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Um amor impossível?

Fandom: Naruto, Sasunaru

Criado: 25/03/2026

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RomanceDramaDor/ConfortoFofuraHistória DomésticaCenário CanônicoEstudo de PersonagemFatias de Vida
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O Eclipse de Konoha

As sombras da noite se projetavam longas sobre o escritório do Hokage, mas Naruto Uzumaki não estava lá. Ele não estava assinando papéis ou discutindo estratégias com Shikamaru. O Sétimo Hokage, o homem cujos ombros carregavam o peso de uma nação inteira, estava em um lugar que poucos conheciam: uma clareira isolada nos arredores da Vila da Folha, onde as árvores eram tão densas que a luz da lua mal conseguia penetrar.

Lá, parado como uma estátua de marfim e sombras, estava Sasuke Uchiha.

Naruto se aproximou sem fazer barulho, embora soubesse que era impossível surpreender o homem à sua frente. Ele observou a silhueta de Sasuke, a capa escura balançando levemente com a brisa noturna, o cabelo negro escondendo parte do rosto que carregava as marcas de uma vida de redenção e solidão.

— Você demorou — disse Sasuke, sua voz era um murmúrio baixo, mas carregado de uma intensidade que sempre fazia o sangue de Naruto correr mais rápido.

— Ser Hokage dá trabalho, sabe disso — Naruto respondeu, parando a poucos passos dele. — Mas eu nunca deixaria você esperando por muito tempo.

Sasuke virou-se lentamente. Seus olhos, o Rinnegan e o Sharingan, brilharam por um breve momento antes de suavizarem ao encontrar o olhar azul e determinado de Naruto. O loiro não era mais o garoto barulhento de anos atrás; ele era um homem imponente, com ombros largos, uma postura de comando e uma força que emanava dele como calor de uma fornalha.

— Às vezes eu esqueço como você se tornou... grande — admitiu Sasuke, um meio sorriso quase imperceptível surgindo em seus lábios.

Naruto deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. Ele estendeu a mão, tocando o rosto de Sasuke com uma delicadeza que contrastava com sua força bruta.

— E você continua o mesmo teimoso de sempre — sussurrou Naruto, aproximando o rosto do dele. — Mas é o meu teimoso. Só meu.

Sasuke fechou os olhos, entregando-se ao toque. Para o mundo, ele era o "Hokage das Sombras", o guerreiro frio e inalcançável. Mas ali, nos braços de Naruto, ele se permitia ser vulnerável. Ele se permitia ser amado.

— Naruto... — o nome saiu como um suspiro quando o Hokage o puxou para mais perto, envolvendo a cintura de Sasuke com um braço firme.

— Eu senti sua falta — disse Naruto, a voz subindo uma oitava, tornando-se mais rouca. — Cada dia que você passa fora da vila em missão é um peso no meu peito.

— Eu faço isso por nós — retrucou Sasuke, embora suas mãos agora estivessem agarradas à capa de Hokage de Naruto. — Para que este mundo onde você governa permaneça em paz.

— Eu sei — Naruto murmurou, e então selou seus lábios nos de Sasuke.

O beijo começou como um reencontro faminto. Havia a urgência de meses de separação, o sabor familiar um do outro que parecia ser a única coisa capaz de acalmar a tempestade interna de ambos. Naruto era fogo — quente, avassalador e vital. Sasuke era a noite — profunda, acolhedora e misteriosa. Quando se tocavam, o equilíbrio era perfeito.

Naruto aprofundou o beijo, sua língua explorando a boca de Sasuke com uma possessividade que o Uchiha não apenas aceitava, mas ansiava. Sasuke soltou um gemido baixo, o som vibrando contra a garganta de Naruto, e se pressionou mais contra o corpo sólido do loiro. Ele amava a sensação de ser dominado por Naruto, de sentir que, por mais forte que fosse, havia alguém capaz de segurá-lo, de protegê-lo, de ser seu porto seguro.

— Vamos para casa — disse Naruto entre beijos, a respiração ofegante contra a pele do pescoço de Sasuke.

— Sua casa ou a minha? — perguntou Sasuke, a voz tingida de um desejo raro.

— Onde quer que estejamos juntos — respondeu Naruto, pegando a mão de Sasuke e entrelaçando seus dedos. — Mas hoje... hoje eu quero você só para mim, longe dos olhos de qualquer conselheiro ou shinobi.

Eles se moveram como sombras através da floresta, chegando rapidamente a uma pequena cabana de propriedade privada de Naruto, um refúgio que ele mantinha para momentos exatamente como este. Assim que a porta se fechou atrás deles, a contenção que mantinham em público desapareceu completamente.

