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The Inkwell Isles: Blueberry sister

Фандом: Cuphead

Создан: 13.04.2026

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AUДаркПсихологияФэнтезиPWPУпоминание инцестаCharacter studyНецензурная лексика
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O Doce e Perigoso Aroma de Mirtilo

A Ilha Tinteiro sempre foi um lugar de surpresas, mas nada superava a decisão repentina do Vovô Chaleira de expandir a família. Quando ele apresentou Sally Sheldon como a nova irmã adotiva de Cuphead e Mugman, a primeira impressão foi de pura curiosidade. Com suas orelhas de chacal pontuadas no topo da cabeça, dentes afiados que brilhavam quando ela sorria e aquele cheiro inebriante de mirtilo que parecia segui-la como uma névoa, ela era, sem dúvida, a criatura mais exótica que já havia pisado na casa de chá.

Cuphead, sempre o otimista imprudente, achou a ideia fantástica. Mais uma pessoa para as aventuras! Mugman, por outro lado, sentiu um calafrio na espinha que não conseguia explicar, uma timidez que ia além do seu habitual recato.

O problema era que Sally Sheldon não era exatamente a "irmãzinha" que o Vovô Chaleira imaginava.

— Rapazes, o vovô foi até a cidade comprar suprimentos para as tortas — anunciou Cuphead, jogando-se no sofá da sala com as botas marrons para o alto. — O que acham de jogarmos um pouco de cartas?

Mugman, que estava polindo sua borda azul no canto da sala, sorriu timidamente.

— Acho uma boa ideia, Cuphead. Talvez a Sally queira participar também.

Sally, que até então estava encostada no batente da porta observando-os com suas pálpebras pintadas de azul-cinza meio cerradas, deu um passo à frente. O som de suas botas pretas no assoalho de madeira era pesado e rítmico. Ela ajeitou a boina azul-cinza e tocou o amuleto oval em seu peito, um sorriso malicioso brincando em seus lábios finos.

— Cartas? — A voz dela era aveludada, mas carregava um tom de malícia que Cuphead era ingênuo demais para notar. — Eu conheço jogos muito mais interessantes que cartas, "maninhos".

Ela se aproximou do sofá, deslizando como uma sombra. O cheiro de mirtilo ficou subitamente mais forte, preenchendo os pulmões de Cuphead. Antes que ele pudesse reagir, Sally sentou-se ao lado dele, mas não apenas ao lado; ela se inclinou, pressionando o ombro contra o dele, as garras afiadas roçando levemente o tecido da camisa preta de Cuphead.

— Sally? Você está muito perto — comentou Cuphead, rindo de forma nervosa, o nariz vermelho brilhando sob a luz da tarde.

— Perto demais? — Ela sussurrou no ouvido dele, a ponta de sua orelha de chacal roçando o canudo listrado de vermelho e branco do rapaz. — Eu acho que ainda estou muito longe.

Com uma agilidade impressionante, Sally passou a mão enluvada pelo peito de Cuphead, descendo até a borda de seus shorts vermelhos. Cuphead congelou. Ele era charmoso e aventureiro, mas aquela agressividade era algo para o qual ele não tinha um contra-ataque pronto.

— Sabe, Cuphead — disse ela, a voz descendo uma oitava, tornando-se rouca e obscena —, eu fico imaginando se essa porcelana toda esquenta tanto quanto o meu sangue quando eu olho para você.

Mugman, observando a cena do outro lado da sala, sentiu o rosto esquentar até atingir um tom de azul profundo.

— Sally! O que você está fazendo? — gaguejou Mugman, dando um passo para trás. — Isso... isso não é coisa que uma irmã faça!

Sally virou a cabeça lentamente, os olhos brilhando com uma fome travessa. Ela soltou Cuphead, que soltou um suspiro de alívio misturado com uma confusão excitada, e caminhou em direção ao irmão mais calmo.

