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Фандом: Smallville
Создан: 19.04.2026
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Entre a Frequência e o Silêncio
A chuva batia contra as janelas do escritório do *Tocha*, o som rítmico e hipnótico sendo o único ruído em uma Smallville mergulhada na escuridão da madrugada. Chloe Sullivan estava curvada sobre seu computador, a luz azulada do monitor refletindo em seus olhos cansados. Ela estava acostumada com o silêncio, com a solidão do jornalismo escolar e com a sensação constante de ser a segunda opção na vida de quase todos que conhecia.
Especialmente na dele.
A porta do porão rangeu, e um vento frio soprou para dentro antes de ser interrompido pelo fechamento abrupto da entrada. Chloe não precisou se virar para saber quem era. O cheiro de terra molhada e o leve zumbido de uma presença física avassaladora entregavam Clark Kent antes mesmo que ele desse o primeiro passo.
— Chloe? — A voz dele estava rouca, carregada de um peso que ela conhecia bem demais.
Ela suspirou, fechando a aba de pesquisa sobre as Indústrias Luthor e girando sua cadeira de escritório. Clark estava parado ali, as roupas levemente úmidas, o cabelo bagunçado e uma expressão que era uma mistura dolorosa de exaustão e derrota.
— Clark, são quase duas da manhã. Se você veio aqui para me pedir para rastrear o paradeiro da Lana ou descobrir por que ela saiu correndo do festival hoje à noite, eu juro que vou jogar este grampeador em você. E eu sei que não vai doer, mas o simbolismo vai ser profundo.
Clark não sorriu. Ele caminhou até a mesa dela, movendo-se com aquela confiança inerente que ele parecia carregar sem esforço, uma mistura de força bruta e uma graça natural que sempre deixava Chloe sem fôlego. Ele se sentou na beirada da mesa, invadindo o espaço pessoal dela de uma forma que só ele se atrevia a fazer.
— Eu não vim falar da Lana — disse ele, fixando os olhos nos dela.
Chloe arqueou uma sobrancelha, o sarcasmo sendo sua única defesa contra a intensidade daquele olhar.
— Ah, entendi. Então é um meteoro mutante novo? Ou o Lex está fazendo experimentos com torradeiras malignas de novo?
— Chloe, pare — interrompeu ele. — Eu só... eu não aguentava mais ficar naquele celeiro. Pensando. Tentando entender por que eu continuo tentando consertar algo que já quebrou mil vezes.
Ele se inclinou para frente, a mandíbula travada. Havia uma nova assertividade em Clark ultimamente, uma sombra de arrogância que vinha com a consciência de seu próprio poder, mas que nele se traduzia em uma força magnética. Ele não era mais apenas o menino da fazenda confuso; ele era algo muito mais perigoso para o coração de Chloe.
— Ela seguiu em frente, Clark — disse Chloe, sua voz suavizando apesar de si mesma. — Talvez seja hora de você fazer o mesmo.
— Eu sei — respondeu ele, a voz baixando para um sussurro. — Eu passei tanto tempo olhando para a casa ao lado que esqueci de olhar para quem estava bem na minha frente.
O silêncio que se seguiu foi denso, carregado de eletricidade. Chloe sentiu o pulso acelerar. Ela conhecia aquele tom. Era o tom que ele usava quando estava prestes a fazer algo impulsivo ou quando estava sendo honesto demais.
— Clark, se isso for um daqueles seus momentos de "preciso de um ombro para chorar porque a garota de porcelana me quebrou de novo", eu realmente não estou no humor — disse ela, embora suas mãos estivessem tremendo levemente sobre o colo.
Clark estendeu a mão e tocou o rosto dela, o polegar traçando a linha de sua bochecha com uma delicadeza que contrastava com a força que ele possuía.
— Você é sempre tão intrometida, Chloe. Sempre querendo saber o que está acontecendo na cabeça de todo mundo. Por que é tão difícil acreditar que eu simplesmente quero estar com você?
