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Família na Rocinha
Фандом: Zero
Создан: 06.05.2026
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РомантикаДрамаПовседневностьФлаффЗанавесочная историяКриминалНецензурная лексикаРевностьРеализм
O Dono da Porra Toda e o Sossego do Lar
A manhã na Rocinha havia começado com o sol estalando no asfalto, mas dentro da mansão Allegretti, o clima era de uma paz que só o dinheiro e o poder podiam sustentar. No escritório blindado, cercado por uma coleção de fuzis de última geração e pistolas personalizadas penduradas na parede como se fossem troféus, Guilherme Allegretti bufava fumaça de seu charuto. O dono do morro estava sentado em sua poltrona de couro, o cenho franzido enquanto analisava umas planilhas de carregamento. Aos 38 anos, o cara exalava uma autoridade que fazia qualquer um tremer as bases, mas bastou a porta abrir devagar para aquela marra toda dar uma balançada.
— Amor? O café tá na mesa faz tempo. Vai deixar esfriar mesmo ou tá querendo que eu vá aí te buscar pelo pescoço? — Letícia apareceu no batente, cruzando os braços.
Ela estava usando um shortinho jeans curto e uma regata branca que marcava cada curva daquele corpo que, mesmo após dois filhos, continuava de dar nó na cabeça de qualquer um. Os olhos puxados brilhavam com aquela mistura de carinho e autoridade que só ela tinha sobre o "brabo".
Guilherme levantou o olhar, a expressão séria se desfazendo num sorriso de canto enquanto passava a mão pelo cavanhaque bem aparado. Ele se levantou, os 1,92m de puro músculo e tatuagem preenchendo o ambiente.
— Já vou, coração. Só tava resolvendo umas pendências aqui com os moleques da contenção. — Ele caminhou até ela, envolvendo a cintura da esposa com aquelas mãos grandes e calejadas. — Tá cheirosa pra caralho, hein? Assim tu me complica a vida logo cedo.
— Para de ser safado, Guilherme. — Letícia riu, dando um tapa leve no peito dele. — O Bernardo já tá reclamando, querendo atenção, e a Lua tá lá embaixo com o Kael.
— Aquele moleque não sai mais daqui, né? — Guilherme resmungou, embora o tom fosse de brincadeira. Ele gostava do Kael, via no garoto um futuro brilhante e, acima de tudo, respeitava o jeito que ele cuidava da sua princesa. — Ganhou a moto e agora acha que é o dono da garagem.
— Deixa de ser ciumento, meu rabugento. O Kael é um amor com a nossa Luna. Vamos logo.
No andar de baixo, o clima era de puro dengo. Luanara, a Lua, estava sentada no sofá com as pernas por cima das de Kael. Ela usava um vestidinho leve, solto, que realçava o corpo "pera" que vivia sendo motivo de estresse para o namorado possessivo. Kaelton, com seu corte mullet impecável e o brinco de argola brilhando, passava a mão pelos cabelos pretos e ondulados da namorada enquanto ela se concentrava em um desenho no tablet.
— Vida, olha aqui... — Lua disse, a voz doce e mansa, típica do seu jeito autista de ser. — Eu fiz o gordinho com a camisa do Flamengo.
— Ficou lindo, docinho. — Kael deu um beijo na testa dela, sentindo o cheiro de baunilha que ela sempre tinha. — Mas ó, esse shortinho tá muito curto pra tu ficar andando lá fora depois, hein? Sabe que eu fico maluco.
— Para de ser bobo, ursinho. Eu tô em casa. — Ela deu um sorriso tímido, os dentes com o aparelho preto aparecendo. — E o papai tá aqui, ninguém nem olha.
— Eu olho. — Kael sussurrou no ouvido dela, a voz ficando mais rouca. — Eu olho e fico pensando em como eu sou o cara mais sortudo dessa porra desse Rio de Janeiro.
No tapete da sala, Bernardo, o "campeão" de oito meses, estava num combate sério com um mordedor de borracha. O bebê era a cara do pai, os mesmos olhos verdes intensos, mas com as dobrinhas de um gordinho saudável. Quando viu Guilherme descendo as escadas, o pequeno começou a agitar as pernas e a soltar uns gritos de protesto.
