Fanfy
.studio
Загрузка...
Фоновое изображение
← Назад
0 лайков

Retalhos de uma corte

Фандом: Digital Circus

Создан: 25.04.2026

Теги

AUPWPФантастикаЗанавесочная историяНецензурная лексикаБиопанкБоди-хоррорКиберРомантика
Содержание

Retalhos de Desejo sob o Céu de Dados

O teto do quarto de Ragatha parecia pulsar no ritmo das batidas constantes que vinham da parede vizinha. Ela estava deitada de costas, os braços esticados e os dedos de pano apertando o lençol com uma força que quase ameaçava rasgar as costuras. Seu único olho de verdade estava arregalado, fixo no vazio, enquanto o botão azul do lado direito parecia brilhar sob a luz fraca do ambiente.

Caine finalmente cedera. Depois de meses de Zooble reclamando sobre a "higienização excessiva" e a falta de "necessidades biológicas complexas", o mestre de cerimônias simplesmente jogou as mãos para o alto, estalou os dedos e removeu as barreiras de censura durante o período noturno. O resultado? O Circo Digital, que antes era preenchido pelo silêncio digital da noite, agora ecoava com sons que Ragatha nunca imaginou que bonecos de pano e formas geométricas pudessem produzir.

— Ah, por favor... — sussurrou Ragatha para si mesma, cobrindo o rosto com as mãos. — Gangle, Zooble... um pouco de decoro...

Um grito agudo, seguido de um som rítmico de algo batendo contra o metal, atravessou a parede. Ragatha sentiu seu rosto de pano esquentar. Ela era a figura materna, a otimista, aquela que mantinha a sanidade de todos, mas até a paciência de uma santa tinha limites quando se ouvia o prazer desenfreado das amigas por três horas seguidas. Seu corpo curvilíneo se agitou sob o vestido de retalhos, uma sensação estranha e formigante subindo por suas pernas de enchimento.

De repente, a porta de seu quarto se abriu com um clique suave. Ragatha sentou-se num pulo, o cabelo ruivo volumoso balançando como uma nuvem de fogo ao redor de seu rosto.

— Quem está aí? — perguntou ela, a voz um pouco trêmula.

Na soleira da porta, a silhueta de Pomni se destacava contra a luz do corredor. A boba da corte parecia exausta, mas havia um brilho diferente em seus olhos — algo que não era o pânico habitual, mas uma curiosidade acentuada, quase faminta. Sua roupa azul e vermelha estava levemente desalinhada.

— Eu não aguento mais, Ragatha — disse Pomni, fechando a porta atrás de si e encostando as costas na madeira. — Elas não param. Parece que a Zooble está tentando desmontar a Gangle... ou o contrário.

Ragatha soltou um suspiro de alívio, relaxando os ombros.

— Oh, Pomni. Você também não conseguiu dormir? É... intenso, não é?

Pomni caminhou até a beira da cama. Sob a luz suave, sua pele pálida parecia quase brilhar. Ela era mais magra que Ragatha, mas possuía uma firmeza no corpo que a boneca de pano sempre achara fascinante. Pomni sentou-se no colchão, sentindo a maciez do material.

— Não é só o barulho, Ragatha — começou Pomni, olhando fixamente para a boneca. — É o que o barulho faz a gente sentir. Você também sente, não sente? Esse... vazio que de repente quer ser preenchido?

Ragatha engoliu em seco. A franqueza de Pomni era desarmante.

— Eu... eu tento não pensar nisso. Temos que manter a ordem, sabe? Alguém tem que ser o adulto aqui.

— Caine tirou a censura — disse Pomni, aproximando-se mais, o joelho tocando a coxa farta de Ragatha. — Não existem mais adultos ou crianças aqui. Apenas dados e... desejos. E eu estou farta de apenas ouvir.

A mão de Pomni subiu, os dedos pequenos e firmes tocando o tecido do braço de Ragatha. A boneca estremeceu. O toque era elétrico. Ragatha olhou para Pomni e viu uma confiança nova ali, uma determinação que substituía o medo constante de ficar presa naquele mundo.

— Pomni, o que você está sugerindo? — A voz de Ragatha saiu como um sopro.

— Eu quero saber se o seu enchimento é tão macio quanto parece — respondeu Pomni, a voz baixa e rouca. — E eu quero que você me ajude a esquecer o barulho lá fora com algo muito melhor aqui dentro.

Sem esperar por uma resposta formal, Pomni avançou. Seus lábios encontraram os de Ragatha em um beijo que começou desajeitado e logo se tornou urgente. Ragatha soltou um som abafado de surpresa, mas logo suas mãos subiram para a nuca de Pomni, puxando-a para mais perto. O cabelo ruivo de Ragatha envolveu o rosto da boba da corte como um manto quente.

— Meu Deus, Pomni... — arquejou Ragatha quando o beijo quebrou.

— Shh — sussurrou Pomni, as mãos descendo pelas curvas do vestido de retalhos de Ragatha. — Apenas sinta.

Pomni começou a desabotoar a parte de cima do vestido de Ragatha. O contraste entre as mãos firmes da humana e a textura de pano da boneca criava uma fricção deliciosa. Quando o vestido caiu pelos ombros, revelando os seios generosos e macios de Ragatha, feitos do mais puro algodão digital, Pomni soltou um suspiro de admiração.

