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Família na Rocinha

Фандом: Nenhum

Создан: 06.05.2026

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РомантикаПовседневностьФлаффЗанавесочная историяРеализмКриминалНецензурная лексикаPWPРевностьДрамаНарочитая жестокость
Содержание

Noites de Paz e Fogo na Rocinha

O sol já tinha se despedido do Rio de Janeiro, mas o mormaço continuava castigando a Rocinha. Na mansão dos Allegretti, no ponto mais alto e privilegiado do morro, o ar-condicionado central dava conta de manter o clima agradável, bem diferente do inferno que fervia lá fora. Guilherme estava em seu escritório, um verdadeiro bunker de luxo. As paredes eram revestidas de madeira escura, e atrás de sua poltrona de couro ficava o acesso ao arsenal: uma coleção de causar inveja a qualquer exército, com fuzis de última geração, pistolas personalizadas e munição de sobra.

Ele deu um trago demorado no seu charuto, soltando a fumaça enquanto encarava o monitor das câmeras de segurança. O radinho no ombro chiou.

— Tá tudo calmo na contenção, patrão. Sem novidade — disse a voz do outro lado.

— Visão, foca no serviço e não mofando — Guilherme respondeu com sua voz grave, a autoridade de quem mandava em tudo aquilo sem precisar de muito esforço.

A porta do escritório abriu devagar. Kael entrou, já com aquela intimidade de quem era da família. O moleque estava com um short de tactel da Cyclone, sem camisa, exibindo o porte de atleta e as tatuagens que subiam pelo braço.

— E aí, tio. Tá na atividade ou já fechou o caixa por hoje? — Kael perguntou, sentando-se na cadeira à frente da mesa de mogno.

Guilherme abriu um sorriso de canto, o único que permitia para poucas pessoas.

— Procura o que aqui, garoto? A Lua tá lá em cima com o gordinho.

— Eu sei, passei lá agora. O Bê tá num pique do caralho, não quer dormir nem por reza — Kael riu, pegando um copo e servindo-se de um pouco de uísque que estava na bandeja. — Vim trocar uma ideia contigo sobre aquela carga que chega amanhã. Tu quer que eu dê um pulo lá na entrada da mata pra conferir?

— Quero sim. Tu tem cabeça, Kael. Não é igual esses vapor que só quer saber de cheirar e atirar pro alto. Engenharia tá te fazendo bem, porra — Guilherme elogiou, enquanto limpava seu revólver 357. — Mas ó, se tu atrasar a minha princesa em casa por causa de correria do morro, eu te quebro no meio, entendeu?

— Qual foi, tio! Sabe que a Lua é minha vida. Eu trato ela igual porcelana — Kael respondeu sério, o olhar verde brilhando de verdade.

Enquanto isso, no andar de cima, o clima era de pura fofura e um pouco de caos. Letícia estava sentada na cama gigante do quarto do casal, tentando passar hidratante nas pernas. Com 35 anos, ela continuava um espetáculo. A ascendência chinesa dava a ela um rosto angelical, mas o corpo era puro suco de Brasil: curvas que deixavam Guilherme louco há quase duas décadas.

Lua estava sentada no tapete felpudo com Bernardo. O bebê de 8 meses, uma bolinha de carne branca com os olhos verdes do pai, estava num momento de pura rebeldia. Ele tentava engatinhar para longe, reclamando alto com uns resmungos que pareciam xingamentos mirins.

— Para, meu gordinho! Vem cá com a mana — Lua disse, rindo e puxando o irmão pelo pé. Ela usava um shortinho de dormir bem curto e uma regata de seda que não escondia o quanto o corpo dela estava mudando, ficando cada vez mais curvilíneo como o da mãe. — Mamãe, olha o Bê! Ele tá com a cara do papai quando tá puto.

Letícia riu, fechando o pote de creme.

— Ele é o clone do seu pai, minha Luna. Até o jeito de reclamar da vida é igual. Vem cá, meu bebê, vem com a mamãe.

