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A segundas chances do amor.

Фандом: Once Upon a Time e The Vampire Diares

Создан: 19.04.2026

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Onde o Horizonte Termina e o Sacrifício Começa

A névoa em Storybrooke nunca fora tão densa, nem tão carregada de um cheiro metálico que lembrava sangue e ozônio. Damon Salvatore chutou uma pedra na calçada da Main Street, seus olhos azuis faiscando com uma fúria que ele mal conseguia conter. Aquela cidade, com seu relógio parado e suas fachadas pitorescas, era uma piada de mau gosto. Especialmente porque ele sabia que, em algum lugar sob aquele verniz de normalidade, Elena estava escondida.

— Se eu ouvir mais uma vez que este lugar é "encantado", eu juro que vou começar a arrancar corações — rosnou Damon, ajeitando a gola de sua jaqueta de couro.

— Controle-se, Damon — retrucou Regina Mills, surgindo das sombras de sua própria prefeitura. Ela cruzou os braços, o olhar afiado como uma lâmina de adaga. — Você não está em Mystic Falls. Aqui, a magia tem dentes, e se você continuar agindo como um animal ferido, a cidade vai morder de volta.

Ao lado de Regina, Emma Swan mantinha a mão no coldre da arma, embora soubesse que balas de prata ou chumbo pouco fariam contra o que quer que estivesse protegendo aquele "mundo prisão".

— Ela tem razão — disse Emma, a voz rouca de cansaço. — Minha magia de "rastreadora de mentiras" está apitando desde que vocês atravessaram a linha da cidade. Lily Salvatore não apenas escondeu o caixão. Ela costurou Elena na própria estrutura desta dimensão.

Stefan Salvatore aproximou-se, seguido por uma Rebekah Mikaelson que parecia estranhamente deslocada em seus trajes modernos, mas ainda mantinha a altivez de uma Original.

— Minha mãe queria que Elena fosse esquecida — explicou Stefan, a voz carregada de uma culpa secular. — Ela criou um loop. Elena está aqui, em algum lugar, vivendo uma vida que não é dela, enquanto seu corpo real permanece preservado pela magia dos Hereges. Se a acordarmos do jeito errado, o feitiço de ligação com a Bonnie pode colapsar.

— E todos sabemos o que isso significa — Bonnie Bennett surgiu de trás de um dos carros estacionados, acompanhada por Enzo. A expressão da bruxa era de pura determinação, apesar das olheiras profundas. — Se Elena acordar enquanto eu estiver viva, e o vínculo for forçado, uma de nós se torna cinzas. Literalmente.

— Eu não vou deixar isso acontecer, passarinho — murmurou Enzo, colocando a mão protetoramente no ombro de Bonnie. — Já cruzamos dimensões antes. Vamos dar um jeito de enganar o destino.

Enquanto o grupo discutia estratégias em frente ao Granny’s Diner, um vulto loiro e elegante se afastou do círculo. Caroline Forbes sentia o peito apertado. Storybrooke era sufocante. Ela precisava de espaço, de ar, de algo que não fosse o lembrete constante de que sua melhor amiga era uma bomba-relógio mágica.

Ela caminhou até o cais, onde o cheiro do mar misturava-se ao mistério da floresta. Foi lá que o encontrou.

Klaus Mikaelson estava encostado em um poste de luz, observando o horizonte escuro onde o mar parecia simplesmente desaparecer em um vazio branco — o limite do mundo prisão.

— É uma construção fascinante, não acha, Caroline? — Klaus não se virou, mas sua voz aveludada ecoou com a precisão de um predador que conhece cada passo de sua presa. — Um mundo inteiro desenhado para ser uma gaiola dourada. Lily Salvatore tem um gosto refinado para a vingança.

— O que você está fazendo aqui, Klaus? — Caroline perguntou, parando a alguns metros dele. — Achei que estivesse ocupado demais sendo o "Rei de New Orleans" para se importar com uma maldição em uma cidadezinha de Maine.

Klaus finalmente se virou. O meio-sorriso que ele costumava usar para desarmar inimigos estava ausente. Em seu lugar, havia algo que Caroline raramente via: sinceridade.

— Eu soube que você estava em perigo. E, como eu lhe disse uma vez, eu pretendo ser o seu último amor, não importa quanto tempo leve. Se este mundo pretende acabar, eu prefiro estar aqui para ver o fim ao seu lado.

Caroline sentiu o coração falhar uma batida. Ela queria retrucar, queria usar seu sarcasmo habitual para manter a distância que havia construído com tanto esforço. Mas, diante da imensidão daquela maldição e da possibilidade real de perda, as barreiras pareciam frágeis.

— Você não muda — ela sussurrou, aproximando-se. — Continua sendo o homem mais impulsivo e perigoso que eu já conheci.

— E você continua sendo a única pessoa capaz de me fazer parar — ele estendeu a mão, tocando levemente o rosto dela. — Deixe-me ajudar, Caroline. Não por Elena, não pelos Salvatore. Por você.