— Coé, campeão! Já tá no pique de guerra logo cedo? — Guilherme pegou o filho no colo, sentindo o peso do moleque. — Caralho, Letícia, esse moleque tá comendo o quê? Chumbo? Tá pesado pra porra!
— É saúde, amor! — Letícia gritou da cozinha. — E não fala palavrão perto dele, já te pedi.
— Ih, tio, o Bê tá na atividade hoje. — Kael se levantou, cumprimentando Guilherme com um toque de mão e um abraço de lado. — Ontem ele não queria deixar a Lua nem chegar perto de mim. O ciúme tá de família mesmo.
— Tá certo ele. Tem que cuidar da irmã. — Guilherme sentou à mesa, colocando o bebê no cadeirão. — E aí, Kael, como tá a faculdade? Aquelas paradas de engenharia lá... tá dando conta ou tá difícil?
— Tá fluindo, tio. Muita conta, mas tu sabe que eu desenrolo. O trabalho no Outback também tá de boa, cansativo, mas o dinheiro tá entrando pra eu poder levar meu docinho pra passear.
— Isso aí, foco na missão. — Guilherme serviu o café, olhando firme para o genro. — Mas se eu souber que tu tá vacilando com ela, tu sabe, né? Não tem moto zerada que te salve da minha mão.
— Jamais, tio. A Lua é minha vida. — Kael falou com uma sinceridade que fez Guilherme relaxar os ombros.
A manhã seguiu com a rotina barulhenta e cheia de vida da mansão. Depois do café, Letícia foi organizar umas coisas da casa, enquanto Lua e Kael subiram para o quarto dela para estudar. Guilherme, que não aguentava ficar parado, foi dar uma olhada na piscina, mas sua mente estava na esposa. Ele voltou para dentro, encontrando Letícia na lavanderia, de costas, guardando uns produtos.
O dono do morro não resistiu. Chegou por trás, colando aquele corpo maciço no dela, as mãos descendo direto para a bunda farta da mulher, apertando com vontade.
— Guilherme! O pessoal tá em casa... — Letícia arqueou as costas, mas não se afastou.
— O pessoal tá ocupado, coração. — Ele cheirou o pescoço dela, a barba aparada roçando na pele sensível. — Tô precisando desestressar. Essa noite foi tensa lá na boca, muito cansaço acumulado.
— E você acha que eu sou seu remédio, é? — Ela virou o rosto, encontrando os olhos verdes dele pegando fogo.
— Tu é a cura de tudo, amor. — Ele a girou, colocando-a sentada em cima da máquina de lavar. — Quero te foder até tu esquecer como se fala meu nome.
— Meu Deus, você é muito safado... — Letícia riu, entrelaçando as pernas na cintura dele, sentindo o volume por baixo do short de tactel dele. — Mas tranca a porta. Se a Luna entra aqui, eu morro de vergonha.
Enquanto isso, no andar de cima, o clima também estava esquentando, mas de um jeito mais suave. Lua estava sentada na cama, rodeada de livros, mas sua atenção estava toda em Kael, que tentava explicar uma fórmula de física.
— Amor, eu não entendi essa parte do movimento... — Lua fez um biquinho, mexendo no cabelo. O TDAH às vezes tornava as coisas mais lentas, e ela ficava frustrada.
Kael percebeu na hora. Ele fechou o livro e se aproximou, puxando-a para o seu colo. Lua se encaixou perfeitamente ali, pequena e delicada.
— Esquece a física agora, vida. — Ele beijou o pescoço dela, sentindo a pele branquíssima arrepiar. — Tu tá muito tensa. Quer que eu te faça um carinho?
— Quero, ursinho... — Ela relaxou, deitando a cabeça no ombro dele. — Você é tão bom pra mim.
Kael começou a dar beijos lentos pelo rosto dela, evitando qualquer coisa que pudesse assustá-la ou deixá-la desconfortável, respeitando sempre o tempo da sua "princesa". Mas a mão dele, por instinto, apertou a coxa farta da menina, fazendo-a soltar um suspiro baixo.
