
← Voltar à lista de fanfics
0 curtida
O ponto final
Fandom: Harry potter
Criado: 11/03/2026
Tags
RomanceDramaFantasiaMistérioAventuraSombrioAngústiaSuspense
O Sussurro da Escuridão e o Coração Dividido
O ar em Hogwarts sempre carregava um mistério, uma promessa de magia e aventura. Mas, nos últimos tempos, uma sombra diferente parecia se estender pelos corredores, uma sombra que não vinha de feitiços ou poções, mas de corações emaranhados e escolhas difíceis.
Draco Malfoy, o outrora altivo e intocável príncipe da Sonserina, sentia essa sombra mais do que ninguém. Sua fachada gelada, cuidadosamente construída ao longo dos anos, começava a trincar sob o peso de um sentimento inesperado e avassalador. Maria. O nome dela ressoava em seus pensamentos, uma melodia suave que contradizia a aspereza de sua própria alma. Ela era da Lufa-Lufa, um farol de bondade e gentileza que parecia atraí-lo como uma mariposa à chama, apesar de todos os seus instintos de Sonserino gritarem para ele se afastar.
Ele a observava nos corredores, nos jardins, na Grande Salão. Seus cabelos castanhos claros, sempre presos em uma trança ou soltos em cachos macios, emolduravam um rosto que irradiava uma inocência que ele nunca pensou que pudesse existir. Seus olhos, de um castanho quente e acolhedor, eram espelhos de sua alma gentil. Draco, que sempre vira as pessoas como peões em seu próprio jogo, encontrava-se hipnotizado pela simplicidade e pureza de Maria.
A atração era um veneno doce, um desafio à sua própria identidade. Ele, Draco Malfoy, o herdeiro de uma linhagem pura e orgulhosa, estava se apaixonando por uma Lufa-Lufa. A ideia era absurda, humilhante, e ainda assim, irresistível.
Ele tentou, é claro, lutar contra isso. Tentou ignorar os sorrisos dela, a forma como ela o olhava com uma curiosidade genuína, sem o medo ou a repulsa que ele estava acostumado a ver. Mas a cada tentativa, sua determinação esvaía-se, substituída por um anseio crescente.
Certa tarde, Draco a encontrou no pátio, sentada sob uma árvore, lendo um livro de Herbologia. O sol filtrava através das folhas, criando padrões de luz e sombra em seu rosto. Ele parou a uma distância segura, observando-a. Ela parecia tão distante de seu mundo, tão intocada pela escuridão que o cercava.
“Maria,” ele disse, sua voz mais suave do que ele pretendia.
Ela levantou a cabeça, assustada, e seus olhos se arregalaram ligeiramente ao vê-lo. Um pequeno sorriso, genuíno e sem malícia, apareceu em seus lábios. “Draco,” ela respondeu, seu tom gentil.
Ele sentiu um leve rubor em suas bochechas, um sentimento que o irritou. Ele não corava. Ele era Draco Malfoy. “O que está lendo?” perguntou, aproximando-se alguns passos.
“Herbologia,” ela respondeu, fechando o livro. “É fascinante, sabia? As propriedades curativas das plantas são incríveis.”
Ele assentiu, fingindo interesse. “Hum. Sim, claro.” Ele não se importava nem um pouco com Herbologia, mas a perspectiva de conversar com ela o fazia suportar qualquer assunto.
Eles conversaram por um tempo, sobre trivialidades, sobre as aulas, sobre o clima. Draco, para sua própria surpresa, achou a conversa agradável. A presença de Maria era calmante, um bálsamo para a tempestade que geralmente rugia dentro dele.
No entanto, a felicidade era efêmera. A sombra que se estendia por Hogwarts não era apenas metafórica. Era real, e tinha um nome: Tom Riddle.
Tom Riddle, a encarnação da própria escuridão, observava tudo de sua própria dimensão sombria, um espectro que manipulava as peças do tabuleiro de xadrez da vida. Ele havia se interessado por Maria, não por amor, mas por sua pureza, por sua luz, que ele desejava corromper e usar para seus próprios fins nefastos.
