
← Назад
0 лайков
Crônicas de sangue de shibuya
Фандом: Tokyo revengers
Создан: 12.04.2026
Теги
ЭкшнДрамаКриминалАнгстCharacter studyДаркНарочитая жестокостьСеттинг оригинального произведения
O Silêncio antes da Tempestade de Ouro
O ar noturno no Santuário Musashi estava pesado, carregado com o cheiro de incenso, escapamentos de motocicletas e a expectativa elétrica que precedia cada reunião da Tokyo Manji Gang. Centenas de jovens vestindo o icônico uniforme preto estavam alinhados com precisão militar, mas o burburinho cessou no instante em que um par de botas ecoou nos degraus de pedra.
Shion Matsuda caminhava com uma calma que beirava o insulto. Seus dreads pretos, curtos e finos, estavam perfeitamente alinhados sob o durag preto apertado, e os olhos amarelos dourados brilhavam sob a luz das lanternas, varrendo a multidão como os de um predador avaliando o território. A cicatriz fina em sua bochecha esquerda parecia pulsar levemente com o frio da noite.
Ele não precisava gritar para ser notado. Sua presença era um aviso silencioso.
— O "Demônio" chegou cedo hoje — comentou um membro da quarta divisão, sussurrando para o colega ao lado.
— Shion-san não gosta de se atrasar para o Mikey — respondeu o outro, baixando a cabeça quando o olhar dourado de Matsuda passou por eles.
Shion subiu os degraus e parou ao lado de Draken. O vice-capitão da Toman deu um aceno seco com a cabeça, que Shion retribuiu com um leve repuxar no canto da boca — o máximo de sorriso que ele permitia em serviço.
— O clima está tenso — comentou Shion, sua voz firme e clara, cortando o silêncio sem esforço. Ele ajustou o colarinho da camisa preta, onde os kanjis dourados brilhavam intensamente. — O pessoal está cheirando a medo.
— Eles sabem o que está vindo, Shion — Draken respondeu, cruzando os braços sobre o peito maciço. — A Tenjiku não está brincando. Izana está movendo as peças.
Ao ouvir o nome de Izana, o olhar de Shion endureceu. Por um breve segundo, as memórias do reformatório flasharam em sua mente: as paredes cinzentas, o som de ossos quebrando e a silhueta de Tetsuya Kurogane se perdendo na escuridão. Ele sentiu o peso da lealdade e da traição como uma pressão física no peito.
— Izana nunca brinca — disse Shion, a voz agora mais baixa, quase um rosnado contido. — Mas ele subestima o que construímos aqui.
A conversa foi interrompida quando Mikey apareceu no topo da escadaria. O líder da Toman parecia pequeno em estatura, mas sua aura era vasta, engolindo o santuário.
— Todos os membros da Tokyo Manji Gang! — a voz de Draken trovejou, fazendo os degraus tremerem. — O nosso líder tem a palavra!
A multidão se calou instantaneamente. Shion deu um passo para trás, assumindo sua postura relaxada, mas com os ombros retos e o peso do corpo distribuído de forma a permitir um ataque em qualquer direção. Ele era o observador, o analista. Enquanto Mikey falava sobre a iminente guerra contra a Tenjiku, os olhos de Shion não estavam no líder, mas nas sombras ao redor do santuário.
Ele percebeu um movimento estranho perto das árvores ao leste. Um vulto que não usava o uniforme da Toman.
Sem interromper o discurso de Mikey, Shion começou a se mover. Ele não correu; ele deslizou pelo flanco da reunião com a fluidez de um fantasma. Sua confiança era tamanha que ele nem sequer olhou para trás. Ele sabia que ninguém ousaria questionar sua saída momentânea.
Atrás de um dos grandes pilares de pedra, ele encontrou o que procurava. Um olheiro da Tenjiku, tentando se esconder nas sombras, com um celular na mão gravando a disposição da gangue.
— É falta de educação filmar sem pedir — disse Shion, surgindo das sombras como se tivesse sido materializado pelo próprio ar.
O infiltrado deu um pulo, deixando o celular cair. Ele tentou puxar um canivete do bolso, mas antes que a lâmina pudesse ser aberta, a mão de Shion já estava em seu pulso. O aperto foi brutal.
— Não confunde calma com fraqueza, garoto — Shion murmurou, aproximando o rosto do jovem, os olhos dourados brilhando com uma frieza letal.
— V-você... Matsuda? O Demônio da Toman? — o rapaz gaguejou, o terror estampado no rosto.
— Em carne e osso. — Shion aplicou pressão no pulso, ouvindo um estalo seco. O canivete caiu no chão. — Agora, você vai me dizer quem te mandou. E não me venha com nomes óbvios. Eu quero saber onde o Tetsuya está se escondendo.