— Porque eu sou a Chloe — respondeu ela, a voz falhando. — Eu sou a fiel escudeira. A garota que guarda os segredos e limpa a bagunça. Eu não sou a...
— Você é a mulher mais inteligente que eu conheço — interrompeu ele, a voz agora firme, quase arrogante na sua certeza. — Você é forte, é leal e, honestamente, não sei como sobrevivi tanto tempo sem perceber o quanto você é linda quando está tentando me dar uma lição de moral.
Chloe soltou uma risada curta, nervosa.
— Você está definitivamente sob efeito de alguma kryptonita vermelha ou algo assim. Deixe-me ver seus olhos.
— Meus olhos estão perfeitamente normais, Chloe — disse ele, aproximando-se ainda mais. — Pela primeira vez em muito tempo, eu estou vendo tudo com clareza.
Ele não esperou por uma resposta. Clark a puxou pela cintura, levantando-a da cadeira com uma facilidade desconcertante e trazendo-a para o espaço entre suas pernas enquanto ele ainda estava sentado na mesa. O beijo foi assertivo, quase exigente, capturando os lábios dela com uma fome que Chloe nunca imaginou que ele sentisse por ela.
Por um momento, o mundo de Chloe girou. O cheiro dele, o calor de seu corpo e a força de seus braços ao redor dela eram tudo o que ela sempre desejou em seus sonhos mais secretos e dolorosos. Ela retribuiu o beijo com a mesma intensidade, suas mãos subindo para o pescoço dele, os dedos se perdendo nos cabelos escuros e macios.
Quando eles se separaram para respirar, as testas ainda encostadas, Clark soltou um suspiro pesado.
— Eu sinto muito por ter demorado tanto — murmurou ele contra os lábios dela.
— Você é um idiota, Clark Kent — respondeu ela, recuperando um pouco de seu sarcasmo habitual, embora sua voz estivesse carregada de carinho. — Um idiota muito forte e muito sexy, o que torna as coisas muito complicadas para a minha saúde mental.
Clark sorriu, um sorriso genuíno e aberto que raramente alcançava seus olhos quando o assunto era Lana Lang.
— Eu posso ser muito carinhoso também, se você me der uma chance de provar.
— Isso é um desafio? — perguntou Chloe, desafiadora. — Porque você sabe que eu não resisto a uma investigação profunda.
— Considere isso uma exclusividade — disse ele, a voz descendo uma oitava, tornando-se perigosamente sedutora. — Sem segredos entre nós hoje, Chloe. Apenas... nós.
Ele a abraçou novamente, escondendo o rosto no pescoço dela, e Chloe sentiu a tensão deixar o corpo de Clark. Naquele pequeno escritório, cercados por arquivos de casos inexplicáveis e notícias de jornal, eles encontraram algo que era, pela primeira vez, perfeitamente explicável.
— O que vamos fazer amanhã? — perguntou ela, a voz abafada pelo ombro dele. — Smallville não vai parar de girar só porque o Superman decidiu mudar o foco da sua órbita.
— Amanhã nós lidamos com o resto do mundo — disse Clark, afastando-se apenas o suficiente para olhar nos olhos dela com uma seriedade protetora. — Mas esta noite, eu só quero esquecer o que ficou para trás. Eu quero estar aqui, com a única pessoa que nunca desistiu de mim.
Chloe sentiu as lágrimas arderem em seus olhos, mas as afastou com um sorriso convencido.
— Bem, se você vai ser todo romântico e assertivo assim, acho que posso adiar meu artigo sobre o desvio de verbas do prefeito para a manhã seguinte.
— Eu agradeço o sacrifício — brincou ele, antes de tomá-la nos braços novamente.