— Docinho, tu não tem noção do que tu faz comigo com esse corpo... — Ele sussurrou, a voz carregada de desejo. — Às vezes eu acho que vou enlouquecer de tanto que eu te quero.
— Eu também te quero, vida. — Lua olhou nos olhos dele, o brilho negro das suas pupilas refletindo a paixão pura. — Mas vamos devagar, tá?
— Sempre no teu tempo, amor. Sempre. — Kael a abraçou forte, protegendo-a do mundo.
Lá embaixo, o som da máquina de lavar ligada abafava os gemidos baixos de Letícia, enquanto Guilherme a possuía com a intensidade de quem era o dono de tudo, mas escravo daquela mulher. Ele a penetrava com força, as mãos marcando a pele branca das coxas dela.
— Isso, coração... — Ele rosnava no ouvido dela. — Tu é minha, porra. Só minha.
— Sou sua, meu bem... — Letícia cravava as unhas nos ombros tatuados dele. — fode... fode logo o seu amor...
O prazer explodiu para os dois quase ao mesmo tempo, um êxtase que só quem se amava há anos conseguia alcançar. Guilherme encostou a testa na dela, ofegante, o suor escorrendo pelo peito malhado.
— Te amo, coração. Tu sabe, né? — Ele disse, a voz ainda rouca.
— Eu sei, meu rabugento. Eu também te amo. — Ela deu um selinho nele, ajeitando a roupa. — Agora vai lá ver o Bernardo antes que ele resolva escalar o berço.
Guilherme saiu da lavanderia com um sorriso vitorioso no rosto. Passou pela sala, viu que o "gordinho" estava quase cochilando no tapete, exausto de tanto reclamar. Ele pegou o filho com cuidado, sentindo o cheiro de bebê misturado ao seu próprio suor.
— É, campeão... a vida aqui não é fácil, mas a gente dá um jeito. — Ele subiu as escadas, passando pela porta do quarto da Lua.
Ele parou por um segundo, ouvindo a risada baixa da filha e a voz tranquila do Kael. O instinto protetor gritou, mas o amor falou mais alto. Ele sabia que ali, dentro daquela mansão no topo da Rocinha, sua família estava segura. E enquanto ele tivesse força e arma na mão, ninguém tocaria no que era dele.
Guilherme entrou no quarto do bebê, colocou Bernardo no berço e ficou ali, apenas observando o pequeno fechar os olhos. O dono do morro podia ser o terror para os inimigos, mas ali, no silêncio do quarto do filho, ele era apenas um homem apaixonado pela vida que construiu.
— Dorme aí, campeão. O pai tá na contenção. — Ele sussurrou, saindo do quarto e indo encontrar Letícia, que já o esperava no corredor com aquele olhar que prometia que o dia estava apenas começando.
Na Rocinha, o sol continuava a brilhar, o movimento nas ruas era intenso, as motos subiam e desciam, mas dentro do império Allegretti, o que reinava era a lealdade, o desejo e um amor que nem o crime, nem o tempo, podiam apagar. Kael e Lua, Guilherme e Letícia; duas gerações, a mesma intensidade carioca de viver a vida no limite, mas sempre voltando para o porto seguro um do outro.
— Ei, Kael! — Guilherme gritou do corredor, fazendo o rapaz aparecer na porta do quarto da Lua. — Desce aí que a gente vai abrir aquela gelada. E traz a Lua, que a Letícia tá querendo fazer aquele lanche que ela gosta.
— Já tô indo, tio! — Kael respondeu, dando um último beijo em Lua. — Vamos lá, docinho. Se o sogrão chamou pra beber, é porque o clima tá bom.
— Vamos, vida. — Lua sorriu, pegando na mão dele.
A família se reuniu novamente na área gourmet, com a vista privilegiada de toda a comunidade e do mar ao fundo. Guilherme abriu uma cerveja gelada, entregando uma para Kael. Letícia servia os petiscos enquanto Bernardo, já acordado e no colo da irmã, tentava pegar o copo do pai.
— Ih, olha lá, já quer começar cedo! — Guilherme riu, a gargalhada ecoando pela varanda. — Esse é meu filho mesmo!