— Ah, Muggy... — Ela cantarolou o apelido de uma forma que o fez estremecer. — Você é tão certinho, tão azul, tão... frio.

Ela o encurralou contra a parede de madeira. Mugman era menor que Cuphead em termos de confiança, e a presença física de Sally, com suas mangas presunto e aquela gola alta que escondia o pescoço, parecia sufocá-lo. Ela apoiou as mãos na parede, uma de cada lado da cabeça de Mugman, prendendo-o.

— Sally, por favor — pediu Mugman, as mãos enluvadas de branco tremendo levemente.

— Shh — ela sibilou, aproximando o rosto do dele. — Você tem um cheiro tão bom, Mugman. Como leite fresco. Dá vontade de... morder.

Ela mostrou os dentes afiados e, em um movimento rápido, lambeu a bochecha de porcelana de Mugman, deixando um rastro de umidade que o fez soltar um ganido agudo.

— Pare com isso! — Cuphead interveio, levantando-se do sofá, embora ainda estivesse visivelmente abalado pelo toque anterior. — Sally, o vovô disse que somos uma família agora!

Sally se virou, soltando Mugman, que quase caiu no chão de tanta fraqueza nas pernas. Ela caminhou até o centro da sala, balançando os quadris de forma provocante, os olhos fixos em Cuphead.

— Exatamente, Cuphead. Família — ela repetiu a palavra como se fosse uma piada interna. — E famílias compartilham tudo, não é? Segredos... toques... desejos. Vocês são tão bonitinhos, tão frágeis. Dá vontade de quebrar vocês em mil pedacinhos só para ver o que tem dentro.

Ela se aproximou de Cuphead novamente, mas desta vez, ela não hesitou. Envolveu o pescoço dele com os braços, puxando-o para um beijo que não tinha nada de fraternal. Foi um beijo carregado de uma luxúria que Cuphead nunca havia experimentado. Suas luvas brancas agarraram os ombros de Sally por instinto, enquanto Mugman assistia a tudo, boquiaberto e horrorizado.

Quando ela se afastou, deixou Cuphead ofegante, o canudo dele parecendo vibrar.

— Você é um imprudente, não é? — Sally sussurrou contra os lábios dele. — Eu adoro isso. Adoro como você não sabe o que fazer quando uma mulher de verdade coloca as mãos em você.

— Sally, isso é errado — Cuphead conseguiu dizer, embora sua voz estivesse falhando e ele não fizesse menção de se afastar.

— O que é errado, maninho? — Ela perguntou, deslizando a mão para baixo e apalpando com firmeza a parte de trás de seus shorts. — Sentir prazer? Ou sentir medo de quanto você está gostando disso?

Mugman, recuperando um pouco da coragem, tentou puxar o braço de Sally.

— Solte ele! O Vovô Chaleira vai chegar a qualquer momento!

Sally soltou uma gargalhada curta e sombria. Ela se virou para Mugman com uma rapidez felina e o puxou pela camisa preta, colando os corpos.

— O vovô está velho e surdo, Muggy. E mesmo que ele estivesse aqui, eu saberia como convencê-lo de que vocês dois é que estão sendo... travessos comigo.

Ela deslizou a mão pela calça de Mugman, fazendo o pobre garoto soltar um soluço de vergonha.

— Sabe o que eu acho? — Ela continuou, olhando para os dois irmãos, alternando o olhar entre o vermelho e o azul. — Acho que esta casa era muito silenciosa antes de eu chegar. Vocês dois precisam aprender certas coisas que o vovô nunca ensinaria. Coisas que acontecem no escuro, quando ninguém está olhando.

— Você é louca — murmurou Cuphead, embora houvesse um brilho de admiração perigosa em seus olhos.

— Eu sou o que vocês quiserem que eu seja — respondeu ela, soltando Mugman e caminhando em direção às escadas. — Vou para o meu quarto agora. Se algum de vocês quiser... uma "leitura de história" antes de dormir, sabem onde me encontrar.

