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Futurooo
Фандом: Httyd
Создан: 06.05.2026
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O Espelho do Destino e as Sombras do Amanhã
O ar em Berk sempre cheirava a peixe salgado e fumaça de lenha, mas, em um piscar de olhos, aquele aroma familiar foi substituído por um vazio estéril e frio. Astrid foi a primeira a se recuperar do choque, a mão instintivamente buscando o cabo de seu machado, apenas para encontrar o ar vazio.
— Onde estamos? — perguntou ela, a voz cortante como gelo, enquanto se levantava do chão de metal polido.
Ao redor dela, o grupo de amigos de quinze anos estava espalhado. Perna de Peixe tateava o chão em busca de seus óculos, Melequento resmungava maldições enquanto massageava o ombro, e os gêmeos, Cabeça Dura e Cabeça Quente, pareciam os únicos que achavam a situação remotamente divertida.
— Que tipo de magia de Loki é essa? — Melequento se levantou, tentando parecer imponente, apesar do tremor nas mãos. — Se isso for uma pegadinha do Soluço, eu vou quebrar o nariz dele!
— O Soluço nem está aqui, gênio — retrucou Cabeça Quente, cutucando o irmão com o cotovelo. — Olha o tamanho daquela janela preta.
Eles estavam em uma sala vasta, sem portas ou janelas, dominada por uma tela colossal que ocupava uma parede inteira. De repente, a tela brilhou, emitindo uma luz azulada que projetou sombras longas no chão.
— "Reações ao Futuro" — leu Perna de Peixe, a voz falhando. — Pelos deuses, estamos vendo o que ainda vai acontecer?
A tela piscou e a primeira imagem surgiu. Não era Berk, mas um garoto que eles nunca tinham visto. Ele tinha cabelos castanhos claros, olhos que pareciam brilhar com uma inteligência astuta e um sorriso de canto que exalava confiança.
— Quem é esse nanico? — perguntou Cabeça Dura, cruzando os braços e inclinando a cabeça para o lado.
— O nome dele é Cariani — uma voz desincorporada ecoou pela sala, fazendo todos pularem.
— Cariani... — Cabeça Dura repetiu o nome, sentindo um estranho frio na barriga que ele não soube explicar. — Nome esquisito. Gostei.
— Ele parece o tipo de cara que sabe onde esconder um corpo — comentou Cabeça Quente, impressionada.
A imagem na tela mudou. Agora, mostrava Cabeça Dura e Cariani sentados à beira de um penhasco, anos mais velhos. O silêncio na sala de cinema foi absoluto quando viram a versão futura de Cabeça Dura segurando a mão de Cariani, os dois trocando um olhar carregado de um carinho que o Viking atual não conseguia processar.
— Espera... eu e ele? — Cabeça Dura apontou para a tela, o rosto ficando vermelho como uma beterraba. — Mas... mas...
— Olha só, o Cabeça Dura amoleceu! — Melequento começou a rir, mas parou abruptamente quando a tela mudou novamente, assumindo um tom mais sério.
A próxima cena mostrava Astrid. Ela parecia exausta, sentada em uma cama de madeira, com as mãos repousando sobre uma barriga visivelmente protuberante. O choque na sala foi tão grande que Perna de Peixe quase desmaiou.
— Astrid? Você está... grávida? — Perna de Peixe sussurrou, horrorizado.
Astrid sentiu o sangue fugir de seu rosto. Ela era uma guerreira, a melhor de sua geração. A ideia de uma gravidez indesejada aos quinze — ou mesmo alguns anos depois — era algo que nunca passou por sua mente.
— De quem é? — perguntou Cabeça Quente, a curiosidade superando o choque. — Se for do Melequento, eu juro que me jogo de um dragão.
— Não é meu! — gritou Melequento, embora parecesse secretamente esperançoso.
A tela respondeu à pergunta. A porta da cabana na imagem se abriu e Soluço entrou. Ele parecia mais alto, mais forte, com uma barba rala e um olhar de adoração absoluta direcionado a Astrid. Ele se ajoelhou diante dela e beijou sua barriga com uma ternura que fez a Astrid do presente querer gritar e se esconder ao mesmo tempo.
— O Soluço? O *Soluço*? — Astrid sentiu suas pernas fraquejarem. — Mas ele é... ele é o Soluço!
— E parece que vocês se casaram — observou Perna de Peixe, apontando para as alianças de couro e metal nos dedos das versões futuras. — Vejam, é uma cerimônia oficial de Berk.
A imagem saltou no tempo. Agora, uma criança pequena corria pelos campos de Berk. Era uma menina, com cabelos rebeldes e o mesmo olhar inventivo e curioso que Soluço possuía.
— O nome dela é Giovana — disse a voz misteriosa. — Filha de Soluço e Astrid.