— Nem vem, Guilherme! — Letícia repreendeu, mas rindo junto. — Ele vai ser doutor, nada de cerveja agora.
— Doutor ou dono do morro, o que importa é que ele vai ser brabo que nem o pai. — Guilherme piscou para ela, puxando-a para um abraço de lado.
E assim, entre risadas, gírias e o som do funk que subia de algum lugar distante no morro, a tarde caiu sobre a Rocinha, selando mais um dia de paz na vida dos Allegretti.
— Amor? O café tá na mesa faz tempo. Vai deixar esfriar mesmo ou tá querendo que eu vá aí te buscar pelo pescoço? — Letícia apareceu no batente, cruzando os braços.
Ela estava usando um shortinho jeans curto e uma regata branca que marcava cada curva daquele corpo que, mesmo após dois filhos, continuava de dar nó na cabeça de qualquer um. Os olhos puxados brilhavam com aquela mistura de carinho e autoridade que só ela tinha sobre o "brabo".
Guilherme levantou o olhar, a expressão séria se desfazendo num sorriso de canto enquanto passava a mão pelo cavanhaque bem aparado. Ele se levantou, os 1,92m de puro músculo e tatuagem preenchendo o ambiente.
— Já vou, coração. Só tava resolvendo umas pendências aqui com os moleques da contenção. — Ele caminhou até ela, envolvendo a cintura da esposa com aquelas mãos grandes e calejadas. — Tá cheirosa pra caralho, hein? Assim tu me complica a vida logo cedo.
— Para de ser safado, Guilherme. — Letícia riu, dando um tapa leve no peito dele. — O Bernardo já tá reclamando, querendo atenção, e a Lua tá lá embaixo com o Kael.
— Aquele moleque não sai mais daqui, né? — Guilherme resmungou, embora o tom fosse de brincadeira. Ele gostava do Kael, via no garoto um futuro brilhante e, acima de tudo, respeitava o jeito que ele cuidava da sua princesa. — Ganhou a moto e agora acha que é o dono da garagem.
— Deixa de ser ciumento, meu rabugento. O Kael é um amor com a nossa Luna. Vamos logo.
No andar de baixo, o clima era de puro dengo. Luanara, a Lua, estava sentada no sofá com as pernas por cima das de Kael. Ela usava um vestidinho leve, solto, que realçava o corpo "pera" que vivia sendo motivo de estresse para o namorado possessivo. Kaelton, com seu corte mullet impecável e o brinco de argola brilhando, passava a mão pelos cabelos pretos e ondulados da namorada enquanto ela se concentrava em um desenho no tablet.
— Vida, olha aqui... — Lua disse, a voz doce e mansa, típica do seu jeito autista de ser. — Eu fiz o gordinho com a camisa do Flamengo.
— Ficou lindo, docinho. — Kael deu um beijo na testa dela, sentindo o cheiro de baunilha que ela sempre tinha. — Mas ó, esse shortinho tá muito curto pra tu ficar andando lá fora depois, hein? Sabe que eu fico maluco.
— Para de ser bobo, ursinho. Eu tô em casa. — Ela deu um sorriso tímido, os dentes com o aparelho preto aparecendo. — E o papai tá aqui, ninguém nem olha.
— Eu olho. — Kael sussurrou no ouvido dela, a voz ficando mais rouca. — Eu olho e fico pensando em como eu sou o cara mais sortudo dessa porra desse Rio de Janeiro.
No tapete da sala, Bernardo, o "campeão" de oito meses, estava num combate sério com um mordedor de borracha. O bebê era a cara do pai, os mesmos olhos verdes intensos, mas com as dobrinhas de um gordinho saudável. Quando viu Guilherme descendo as escadas, o pequeno começou a agitar as pernas e a soltar uns gritos de protesto.
— Coé, campeão! Já tá no pique de guerra logo cedo? — Guilherme pegou o filho no colo, sentindo o peso do moleque. — Caralho, Letícia, esse moleque tá comendo o quê? Chumbo? Tá pesado pra porra!
— É saúde, amor! — Letícia gritou da cozinha. — E não fala palavrão perto dele, já te pedi.
