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A câmera

Fandom: Enhpeyn Nishimura riki

Criado: 06/01/2026

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RomanceHistória DomésticaPWP (Enredo? Que enredo?)RealismoLinguagem ExplícitaEstudo de PersonagemRomancePsicológicoProsa Roxa
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O Jogo da Tentação


O vapor quente ainda pairava no ar, acariciando minha pele recém-lavada. O espelho do banheiro estava embaçado, refletindo uma silhueta que eu sabia ser minha, mas que naquele momento parecia pertencer a outra pessoa – uma Ana mais ousada, mais confiante, mais… sedutora. Respirei fundo, o coração batendo um ritmo acelerado contra as minhas costelas. Era agora.

Niki, meu Niki, estava no estúdio. Eu sabia disso. E sabia também que ele tinha deixado a câmera ligada. Não era a primeira vez, claro. Nosso relacionamento era baseado em uma mistura de paixão intensa e um toque de… voyeurismo consentido, digamos assim. Ele adorava me ver, e eu adorava ser vista por ele. Era o nosso joguinho particular, um segredo delicioso que só nós dois compartilhávamos.

Mas hoje, o jogo seria diferente. Hoje, eu estava no comando.

Deixei a toalha deslizar lentamente dos meus ombros, sentindo a brisa fresca do ar-condicionado na minha pele nua. O tecido macio caiu no chão com um sussurro quase inaudível, um convite silencioso para o que estava por vir. Fiquei ali, em frente ao espelho, observando meus próprios movimentos. Meus cabelos escuros, ainda úmidos, caíam em cascatas sobre meus ombros, e algumas mechas se colavam à minha pele, criando um contraste sensual.

Eu estava completamente nua.

Não havia vergonha, apenas uma sensação de poder. Eu sabia que ele estava me observando. Poderia sentir seus olhos em mim, mesmo a quilômetros de distância, através da lente fria da câmera. Imaginei seu rosto, a testa enrugada em concentração, talvez um sorriso malicioso se formando nos lábios enquanto ele tentava disfarçar sua atenção da tela do computador para o monitor de segurança.

Setenta minutos. Esse era o plano. Setenta minutos para que ele sentisse a minha falta, para que ele desejasse estar aqui, para que a imagem da minha nudez se gravasse em sua mente, torturando-o suavemente enquanto ele tentava focar no trabalho. Eu queria que ele ficasse louco. Queria que ele largasse tudo e viesse correndo para casa.

Andei lentamente pelo banheiro, cada passo deliberado, cada movimento calculado. Peguei minha escova de cabelo e comecei a pentear as mechas molhadas, observando meu reflexo. Meus olhos encontraram os da câmera por um instante, e eu sorri, um sorriso pequeno e misterioso. Era como se estivéssemos nos comunicando sem palavras, apenas com olhares e intenções.

Saí do banheiro e entrei no quarto, ainda nua. A luz do sol da tarde entrava pela janela, banhando o ambiente em um brilho dourado. Nossas roupas estavam espalhadas pela cadeira, um lembrete vívido da paixão da noite anterior. Peguei uma das camisas de Niki, uma peça grande e macia que cheirava a ele – uma mistura de seu perfume amadeirado e o cheiro doce de sua pele.

Vesti a camisa, deixando-a cair frouxamente sobre o meu corpo, cobrindo apenas o essencial. Era uma provocação, eu sabia. Um vislumbre do que ele não podia ter naquele momento. Fui até a cama e me deitei, afundando nos travesseiros macios que ainda guardavam o cheiro dele. Fechei os olhos por um momento, imaginando-o ali ao meu lado.

O som da notificação do meu celular me tirou dos meus devaneios. Era uma mensagem dele.

_Mó, tudo bem por aí? Onde você está?_

Sorri. Ele estava caindo na minha armadilha.

_Estou bem, amor. Acabei de sair do banho. Estou deitada na cama._

Enviei a mensagem, sabendo que ele provavelmente estaria olhando para a tela da câmera enquanto lia. A resposta veio quase instantaneamente.