Antes que ela pudesse responder, um grito ecoou vindo da torre do relógio.

— Emma! Regina! — Era a voz de Killian Jones. O pirata estava no topo das escadarias da biblioteca, apontando para o mostrador do relógio que, pela primeira vez em dias, começara a girar freneticamente para trás. — O tempo está se desfazendo!

O grupo se reuniu rapidamente no centro da praça. O chão começou a tremer, e as luzes das lojas piscaram violentamente.

— Ela está perto — Bonnie disse, seus olhos ficando brancos enquanto ela entrava em transe. — Posso sentir a pulsação dela. Elena está na biblioteca... mas não é o caixão. Ela está... caminhando.

Damon não esperou. Ele disparou em velocidade vampírica, derrubando as portas duplas da biblioteca. O que ele encontrou lá dentro não foi um sarcófago de pedra, mas uma cena comum: uma jovem de cabelos castanhos, sentada à mesa, folheando um livro de contos de fadas.

— Elena? — Damon chamou, sua voz falhando.

A garota levantou os olhos. Não havia reconhecimento neles. Apenas uma confusão educada.

— Pois não? — Ela fechou o livro. — Posso ajudá-lo, senhor? Sou a nova assistente da Srta. French.

Damon sentiu como se tivesse sido atingido por uma estaca de carvalho branco.

— Elena, sou eu. Damon.

— Eu sinto muito, acho que você me confundiu com outra pessoa — ela sorriu, um sorriso que era exatamente como ele se lembrava, mas desprovido da alma que os unia. — Meu nome é Mary.

Regina e Emma entraram logo atrás, seguidas pelos outros. Regina avaliou a cena com um olhar clínico.

— É pior do que pensávamos. Ela não está apenas dormindo; ela foi integrada à narrativa da cidade. Para Storybrooke, ela é apenas mais uma moradora amaldiçoada. Se tentarmos forçar a memória dela, o mundo prisão pode interpretar isso como um vírus e tentar "deletar" a causa.

— Deletar? — Stefan perguntou, alarmado. — Você quer dizer que ela morre?

— Quer dizer que todos nós morremos — corrigiu Emma. — Vejam.

Ela apontou para as janelas. Do lado de fora, a cidade estava começando a se dissolver nas bordas. Onde antes havia floresta, agora havia apenas um vácuo cinzento que avançava lentamente em direção ao centro.

— O feitiço de Lily era um sistema de segurança — disse Bonnie, recuperando-se do transe. — Se alguém de fora entrasse e tentasse levar a "peça central", a dimensão se autodestruiria. Temos que quebrar o vínculo entre mim e Elena agora, ou o colapso vai nos levar junto.

— E como fazemos isso sem matar você? — Enzo perguntou, a voz tensa de raiva.

Robin Hood, que estivera observando silenciosamente ao lado de Regina, deu um passo à frente. Sua presença era um lembrete constante da fragilidade da vida; ele mesmo era um eco trazido de volta por circunstâncias extraordinárias.

— Sacrifício — disse Robin, olhando para Regina. — Todo grande feitiço exige um equilíbrio. Se Elena é a âncora desta realidade, e Bonnie é a âncora da vida de Elena, precisamos de uma terceira força para estabilizar a transição. Alguém que pertença a este mundo, mas que não tema o outro.

Regina empalideceu.

— Robin, não ousaria...

— Não se trata de morrer, Regina — ele disse, pegando as mãos dela. — Trata-se de canalizar. Bonnie, você pode usar a magia de Storybrooke? A magia do "Verdadeiro Amor"?

Bonnie olhou para Klaus e Caroline, depois para Emma e Killian, e finalmente para Damon, que olhava desesperado para a Elena que não o conhecia.

— É a magia mais poderosa que existe — Bonnie admitiu. — Mas ela exige um preço. Para acordar Elena e salvar a mim, precisamos de um catalisador de redenção.

Klaus deu um passo à frente, surpreendendo a todos.

— Eu vivi mil anos — ele começou, sua voz ecoando pela biblioteca silenciosa. — Cometi atrocidades que fariam os vilões desta cidade parecerem crianças em um parquinho. Se o que vocês precisam é de um peso de "escuridão transformada em luz" para equilibrar a balança... eu me ofereço.

— Klaus, não! — Caroline exclamou, segurando o braço dele.

— Caroline — ele olhou para ela com uma ternura devastadora. — Você me disse uma vez que eu poderia ser um homem bom. Deixe-me provar que, pelo menos uma vez, você estava certa.

O ritual começou no centro da biblioteca, sob o grande relógio. Bonnie e Regina uniram as mãos, criando um círculo de chamas roxas e douradas. Klaus ficou no centro, servindo como o para-raios para a energia que começava a ser drenada das bordas da cidade.

— Elena! — Damon gritou por cima do vento mágico que rugia dentro da sala. — Você precisa se lembrar! Não pela maldição, não pela magia! Lembre-se de mim!

