Fanfy
.studio
Загрузка...
Фоновое изображение
← Назад
0 лайков

De volta a Gravity Falls

Фандом: Gravity Falls billdip

Создан: 18.04.2026

Теги

РомантикаAUФэнтезиДаркPWPПсихологияНецензурная лексика
Содержание

Entre o Olho e o Abismo

O calor de Gravity Falls durante o verão sempre fora sufocante, mas naquela noite, o ar parecia carregar uma eletricidade estática que fazia os pelos do braço de Dipper Pines se arrepiarem. Ele estava sentado em sua cama no sótão da Cabana do Mistério, o diário número três aberto sobre os joelhos, mas seus olhos não focavam nas palavras ou nos diagramas de monstros. Seus pensamentos estavam presos em uma forma geométrica amarela e em um par de olhos que pareciam enxergar através de sua alma.

Já fazia meses desde que o Estranhagedon fora evitado, ou assim todos acreditavam. Bill Cipher fora derrotado, transformado em pedra e esquecido no meio da floresta. No entanto, Dipper sabia que nada com Bill era tão simples. O demônio começara a aparecer em seus sonhos, não como o monstro triangular de pesadelo, mas em uma forma humana perturbadoramente atraente, vestindo um terno amarelo vibrante e carregando um sorriso que prometia tanto a perdição quanto o paraíso.

O mais perturbador para Dipper não era a volta de Bill, mas o fato de que ele ansiava por aquelas visitas.

— Você está lendo a mesma página há vinte minutos, Pinetree. — A voz arrastada e melódica ecoou pelo quarto, vinda de lugar nenhum e de lugar algum ao mesmo tempo.

Dipper deu um pulo, o diário escorregando de suas pernas. Ele olhou para o canto do quarto, onde as sombras pareciam se contorcer e ganhar vida. Lá estava ele, encostado na parede com uma elegância sobrenatural. Bill em sua forma humana: cabelos loiros bagunçados com uma mecha preta, um tapa-olho cobrindo o olho esquerdo e aquele olhar dourado que brilhava com uma malícia faminta.

— Bill — sussurrou Dipper, o coração martelando contra as costelas. — O que você está fazendo aqui? A Mabel está dormindo logo ali.

Bill soltou uma risada curta, um som que lembrava vidro quebrando de forma harmoniosa. Ele caminhou em direção à cama, cada passo parecendo flutuar sobre o assoalho de madeira rangente.

— Ah, a Estrela Cadente está em um sono profundo demais para nos atrapalhar — disse Bill, sentando-se na beira da cama de Dipper. — Eu queria ver como o meu brinquedo favorito estava se saindo. Você parece... tenso.

Dipper tentou recuar, mas suas costas bateram contra a cabeceira da cama. Bill estava perto demais. O cheiro dele era uma mistura estranha de fumaça de pinheiro e algo metálico, como ozônio antes de uma tempestade.

— Eu não sou seu brinquedo — rebateu Dipper, embora sua voz tenha falhado levemente. — E você deveria estar morto. Ou preso em uma estátua.

Bill inclinou a cabeça, um sorriso de lado curvando seus lábios finos. Ele estendeu uma mão enluvada e tocou o queixo de Dipper, forçando o garoto a olhá-lo nos olhos.

— Morto é um conceito tão relativo para alguém como eu, Pinetree — murmurou ele, a voz baixando para um tom perigosamente íntimo. — E admita, você sentiu minha falta. Eu vejo como você desenha triângulos nas margens dos seus cadernos. Eu sinto como seu pulso acelera quando pensa em mim.

Dipper sentiu o rosto queimar. Era verdade. Ele odiava o quanto Bill o conhecia, o quanto o demônio conseguia ler seus desejos mais sombrios e escondidos. Ele odiava o fato de que, sob o medo, havia uma atração magnética que ele não conseguia explicar.

— Eu só estava... estudando você — mentiu Dipper, desviando o olhar.

— Mentiroso — Bill sibilou, aproximando o rosto do de Dipper. — Você quer saber o que acontece quando um demônio decide que não quer mais brincar de guerra, mas de algo muito mais... interessante.

Antes que Dipper pudesse responder, Bill selou o espaço entre eles. O beijo foi um choque térmico, frio e quente ao mesmo tempo, carregado de uma fome que Dipper nunca experimentara. Não era um beijo gentil; era uma reivindicação. Bill explorou a boca de Dipper com uma urgência possessiva, e o garoto, em vez de lutar, sentiu suas defesas desmoronarem.

Dipper soltou um gemido baixo, suas mãos subindo para agarrar os ombros do paletó de Bill. Ele queria parar, ele sabia que isso era um erro catastrófico, mas o prazer que percorria seu corpo era entorpecente.

— Bill... — Dipper conseguiu dizer quando o demônio se afastou para beijar seu pescoço. — Isso é... a gente não pode...

— Shhh — Bill murmurou contra a pele sensível de Dipper, deixando uma marca arroxeada ali. — Esqueça as regras, Pinetree. Esqueça o certo e o errado. Esta noite, o universo é apenas nosso.

Bill estalou os dedos e, num piscar de olhos, o cenário mudou. Eles não estavam mais no sótão barulhento da cabana. Estavam em uma dimensão de bolso, um quarto luxuoso banhado em luz dourada e sombras profundas, onde a gravidade parecia opcional. Dipper sentiu-se cair sobre lençóis de seda negra que pareciam nuvens sob seu corpo.