Assim que Letícia pegou o pequeno no colo, Bernardo deu um grito de satisfação e agarrou o cabelo preto e liso da mãe.

— Ai, Bernardo! Isso dói, filho — Letícia reclamou, mas logo beijou a bochecha gorda dele.

Nesse momento, Kael apareceu na porta. O olhar dele foi direto para Lua, que estava sentada no chão. O jeito que o short dela subia, revelando as coxas branquíssimas, fez o sangue do rapaz ferver. Ele era louco por aquela garota desde que ela era uma moleca de aparelho e tranças.

— E aí, minhas mulheres favoritas — Kael disse, entrando e dando um beijo na testa de Letícia. — Tia, o tio Guilherme tá lá embaixo terminando de limpar as peças. Ele disse que já sobe.

— Aquele homem não cansa de mexer em arma, meu Deus — Letícia suspirou. — Kael, olha esse menino. Ele não quer dormir.

Kael se aproximou e tentou pegar Bernardo. O bebê, que até gostava dele, deu um tapa na mão do rapaz e se encolheu no colo da mãe, fazendo um bico enorme.

— Ih, tá de marra comigo, campeão? — Kael riu. — É ciúmes da Lua, certeza.

— Ele tá muito apegado, vida — Lua disse, levantando-se e abraçando Kael pela cintura, escondendo o rosto no peito dele. — Ele sentiu que a gente ia sair pra varanda e já começou o show.

— Vocês dois, juízo — Letícia alertou, com um sorriso malicioso. — Nada de ficarem pendurados na grade da varanda pro morro todo ver.

— Relaxa, tia. Vou cuidar do meu docinho — Kael piscou.

Ele e Lua saíram em direção ao quarto da jovem, que tinha uma varanda privativa com vista para toda a comunidade e para o mar de São Conrado ao fundo. Assim que entraram no quarto, Kael trancou a porta. O ambiente cheirava a baunilha e perfume caro.

— Vem cá, minha princesa — Kael puxou Lua pela cintura, colando os corpos. — Tu tá cheirosa pra caralho hoje, sabia?

— É o hidratante novo que a mamãe me deu — Lua sussurrou, passando as mãos pelo pescoço dele, sentindo os fios do cabelo mullet. — Você demorou lá embaixo com o papai. Achei que ele fosse te prender no escritório pra falar de trabalho.

— Ele gosta de mim, Lua. Mas o ciúmes dele por tu é bizarro. Se ele sonha o que eu quero te fazer agora, ele me joga do alto do Vidigal — Kael riu baixo, beijando o pescoço dela, bem onde o pulso pulsava forte.

— Ele sabe que você me cuida, vida... — Lua soltou um gemido baixinho quando sentiu os dentes de Kael morderem levemente o lóbulo de sua orelha. — Mas fala baixo, o Bê tem ouvido de teto.

Kael não aguentou. Pegou Lua no colo, fazendo-a cruzar as pernas em volta de sua cintura. O corpo "pera" dela se encaixava perfeitamente no dele. Ele a levou até a cama, deitando-a com cuidado, mas com uma urgência que só dois anos de namoro intenso explicavam.

— Eu sou maluco por cada curva desse teu corpo, docinho — ele murmurou, enquanto a mão dele subia pela coxa dela. — Esse teu aparelho preto quando tu sorri... me fode o juízo todo.

— Então me beija logo, meu ursinho — ela pediu, puxando-o para um beijo profundo, com gosto de desejo e juventude.

Lá no quarto principal, Guilherme finalmente entrou. Ele estava apenas de short de dormir, exibindo o peitoral largo e as tatuagens que contavam a história de sua ascensão no crime. Ele viu Letícia tentando colocar Bernardo no berço que ficava ao lado da cama.

— O campeão ainda tá na atividade, coração? — Guilherme perguntou, aproximando-se por trás e abraçando a esposa, as mãos grandes espalmando na barriga dela.

— Ele tá lutando contra o sono, amor. Mas agora acho que foi — Letícia respondeu em um sussurro, vendo o pequeno finalmente fechar os olhos verdes.

