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No carro

Fandom: Enhpeyn Nishimura riki

Criado: 30/12/2025

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RomancePWP (Enredo? Que enredo?)Linguagem ExplícitaSombrioRealismoEstudo de PersonagemProsa Roxa
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A Luz Vermelha do Desejo


O ar dentro do carro estava denso, pesado com a mistura de suor, perfume e uma eletricidade que mal podíamos conter. A iluminação fraca do painel, os faróis dos carros que passavam e a luz laranja dos postes de rua criavam um cenário quase cinematográfico, um palco íntimo para o caos que se desenrolava. Niki, com seus cabelos pretos agora um emaranhado úmido de suor, ofegava contra meu pescoço, os lábios quentes e vermelhos, inchados de tanto beijar.

"Não podemos fazer isso aqui," sussurrei, mais para mim mesma do que para ele, mas a frase saiu em um sopro fraco, sem convicção alguma. Meus dedos estavam enterrados em seus cabelos macios, puxando levemente, um convite silencioso para mais.

Ele riu, um som rouco e sexy que me fez arrepiar. "Por que não?" A voz dele estava embargada pelo desejo, e seus olhos, que normalmente pareciam tão inocentes e jovens, agora brilhavam com uma intensidade que me deixava sem fôlego. "Ninguém está vendo."

Mentira. Estávamos estacionados em uma rua relativamente movimentada, em um canto escuro, sim, mas ainda assim, em plena vista de qualquer curioso que ousasse olhar. O risco era parte da adrenalina, eu sabia. Mas a minha mente ainda tentava, pateticamente, lutar contra a torrente de sensações que Niki provocava em mim.

Ele se afastou um pouco, o suficiente para me olhar nos olhos. A camiseta dele estava amassada e aberta, revelando um vislumbre da pele pálida e macia do seu abdômen. Ele era alto, esguio, com uma beleza quase etérea que contrastava com a paixão animalesca que ele exalava naquele momento. Nishimura Riki, o maknae do Enhypen, um idol de k-pop que parecia ter saído de um mangá, era agora um homem, e estava bem aqui, me consumindo.

"Você está com medo?" ele perguntou, um leve sorriso brincando em seus lábios.

"Estou com medo de sermos pegos," corrigi, e a verdade era que sim, o escândalo seria colossal. Niki era uma estrela em ascensão, e eu... eu era apenas eu. Um erro, um deslize, e nossas vidas virariam de cabeça para baixo.

Ele inclinou a cabeça, e a ponta do seu nariz roçou na minha bochecha. "Então vamos ser rápidos."

E antes que eu pudesse protestar novamente, ele me beijou. Um beijo profundo, urgente, que roubou todo o ar dos meus pulmões e qualquer resquício de racionalidade da minha mente. As mãos dele desceram pelas minhas costas, apertando minha cintura, e eu gemi contra sua boca. O carro, um SUV preto e espaçoso, de alguma forma parecia pequeno demais para a imensidão do que estava acontecendo entre nós.

Eu já havia me entregado a Niki antes, em hotéis luxuosos, em seu apartamento, em lugares onde a discrição era garantida. Mas havia algo nessa transgressão, nesse perigo iminente, que tornava tudo mais excitante. Era como se estivéssemos roubando um momento do mundo, um segredo só nosso.

Ele se moveu, me puxando para mais perto, e eu senti o volume em suas calças jeans. Meu corpo respondeu instantaneamente, um calor se espalhando pelas minhas veias. Niki desabotoou minha camisa com uma rapidez impressionante, os dedos longos e ágeis. A pele fria do estofamento de couro do banco do carro arrepiou meus braços, mas o calor dele me consumia por dentro.

"Você é tão linda," ele sussurrou, afastando-se para me admirar, os olhos escuros percorrendo cada centímetro da minha pele exposta. Seus lábios estavam entreabertos, e a respiração dele estava tão irregular quanto a minha.

Eu não conseguia formular uma resposta. Apenas o encarei, os olhos arregalados, enquanto ele continuava a me despir com um misto de delicadeza e urgência. A cada peça de roupa que ele removia, sentia-me mais vulnerável, mais exposta, mas também mais livre.

Quando minhas calças foram para o chão, Niki me puxou para o seu colo. Eu me encaixei perfeitamente nele, minhas pernas em volta da sua cintura, nossos corpos colados. A sensação dos nossos sexos se tocando através das roupas restantes era uma tortura deliciosa.

"Niki," eu ofeguei, minha voz quase inaudível.

Ele me beijou novamente, um beijo que prometia tudo e mais um pouco. E então, com um movimento rápido e preciso, ele me penetrou. Um gemido escapou dos meus lábios, abafado pela boca dele. A dor inicial se transformou em prazer, um prazer intenso que me fez apertar minhas pernas em volta dele, puxando-o para mais fundo.