A muitos anos atrás, Tom havia sequestrado Gina Weasley, uma garota vibrante e cheia de vida, e a levara para seu covil, um lugar de escuridão e desespero. Agora, seus olhos estavam fixos em Maria. A ideia de Draco Malfoy, um puro-sangue que ele esperava recrutar para sua causa, apaixonar-se por uma Lufa-Lufa era uma afronta, um desvio inaceitável.
Naquela mesma noite, enquanto Hogwarts dormia sob o manto estrelado, uma figura sombria pairava sobre a torre da Lufa-Lufa. Maria, em seu quarto, sonhava com campos floridos e risadas. Ela não percebeu a névoa escura que se infiltrava pelas frestas de sua janela, nem a mão fria que se estendia em sua direção.
No dia seguinte, a notícia se espalhou como um incêndio. Maria havia desaparecido.
O pânico se instalou na Lufa-Lufa e, rapidamente, em toda a escola. Harry Potter, com seu coração gentil e protetor, sentiu um aperto no peito. Rony Weasley, que sempre fora como um irmão para Maria, estava lívido de raiva e preocupação. Hermione Granger, com sua mente afiada e lógica, começou a investigar imediatamente, seu rosto sério e determinado. Gina Weasley, que já havia experimentado o terror do sequestro de Tom Riddle, sentiu um arrepio na espinha e um medo profundo por Maria.
Draco, ao ouvir a notícia, sentiu um choque elétrico percorrer seu corpo. O sangue pareceu gelar em suas veias. O pânico, um sentimento que ele raramente experimentava, o dominou. Maria. Desaparecida. A ideia era insuportável. Seus punhos se cerraram, e uma raiva fria e intensa começou a borbulhar dentro dele. Ele sabia, em seu íntimo, que isso não era um acidente. Era obra de algo mais sombrio, mais sinistro.
Enquanto isso, em seu escritório, Hermione recebia um visitante inesperado. A figura, envolta em um manto escuro, com o capuz cobrindo seu rosto, apareceu em sua porta sem um som, como uma sombra que se materializou do nada.
Hermione, sempre alerta, levantou-se de sua cadeira, sua varinha já em sua mão. “Quem é você?” ela perguntou, sua voz firme, embora seu coração batesse um pouco mais rápido.
A figura não respondeu imediatamente. Em vez disso, uma voz profunda e ressonante ecoou pelo escritório, uma voz que parecia vir de lugar nenhum e de todos os lugares ao mesmo tempo. “Eu sou aquele que pode te ajudar a encontrar Maria, Hermione Granger.”
Hermione franziu a testa. “Como sabe meu nome? E quem é você para ter informações sobre o desaparecimento dela?”
O encapuzado deu um passo à frente, e a luz bruxuleante da lareira revelou um vislumbre de um rosto pálido e olhos que pareciam brilhar com uma inteligência fria e calculista. “Eu sou um observador. E sei mais do que você imagina.” Ele fez uma pausa, e um leve sorriso, quase imperceptível, curvou seus lábios. “Sei, por exemplo, que você é a bruxa mais brilhante de sua geração. E que sua mente é um recurso valioso.”
Hermione não se deixou enganar por elogios. “O que você quer?”
“Eu quero ver o equilíbrio restaurado. Tom Riddle está se tornando muito poderoso. Ele levou Gina, e agora Maria. Isso não pode continuar.” Ele se inclinou ligeiramente, e Hermione sentiu uma estranha pressão no ar, como se a própria atmosfera tivesse se tornado mais densa. “Eu sei onde ele as levou. Posso te guiar até lá. Mas não sem um preço.”
“Que preço?” Hermione perguntou, desconfiada.
“Minha identidade deve permanecer um segredo. E você deve confiar em mim, mesmo quando não entender minhas razões.” A voz do encapuzado era hipnótica, persuasiva. “Eu sou um inimigo de Tom Riddle. Mas não sou seu amigo. Pense em mim como um aliado temporário, com um objetivo em comum.”
Hermione ponderou suas palavras. A situação era desesperadora. Maria estava em perigo. E, embora o misterioso visitante inspirasse desconfiança, ele oferecia uma esperança, por mais tênue que fosse.
“E se eu recusar?” ela perguntou, testando-o.
“Então, Maria e Gina permanecerão nos domínios de Tom Riddle. E o poder dele continuará a crescer, sem oposição.”