O infiltrado tremeu, a dor e o medo nublando sua visão.
— Ele... ele está no porto... com o Izana... eles disseram que você seria o primeiro a cair, Shion! Que o Tetsuya pessoalmente vai arrancar essa sua cicatriz!
Shion soltou um suspiro curto, quase uma risada sem humor. Ele soltou o pulso do rapaz e, com um movimento rápido e direto, desferiu um soco curto no plexo solar do inimigo. O golpe foi tão preciso que o ar deixou os pulmões do rapaz instantaneamente, fazendo-o desabar, inconsciente.
Shion pegou o celular do chão, quebrou-o ao meio com as mãos nuas e jogou os restos no mato. Ele limpou as mãos na calça baggy preta e voltou para o centro do santuário.
A reunião estava terminando. Mikey olhou para Shion enquanto ele se aproximava. O líder sabia que algo tinha acontecido, mas não precisava perguntar. Ele confiava no instinto de seu "Demônio".
— Algum problema, Shion? — perguntou Mikey, com aquela expressão vazia que escondia um abismo.
— Apenas lixo sendo retirado, Mikey — Shion respondeu, parando ao pé da escada. — Mas as notícias não são boas. Tetsuya está com eles. Ele está vindo por mim.
Draken franziu a testa, preocupado.
— Você ainda sente que deve algo a ele?
Shion olhou para as próprias mãos, as juntas levemente avermelhadas pelo impacto. Ele lembrou da infância, de dividir o pouco pão que tinham com Tetsuya, de como juraram proteger um ao outro nas ruas cruéis de Tóquio.
— Lealdade é uma faca de dois gumes, Draken — disse Shion, sua voz assumindo um tom autoritário que fez alguns membros próximos se empertigarem. — Eu o protegi até onde a luz alcançava. Se ele escolheu mergulhar na escuridão do Izana, então ele escolheu o lado errado da minha mão.
— Você vai conseguir lutar contra ele? — Mikey perguntou, seus olhos negros encontrando os dourados de Shion.
A aura de Shion mudou. A descontração sociável desapareceu por completo, dando lugar a uma presença tão intimidadora que o ar ao redor parecia esfriar dez graus. Ele não era apenas um membro da Toman; ele era a força bruta temperada pela inteligência.
— Eu não luto por diversão, Mikey. Você sabe disso. Eu luto para terminar as coisas. Se o Tetsuya se colocar no caminho da Toman... eu vou quebrá-lo com a mesma eficiência que quebraria qualquer outro estranho.
Draken colocou a mão no ombro de Shion.
— Não precisa carregar esse peso sozinho.
— Eu carrego o peso que eu mesmo escolhi — Shion respondeu, retirando a mão de Draken com um movimento firme, mas não agressivo. — Vou patrulhar o perímetro sul. Eles estão começando a se mover.
Shion desceu os degraus, passando pelos membros que abriam caminho para ele como se estivessem diante de um desastre natural. Ele subiu em sua moto, uma máquina preta fosca que rugiu como uma fera ao ser ligada.
Enquanto acelerava para longe do santuário, o vento batendo contra seu rosto e agitando as pontas de seus dreads, Shion sentiu a velha adrenalina. Ele pensou na mãe, nos irmãos menores que ele sustentava com o suor de seu trabalho honesto durante o dia e com a força de seus punhos à noite.
Ele protege o que é dele. Essa era a sua regra.
— Tetsuya... — sussurrou ele para o vento, enquanto a cidade de Tóquio passava como um borrão de luzes neon. — Espero que você tenha treinado. Porque eu não vou hesitar.
Ele chegou a um cruzamento e parou no sinal vermelho. Ao seu lado, um grupo de delinquentes de uma gangue menor começou a acelerar suas motos, tentando intimidá-lo. Eram jovens, não tinham mais que dezesseis anos, usando jaquetas coloridas e gritando obscenidades.
Shion nem se deu ao trabalho de olhar para o lado. Ele apenas manteve as mãos no guidão, sua postura relaxada, mas a aura de perigo latente que emanava dele era tão forte que os gritos dos garotos foram morrendo um a um.
Um deles, o mais corajoso, olhou para o kanji dourado na manga de Shion.
— T-Toman... — gaguejou o garoto. — É o Matsuda! Vamos cair fora daqui!
Eles arrancaram antes mesmo do sinal abrir, quase batendo uns nos outros na pressa de fugir.
Shion deu um leve sorriso, aquele discreto e perigoso. O mundo o via como um demônio, e talvez ele fosse. Mas ele era um demônio com um código. E naquela noite, o código dizia que o sangue seria derramado para proteger a família que ele escolheu.