— Ih, tio, o Bê tá na atividade hoje. — Kael se levantou, cumprimentando Guilherme com um toque de mão e um abraço de lado. — Ontem ele não queria deixar a Lua nem chegar perto de mim. O ciúme tá de família mesmo.
— Tá certo ele. Tem que cuidar da irmã. — Guilherme sentou à mesa, colocando o bebê no cadeirão. — E aí, Kael, como tá a faculdade? Aquelas paradas de engenharia lá... tá dando conta ou tá difícil?
— Tá fluindo, tio. Muita conta, mas tu sabe que eu desenrolo. O trabalho no Outback também tá de boa, cansativo, mas o dinheiro tá entrando pra eu poder levar meu docinho pra passear.
— Isso aí, foco na missão. — Guilherme serviu o café, olhando firme para o genro. — Mas se eu souber que tu tá vacilando com ela, tu sabe, né? Não tem moto zerada que te salve da minha mão.
— Jamais, tio. A Lua é minha vida. — Kael falou com uma sinceridade que fez Guilherme relaxar os ombros.
A manhã seguiu com a rotina barulhenta e cheia de vida da mansão. Depois do café, Letícia foi organizar umas coisas da casa, enquanto Lua e Kael subiram para o quarto dela para estudar. Guilherme, que não aguentava ficar parado, foi dar uma olhada na piscina, mas sua mente estava na esposa. Ele voltou para dentro, encontrando Letícia na lavanderia, de costas, guardando uns produtos.
O dono do morro não resistiu. Chegou por trás, colando aquele corpo maciço no dela, as mãos descendo direto para a bunda farta da mulher, apertando com vontade.
— Guilherme! O pessoal tá em casa... — Letícia arqueou as costas, mas não se afastou.
— O pessoal tá ocupado, coração. — Ele cheirou o pescoço dela, a barba aparada roçando na pele sensível. — Tô precisando desestressar. Essa noite foi tensa lá na boca, muito cansaço acumulado.
— E você acha que eu sou seu remédio, é? — Ela virou o rosto, encontrando os olhos verdes dele pegando fogo.
— Tu é a cura de tudo, amor. — Ele a girou, colocando-a sentada em cima da máquina de lavar. — Quero te foder até tu esquecer como se fala meu nome.
— Meu Deus, você é muito safado... — Letícia riu, entrelaçando as pernas na cintura dele, sentindo o volume por baixo do short de tactel dele. — Mas tranca a porta. Se a Luna entra aqui, eu morro de vergonha.
Enquanto isso, no andar de cima, o clima também estava esquentando, mas de um jeito mais suave. Lua estava sentada na cama, rodeada de livros, mas sua atenção estava toda em Kael, que tentava explicar uma fórmula de física.
— Amor, eu não entendi essa parte do movimento... — Lua fez um biquinho, mexendo no cabelo. O TDAH às vezes tornava as coisas mais lentas, e ela ficava frustrada.
Kael percebeu na hora. Ele fechou o livro e se aproximou, puxando-a para o seu colo. Lua se encaixou perfeitamente ali, pequena e delicada.
— Esquece a física agora, vida. — Ele beijou o pescoço dela, sentindo a pele branquíssima arrepiar. — Tu tá muito tensa. Quer que eu te faça um carinho?
— Quero, ursinho... — Ela relaxou, deitando a cabeça no ombro dele. — Você é tão bom pra mim.
Kael começou a dar beijos lentos pelo rosto dela, evitando qualquer coisa que pudesse assustá-la ou deixá-la desconfortável, respeitando sempre o tempo da sua "princesa". Mas a mão dele, por instinto, apertou a coxa farta da menina, fazendo-a soltar um suspiro baixo.
— Docinho, tu não tem noção do que tu faz comigo com esse corpo... — Ele sussurrou, a voz carregada de desejo. — Às vezes eu acho que vou enlouquecer de tanto que eu te quero.
— Eu também te quero, vida. — Lua olhou nos olhos dele, o brilho negro das suas pupilas refletindo a paixão pura. — Mas vamos devagar, tá?
— Sempre no teu tempo, amor. Sempre. — Kael a abraçou forte, protegendo-a do mundo.