_Ah, é? E o que você está vestindo?_

Eu ri baixinho. Ele não podia resistir.

_Sua camisa. Aquela que você usou ontem à noite._

Esperei, imaginando sua reação. Ele deveria estar mordendo os lábios agora, a mente correndo com pensamentos que eu adorava provocar.

_Hummm… Isso é interessante. E por que você está deitada na cama com a minha camisa?_

_Estou com saudades de você. E estou com calor._

Mentira. Eu estava com um plano.

_Calor? No ar-condicionado?_

_Sim. Um calor diferente. Um calor que só você pode apagar._

A resposta demorou um pouco mais a chegar. Eu sabia que ele estava se controlando, tentando manter a compostura.

_Ana, você está me testando?_

_Talvez. Você está se divertindo?_

_Você me conhece. Sempre. Mas eu tenho que trabalhar, vida._

_Eu sei. Mas eu também sei que você gosta de uma distração._

Levantei da cama e fui até a janela, observando o movimento lá fora. O mundo continuava seu ritmo normal, alheio ao nosso pequeno jogo. Peguei meu celular novamente e enviei uma foto – não de mim, mas da vista da janela, com a minha mão, ainda com as unhas recém-pintadas, em primeiro plano.

_A vista está linda hoje. Mas eu preferiria estar vendo você._

A resposta veio em forma de uma ligação. O nome dele piscando na tela do meu celular fez meu coração pular. Atendi, com um sorriso nos lábios.

"Oi, Niki," eu disse, tentando manter a voz casual, mas a excitação transparecia.

"Ana," a voz dele estava rouca, e eu soube que meu plano estava funcionando. "O que você está fazendo?"

"Eu já disse. Estou na cama, com a sua camisa. E agora estou falando com você."

"Você está me provocando, não está?"

"Eu? Nunca. Eu só estou sendo eu mesma."

"Sendo você mesma, nua, na minha cama, com a minha camisa, e me mandando mensagens sugestivas enquanto eu estou tentando trabalhar?"

"Exatamente. E você está gostando."

Ele soltou um suspiro pesado, e eu pude imaginar seu sorriso de canto. "Você me conhece bem demais."

"Eu sei. Por isso estou fazendo isso."

"Você quer que eu vá para casa, não é?"

"Eu não disse isso. Eu só disse que estou com saudades. E com calor."

"Ana, eu tenho uma reunião daqui a vinte minutos."

"Oh. Que pena." Falei com um tom de falsa tristeza.

"Não faz isso comigo," ele murmurou, e eu pude sentir a tensão em sua voz. "Você sabe o que acontece quando você faz isso."

"Eu sei. E é por isso que eu estou fazendo isso."

Eu me sentei na beirada da cama, ainda com a camisa dele, e olhei para a câmera. Era um pequeno ponto preto no canto da estante, mas eu sabia que ele estava olhando através dela.

"Niki," eu disse, minha voz um pouco mais baixa agora, mais íntima. "Você se lembra da noite passada?"

Houve um silêncio do outro lado da linha. Apenas o som suave da respiração dele.

"Lembro," ele finalmente disse, a voz ainda mais rouca.

"Eu também. E eu queria ter você aqui de novo. Agora."

"Ana," ele gemeu, e eu senti um arrepio na espinha. Meu plano estava dando mais certo do que eu imaginava.

"Eu estou aqui, Niki. Sozinha. Esperando por você."

"Eu não posso simplesmente sair. Você sabe disso."

"Eu sei. Mas você pode me dar uma razão para esperar."

Ele soltou outro suspiro, um som que expressava uma mistura de frustração e desejo. "Você é inacreditável, sabia?"

"Eu sei. Por isso você me ama."

"Eu te amo, sim. Demais." A voz dele era quase um sussurro agora. "Mas você está me torturando."

"É o meu trabalho. Como sua namorada, é claro."

Eu ouvi um barulho abafado do outro lado, como se ele tivesse batido a mão na mesa.

"Eu preciso ir. A reunião."

"Tudo bem. Eu vou esperar."

"Não faça nada que eu não faria."

