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Rocinha

Фандом: Nao tem

Создан: 05.05.2026

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Herança de Sangue e Fogo

O sol do Rio de Janeiro não brincava em serviço, e no topo da Rocinha, o calor parecia ditar o ritmo de quem mandava no pedaço. Na mansão dos Allegretti, o clima era de uma paz tensa, típica de quem vive com o dedo no gatilho, mas sabe aproveitar o luxo que o poder proporciona. No escritório de portas duplas e madeira maciça, Guilherme Allegretti observava o movimento da favela através da vidraça blindada. Ele girava um copo de whisky caro, o gelo estalando enquanto seus olhos verdes, afiados como os de um predador, escaneavam o horizonte.

Aos 38 anos, Guilherme era a personificação do respeito. O corpo malhado, marcado por cicatrizes e tatuagens que contavam a história de sua ascensão, estava coberto apenas por uma bermuda de tactel preta. O cavanhaque e o bigode estavam impecáveis, como sempre. Ele era o dono da porra toda, o homem que fazia o asfalto tremer, mas ali dentro, ele era apenas o porto seguro de uma mulher que o dobrava com um olhar.

A porta se abriu sem cerimônia. Letícia entrou com aquele jeito mandão que só ela tinha. Aos 36 anos, a morena de pele branquíssima e curvas que deixavam qualquer um desnorteado parecia não ter sentido o peso de duas gestações. Ela usava um shortinho curto e uma regata que marcava bem os seios, os cabelos pretos lisos balançando conforme ela caminhava em direção ao marido.

— Meu rabugento, você vai ficar trancado aqui até quando? — Letícia perguntou, parando na frente dele e cruzando os braços. — Os meninos já estão na piscina com as meninas e você aí, com essa cara de quem vai mandar alguém pro micro-ondas.

Guilherme soltou um riso anasalado, deixando o copo na mesa de carvalho, bem ao lado de uma Glock personalizada e do arsenal que ficava exposto em um painel de vidro atrás dele. Ele puxou a esposa pela cintura, colando o corpo dela ao seu. O contraste da pele bronzeada dele com a brancura dela era um vício para os olhos do traficante.

— Só resolvendo uns bagulhos do carregamento, coração — ele murmurou, a voz rouca descendo pelo pescoço dela. — Tu sabe que se eu vacilar, os alemão tenta crescer. Mas agora que você chegou, o mundo pode acabar lá fora.

— Deixa de ser safado, Guilherme — ela riu, mas não se afastou, sentindo a mão dele descer perigosamente para a sua bunda. — Vamos descer. A Lua e a Mell já chegaram, e o Ragnar tá quase pulando na piscina junto com os garotos.

— Aquele cachorro é mais disciplinado que muito soldado meu, amor — Guilherme deu um selinho demorado nela, sentindo o gosto do gloss de cereja. — Mas tá certo, vamos lá embaixo ver a tropa.

Lá fora, a área de lazer da mansão era o cenário perfeito do privilégio. A piscina infinita parecia desaguar diretamente no oceano lá embaixo. Ragnar, o Cane Corso gigante e todo preto, estava deitado na sombra, as orelhas em pé, vigiando cada movimento.

Na água, a dinâmica era outra. Kael e Bernardo, os gêmeos que eram o terror e o orgulho de Guilherme, dividiam o espaço com a mesma sintonia de sempre. Kael, com seu cabelo platinado e o olhar fechado que herdara do pai, estava encostado na borda. Ele tinha uma das mãos na cintura de Lua, que usava um biquíni de fita que ressaltava cada curva do seu corpo tipo "pera".

— Caralho, docinho, tu quer me matar do coração com esse biquíni? — Kael resmungou, a voz baixa, enquanto puxava a namorada para mais perto. — Tá todo mundo olhando, porra.

Lua, com seus traços orientais delicados e os olhos puxados brilhando de diversão, abraçou o pescoço do namorado. Ela parecia um boneco de porcelana perto da brutalidade física de Kael.

— Para de ser ciumento, vida — ela disse, dando um beijo na ponta do nariz dele. — Você sabe que eu só tenho olhos pro meu ursinho. E o seu pai tá ali em cima, ninguém é maluco de olhar pra onde não deve.

— É bom mesmo — Kael deu um sorriso de lado, o primeiro do dia, e apertou a coxa dela por baixo da água. — Porque se eu pegar algum vapor te secando, o prejuízo vai ser grande.

Do outro lado da piscina, Bernardo Henrique — que fuzilava qualquer um que tentasse chamá-lo de "Bê" — estava mergulhando com Merllya. Enquanto Kael era o fogo, Bernardo era a água parada, mas não menos perigosa. O corte mullet com luzes estava encharcado, e o brinco de argola brilhava sob o sol. Ele emergiu e deu de cara com o sorriso azul de Mell.

— Tá rindo de quê, gatinha? — ele perguntou, passando a mão pelo rosto para tirar a água.

— De você tentando ser sério enquanto o Ragnar tá tentando roubar sua sandália ali fora — Mell apontou, rindo. A loira cacheada era pura energia, e o corpo curvilíneo dela em um biquíni azul deixava Bernardo em transe.