A garota chamada "Mary" começou a tremer. Suas memórias falsas estavam colidindo com a realidade bruta da presença de Damon.

— Eu... eu estava em uma estrada — ela murmurou, as lágrimas começando a descer. — Havia um corvo. E um estranho.

— Sim — Damon deu um passo para dentro do círculo, ignorando as faíscas que queimavam sua pele. — Você me disse que queria um amor que a consumisse. Paixão, aventura e até um pouco de perigo.

Elena piscou. A cor de seus olhos pareceu mudar, voltando ao chocolate profundo que Damon adorava.

— Damon? — Ela sussurrou, a voz finalmente carregada com o peso de anos de sono.

Nesse exato momento, o relógio da torre deu doze badaladas estrondosas. A energia canalizada através de Klaus atingiu o ápice. O híbrido soltou um grito de agonia enquanto as veias em seu rosto saltavam, brilhando com uma luz branca ofuscante.

— Agora, Bonnie! — Regina gritou.

Bonnie pronunciou as palavras finais do feitiço, uma língua antiga que parecia vibrar nos ossos de todos os presentes. O vínculo entre ela e Elena foi esticado até o limite, uma corda de luz vermelha que ameaçava partir.

Mas, em vez de se quebrar e destruir uma delas, a luz foi absorvida pelo sacrifício de Klaus. A energia da maldição de Lily Salvatore foi redirecionada para o vácuo, estabilizando a dimensão tempo suficiente para que um portal se abrisse no meio da biblioteca.

— Vão! — Klaus rugiu, caindo de joelhos, ainda segurando a brecha aberta com sua força de vontade pura. — Eu não conseguirei segurar por muito tempo!

Stefan e Rebekah ajudaram Elena, que estava tonta e fraca, a atravessar o portal. Enzo puxou Bonnie, que estava à beira do desmaio. Emma e Killian deram cobertura, enquanto Regina e Robin garantiam que a estrutura da biblioteca não desabasse sobre eles.

Damon parou por um segundo diante de Klaus.

— Eu te devo uma, Original — disse Damon, com um aceno de cabeça rápido antes de mergulhar no portal com Elena em seus braços.

Caroline foi a última. Ela olhou para Klaus, que estava envolto em chamas mágicas, o rosto transfigurado pela dor, mas com um olhar de triunfo.

— Klaus, venha conosco! — Ela estendeu a mão.

— Vá, Caroline! — Ele sorriu, um sorriso genuíno e sangrento. — Eu sempre encontro um caminho de volta. Lembre-se da minha promessa.

Com um puxão magnético, a cidade de Storybrooke pareceu se contrair. Caroline foi sugada pelo portal no último segundo, e o mundo prisão de Elena Gilbert colapsou em um silêncio absoluto.

Quando o grupo acordou, eles estavam de volta à floresta de Mystic Falls. O sol estava nascendo, pintando o céu de laranja e rosa.

Elena estava sentada na grama, respirando o ar fresco da manhã, as lágrimas correndo livremente enquanto ela tocava o rosto de Damon, certificando-se de que ele era real. Stefan e Rebekah estavam sentados próximos, a exaustão e o alívio claros em seus rostos. Bonnie estava nos braços de Enzo, viva e respirando.

Caroline, no entanto, levantou-se e olhou para o lugar onde o portal havia fechado. Não havia sinal de Klaus.

— Ele se foi? — perguntou ela, a voz baixa.

— Klaus é um sobrevivente, Caroline — disse Regina, aproximando-se e colocando a mão no ombro da vampira. A Rainha Má olhou para Robin, que estava ao seu lado, uma segunda chance viva. — Se ele sobreviveu a mil anos de sua própria família, uma dimensão de bolso não vai pará-lo.

— Nós conseguimos — murmurou Elena, sua voz atraindo a atenção de todos. Ela se levantou, apoiada por Damon. — Estamos todos aqui.

— Quase todos — corrigiu Damon, olhando para o horizonte. — Mas, pela primeira vez em muito tempo, o destino não está decidindo por nós.

A maldição de Lily Salvatore fora quebrada, mas o preço fora alto. Storybrooke permanecia como um fantasma em suas memórias, um lugar onde vilões se tornaram heróis e onde o amor provou ser a magia mais perigosa e necessária de todas.

Enquanto o grupo caminhava de volta para a cidade, Caroline sentiu algo no bolso de sua jaqueta. Ela retirou um pequeno pedaço de papel, envelhecido e com bordas queimadas. Nele, havia um desenho rápido, feito a carvão: ela, sorrindo, com o farol de Storybrooke ao fundo. E, no verso, apenas cinco palavras escritas com uma caligrafia elegante:

"Espere por mim. — K.M."

Ela sorriu, guardando o papel junto ao coração. A batalha pela vida de Elena terminara, mas a jornada de todos eles, entre o certo e o errado, entre a luz e a escuridão, estava apenas começando um novo capítulo.
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