A chuva continuava a cair lá fora, mas dentro do *Tocha*, o frio havia desaparecido. Clark não estava apenas encontrando consolo; ele estava encontrando um porto seguro que sempre estivera ali, esperando que ele tivesse a coragem de ancorar. E Chloe, pela primeira vez em sua vida, não se sentia como a segunda opção. Ela era a manchete, o foco principal, e a única verdade que importava no universo de Clark Kent.
Especialmente na dele.
A porta do porão rangeu, e um vento frio soprou para dentro antes de ser interrompido pelo fechamento abrupto da entrada. Chloe não precisou se virar para saber quem era. O cheiro de terra molhada e o leve zumbido de uma presença física avassaladora entregavam Clark Kent antes mesmo que ele desse o primeiro passo.
— Chloe? — A voz dele estava rouca, carregada de um peso que ela conhecia bem demais.
Ela suspirou, fechando a aba de pesquisa sobre as Indústrias Luthor e girando sua cadeira de escritório. Clark estava parado ali, as roupas levemente úmidas, o cabelo bagunçado e uma expressão que era uma mistura dolorosa de exaustão e derrota.
— Clark, são quase duas da manhã. Se você veio aqui para me pedir para rastrear o paradeiro da Lana ou descobrir por que ela saiu correndo do festival hoje à noite, eu juro que vou jogar este grampeador em você. E eu sei que não vai doer, mas o simbolismo vai ser profundo.
Clark não sorriu. Ele caminhou até a mesa dela, movendo-se com aquela confiança inerente que ele parecia carregar sem esforço, uma mistura de força bruta e uma graça natural que sempre deixava Chloe sem fôlego. Ele se sentou na beirada da mesa, invadindo o espaço pessoal dela de uma forma que só ele se atrevia a fazer.
— Eu não vim falar da Lana — disse ele, fixando os olhos nos dela.
Chloe arqueou uma sobrancelha, o sarcasmo sendo sua única defesa contra a intensidade daquele olhar.
— Ah, entendi. Então é um meteoro mutante novo? Ou o Lex está fazendo experimentos com torradeiras malignas de novo?
— Chloe, pare — interrompeu ele. — Eu só... eu não aguentava mais ficar naquele celeiro. Pensando. Tentando entender por que eu continuo tentando consertar algo que já quebrou mil vezes.
Ele se inclinou para frente, a mandíbula travada. Havia uma nova assertividade em Clark ultimamente, uma sombra de arrogância que vinha com a consciência de seu próprio poder, mas que nele se traduzia em uma força magnética. Ele não era mais apenas o menino da fazenda confuso; ele era algo muito mais perigoso para o coração de Chloe.
— Ela seguiu em frente, Clark — disse Chloe, sua voz suavizando apesar de si mesma. — Talvez seja hora de você fazer o mesmo.
— Eu sei — respondeu ele, a voz baixando para um sussurro. — Eu passei tanto tempo olhando para a casa ao lado que esqueci de olhar para quem estava bem na minha frente.
O silêncio que se seguiu foi denso, carregado de eletricidade. Chloe sentiu o pulso acelerar. Ela conhecia aquele tom. Era o tom que ele usava quando estava prestes a fazer algo impulsivo ou quando estava sendo honesto demais.
— Clark, se isso for um daqueles seus momentos de "preciso de um ombro para chorar porque a garota de porcelana me quebrou de novo", eu realmente não estou no humor — disse ela, embora suas mãos estivessem tremendo levemente sobre o colo.
Clark estendeu a mão e tocou o rosto dela, o polegar traçando a linha de sua bochecha com uma delicadeza que contrastava com a força que ele possuía.
— Você é sempre tão intrometida, Chloe. Sempre querendo saber o que está acontecendo na cabeça de todo mundo. Por que é tão difícil acreditar que eu simplesmente quero estar com você?
— Porque eu sou a Chloe — respondeu ela, a voz falhando. — Eu sou a fiel escudeira. A garota que guarda os segredos e limpa a bagunça. Eu não sou a...