— Você é linda, Ragatha. Cada costura.

— E você... você é tão firme — respondeu Ragatha, as mãos explorando o corpo mais esguio de Pomni, sentindo os músculos sob a roupa de jester.

Ragatha se deitou, puxando Pomni para cima de si. O peso da outra era perfeito. Pomni começou a beijar o pescoço de pano de Ragatha, encontrando um ponto sensível perto da costura da mandíbula que fez a boneca arquear as costas e soltar um gemido alto, rivalizando com os sons que vinham do quarto vizinho.

— Isso... ah, Pomni, continue... — pediu Ragatha, as pernas se abrindo por instinto.

Pomni desceu pelo corpo de Ragatha, retirando o restante das roupas de jester e o vestido de retalhos até que ambas estivessem nuas sob a luz do quarto. A visão de Ragatha era estonteante: as curvas largas, os quadris generosos e a pele de pano que parecia convidar ao toque. Pomni se posicionou entre as pernas da boneca, sentindo o calor que emanava dali.

— Você está pronta para isso? — perguntou Pomni, olhando nos olhos dela.

— Mais do que nunca — respondeu Ragatha, o rosto corado de um rosa profundo. — Me faça esquecer onde estamos.

Pomni inclinou-se e começou a usar a língua com uma habilidade que Ragatha não esperava. O contato da umidade da língua de Pomni com a textura absorvente e macia do pano criou uma sensação avassaladora. Ragatha agarrou os lençóis, sua cabeça jogada para trás, o cabelo ruivo espalhado pelo travesseiro.

— Oh, sim! Bem aí... Pomni! — gritou Ragatha, os quadris subindo involuntariamente.

A boba da corte não parou. Ela estava determinada a explorar cada centímetro daquela boneca otimista. Suas mãos subiram para apertar os seios de Ragatha, enquanto sua boca trabalhava com uma intensidade crescente. Ragatha sentia que suas costuras iam estourar, não de dor, mas de um prazer que se acumulava como uma sobrecarga de dados em seu sistema.

— Eu quero você dentro de mim — ofegou Ragatha, puxando Pomni para cima novamente. — Agora, por favor.

Pomni sorriu, uma confiança selvagem brilhando em seus olhos. Ela usou os dedos, explorando a entrada macia de Ragatha, sentindo como o corpo da boneca parecia se moldar ao dela. A boneca de pano era quente, acolhedora, e cada som que saía de sua boca era música para os ouvidos de Pomni.

— Você é tão apertada, Ragatha... — sussurrou Pomni, aumentando o ritmo.

— Ah! Pomni... mais... mais rápido! — Ragatha estava fora de si. O otimismo habitual dera lugar a uma luxúria pura e desenfreada. Ela envolveu as pernas fortes ao redor da cintura de Pomni, puxando-a para o contato total.

Os gemidos no quarto ao lado agora eram apenas um ruído de fundo, insignificantes comparados à tempestade que acontecia ali. Ragatha sentia cada estocada dos dedos de Pomni, cada beijo mordido em seus ombros de pano. Ela começou a atingir o ápice, uma sensação de eletricidade percorrendo cada fio de seu enchimento.

— Eu vou... eu vou... — Ragatha não conseguiu terminar a frase. Seu corpo inteiro retesou-se, um grito de puro êxtase escapando de sua garganta enquanto ela gozava intensamente, apertando Pomni contra si como se sua vida dependesse disso.

Pomni, sentindo a reação de Ragatha, não demorou a segui-la. O esforço e a visão da boneca em transe foram o suficiente para levá-la ao limite. Ela desabou sobre o peito macio de Ragatha, ambas respirando pesadamente, o suor digital brilhando em suas peles.

O silêncio finalmente se instalou no quarto, quebrado apenas pela respiração descompassada das duas. No quarto ao lado, os barulhos também haviam cessado, como se Zooble e Gangle tivessem finalmente encontrado a paz.

Ragatha passou a mão pelo cabelo de Pomni, acariciando os fios pretos com ternura.

— Isso foi... — começou Ragatha, ainda tentando recuperar o fôlego.

— Melhor que qualquer saída que eu tentei encontrar — completou Pomni, levantando a cabeça para sorrir para ela.

Ragatha riu, um som doce e genuíno.

— Acho que você tinha razão. Às vezes, a gente só precisa de um pouco de... liberação.

— Então — disse Pomni, aconchegando-se nas curvas acolhedoras de Ragatha —, você acha que a censura volta amanhã?

Ragatha deu um beijo na testa de Pomni e fechou o olho de botão, sentindo-se finalmente relaxada.

— Se voltar, a gente dá um jeito. Mas por enquanto... acho que podemos dormir muito bem.

E ali, no meio do caos digital e da insanidade do Circo, as duas encontraram um conforto que nenhum código ou programação poderia replicar, adormecendo entrelaçadas em um emaranhado de retalhos e desejo.
Содержание

Хотите создать свой фанфик?

Зарегистрируйтесь на Fanfy и создавайте свои собственные истории!

Создать свой фанфик