrompeu, segurando minhas mãos novamente. "Minha carreira é importante. Mas você e nosso bebê são mais importantes. Nós vamos encontrar uma maneira. Juntos."
As palavras dele me deram uma pequena faísca de esperança em meio ao caos. Eu ainda estava com medo, mas a ideia de ter Riki ao meu lado, enfrentando isso comigo, me deu uma força que eu não sabia que tinha.
Nós nos abraçamos, e desta vez, o abraço foi diferente. Não era mais um abraço de paixão, mas um abraço de consolo, de apoio, de um futuro incerto, mas que agora enfrentaríamos juntos.
O caminho à frente seria difícil, cheio de desafios e obstáculos. Mas olhando para Riki, para a determinação em seus olhos, eu sabia que não estaria sozinha. E talvez, apenas talvez, este acidente inesperado pudesse nos levar a um lugar ainda mais forte e significativo em nossas vidas. O bebê, que agora era uma pequena vida crescendo dentro de mim, já era parte de nós, e juntos, nós o protegeríamos.