A escolha era clara. Hermione, prática e determinada como sempre, sabia que não podia se dar ao luxo de recusar. “Muito bem,” ela disse, abaixando a varinha, mas mantendo-se alerta. “Eu aceito sua ajuda. Mas se você tentar qualquer coisa… juro que me arrependerei de ter confiado em você.”
O encapuzado assentiu, um brilho de algo que parecia satisfação em seus olhos. “Um acordo, então. Prepare-se, Hermione Granger. A jornada será perigosa. E você precisará de toda a sua inteligência para sobreviver ao que virá.”
Enquanto isso, Draco estava em um estado de fúria silenciosa. Ele se recusava a ficar parado enquanto Maria estava em perigo. Seus pensamentos estavam emaranhados, uma mistura de preocupação, raiva e um desejo ardente de protegê-la. Ele se lembrou da conversa no pátio, do sorriso dela, da pureza que ela irradiava. E a raiva em seu peito se intensificava.
Ele sabia que precisava agir, mas não sabia como. Ele não era parte do trio de ouro, não era um herói. Ele era um Malfoy, treinado para a escuridão, para a astúcia, para a autopreservação. Mas, por Maria, ele estava disposto a desafiar tudo o que ele era.
Ele procurou Harry, Rony e Gina. Encontrou-os no Salão Comunal da Grifinória, discutindo freneticamente sobre o desaparecimento de Maria. A aparição de Draco no Salão Comunal da Grifinória causou um silêncio imediato, e vários olhares de desconfiança e até mesmo hostilidade foram direcionados a ele.
Harry, no entanto, foi o primeiro a se recompor. “Draco,” ele disse, surpreso, mas com um traço de preocupação em sua voz. “O que você está fazendo aqui?”
Draco ignorou os olhares e a hostilidade. Seus olhos estavam fixos em Harry. “Maria desapareceu,” ele disse, sua voz tensa. “Eu sei que foi Tom Riddle.”
Rony bufou. “Como você saberia, Malfoy? Talvez você esteja envolvido nisso!”
Gina, no entanto, o silenciou com um olhar. Ela havia visto o terror nos olhos de Draco, a mesma preocupação que ela sentia. “Rony, não. Ele está falando sério.”
Draco não se dignou a responder a Rony. Ele olhou para Harry e Gina. “Eu quero ajudar. Eu… eu me importo com ela.” A confissão saiu de seus lábios, uma admissão que ele nunca pensou que faria. Ele sentiu um calor constrangedor em suas bochechas, mas a urgência da situação superava qualquer vergonha.
Harry o avaliou por um momento, seus olhos verdes penetrantes. Ele viu a sinceridade na declaração de Draco, a dor genuína. “Você tem alguma ideia de onde Tom a levou?”
Draco balançou a cabeça. “Não. Mas ele levou Gina antes, certo? Deve ser o mesmo lugar.”
Gina assentiu, seu rosto pálido. “Sim. O covil dele. É um lugar horrível, Harry. Escuro. Cheio de medo.”
Nesse momento, Hermione entrou no Salão Comunal, seus olhos brilhando com uma nova determinação. Ela havia aceitado a ajuda do estranho, e agora precisava compartilhar a informação.
“Eu sei onde Tom as levou,” ela anunciou, sua voz ressoando no Salão Comunal. Todos os olhos se voltaram para ela. “Um… um aliado me informou.”
Harry se aproximou. “Quem, Hermione? Você tem certeza que podemos confiar?”
Hermione hesitou por um momento, lembrando-se de sua promessa de segredo. “Ele é… um inimigo de Tom Riddle. E ele me deu as coordenadas. É um lugar chamado ‘O Coração da Escuridão’, uma antiga fortaleza nas profundezas das montanhas da Romênia.”
Draco sentiu um arrepio. A Romênia. Longe, perigoso. Mas onde Maria estava, ele iria.
“Então vamos,” Harry disse, sua voz firme, a determinação de um herói em seus olhos. “Vamos resgatá-las.”
Rony e Gina assentiram, seus rostos sérios. Draco, pela primeira vez em sua vida, sentiu-se parte de algo maior do que ele mesmo, parte de uma causa justa. Ele não era mais o garoto mimado e arrogante. Ele era um homem que faria qualquer coisa para salvar a mulher que, contra todas as expectativas, havia roubado seu coração.