— Ela é a cara dele — murmurou Cabeça Dura, ainda tentando processar seu próprio romance futuro. — Coitada da menina, herdou o nariz de batata.
— Cala a boca, Cabeça Dura! — Astrid rosnou, embora seus olhos estivessem fixos na criança. Havia um sentimento estranho crescendo em seu peito, uma mistura de pavor e uma curiosidade maternal que ela tentava desesperadamente suprimir.
A tela girou, focando agora em Perna de Peixe. Ele estava caminhando ao lado de uma garota alta, de cabelos escuros e olhos afiados, que carregava um machado de metal escuro.
— Heather? — Perna de Peixe exclamou, os olhos brilhando. — A irmã do Soluço? Eu não sabia que ele tinha uma irmã!
— É uma longa história — respondeu a voz. — Mas sim, vocês se tornam inseparáveis.
— Pelo menos alguém se deu bem — resmungou Melequento, cruzando os braços. — E eu? Cadê a minha rainha? Cadê o meu império?
A tela escureceu e mostrou Melequento. Ele estava sozinho em uma mesa de taberna, observando os outros com amargura. Ele não parecia ter mudado muito, exceto pelas rugas de expressão e pelo olhar de quem nunca encontrou seu lugar no mundo. Não havia esposa, não havia grandes conquistas, apenas a mesma arrogância de sempre, agora vazia.
— O quê? Só isso? — Melequento gritou para a tela, chutando o ar. — Isso é mentira! Eu sou um Jorgenson! Eu estou destinado à grandeza!
— Parece que a sua grandeza é ser o maior bebedor de hidromel de Berk — provocou Cabeça Quente, embora houvesse um traço de pena em sua voz.
— E você, Quente? — perguntou Perna de Peixe. — O que acontece com você?
A tela mostrou Cabeça Quente. Ela estava apenas... lá. Às vezes ajudando na ferraria, às vezes causando explosões com o irmão e Cariani, mas sem grandes mudanças dramáticas ou romances épicos.
— Eu apenas existo? — Cabeça Quente deu de ombros. — Honestamente? Parece ótimo. Menos drama, mais explosões.
As imagens começaram a passar mais rápido, como um turbilhão de memórias que ainda não haviam acontecido. O casamento de Soluço e Astrid, as risadas de Giovana, os momentos de silêncio entre Cabeça Dura e Cariani, a solidão de Melequento e as pesquisas constantes de Perna de Peixe e Heather.
— Eu não quero isso — disse Astrid subitamente, a voz trêmula. — Eu não posso... eu sou uma guerreira.
— Astrid — Perna de Peixe colocou a mão no ombro dela —, olhe para a tela. Você não parece infeliz. Você parece... em paz.
Astrid olhou para a imagem final: ela e Soluço, sentados no telhado de sua casa, observando o pôr do sol enquanto Giovana brincava com um pequeno dragão de madeira. O Soluço do futuro segurava a mão dela, e a Astrid do futuro tinha um sorriso que a jovem Astrid nunca tinha visto no espelho.
— É muito para processar — admitiu Cabeça Dura, sentando-se no chão. — Especialmente a parte do garoto bonito. Cariani, né? Acho que vou precisar de muito javali assado para entender isso.
— Nós todos vamos — concordou Cabeça Quente.
De repente, a sala começou a vibrar. A luz azul tornou-se cegante, e as paredes de metal começaram a se dissolver.
— Está acabando! — gritou Perna de Peixe. — Vamos voltar!
— Lembrem-se do que viram! — a voz ecoou uma última vez. — O futuro não é escrito em pedra, mas as sementes já foram plantadas.
Em um flash de luz branca, o grupo foi jogado de volta para a praça central de Berk. O cheiro de peixe e fumaça retornou instantaneamente. Eles ficaram parados por um longo tempo, olhando uns para os outros, a respiração ofegante.
— Ninguém conta isso para o Soluço — disse Astrid, recuperando sua postura de durona, embora suas bochechas ainda estivessem rosadas. — Se ele souber que vai ter uma filha chamada Giovana antes mesmo de me pedir em namoro, ele vai desmaiar.
— Minha boca é um túmulo — prometeu Melequento, embora seus olhos estivessem tristes, focados no chão.
Cabeça Dura olhou para o horizonte, como se esperasse ver Cariani chegando em um navio a qualquer momento.
— Sabe de uma coisa? — disse ele para a irmã. — Acho que o futuro vai ser bem interessante.
— É — respondeu Cabeça Quente, chutando uma pedra. — Mas agora, quem vai me ajudar a explodir o estoque de peixe do Melequento?
