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O dono do morro

Фандом: Não tem

Создан: 04.05.2026

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Herança de Sangue e Amor

O sol de fim de tarde no Rio de Janeiro batia de chapa na fachada da mansão no topo da Rocinha, refletindo nos vidros blindados e realçando o brilho do mármore. Lá dentro, o ar-condicionado central mantinha a temperatura amena, contrastando com o calor de quarenta graus que castigava a comunidade lá fora. Guilherme Allegretti estava sentado em sua poltrona de couro legítimo no escritório, o cenho franzido enquanto analisava algumas planilhas de carregamento. Aos 37 anos, o dono do morro não tinha perdido um milímetro de sua imponência. Os 1,92m de altura, distribuídos em um corpo densamente musculoso e tatuado, impunham respeito imediato a qualquer um que ousasse cruzar seu caminho.

A porta do escritório se abriu sem cerimônias. Apenas uma pessoa tinha essa ousadia.

— Trabalhando até agora, meu rabugento? — Letícia entrou no recinto, o quadril balançando suavemente sob o vestido de seda curto que acentuava cada curva de seu corpo de 1,64m.

Guilherme levantou os olhos verdes, e a expressão dura derreteu-se instantaneamente. Ele largou a caneta e abriu os braços.

— Vem cá, coração — disse ele, a voz grave e rouca. — Tu sabe que o movimento não para, mas pra você eu sempre tenho tempo.

Letícia sentou-se no colo do marido, sentindo a firmeza das coxas dele sob ela. Ela passou os dedos pelos cabelos castanhos curtos dele, descendo para o bigode perfeitamente aparado.

— Os meninos chegaram com as meninas — ela sussurrou, roçando o nariz no dele. — Estão lá na piscina. O Ragnar já quase derrubou a Serena de tanto lamber a garota.

— Aquele cachorro é mais safado que o dono — Guilherme riu, apertando a cintura da esposa. — Mas falando sério, amor, como é que tá o clima lá embaixo? Kael e Bernardo estavam com a cara fechada hoje cedo.

— Estresse de moleque, tu conhece teus filhos — Letícia deu de ombros, mas seus olhos escuros brilharam com carinho. — Eles são a tua cópia cuspida e escarrada, Guilherme. Marrentos que só vendo.

Enquanto o casal trocava carícias no andar de cima, a área de lazer da mansão fervia. Ragnar, o imenso Cane Corso preto, corria ao redor da piscina, latindo de alegria. Bernardo, vestindo apenas um short de tactel preto, exibia o físico de atleta e as tatuagens que fechavam parte do braço. Ele estava encostado na borda da piscina, observando Merllya, que saía da água como uma visão.

— Tá olhando o quê, lindo? — Merllya perguntou, jogando os cabelos loiros e cacheados para trás, as gotas de água brilhando em sua pele bronzeada.

— Olhando o que é meu, ué — Bernardo respondeu com seu jeito safado, puxando-a pela cintura para perto de si. — Tu tá gostosa pra caralho nesse biquíni, Mell. Tá querendo me testar, é?

— Talvez — ela riu, selando os lábios nos dele. — Mas a Serena e o Kael estão logo ali, se controla.

A poucos metros dali, o clima era um pouco mais denso. Kaelton, ou simplesmente Kael, estava sentado em uma espreguiçadeira com Serena entre suas pernas. O cabelo platinado dele brilhava sob o sol, e a expressão séria não deixava dúvidas de que algo o incomodava. Ele passava as mãos grandes pelas curvas delicadas de Serena, sentindo a textura da pele alva e rosada da namorada.

— Docinho, eu já te falei que não quero tu descendo praquela festa no asfalto sem mim — Kael resmungou, a voz carregada de ciúme enquanto apertava a coxa dela.

Serena virou o rosto, os olhos negros e puxados brilhando com uma mistura de afeição e paciência. Ela parecia um pequeno mochi de tão delicada, mas sabia exatamente como domar o "ursinho" estressado que tinha como namorado.

— Amor, eu só ia com a Mell pra ver umas roupas — ela explicou, passando a mão pelo rosto moreno dele. — Não fica assim, vida. Tu sabe que eu sou louca por você.