Ela parou no primeiro degrau e olhou por cima do ombro, a maquiagem azul-cinza destacando seu olhar predatório.

— E Cuphead? — Ela chamou.

— O quê? — Ele respondeu, ainda tentando processar o que acabara de acontecer.

— Da próxima vez, tente não tremer tanto. Ou trema mais. Eu ainda não decidi de qual jeito eu gosto mais.

Ela subiu as escadas, deixando para trás um rastro denso de mirtilo e dois irmãos completamente desestabilizados.

Mugman sentou-se no chão, as mãos cobrindo o rosto.

— Cuphead, o que a gente vai fazer? Ela é... ela é um monstro!

Cuphead olhou para o topo da escada, ajeitando seus shorts e tentando recuperar a compostura. Ele sentia o coração batendo forte contra a porcelana do peito.

— Eu não sei, Mugman — disse ele, a voz ainda um pouco trêmula. — Mas eu acho que as coisas nunca mais serão as mesmas por aqui.

— Ela nos tocou... ela disse aquelas coisas — Mugman sussurrou, a timidez agora misturada com uma confusão sensorial que ele não sabia como nomear.

— Eu sei — Cuphead respondeu, caminhando até o irmão e estendendo a mão para ajudá-lo a levantar. — Mas, Muggy... você viu o jeito que ela olhou para a gente?

Mugman olhou para o irmão, vendo o brilho imprudente voltando aos olhos de Cuphead.

— Cuphead, não! Você não está pensando em...

— Eu só estou dizendo que, se ela quer jogar esse jogo, talvez a gente devesse aprender as regras — Cuphead deu um sorriso torto, o charme voltando, embora tingido por uma nova e perigosa curiosidade.

— Isso vai acabar em desastre — previu Mugman, limpando o rastro da lambida de Sally em sua bochecha, embora o cheiro de mirtilo ainda estivesse impregnado em sua pele.

— Talvez — Cuphead deu de ombros. — Mas admite, Mugman... você nunca se sentiu tão "vivo" em toda a sua vida, não é?

Mugman não respondeu. Ele apenas olhou para as escadas, sentindo o conflito interno entre o medo e uma curiosidade proibida que Sally Sheldon havia despertado com suas garras e palavras obscenas.

Lá em cima, o som de uma porta se fechando ecoou pela casa silenciosa, mas o aroma de mirtilo permaneceu, flutuando no ar como uma promessa de que a noite seria muito longa e que a nova "irmã" deles tinha planos que iam muito além de brincadeiras de criança.

Sally, em seu quarto, tirou a boina e a jogou sobre a cama. Ela se olhou no espelho, passando os dedos pelas orelhas de chacal e sorrindo para seu reflexo. Seus novos irmãos eram perfeitos. Um fogo e um gelo, prontos para serem moldados por suas mãos.

— Isso vai ser divertido — sussurrou ela para a sala vazia, o amuleto azul anil brilhando fracamente em seu peito. — Muito, muito divertido.

Enquanto isso, na cozinha, o som da porta da frente se abrindo anunciou a volta do Vovô Chaleira.

— Olá, crianças! — A voz rouca e alegre do velho ecoou. — Trouxe maçãs frescas! Onde estão meus netinhos e a querida Sally?

Cuphead e Mugman se entreolharam na sala. O segredo já estava selado. Entre eles e a criatura de cheiro doce que agora habitava o andar de cima, havia uma fronteira que havia sido cruzada e não havia mais volta.

— Estamos aqui, Vovô! — Cuphead gritou de volta, sua voz soando quase normal, exceto por um leve tremor que apenas Mugman notou.

A vida na casa de chá tinha mudado. E, sob o teto do bondoso Vovô Chaleira, um jogo de sedução e perigo havia acabado de começar, com Sally Sheldon dando as cartas e os irmãos Xícara tentando desesperadamente não perder a alma — ou a porcelana — no processo.
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