Enquanto os gêmeos corriam, Astrid permaneceu parada por um momento, tocando o próprio ventre de forma inconsciente. Ela olhou para a cabana do Chefe, onde Soluço provavelmente estava tentando consertar alguma invenção quebrada. Pela primeira vez, ela não viu apenas o garoto magricela e desastrado. Ela viu o pai de sua filha.
O futuro havia começado.
— Onde estamos? — perguntou ela, a voz cortante como gelo, enquanto se levantava do chão de metal polido.
Ao redor dela, o grupo de amigos de quinze anos estava espalhado. Perna de Peixe tateava o chão em busca de seus óculos, Melequento resmungava maldições enquanto massageava o ombro, e os gêmeos, Cabeça Dura e Cabeça Quente, pareciam os únicos que achavam a situação remotamente divertida.
— Que tipo de magia de Loki é essa? — Melequento se levantou, tentando parecer imponente, apesar do tremor nas mãos. — Se isso for uma pegadinha do Soluço, eu vou quebrar o nariz dele!
— O Soluço nem está aqui, gênio — retrucou Cabeça Quente, cutucando o irmão com o cotovelo. — Olha o tamanho daquela janela preta.
Eles estavam em uma sala vasta, sem portas ou janelas, dominada por uma tela colossal que ocupava uma parede inteira. De repente, a tela brilhou, emitindo uma luz azulada que projetou sombras longas no chão.
— "Reações ao Futuro" — leu Perna de Peixe, a voz falhando. — Pelos deuses, estamos vendo o que ainda vai acontecer?
A tela piscou e a primeira imagem surgiu. Não era Berk, mas um garoto que eles nunca tinham visto. Ele tinha cabelos castanhos claros, olhos que pareciam brilhar com uma inteligência astuta e um sorriso de canto que exalava confiança.
— Quem é esse nanico? — perguntou Cabeça Dura, cruzando os braços e inclinando a cabeça para o lado.
— O nome dele é Cariani — uma voz desincorporada ecoou pela sala, fazendo todos pularem.
— Cariani... — Cabeça Dura repetiu o nome, sentindo um estranho frio na barriga que ele não soube explicar. — Nome esquisito. Gostei.
— Ele parece o tipo de cara que sabe onde esconder um corpo — comentou Cabeça Quente, impressionada.
A imagem na tela mudou. Agora, mostrava Cabeça Dura e Cariani sentados à beira de um penhasco, anos mais velhos. O silêncio na sala de cinema foi absoluto quando viram a versão futura de Cabeça Dura segurando a mão de Cariani, os dois trocando um olhar carregado de um carinho que o Viking atual não conseguia processar.
— Espera... eu e ele? — Cabeça Dura apontou para a tela, o rosto ficando vermelho como uma beterraba. — Mas... mas...
— Olha só, o Cabeça Dura amoleceu! — Melequento começou a rir, mas parou abruptamente quando a tela mudou novamente, assumindo um tom mais sério.
A próxima cena mostrava Astrid. Ela parecia exausta, sentada em uma cama de madeira, com as mãos repousando sobre uma barriga visivelmente protuberante. O choque na sala foi tão grande que Perna de Peixe quase desmaiou.
— Astrid? Você está... grávida? — Perna de Peixe sussurrou, horrorizado.
Astrid sentiu o sangue fugir de seu rosto. Ela era uma guerreira, a melhor de sua geração. A ideia de uma gravidez indesejada aos quinze — ou mesmo alguns anos depois — era algo que nunca passou por sua mente.
— De quem é? — perguntou Cabeça Quente, a curiosidade superando o choque. — Se for do Melequento, eu juro que me jogo de um dragão.
— Não é meu! — gritou Melequento, embora parecesse secretamente esperançoso.
A tela respondeu à pergunta. A porta da cabana na imagem se abriu e Soluço entrou. Ele parecia mais alto, mais forte, com uma barba rala e um olhar de adoração absoluta direcionado a Astrid. Ele se ajoelhou diante dela e beijou sua barriga com uma ternura que fez a Astrid do presente querer gritar e se esconder ao mesmo tempo.
— O Soluço? O *Soluço*? — Astrid sentiu suas pernas fraquejarem. — Mas ele é... ele é o Soluço!
— E parece que vocês se casaram — observou Perna de Peixe, apontando para as alianças de couro e metal nos dedos das versões futuras. — Vejam, é uma cerimônia oficial de Berk.
A imagem saltou no tempo. Agora, uma criança pequena corria pelos campos de Berk. Era uma menina, com cabelos rebeldes e o mesmo olhar inventivo e curioso que Soluço possuía.
— O nome dela é Giovana — disse a voz misteriosa. — Filha de Soluço e Astrid.
— Ela é a cara dele — murmurou Cabeça Dura, ainda tentando processar seu próprio romance futuro. — Coitada da menina, herdou o nariz de batata.