Bill pairou sobre ele, desfazendo o nó de sua gravata borboleta com uma lentidão torturante. Seus olhos dourados brilhavam com uma intensidade predatória.

— Você passou tanto tempo tentando desvendar os mistérios de Gravity Falls — disse Bill, removendo o paletó e revelando os braços definidos sob a camisa branca. — Mas eu sou o maior mistério de todos, Dipper. Você está pronto para me explorar?

Dipper engoliu em seco, a respiração curta. A adrenalina e o desejo lutavam dentro dele. Ele olhou para Bill, para a criatura que quase destruiu sua família, e viu algo que nunca esperava encontrar: uma solidão milenar que espelhava sua própria curiosidade insaciável.

— Eu odeio você — confessou Dipper, puxando Bill pela gola da camisa para mais perto.

— Eu sei — Bill sorriu, os dentes brancos e perfeitos brilhando. — E é isso que torna tudo tão divertido.

O demônio começou a desabotoar a camisa de Dipper, seus dedos frios roçando a pele quente do garoto, provocando arrepios intensos. Cada toque de Bill parecia queimar, deixando um rastro de eletricidade. Quando Dipper ficou sem camisa, Bill parou por um momento, admirando o peito que subia e descia rapidamente com a respiração errática.

— Você é tão frágil, Pinetree — sussurrou Bill, sua mão descendo para o cós da calça de Dipper. — Um sopro de caos e você poderia quebrar. Mas eu não vou deixar. Você é meu.

— Prove — desafiou Dipper, a coragem vindo de algum lugar profundo e imprudente.

Bill soltou uma risada sombria e mergulhou. O que se seguiu foi uma dança de poder e entrega. Bill usava suas mãos e lábios para levar Dipper ao limite, conhecendo cada ponto sensível como se tivesse mapeado o corpo do garoto em seus sonhos milenares. Dipper arqueava o corpo, os dedos enterrados nos cabelos loiros de Bill, sua mente se perdendo em um mar de sensações que nenhum livro de mistérios poderia descrever.

— Bill, por favor... — Dipper implorou, sem saber exatamente pelo que estava pedindo, apenas sentindo a necessidade de algo mais, algo que preenchesse o vazio que o demônio criara em sua alma.

— Peça, Pinetree — Bill provocou, subindo novamente para encarar o garoto, seus corpos colados, o calor emanando de ambos. — Diga o que você quer de mim.

— Eu quero... tudo — Dipper ofegou, as lágrimas de prazer começando a se formar nos cantos dos olhos. — Eu quero você.

O sorriso de Bill amoleceu por uma fração de segundo, algo que quase parecia afeto, antes de ser substituído pela luxúria pura. Ele se moveu com uma agilidade sobrenatural, livrando ambos do resto de suas roupas. O contato pele com pele foi como uma explosão de energia.

Dipper sentiu a força de Bill, a maneira como o demônio o dominava sem esforço, mas havia também uma estranha reverência na forma como Bill o tocava. Como se Dipper fosse o objeto mais precioso em todas as dimensões.

— Você não tem ideia do que está pedindo — Bill murmurou, sua voz vibrando contra o peito de Dipper. — Mas eu vou te dar tudo o que você aguenta. E um pouco mais.

O ritmo aumentou, transformando-se em uma urgência frenética. Dipper sentia que estava se desintegrando, cada célula do seu corpo gritando o nome de Bill. O quarto ao redor deles parecia pulsar em sincronia com seus movimentos, as cores mudando de dourado para violeta, o espaço se dobrando sob a pressão daquela união impossível.

No ápice, quando o prazer se tornou quase insuportável, Dipper sentiu a mente de Bill se abrir para a sua. Por um breve momento, ele viu galáxias nascendo e morrendo, sentiu o peso da eternidade e a chama fria do caos. E no centro de tudo, ele viu a si mesmo — um pequeno ponto de luz que Bill Cipher se recusava a deixar apagar.

— Dipper! — Bill rugiu seu nome, não o apelido, enquanto ambos atingiam o limite.

O mundo explodiu em luz branca.

Segundos, ou talvez eras depois, Dipper se viu de volta ao sótão da Cabana do Mistério. O silêncio era absoluto, exceto pelo som de sua própria respiração pesada e o ressonar suave de Mabel na cama ao lado. Ele estava deitado sob seus cobertores, o diário caído no chão.

Ele sentou-se rapidamente, o corpo ainda vibrando, a pele ainda sentindo o fantasma dos toques de Bill. Teria sido tudo um sonho? Uma alucinação vívida causada pelo calor e pelo cansaço?

Ele levou a mão ao pescoço e sentiu uma ardência. Levantou-se e foi até o pequeno espelho pendurado na parede. Lá, na curva entre o ombro e o pescoço, estava uma marca clara: um círculo com um triângulo no centro, um símbolo que não estava lá antes.

Dipper tocou a marca, um sorriso involuntário surgindo em seus lábios.

— Mistério resolvido — sussurrou para o quarto vazio.

Das sombras no canto, um brilho dourado brilhou por um breve segundo, e uma risada familiar e distante ecoou em sua mente.

— Até a próxima, Pinetree.

Dipper voltou para a cama, sabendo que o verão estava longe de acabar e que, pela primeira vez, ele não tinha medo do que se escondia no escuro. Ele estava esperando por isso.
Содержание

Хотите создать свой фанфик?

Зарегистрируйтесь на Fanfy и создавайте свои собственные истории!

Создать свой фанфик