Lá embaixo, o som da máquina de lavar ligada abafava os gemidos baixos de Letícia, enquanto Guilherme a possuía com a intensidade de quem era o dono de tudo, mas escravo daquela mulher. Ele a penetrava com força, as mãos marcando a pele branca das coxas dela.
— Isso, coração... — Ele rosnava no ouvido dela. — Tu é minha, porra. Só minha.
— Sou sua, meu bem... — Letícia cravava as unhas nos ombros tatuados dele. — fode... fode logo o seu amor...
O prazer explodiu para os dois quase ao mesmo tempo, um êxtase que só quem se amava há anos conseguia alcançar. Guilherme encostou a testa na dela, ofegante, o suor escorrendo pelo peito malhado.
— Te amo, coração. Tu sabe, né? — Ele disse, a voz ainda rouca.
— Eu sei, meu rabugento. Eu também te amo. — Ela deu um selinho nele, ajeitando a roupa. — Agora vai lá ver o Bernardo antes que ele resolva escalar o berço.
Guilherme saiu da lavanderia com um sorriso vitorioso no rosto. Passou pela sala, viu que o "gordinho" estava quase cochilando no tapete, exausto de tanto reclamar. Ele pegou o filho com cuidado, sentindo o cheiro de bebê misturado ao seu próprio suor.
— É, campeão... a vida aqui não é fácil, mas a gente dá um jeito. — Ele subiu as escadas, passando pela porta do quarto da Lua.
Ele parou por um segundo, ouvindo a risada baixa da filha e a voz tranquila do Kael. O instinto protetor gritou, mas o amor falou mais alto. Ele sabia que ali, dentro daquela mansão no topo da Rocinha, sua família estava segura. E enquanto ele tivesse força e arma na mão, ninguém tocaria no que era dele.
Guilherme entrou no quarto do bebê, colocou Bernardo no berço e ficou ali, apenas observando o pequeno fechar os olhos. O dono do morro podia ser o terror para os inimigos, mas ali, no silêncio do quarto do filho, ele era apenas um homem apaixonado pela vida que construiu.
— Dorme aí, campeão. O pai tá na contenção. — Ele sussurrou, saindo do quarto e indo encontrar Letícia, que já o esperava no corredor com aquele olhar que prometia que o dia estava apenas começando.
Na Rocinha, o sol continuava a brilhar, o movimento nas ruas era intenso, as motos subiam e desciam, mas dentro do império Allegretti, o que reinava era a lealdade, o desejo e um amor que nem o crime, nem o tempo, podiam apagar. Kael e Lua, Guilherme e Letícia; duas gerações, a mesma intensidade carioca de viver a vida no limite, mas sempre voltando para o porto seguro um do outro.
— Ei, Kael! — Guilherme gritou do corredor, fazendo o rapaz aparecer na porta do quarto da Lua. — Desce aí que a gente vai abrir aquela gelada. E traz a Lua, que a Letícia tá querendo fazer aquele lanche que ela gosta.
— Já tô indo, tio! — Kael respondeu, dando um último beijo em Lua. — Vamos lá, docinho. Se o sogrão chamou pra beber, é porque o clima tá bom.
— Vamos, vida. — Lua sorriu, pegando na mão dele.
A família se reuniu novamente na área gourmet, com a vista privilegiada de toda a comunidade e do mar ao fundo. Guilherme abriu uma cerveja gelada, entregando uma para Kael. Letícia servia os petiscos enquanto Bernardo, já acordado e no colo da irmã, tentava pegar o copo do pai.
— Ih, olha lá, já quer começar cedo! — Guilherme riu, a gargalhada ecoando pela varanda. — Esse é meu filho mesmo!
— Nem vem, Guilherme! — Letícia repreendeu, mas rindo junto. — Ele vai ser doutor, nada de cerveja agora.
— Doutor ou dono do morro, o que importa é que ele vai ser brabo que nem o pai. — Guilherme piscou para ela, puxando-a para um abraço de lado.
E assim, entre risadas, gírias e o som do funk que subia de algum lugar distante no morro, a tarde caiu sobre a Rocinha, selando mais um dia de paz na vida dos Allegretti.
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