— Aquele cachorro é um fanfarrão — Bernardo riu, puxando Mell para um beijo lento e profundo. Ele não era de falar muito, mas quando tocava a namorada, deixava claro que ela era sua prioridade absoluta. — Tá linda pra caralho hoje, sabia?

— Só hoje, amor? — ela provocou, passando as unhas pelos ombros largos dele, onde uma tatuagem de leão se destacava.

— Todo dia, mas hoje tu tá pedindo pra eu te levar pro quarto mais cedo — ele sussurrou no ouvido dela, fazendo a menina arrepiar.

Guilherme e Letícia apareceram na varanda, e o clima mudou levemente. O respeito que os filhos tinham pelo pai era absoluto.

— E aí, seus vagabundos? — Guilherme gritou, descendo as escadas com a imponência de um rei. — Estão cuidando bem das minhas sobrinhas ou vou ter que dar um corretivo em vocês?

— Relaxa, coroa — Bernardo respondeu, saindo da piscina. O corpo de atleta, definido e moreno, pingava água no mármore. — A gente sabe tratar rainha.

— Tio! — Lua e Mell gritaram juntas, saindo da água para abraçar Letícia.

— Oi, minhas lindas! — Letícia sorriu, abraçando as meninas. — Ignorem esses brutamontes. Vamos ali comer que eu mandei preparar um churrasco.

Enquanto as mulheres seguiam para a área da churrasqueira, Guilherme parou ao lado dos filhos. Ele olhou para os dois, vendo neles o seu próprio reflexo, mas com uma chama nova.

— Como tá o movimento lá na semente, Kael? — Guilherme perguntou, o tom agora era de negócios.

— Tá tudo no esquema, pai — Kael respondeu, pegando uma toalha. — Os cana tentaram subir pela mata hoje cedo, mas o radinho avisou antes. A gente deu um susto neles e eles recuaram. Tá tudo sob controle.

— E você, Bernardo? — Guilherme olhou para o segundo gêmeo.

— Tô de olho na contabilidade e na distribuição da zona sul — Bernardo respondeu sério. — Tem um moleque novo tentando dar desfalque, mas eu já chamei ele pra uma "conversa" mais tarde no galpão.

Guilherme assentiu, orgulhoso. Ele colocou as mãos nos ombros dos filhos.

— Vocês são o meu sangue, porra. Responsabilidade em primeiro lugar. Mas agora, esquece o crime. Vamos curtir a família, porque é por eles que a gente faz essa guerra toda.

O almoço foi regado a risadas, gírias cariocas e o som do funk tocando baixo ao fundo. Letícia comandava a mesa, garantindo que todos estivessem bem servidos, enquanto Guilherme não tirava os olhos dela, admirando a mulher que mantinha sua sanidade no meio do caos.

Depois de comerem, o sol começou a baixar, pintando o céu do Rio de laranja e roxo. O clima na mansão ficou mais íntimo. Kael e Lua se recolheram para uma das espreguiçadeiras mais afastadas, onde ele a mantinha aninhada em seu peito, trocando carícias que faziam a menina suspirar.

— Você é meu mundo, sabe disso, né? — Kael murmurou, cheirando o pescoço de Lua.

— Sei, meu amor. E você é o meu — ela respondeu, fechando os olhos. — Só queria que o tempo parasse aqui.

Bernardo e Mell tinham subido para o quarto dele, precisando de um pouco mais de privacidade. No corredor, o silêncio era interrompido apenas pelos risos abafados.

Enquanto isso, Guilherme puxou Letícia para o escritório. Ele trancou a porta e a prensou contra a madeira, o olhar verde pegando fogo.

— O que foi, amor? — ela perguntou, a voz falhando diante da intensidade dele.

— O que foi é que eu passei o dia vendo você nesse shortinho e agora eu vou te foder até você esquecer seu nome, coração — Guilherme sentenciou, as mãos grandes já explorando o corpo dela com urgência.

— Você é muito rabugento mesmo... — ela sussurrou, puxando-o pelo pescoço para um beijo que prometia uma noite longa. — Mas é o meu rabugento.

Ali, no topo da Rocinha, entre armas, poder e o perigo constante, a família Allegretti era uma fortaleza de lealdade e paixão. Onde o amor era tão intenso quanto a guerra que travavam para protegê-lo.

Guilherme a levantou no colo, as pernas de Letícia enroscando em sua cintura com agilidade. Ele a levou até o sofá de couro do escritório, onde o cheiro de charuto e pólvora se misturava ao perfume doce dela.

— Eu te amo, coração — ele disse entre dentes, enquanto a despia com uma possessividade que só ele tinha.

— Eu te amo, meu bem — ela respondeu, entregando-se ao homem que era o seu início, meio e fim.

Lá fora, a Rocinha brilhava com as luzes das casas se acendendo, um formigueiro humano que Guilherme Allegretti governava com mão de ferro, mas cujo coração batia apenas pelo ritmo daquela mulher em seus braços. Ragnar latiu uma última vez no jardim, montando guarda, garantindo que ninguém interrompesse a paz sagrada dos donos do morro.
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