Ele começou a se mover, lentamente no início, depois com mais força e ritmo. O carro balançava levemente com nossos movimentos, e eu podia ouvir o som dos nossos corpos se chocando, abafado pela música baixa que ele havia deixado ligada no rádio. Cada estocada era um choque elétrico que percorria meu corpo, me levando cada vez mais perto do limite.

Meus dedos arranhavam suas costas, as unhas curtas e afiadas deixando marcas vermelhas na pele pálida. Niki gemia em meu ouvido, palavras em japonês que eu não entendia, mas que soavam como música para meus ouvidos. A paixão em sua voz, a urgência em seus movimentos, tudo me dizia que ele me queria tanto quanto eu o queria.

O suor escorria pelos nossos corpos, misturando-se. O cheiro de sexo e paixão preenchia o carro, um aroma inebriante que me fazia querer mais, sempre mais. Fechei os olhos, me entregando completamente àquele momento, àquele homem.

Eu podia sentir a tensão crescendo dentro de mim, uma onda avassaladora que se aproximava rapidamente. Niki acelerou o ritmo, e eu gritei, um som abafado, enquanto meu corpo se contorcia em prazer. Atingi o clímax com uma força que me deixou sem ar, meu corpo tremendo incontrolavelmente.

Niki me seguiu logo em seguida, um gemido alto e rouco escapando de seus lábios enquanto ele se derramava dentro de mim. Ele se curvou sobre mim, a cabeça em meu ombro, a respiração pesada e irregular. Nossos corações batiam em uníssono, um ritmo frenético que ecoava no silêncio que se seguiu.

Ficamos assim por um tempo, apenas respirando, tentando recuperar o fôlego. O cheiro de sexo ainda pairava no ar, um lembrete vívido do que acabara de acontecer. Eu sentia meu corpo mole, exausto, mas uma sensação de satisfação me preenchia.

Niki se afastou um pouco, o suficiente para me olhar nos olhos. O sorriso em seus lábios era preguiçoso e satisfeito. "Eu disse que ninguém nos pegaria."

Eu ri, um som fraco. "Você é um louco, Nishimura Riki."

"E você adora isso," ele respondeu, beijando o canto da minha boca.

Sim, eu adorava. Adorava a adrenalina, o perigo, a paixão desenfreada que ele despertava em mim. Adorava como ele me fazia sentir viva, mesmo que isso significasse viver no limite.

Ele começou a se vestir, e eu o segui, um pouco mais devagar. O carro ainda estava quente, e a sensação dos nossos corpos juntos ainda estava fresca em minha memória. Quando estávamos ambos vestidos, Niki ligou o carro e o silêncio foi preenchido com o som do motor.

"Para onde vamos agora?" perguntei, virando-me para encará-lo.

Ele me olhou, um brilho travesso em seus olhos. "Para casa. Mas não para dormir."

Eu ri, sabendo exatamente o que ele queria dizer. Niki era insaciável, e eu também. Nossa paixão era um fogo que nunca parecia se apagar, e eu não queria que se apagasse. Pelo menos não por enquanto.

Enquanto Niki dirigia pela rua, a luz vermelha de um semáforo à frente iluminou seu rosto, destacando seus traços perfeitos. Ele era um homem jovem, no auge de sua carreira, com o mundo aos seus pés. E, por alguma razão, ele havia me escolhido. A mim, uma pessoa comum, para compartilhar esses momentos proibidos e intensos.

Eu sabia que aquilo não duraria para sempre. Relacionamentos entre idols e pessoas "normais" raramente duravam, e ainda mais, relacionamentos secretos. O risco era gigantesco, e as consequências, se fôssemos descobertos, seriam devastadoras para a carreira dele. Mas, naquele momento, eu não conseguia pensar nisso.

Apenas conseguia sentir o calor da sua mão na minha, o toque dos seus dedos entrelaçados nos meus. Apenas conseguia sentir a promessa de mais, de uma noite inteira de paixão e desejo. E isso era o suficiente para mim. Por enquanto.

"Você está pensando demais," Niki disse, quebrando o silêncio. Ele apertou minha mão. "Apenas sinta."

E eu senti. Senti o amor, a paixão, o desejo, o perigo. Senti tudo de uma vez só, uma avalanche de emoções que me deixava tonta. E eu me entreguei a elas, assim como me entreguei a Niki.

O carro virou em uma esquina escura, e a luz vermelha do semáforo ficou para trás. Mas a luz vermelha do desejo, a chama que Niki acendia em mim, essa continuava a queimar, brilhante e intensa, no meu coração. E eu sabia que, enquanto estivéssemos juntos, essa chama nunca se apagaria.
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