— Eu fico puto, Serena — Kael confessou, encostando a testa na dela. — Tu é linda demais, os cara não respeita. Se eu vejo um maluco te olhando torto, eu perco a linha.

— Eu sei, meu ursinho — ela sorriu, dando um selinho demorado nele. — Mas eu só tenho olhos pro meu platinado favorito.

Bernardo, que ouvia a conversa do irmão, soltou uma risada alta de dentro da piscina.

— Deixa de ser doente, Kael! A garota não sai do nosso pé, vai querer o que no asfalto? — Bernardo provocou, mergulhando logo em seguida para escapar do chinelo que o irmão ameaçou jogar.

Os gêmeos eram quase uma extensão um do outro. Dividiam roupas, segredos e a mesma lealdade inabalável à família. Trabalhavam com o pai no "escritório" da Rocinha, aprendendo desde cedo que o respeito ali era conquistado com punho de ferro, mas mantido com inteligência.

Mais tarde, o jantar foi servido na imensa mesa de jantar. Guilherme e Letícia presidiam a mesa como o rei e a rainha que eram naquele território. Serena e Merllya sentavam-se ao lado de seus respectivos namorados, sentindo-se parte integral daquela família. Para Serena, estar ali era o seu porto seguro, já que seus pais ricos estavam sempre em algum lugar da Europa ou da Ásia, esquecendo-se de que tinham uma filha no Brasil.

— Tia Lê, esse empadão tá maravilhoso — comentou Merllya, servindo-se de mais um pedaço.

— Fiz especialmente pra vocês, minhas filhas — Letícia sorriu, genuinamente feliz por ter a casa cheia. — E vocês dois, tratem de cuidar bem dessas meninas, senão vão se ver comigo.

— Relaxa, amor — Guilherme interveio, piscando para a esposa. — Meus filhos foram bem criados. Eles sabem que mulher de verdade a gente guarda no coração e protege com o fuzil se precisar.

Após o jantar, o clima na casa mudou. Guilherme precisava resolver uma pendência no arsenal que ficava no subsolo da mansão. Ele desceu as escadas, sendo seguido por Bernardo e Kael. O arsenal era o santuário de Guilherme: fileiras de fuzis HK, pistolas Glock de última geração e munição de todos os calibres, tudo meticulosamente organizado.

— Escutem aqui — Guilherme começou, a voz agora sem o tom carinhoso que usava com Letícia. — O pessoal do morro vizinho tá querendo testar nossa fronteira. Amanhã cedo, quero vocês dois fazendo a ronda na parte baixa. Nada de bobeira com celular, entenderam?

— Pode deixar, coroa — Bernardo respondeu, verificando o ferrolho de uma das pistolas. — A gente resolve.

— É, pai. Ninguém entra aqui sem ser convidado — Kael completou, os olhos verdes brilhando com a mesma determinação do pai.

Guilherme assentiu, orgulhoso. Ele sabia que seus filhos eram homens feitos, prontos para herdar o que ele construiu. Mas no fundo, tudo o que ele queria era que eles tivessem a mesma sorte que ele: encontrar uma mulher que os fizesse querer voltar para casa todos os dias.

Quando voltaram para a parte de cima, a casa estava silenciosa. Letícia já tinha subido. Bernardo e Kael se despediram, cada um seguindo para seu quarto com sua respectiva namorada.

No quarto de Kael, o clima esquentou rapidamente. Assim que a porta se fechou, ele prensou Serena contra a madeira, as mãos descendo famintas para a bunda farta dela.

— Eu tava querendo fazer isso a noite toda — ele sussurrou no ouvido dela, dando uma mordida de leve no lóbulo da orelha.

— Amor... — Serena arfou, enlaçando o pescoço dele. — Tu tá muito agitado hoje.

Kael não respondeu com palavras. Ele a pegou no colo, as pernas dela prendendo-se na cintura dele, e a levou para a cama. Com movimentos ágeis, ele retirou a blusa dela e o sutiã, revelando os seios fartos que ele tanto amava.