— Cala a boca, Cabeça Dura! — Astrid rosnou, embora seus olhos estivessem fixos na criança. Havia um sentimento estranho crescendo em seu peito, uma mistura de pavor e uma curiosidade maternal que ela tentava desesperadamente suprimir.
A tela girou, focando agora em Perna de Peixe. Ele estava caminhando ao lado de uma garota alta, de cabelos escuros e olhos afiados, que carregava um machado de metal escuro.
— Heather? — Perna de Peixe exclamou, os olhos brilhando. — A irmã do Soluço? Eu não sabia que ele tinha uma irmã!
— É uma longa história — respondeu a voz. — Mas sim, vocês se tornam inseparáveis.
— Pelo menos alguém se deu bem — resmungou Melequento, cruzando os braços. — E eu? Cadê a minha rainha? Cadê o meu império?
A tela escureceu e mostrou Melequento. Ele estava sozinho em uma mesa de taberna, observando os outros com amargura. Ele não parecia ter mudado muito, exceto pelas rugas de expressão e pelo olhar de quem nunca encontrou seu lugar no mundo. Não havia esposa, não havia grandes conquistas, apenas a mesma arrogância de sempre, agora vazia.
— O quê? Só isso? — Melequento gritou para a tela, chutando o ar. — Isso é mentira! Eu sou um Jorgenson! Eu estou destinado à grandeza!
— Parece que a sua grandeza é ser o maior bebedor de hidromel de Berk — provocou Cabeça Quente, embora houvesse um traço de pena em sua voz.
— E você, Quente? — perguntou Perna de Peixe. — O que acontece com você?
A tela mostrou Cabeça Quente. Ela estava apenas... lá. Às vezes ajudando na ferraria, às vezes causando explosões com o irmão e Cariani, mas sem grandes mudanças dramáticas ou romances épicos.
— Eu apenas existo? — Cabeça Quente deu de ombros. — Honestamente? Parece ótimo. Menos drama, mais explosões.
As imagens começaram a passar mais rápido, como um turbilhão de memórias que ainda não haviam acontecido. O casamento de Soluço e Astrid, as risadas de Giovana, os momentos de silêncio entre Cabeça Dura e Cariani, a solidão de Melequento e as pesquisas constantes de Perna de Peixe e Heather.
— Eu não quero isso — disse Astrid subitamente, a voz trêmula. — Eu não posso... eu sou uma guerreira.
— Astrid — Perna de Peixe colocou a mão no ombro dela —, olhe para a tela. Você não parece infeliz. Você parece... em paz.
Astrid olhou para a imagem final: ela e Soluço, sentados no telhado de sua casa, observando o pôr do sol enquanto Giovana brincava com um pequeno dragão de madeira. O Soluço do futuro segurava a mão dela, e a Astrid do futuro tinha um sorriso que a jovem Astrid nunca tinha visto no espelho.
— É muito para processar — admitiu Cabeça Dura, sentando-se no chão. — Especialmente a parte do garoto bonito. Cariani, né? Acho que vou precisar de muito javali assado para entender isso.
— Nós todos vamos — concordou Cabeça Quente.
De repente, a sala começou a vibrar. A luz azul tornou-se cegante, e as paredes de metal começaram a se dissolver.
— Está acabando! — gritou Perna de Peixe. — Vamos voltar!
— Lembrem-se do que viram! — a voz ecoou uma última vez. — O futuro não é escrito em pedra, mas as sementes já foram plantadas.
Em um flash de luz branca, o grupo foi jogado de volta para a praça central de Berk. O cheiro de peixe e fumaça retornou instantaneamente. Eles ficaram parados por um longo tempo, olhando uns para os outros, a respiração ofegante.
— Ninguém conta isso para o Soluço — disse Astrid, recuperando sua postura de durona, embora suas bochechas ainda estivessem rosadas. — Se ele souber que vai ter uma filha chamada Giovana antes mesmo de me pedir em namoro, ele vai desmaiar.
— Minha boca é um túmulo — prometeu Melequento, embora seus olhos estivessem tristes, focados no chão.
Cabeça Dura olhou para o horizonte, como se esperasse ver Cariani chegando em um navio a qualquer momento.
— Sabe de uma coisa? — disse ele para a irmã. — Acho que o futuro vai ser bem interessante.
— É — respondeu Cabeça Quente, chutando uma pedra. — Mas agora, quem vai me ajudar a explodir o estoque de peixe do Melequento?
Enquanto os gêmeos corriam, Astrid permaneceu parada por um momento, tocando o próprio ventre de forma inconsciente. Ela olhou para a cabana do Chefe, onde Soluço provavelmente estava tentando consertar alguma invenção quebrada. Pela primeira vez, ela não viu apenas o garoto magricela e desastrado. Ela viu o pai de sua filha.
O futuro havia começado.
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