A jornada para o Coração da Escuridão estava prestes a começar, e com ela, o destino de Maria, Gina e talvez do próprio mundo bruxo, pairava na balança. O sussurro da escuridão havia se tornado um grito, e o coração dividido de Draco Malfoy estava pronto para lutar.
Draco Malfoy, o outrora altivo e intocável príncipe da Sonserina, sentia essa sombra mais do que ninguém. Sua fachada gelada, cuidadosamente construída ao longo dos anos, começava a trincar sob o peso de um sentimento inesperado e avassalador. Maria. O nome dela ressoava em seus pensamentos, uma melodia suave que contradizia a aspereza de sua própria alma. Ela era da Lufa-Lufa, um farol de bondade e gentileza que parecia atraí-lo como uma mariposa à chama, apesar de todos os seus instintos de Sonserino gritarem para ele se afastar.
Ele a observava nos corredores, nos jardins, na Grande Salão. Seus cabelos castanhos claros, sempre presos em uma trança ou soltos em cachos macios, emolduravam um rosto que irradiava uma inocência que ele nunca pensou que pudesse existir. Seus olhos, de um castanho quente e acolhedor, eram espelhos de sua alma gentil. Draco, que sempre vira as pessoas como peões em seu próprio jogo, encontrava-se hipnotizado pela simplicidade e pureza de Maria.
A atração era um veneno doce, um desafio à sua própria identidade. Ele, Draco Malfoy, o herdeiro de uma linhagem pura e orgulhosa, estava se apaixonando por uma Lufa-Lufa. A ideia era absurda, humilhante, e ainda assim, irresistível.
Ele tentou, é claro, lutar contra isso. Tentou ignorar os sorrisos dela, a forma como ela o olhava com uma curiosidade genuína, sem o medo ou a repulsa que ele estava acostumado a ver. Mas a cada tentativa, sua determinação esvaía-se, substituída por um anseio crescente.
Certa tarde, Draco a encontrou no pátio, sentada sob uma árvore, lendo um livro de Herbologia. O sol filtrava através das folhas, criando padrões de luz e sombra em seu rosto. Ele parou a uma distância segura, observando-a. Ela parecia tão distante de seu mundo, tão intocada pela escuridão que o cercava.
“Maria,” ele disse, sua voz mais suave do que ele pretendia.
Ela levantou a cabeça, assustada, e seus olhos se arregalaram ligeiramente ao vê-lo. Um pequeno sorriso, genuíno e sem malícia, apareceu em seus lábios. “Draco,” ela respondeu, seu tom gentil.
Ele sentiu um leve rubor em suas bochechas, um sentimento que o irritou. Ele não corava. Ele era Draco Malfoy. “O que está lendo?” perguntou, aproximando-se alguns passos.
“Herbologia,” ela respondeu, fechando o livro. “É fascinante, sabia? As propriedades curativas das plantas são incríveis.”
Ele assentiu, fingindo interesse. “Hum. Sim, claro.” Ele não se importava nem um pouco com Herbologia, mas a perspectiva de conversar com ela o fazia suportar qualquer assunto.
Eles conversaram por um tempo, sobre trivialidades, sobre as aulas, sobre o clima. Draco, para sua própria surpresa, achou a conversa agradável. A presença de Maria era calmante, um bálsamo para a tempestade que geralmente rugia dentro dele.
No entanto, a felicidade era efêmera. A sombra que se estendia por Hogwarts não era apenas metafórica. Era real, e tinha um nome: Tom Riddle.
Tom Riddle, a encarnação da própria escuridão, observava tudo de sua própria dimensão sombria, um espectro que manipulava as peças do tabuleiro de xadrez da vida. Ele havia se interessado por Maria, não por amor, mas por sua pureza, por sua luz, que ele desejava corromper e usar para seus próprios fins nefastos.
A muitos anos atrás, Tom havia sequestrado Gina Weasley, uma garota vibrante e cheia de vida, e a levara para seu covil, um lugar de escuridão e desespero. Agora, seus olhos estavam fixos em Maria. A ideia de Draco Malfoy, um puro-sangue que ele esperava recrutar para sua causa, apaixonar-se por uma Lufa-Lufa era uma afronta, um desvio inaceitável.