"Ah, Niki. Você sabe que eu sempre faço."

Ele riu, um som rouco e delicioso. "Eu sei. E é por isso que eu te quero tanto."

"Então venha me buscar."

A ligação terminou, mas eu sabia que a semente havia sido plantada. Os setenta minutos ainda não haviam terminado, mas eu já tinha certeza de que meu plano seria um sucesso.

Levantei da cama e fui até a cozinha, ainda com a camisa dele. Preparei um chá, meus movimentos lentos e deliberados. Eu queria que cada segundo fosse uma tortura para ele. Abri a geladeira, peguei algumas frutas e comecei a cortá-las em pedaços pequenos. O cheiro cítrico preenchia o ar, misturando-se com o aroma do chá.

Eu sabia que ele estaria olhando. Imaginei-o na sala de reunião, tentando prestar atenção, mas com a mente vagando para a imagem da minha nudez, da minha pele macia, do meu sorriso malicioso. Eu queria que ele ficasse louco.

O tempo passou lentamente. Eu assisti a um programa de TV, li um livro, fiz algumas tarefas domésticas, sempre com a camisa dele, sempre consciente da câmera. A cada minuto que passava, minha excitação aumentava. Eu sabia que ele viria. Ele sempre vinha.

Quando o relógio marcou os setenta minutos, eu estava de volta ao quarto, em frente ao espelho, observando meu reflexo. A camisa de Niki ainda cobria meu corpo, mas eu a levantei, expondo minha pele novamente. Eu sorri para a câmera, um sorriso cheio de promessa.

Foi então que ouvi o som da porta se abrindo.

Meu coração saltou. Ele estava aqui.

Fingi surpresa, embora soubesse que ele estava vindo. Virei-me para a porta, com a camisa ainda levantada, revelando minha nudez.

Niki estava parado na soleira, os olhos arregalados, o cabelo um pouco bagunçado, a respiração ofegante. Ele estava com a camisa do estúdio, mas os primeiros botões estavam abertos, revelando um vislumbre de seu peito. Seu olhar percorreu meu corpo, e eu pude ver o desejo ardente em seus olhos.

"Ana," ele disse, a voz baixa e rouca. "Você não fez isso."

"Eu fiz," eu respondi, um sorriso vitorioso nos lábios. "Eu te disse que faria."

Ele deu um passo à frente, fechando a porta atrás de si. "Você me fez largar tudo. Eu estava no meio de uma reunião importante."

"Eu sei. E você veio."

"Claro que eu vim. Como eu poderia não vir? Você é inacreditável."

Ele se aproximou de mim, e eu senti o calor de seu corpo irradiando para o meu. Ele estendeu a mão e tocou meu rosto, seus dedos macios e quentes.

"Você é linda, mó," ele murmurou, seus olhos fixos nos meus.

"Eu sei," eu disse, com um tom de brincadeira. "E você me queria."

"Eu te quero sempre. Mas hoje… hoje você me enlouqueceu."

Ele me puxou para perto, e eu senti seus braços fortes me envolvendo. A camisa dele ainda estava no meu corpo, mas agora estava pressionada contra o dele, criando uma barreira tênue entre nós.

"Eu queria transar," eu sussurrei em seu ouvido, minha voz cheia de desejo.

Ele gemeu, e eu senti seus lábios em meu pescoço, beijando minha pele suavemente.

"Eu também, vida. Eu também."

Ele me pegou no colo, e eu envolvi minhas pernas em sua cintura, sentindo a força de seus músculos. Ele me levou até a cama, deitando-me suavemente nos lençóis macios.

"Você é uma tentação, Ana," ele disse, seus olhos brilhando com paixão.

"E você é a minha perdição, Niki."

Ele sorriu, um sorriso que eu amava, cheio de promessas e desejo. Ele se inclinou e me beijou, um beijo profundo e apaixonado que me fez esquecer de tudo.

Os setenta minutos haviam terminado, mas o jogo da tentação estava apenas começando. E eu sabia que, com Niki, cada capítulo seria ainda mais emocionante do que o anterior.
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