O sinal abriu. Shion empinou a moto levemente antes de disparar para a escuridão, pronto para encontrar o fantasma de seu passado e enterrá-lo de uma vez por todas. A guerra estava apenas começando, e o Demônio da Toman estava faminto.
Shion Matsuda caminhava com uma calma que beirava o insulto. Seus dreads pretos, curtos e finos, estavam perfeitamente alinhados sob o durag preto apertado, e os olhos amarelos dourados brilhavam sob a luz das lanternas, varrendo a multidão como os de um predador avaliando o território. A cicatriz fina em sua bochecha esquerda parecia pulsar levemente com o frio da noite.
Ele não precisava gritar para ser notado. Sua presença era um aviso silencioso.
— O "Demônio" chegou cedo hoje — comentou um membro da quarta divisão, sussurrando para o colega ao lado.
— Shion-san não gosta de se atrasar para o Mikey — respondeu o outro, baixando a cabeça quando o olhar dourado de Matsuda passou por eles.
Shion subiu os degraus e parou ao lado de Draken. O vice-capitão da Toman deu um aceno seco com a cabeça, que Shion retribuiu com um leve repuxar no canto da boca — o máximo de sorriso que ele permitia em serviço.
— O clima está tenso — comentou Shion, sua voz firme e clara, cortando o silêncio sem esforço. Ele ajustou o colarinho da camisa preta, onde os kanjis dourados brilhavam intensamente. — O pessoal está cheirando a medo.
— Eles sabem o que está vindo, Shion — Draken respondeu, cruzando os braços sobre o peito maciço. — A Tenjiku não está brincando. Izana está movendo as peças.
Ao ouvir o nome de Izana, o olhar de Shion endureceu. Por um breve segundo, as memórias do reformatório flasharam em sua mente: as paredes cinzentas, o som de ossos quebrando e a silhueta de Tetsuya Kurogane se perdendo na escuridão. Ele sentiu o peso da lealdade e da traição como uma pressão física no peito.
— Izana nunca brinca — disse Shion, a voz agora mais baixa, quase um rosnado contido. — Mas ele subestima o que construímos aqui.
A conversa foi interrompida quando Mikey apareceu no topo da escadaria. O líder da Toman parecia pequeno em estatura, mas sua aura era vasta, engolindo o santuário.
— Todos os membros da Tokyo Manji Gang! — a voz de Draken trovejou, fazendo os degraus tremerem. — O nosso líder tem a palavra!
A multidão se calou instantaneamente. Shion deu um passo para trás, assumindo sua postura relaxada, mas com os ombros retos e o peso do corpo distribuído de forma a permitir um ataque em qualquer direção. Ele era o observador, o analista. Enquanto Mikey falava sobre a iminente guerra contra a Tenjiku, os olhos de Shion não estavam no líder, mas nas sombras ao redor do santuário.
Ele percebeu um movimento estranho perto das árvores ao leste. Um vulto que não usava o uniforme da Toman.
Sem interromper o discurso de Mikey, Shion começou a se mover. Ele não correu; ele deslizou pelo flanco da reunião com a fluidez de um fantasma. Sua confiança era tamanha que ele nem sequer olhou para trás. Ele sabia que ninguém ousaria questionar sua saída momentânea.
Atrás de um dos grandes pilares de pedra, ele encontrou o que procurava. Um olheiro da Tenjiku, tentando se esconder nas sombras, com um celular na mão gravando a disposição da gangue.
— É falta de educação filmar sem pedir — disse Shion, surgindo das sombras como se tivesse sido materializado pelo próprio ar.
O infiltrado deu um pulo, deixando o celular cair. Ele tentou puxar um canivete do bolso, mas antes que a lâmina pudesse ser aberta, a mão de Shion já estava em seu pulso. O aperto foi brutal.
— Não confunde calma com fraqueza, garoto — Shion murmurou, aproximando o rosto do jovem, os olhos dourados brilhando com uma frieza letal.
— V-você... Matsuda? O Demônio da Toman? — o rapaz gaguejou, o terror estampado no rosto.
— Em carne e osso. — Shion aplicou pressão no pulso, ouvindo um estalo seco. O canivete caiu no chão. — Agora, você vai me dizer quem te mandou. E não me venha com nomes óbvios. Eu quero saber onde o Tetsuya está se escondendo.
O infiltrado tremeu, a dor e o medo nublando sua visão.
— Ele... ele está no porto... com o Izana... eles disseram que você seria o primeiro a cair, Shion! Que o Tetsuya pessoalmente vai arrancar essa sua cicatriz!