— Você é a mulher mais inteligente que eu conheço — interrompeu ele, a voz agora firme, quase arrogante na sua certeza. — Você é forte, é leal e, honestamente, não sei como sobrevivi tanto tempo sem perceber o quanto você é linda quando está tentando me dar uma lição de moral.
Chloe soltou uma risada curta, nervosa.
— Você está definitivamente sob efeito de alguma kryptonita vermelha ou algo assim. Deixe-me ver seus olhos.
— Meus olhos estão perfeitamente normais, Chloe — disse ele, aproximando-se ainda mais. — Pela primeira vez em muito tempo, eu estou vendo tudo com clareza.
Ele não esperou por uma resposta. Clark a puxou pela cintura, levantando-a da cadeira com uma facilidade desconcertante e trazendo-a para o espaço entre suas pernas enquanto ele ainda estava sentado na mesa. O beijo foi assertivo, quase exigente, capturando os lábios dela com uma fome que Chloe nunca imaginou que ele sentisse por ela.
Por um momento, o mundo de Chloe girou. O cheiro dele, o calor de seu corpo e a força de seus braços ao redor dela eram tudo o que ela sempre desejou em seus sonhos mais secretos e dolorosos. Ela retribuiu o beijo com a mesma intensidade, suas mãos subindo para o pescoço dele, os dedos se perdendo nos cabelos escuros e macios.
Quando eles se separaram para respirar, as testas ainda encostadas, Clark soltou um suspiro pesado.
— Eu sinto muito por ter demorado tanto — murmurou ele contra os lábios dela.
— Você é um idiota, Clark Kent — respondeu ela, recuperando um pouco de seu sarcasmo habitual, embora sua voz estivesse carregada de carinho. — Um idiota muito forte e muito sexy, o que torna as coisas muito complicadas para a minha saúde mental.
Clark sorriu, um sorriso genuíno e aberto que raramente alcançava seus olhos quando o assunto era Lana Lang.
— Eu posso ser muito carinhoso também, se você me der uma chance de provar.
— Isso é um desafio? — perguntou Chloe, desafiadora. — Porque você sabe que eu não resisto a uma investigação profunda.
— Considere isso uma exclusividade — disse ele, a voz descendo uma oitava, tornando-se perigosamente sedutora. — Sem segredos entre nós hoje, Chloe. Apenas... nós.
Ele a abraçou novamente, escondendo o rosto no pescoço dela, e Chloe sentiu a tensão deixar o corpo de Clark. Naquele pequeno escritório, cercados por arquivos de casos inexplicáveis e notícias de jornal, eles encontraram algo que era, pela primeira vez, perfeitamente explicável.
— O que vamos fazer amanhã? — perguntou ela, a voz abafada pelo ombro dele. — Smallville não vai parar de girar só porque o Superman decidiu mudar o foco da sua órbita.
— Amanhã nós lidamos com o resto do mundo — disse Clark, afastando-se apenas o suficiente para olhar nos olhos dela com uma seriedade protetora. — Mas esta noite, eu só quero esquecer o que ficou para trás. Eu quero estar aqui, com a única pessoa que nunca desistiu de mim.
Chloe sentiu as lágrimas arderem em seus olhos, mas as afastou com um sorriso convencido.
— Bem, se você vai ser todo romântico e assertivo assim, acho que posso adiar meu artigo sobre o desvio de verbas do prefeito para a manhã seguinte.
— Eu agradeço o sacrifício — brincou ele, antes de tomá-la nos braços novamente.
A chuva continuava a cair lá fora, mas dentro do *Tocha*, o frio havia desaparecido. Clark não estava apenas encontrando consolo; ele estava encontrando um porto seguro que sempre estivera ali, esperando que ele tivesse a coragem de ancorar. E Chloe, pela primeira vez em sua vida, não se sentia como a segunda opção. Ela era a manchete, o foco principal, e a única verdade que importava no universo de Clark Kent.
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