Naquela mesma noite, enquanto Hogwarts dormia sob o manto estrelado, uma figura sombria pairava sobre a torre da Lufa-Lufa. Maria, em seu quarto, sonhava com campos floridos e risadas. Ela não percebeu a névoa escura que se infiltrava pelas frestas de sua janela, nem a mão fria que se estendia em sua direção.
No dia seguinte, a notícia se espalhou como um incêndio. Maria havia desaparecido.
O pânico se instalou na Lufa-Lufa e, rapidamente, em toda a escola. Harry Potter, com seu coração gentil e protetor, sentiu um aperto no peito. Rony Weasley, que sempre fora como um irmão para Maria, estava lívido de raiva e preocupação. Hermione Granger, com sua mente afiada e lógica, começou a investigar imediatamente, seu rosto sério e determinado. Gina Weasley, que já havia experimentado o terror do sequestro de Tom Riddle, sentiu um arrepio na espinha e um medo profundo por Maria.
Draco, ao ouvir a notícia, sentiu um choque elétrico percorrer seu corpo. O sangue pareceu gelar em suas veias. O pânico, um sentimento que ele raramente experimentava, o dominou. Maria. Desaparecida. A ideia era insuportável. Seus punhos se cerraram, e uma raiva fria e intensa começou a borbulhar dentro dele. Ele sabia, em seu íntimo, que isso não era um acidente. Era obra de algo mais sombrio, mais sinistro.
Enquanto isso, em seu escritório, Hermione recebia um visitante inesperado. A figura, envolta em um manto escuro, com o capuz cobrindo seu rosto, apareceu em sua porta sem um som, como uma sombra que se materializou do nada.
Hermione, sempre alerta, levantou-se de sua cadeira, sua varinha já em sua mão. “Quem é você?” ela perguntou, sua voz firme, embora seu coração batesse um pouco mais rápido.
A figura não respondeu imediatamente. Em vez disso, uma voz profunda e ressonante ecoou pelo escritório, uma voz que parecia vir de lugar nenhum e de todos os lugares ao mesmo tempo. “Eu sou aquele que pode te ajudar a encontrar Maria, Hermione Granger.”
Hermione franziu a testa. “Como sabe meu nome? E quem é você para ter informações sobre o desaparecimento dela?”
O encapuzado deu um passo à frente, e a luz bruxuleante da lareira revelou um vislumbre de um rosto pálido e olhos que pareciam brilhar com uma inteligência fria e calculista. “Eu sou um observador. E sei mais do que você imagina.” Ele fez uma pausa, e um leve sorriso, quase imperceptível, curvou seus lábios. “Sei, por exemplo, que você é a bruxa mais brilhante de sua geração. E que sua mente é um recurso valioso.”
Hermione não se deixou enganar por elogios. “O que você quer?”
“Eu quero ver o equilíbrio restaurado. Tom Riddle está se tornando muito poderoso. Ele levou Gina, e agora Maria. Isso não pode continuar.” Ele se inclinou ligeiramente, e Hermione sentiu uma estranha pressão no ar, como se a própria atmosfera tivesse se tornado mais densa. “Eu sei onde ele as levou. Posso te guiar até lá. Mas não sem um preço.”
“Que preço?” Hermione perguntou, desconfiada.
“Minha identidade deve permanecer um segredo. E você deve confiar em mim, mesmo quando não entender minhas razões.” A voz do encapuzado era hipnótica, persuasiva. “Eu sou um inimigo de Tom Riddle. Mas não sou seu amigo. Pense em mim como um aliado temporário, com um objetivo em comum.”
Hermione ponderou suas palavras. A situação era desesperadora. Maria estava em perigo. E, embora o misterioso visitante inspirasse desconfiança, ele oferecia uma esperança, por mais tênue que fosse.
“E se eu recusar?” ela perguntou, testando-o.
“Então, Maria e Gina permanecerão nos domínios de Tom Riddle. E o poder dele continuará a crescer, sem oposição.”
A escolha era clara. Hermione, prática e determinada como sempre, sabia que não podia se dar ao luxo de recusar. “Muito bem,” ela disse, abaixando a varinha, mas mantendo-se alerta. “Eu aceito sua ajuda. Mas se você tentar qualquer coisa… juro que me arrependerei de ter confiado em você.”