Shion soltou um suspiro curto, quase uma risada sem humor. Ele soltou o pulso do rapaz e, com um movimento rápido e direto, desferiu um soco curto no plexo solar do inimigo. O golpe foi tão preciso que o ar deixou os pulmões do rapaz instantaneamente, fazendo-o desabar, inconsciente.
Shion pegou o celular do chão, quebrou-o ao meio com as mãos nuas e jogou os restos no mato. Ele limpou as mãos na calça baggy preta e voltou para o centro do santuário.
A reunião estava terminando. Mikey olhou para Shion enquanto ele se aproximava. O líder sabia que algo tinha acontecido, mas não precisava perguntar. Ele confiava no instinto de seu "Demônio".
— Algum problema, Shion? — perguntou Mikey, com aquela expressão vazia que escondia um abismo.
— Apenas lixo sendo retirado, Mikey — Shion respondeu, parando ao pé da escada. — Mas as notícias não são boas. Tetsuya está com eles. Ele está vindo por mim.
Draken franziu a testa, preocupado.
— Você ainda sente que deve algo a ele?
Shion olhou para as próprias mãos, as juntas levemente avermelhadas pelo impacto. Ele lembrou da infância, de dividir o pouco pão que tinham com Tetsuya, de como juraram proteger um ao outro nas ruas cruéis de Tóquio.
— Lealdade é uma faca de dois gumes, Draken — disse Shion, sua voz assumindo um tom autoritário que fez alguns membros próximos se empertigarem. — Eu o protegi até onde a luz alcançava. Se ele escolheu mergulhar na escuridão do Izana, então ele escolheu o lado errado da minha mão.
— Você vai conseguir lutar contra ele? — Mikey perguntou, seus olhos negros encontrando os dourados de Shion.
A aura de Shion mudou. A descontração sociável desapareceu por completo, dando lugar a uma presença tão intimidadora que o ar ao redor parecia esfriar dez graus. Ele não era apenas um membro da Toman; ele era a força bruta temperada pela inteligência.
— Eu não luto por diversão, Mikey. Você sabe disso. Eu luto para terminar as coisas. Se o Tetsuya se colocar no caminho da Toman... eu vou quebrá-lo com a mesma eficiência que quebraria qualquer outro estranho.
Draken colocou a mão no ombro de Shion.
— Não precisa carregar esse peso sozinho.
— Eu carrego o peso que eu mesmo escolhi — Shion respondeu, retirando a mão de Draken com um movimento firme, mas não agressivo. — Vou patrulhar o perímetro sul. Eles estão começando a se mover.
Shion desceu os degraus, passando pelos membros que abriam caminho para ele como se estivessem diante de um desastre natural. Ele subiu em sua moto, uma máquina preta fosca que rugiu como uma fera ao ser ligada.
Enquanto acelerava para longe do santuário, o vento batendo contra seu rosto e agitando as pontas de seus dreads, Shion sentiu a velha adrenalina. Ele pensou na mãe, nos irmãos menores que ele sustentava com o suor de seu trabalho honesto durante o dia e com a força de seus punhos à noite.
Ele protege o que é dele. Essa era a sua regra.
— Tetsuya... — sussurrou ele para o vento, enquanto a cidade de Tóquio passava como um borrão de luzes neon. — Espero que você tenha treinado. Porque eu não vou hesitar.
Ele chegou a um cruzamento e parou no sinal vermelho. Ao seu lado, um grupo de delinquentes de uma gangue menor começou a acelerar suas motos, tentando intimidá-lo. Eram jovens, não tinham mais que dezesseis anos, usando jaquetas coloridas e gritando obscenidades.
Shion nem se deu ao trabalho de olhar para o lado. Ele apenas manteve as mãos no guidão, sua postura relaxada, mas a aura de perigo latente que emanava dele era tão forte que os gritos dos garotos foram morrendo um a um.
Um deles, o mais corajoso, olhou para o kanji dourado na manga de Shion.
— T-Toman... — gaguejou o garoto. — É o Matsuda! Vamos cair fora daqui!
Eles arrancaram antes mesmo do sinal abrir, quase batendo uns nos outros na pressa de fugir.
Shion deu um leve sorriso, aquele discreto e perigoso. O mundo o via como um demônio, e talvez ele fosse. Mas ele era um demônio com um código. E naquela noite, o código dizia que o sangue seria derramado para proteger a família que ele escolheu.
O sinal abriu. Shion empinou a moto levemente antes de disparar para a escuridão, pronto para encontrar o fantasma de seu passado e enterrá-lo de uma vez por todas. A guerra estava apenas começando, e o Demônio da Toman estava faminto.
Хотите создать свой фанфик?
Зарегистрируйтесь на Fanfy и создавайте свои собственные истории!
Создать свой фанфик