— Tu é perfeita, docinho — ele murmurou, descendo os beijos pelo pescoço até o vale entre os seios. — Minha e de mais ninguém.

Ele desceu o short dela com pressa, encontrando a calcinha de renda já úmida. Kael não perdeu tempo. Com dois dedos, ele começou um movimento rítmico que fez Serena arquear as costas, os olhos negros revirando de prazer.

— Kael, por favor... — ela implorou, a voz falhando.

— Calma, vida. Eu vou te foder do jeito que tu gosta — ele disse, a voz rouca de desejo. — Mas antes, eu quero sentir o teu gosto.

Ele se posicionou entre as pernas dela, afastando o tecido fino da calcinha. Quando sua língua encontrou o clitóris dela, Serena soltou um gemido alto, abafando o som no travesseiro. Kael trabalhava com maestria, sentindo a doçura da boceta dela, que estava cada vez mais encharcada.

Enquanto isso, no quarto de Bernardo, o ritmo era diferente, mas não menos intenso. Bernardo já estava sem roupas, seu corpo de atleta iluminado apenas pela luz da lua que entrava pela janela. Merllya estava de quatro na cama, olhando para trás com um sorriso desafiador.

— Vai ficar só olhando, lindo? — ela provocou.

Bernardo soltou um rosnado baixo e se posicionou atrás dela. Ele segurou os quadris dela com força, as mãos morenas contrastando com a pele clara de Mell.

— Tu gosta de provocar, né? — ele sussurrou, encostando a ponta do seu pau pulsante na entrada dela. — Depois não reclama que não consegue andar amanhã.

— Só fode logo, Bernardo — ela pediu, sentindo o calor dele.

Ele entrou de uma vez, preenchendo-a completamente. Merllya soltou um grito de prazer que foi prontamente abafado pela mão dele em sua boca. Bernardo começou as estocadas, fortes e profundas, fazendo a cama de casal ranger. Cada impacto era um estalo de carne contra carne.

— Isso... assim, amor — ela gemia entre os dedos dele.

— Tu é minha vadia, Mell — ele dizia, o suor escorrendo pelo peito tatuado. — Só minha.

No andar de cima, no quarto principal, Guilherme e Letícia também aproveitavam a privacidade. Guilherme estava deitado, observando Letícia se despir lentamente. Para ele, não havia visão mais bela no mundo do que aquela mulher.

— Vem cá, amor — ele chamou, estendendo a mão.

Letícia deitou-se sobre ele, sentindo o calor do corpo do marido. Guilherme a inverteu, ficando por cima, e começou a beijá-la com uma urgência que 20 anos de relacionamento não tinham conseguido apagar.

— Eu te amo, coração — ele disse, olhando fundo nos olhos dela.

— Eu também te amo, meu bem — ela respondeu, puxando-o para um beijo profundo.

Guilherme a penetrou com suavidade, um contraste gritante com a energia bruta dos filhos nos quartos abaixo. Ali, era uma dança de entrega e conhecimento mútuo. Ele conhecia cada ponto de prazer de Letícia, e ela sabia exatamente como levá-lo ao delírio.

— Guilherme... — ela sussurrou, as unhas cravando-se nas costas largas dele.

— Tô aqui, amor. Sempre aqui — ele prometeu, acelerando o ritmo conforme sentia o ápice chegar.

A noite na Rocinha seguia seu curso. Lá fora, o som do funk subia o morro, misturado ao barulho ocasional de fogos de artifício. Mas dentro daquela mansão, o que reinava era a força de uma família que, apesar de viver no limite da lei, tinha no amor e na lealdade sua verdadeira fortaleza. Guilherme, Letícia, os gêmeos e suas meninas eram um clã unido por sangue, mas mantido por um afeto que nenhuma bala seria capaz de atravessar.

Quando o silêncio finalmente se instalou na casa, apenas o som da respiração pesada dos casais e o ronco baixo de Ragnar no corredor podiam ser ouvidos. O dono do morro dormia abraçado à sua rainha, sabendo que, enquanto estivessem juntos, o império Allegretti permaneceria inabalável.
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