O encapuzado assentiu, um brilho de algo que parecia satisfação em seus olhos. “Um acordo, então. Prepare-se, Hermione Granger. A jornada será perigosa. E você precisará de toda a sua inteligência para sobreviver ao que virá.”
Enquanto isso, Draco estava em um estado de fúria silenciosa. Ele se recusava a ficar parado enquanto Maria estava em perigo. Seus pensamentos estavam emaranhados, uma mistura de preocupação, raiva e um desejo ardente de protegê-la. Ele se lembrou da conversa no pátio, do sorriso dela, da pureza que ela irradiava. E a raiva em seu peito se intensificava.
Ele sabia que precisava agir, mas não sabia como. Ele não era parte do trio de ouro, não era um herói. Ele era um Malfoy, treinado para a escuridão, para a astúcia, para a autopreservação. Mas, por Maria, ele estava disposto a desafiar tudo o que ele era.
Ele procurou Harry, Rony e Gina. Encontrou-os no Salão Comunal da Grifinória, discutindo freneticamente sobre o desaparecimento de Maria. A aparição de Draco no Salão Comunal da Grifinória causou um silêncio imediato, e vários olhares de desconfiança e até mesmo hostilidade foram direcionados a ele.
Harry, no entanto, foi o primeiro a se recompor. “Draco,” ele disse, surpreso, mas com um traço de preocupação em sua voz. “O que você está fazendo aqui?”
Draco ignorou os olhares e a hostilidade. Seus olhos estavam fixos em Harry. “Maria desapareceu,” ele disse, sua voz tensa. “Eu sei que foi Tom Riddle.”
Rony bufou. “Como você saberia, Malfoy? Talvez você esteja envolvido nisso!”
Gina, no entanto, o silenciou com um olhar. Ela havia visto o terror nos olhos de Draco, a mesma preocupação que ela sentia. “Rony, não. Ele está falando sério.”
Draco não se dignou a responder a Rony. Ele olhou para Harry e Gina. “Eu quero ajudar. Eu… eu me importo com ela.” A confissão saiu de seus lábios, uma admissão que ele nunca pensou que faria. Ele sentiu um calor constrangedor em suas bochechas, mas a urgência da situação superava qualquer vergonha.
Harry o avaliou por um momento, seus olhos verdes penetrantes. Ele viu a sinceridade na declaração de Draco, a dor genuína. “Você tem alguma ideia de onde Tom a levou?”
Draco balançou a cabeça. “Não. Mas ele levou Gina antes, certo? Deve ser o mesmo lugar.”
Gina assentiu, seu rosto pálido. “Sim. O covil dele. É um lugar horrível, Harry. Escuro. Cheio de medo.”
Nesse momento, Hermione entrou no Salão Comunal, seus olhos brilhando com uma nova determinação. Ela havia aceitado a ajuda do estranho, e agora precisava compartilhar a informação.
“Eu sei onde Tom as levou,” ela anunciou, sua voz ressoando no Salão Comunal. Todos os olhos se voltaram para ela. “Um… um aliado me informou.”
Harry se aproximou. “Quem, Hermione? Você tem certeza que podemos confiar?”
Hermione hesitou por um momento, lembrando-se de sua promessa de segredo. “Ele é… um inimigo de Tom Riddle. E ele me deu as coordenadas. É um lugar chamado ‘O Coração da Escuridão’, uma antiga fortaleza nas profundezas das montanhas da Romênia.”
Draco sentiu um arrepio. A Romênia. Longe, perigoso. Mas onde Maria estava, ele iria.
“Então vamos,” Harry disse, sua voz firme, a determinação de um herói em seus olhos. “Vamos resgatá-las.”
Rony e Gina assentiram, seus rostos sérios. Draco, pela primeira vez em sua vida, sentiu-se parte de algo maior do que ele mesmo, parte de uma causa justa. Ele não era mais o garoto mimado e arrogante. Ele era um homem que faria qualquer coisa para salvar a mulher que, contra todas as expectativas, havia roubado seu coração.
A jornada para o Coração da Escuridão estava prestes a começar, e com ela, o destino de Maria, Gina e talvez do próprio mundo bruxo, pairava na balança. O sussurro da escuridão havia se tornado um grito, e o coração dividido de Draco Malfoy estava pronto para lutar.