Naruto empurrou Sasuke contra a porta de madeira, suas mãos subindo para segurar o rosto do Uchiha enquanto o beijava com uma paixão renovada.

— Você não tem ideia do que faz comigo — murmurou Naruto, descendo os beijos para a mandíbula de Sasuke. — Ver você de longe, fingindo que somos apenas aliados... isso me mata.

— Então pare de fingir — disse Sasuke, sua respiração acelerada. — Aqui, não somos o Hokage e o andarilho. Somos apenas Naruto e Sasuke.

Sasuke ajudou Naruto a tirar a capa pesada, seus dedos ágeis desfazendo os fechos. Por baixo, o corpo de Naruto era um monumento de músculos bem definidos, resultado de anos de treinamento e batalhas. Sasuke passou as mãos pelo peito do loiro, sentindo os batimentos cardíacos acelerados sob a pele quente.

Naruto, por sua vez, foi despindo Sasuke com uma reverência quase religiosa. Ele conhecia cada cicatriz no corpo do Uchiha, cada marca que contava a história de sua dor e de sua redenção. Ele beijou cada uma delas, desde a marca no ombro até a pele pálida do abdômen.

— Você é lindo, Sasuke — sussurrou Naruto, olhando-o nos olhos com uma sinceridade que sempre desarmava o Uchiha.

— Só você diz essas coisas — Sasuke desviou o olhar por um segundo, o rubor subindo por suas bochechas, mas Naruto o trouxe de volta, segurando seu queixo.

— Porque só eu vejo quem você realmente é — afirmou o Hokage.

Naruto guiou Sasuke até a cama grande no centro do quarto. Ele se posicionou sobre o moreno, seus corpos se encaixando perfeitamente. Naruto era o elemento ativo, a força que impulsionava e guiava, enquanto Sasuke se abria para ele, permitindo-se ser o receptáculo de todo o amor e desejo que o Uzumaki tinha para oferecer.

— Naruto... por favor — pediu Sasuke, as pernas se enroscando na cintura do loiro, puxando-o para mais perto, buscando a conexão total.

— Eu estou aqui — respondeu Naruto, a voz baixa e firme. — Eu nunca vou te soltar.

O ato de amor entre eles não era apenas físico; era uma conversa de almas que se conheciam desde a infância, que haviam lutado uma contra a outra e que, finalmente, haviam encontrado a paz nos braços uma da outra. Naruto era intenso, cada movimento seu carregado de uma força controlada que levava Sasuke ao limite de seus sentidos.

Sasuke arqueava as costas sob o toque de Naruto, suas unhas cravando-se nos ombros largos do loiro enquanto o prazer o inundava. Ele se sentia completo, preenchido pela luz que Naruto emanava, uma luz que havia dissipado as trevas que um dia o consumiram.

— Eu te amo — Naruto sussurrou contra o ouvido de Sasuke, no momento em que ambos atingiam o ápice, as vozes se misturando em um único som que preenchia o quarto silencioso.

Depois, o silêncio que se seguiu não era pesado, mas confortável. Eles ficaram deitados, os membros entrelaçados, a respiração voltando ao normal gradualmente. Naruto tinha a cabeça de Sasuke apoiada em seu peito, os dedos traçando padrões aleatórios na pele do Uchiha.

— Você vai ter que voltar amanhã de manhã, não vai? — perguntou Sasuke, quebrando o silêncio.

— Infelizmente — suspirou Naruto. — O dever chama. Mas eu gostaria de poder ficar aqui para sempre. Com você.

Sasuke moveu-se ligeiramente para olhar para ele. Seus olhos estavam suaves, cheios de um carinho que ele reservava exclusivamente para o homem à sua frente.

— O mundo precisa do seu Hokage, Naruto. Mas eu... eu preciso do meu idiota hiperativo.

Naruto soltou uma risada curta e calorosa, puxando Sasuke para um abraço apertado.

— Eu prometo que, não importa o quão longe você vá ou o quão ocupado eu esteja, eu sempre vou encontrar o caminho de volta para você.

— Eu sei — respondeu Sasuke, fechando os olhos e deixando-se levar pelo sono, seguro no abraço do único homem que realmente o conhecia. — Eu sempre vou estar esperando por você.

Naquela noite, sob o céu de Konoha, não havia inimigos, rivais ou líderes. Havia apenas dois homens que haviam atravessado o inferno para encontrar o paraíso um no outro. E, enquanto a lua seguia seu curso, o eclipse de suas almas permanecia perfeito, eterno e inabalável.
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