Guilherme deu um beijo no topo da cabeça do filho e depois virou a esposa de frente para ele. O olhar dele mudou instantaneamente. O marrento deu lugar ao homem completamente rendido pela mulher que estava ao seu lado desde que ele não era ninguém.

— Tu tá querendo me enlouquecer com esse pijama, não tá? — ele perguntou, a voz saindo como um rosnado baixo.

— Por que, meu bem? É só um pijama de seda — ela provocou, passando as unhas bem feitas pelos ombros largos dele.

— É transparente, Letícia. Eu vejo tudo. Vejo que tu tá sem nada por baixo — Guilherme apertou a cintura dela, puxando-a para o seu membro já pulsando debaixo do short. — Tu sabe que eu sou ciumento pra caralho, mas aqui dentro, entre essas quatro paredes, tu é minha e de mais ninguém.

— Eu sempre fui sua, meu rabugento — ela sorriu, puxando o rosto dele para um beijo que misturava a possessividade dele com a doçura dela.

Guilherme a pegou no colo sem esforço nenhum, a força dos seus 1,92m fazendo Letícia parecer uma boneca. Ele a jogou na cama e se posicionou entre as pernas dela, admirando a beleza daquela mulher que, mesmo após dois filhos, continuava sendo a dona do seu império e do seu coração.

— Vou te foder tanto hoje que tu vai esquecer até como fala meu nome — ele prometeu, a mão descendo para a intimidade dela por cima da seda.

— Só não faz muito barulho, amor... o Bê tá do lado — ela arqueou as costas quando sentiu os dedos dele encontrarem sua umidade.

— O Bê dorme igual uma pedra quando apaga. E se ele acordar, eu dou um jeito. Agora foca em mim, coração. Foca no teu homem.

Enquanto o morro lá fora pulsava com o som dos bailes distantes e o movimento do tráfico, dentro daquela mansão, o clima era de entrega total. Guilherme não era o dono do morro naquele momento; era apenas um homem louco pela sua mulher. Ele abriu as pernas dela com força, mas com carinho, e se perdeu naquele corpo que ele conhecia como a palma de sua mão.

No quarto ao lado, a temperatura também não parava de subir. Kael já tinha tirado a blusa de Lua, e seus olhos verdes devoravam os seios fartos da namorada.

— Vida... — Lua suspirou, sentindo a mão de Kael entrar por dentro da sua calcinha. — Você é muito safado.

— Sou safado por ti, docinho. Só por ti — Kael respondeu, descendo os beijos pela barriga dela. — Tu é a coisa mais linda dessa Rocinha toda. O papai pode ser o dono, mas quem manda no meu coração é tu.

— Cala a boca e me fode, Kael — Lua pediu, a voz manhosa de quem sabia exatamente o poder que tinha sobre o rapaz.

Kael não precisou ouvir duas vezes. Ele se livrou do short rapidamente, revelando o vigor dos seus 19 anos. Ele entrou nela com cuidado, sentindo o aperto delicioso daquela boceta que parecia ter sido feita sob medida para ele. Lua soltou um gemido abafado no travesseiro, as unhas cravando nas costas bronzeadas de Kael.

— Isso, amor... assim — ela sussurrava, enquanto o ritmo dele aumentava, sincronizado com o prazer que transbordava.

A noite na Rocinha estava apenas começando. Entre o perigo das ruas e o luxo da mansão, os Allegretti viviam intensamente. Guilherme e Letícia, no auge da maturidade e da paixão; Lua e Kael, no fogo da juventude e da descoberta. E no meio de tudo, o pequeno Bernardo, o herdeiro daquela marra toda, dormia o sono dos justos, alheio ao fogo que consumia os quartos ao seu redor.

Horas depois, o silêncio finalmente reinou na casa. Guilherme estava deitado com Letícia em seu peito, ambos suados e exaustos. Ele fazia carinho nos cabelos dela, o olhar perdido no teto, pensando no futuro.

— Tá pensando em quê, meu bem? — Letícia perguntou, a voz sonolenta.

— No quanto eu sou um homem de sorte, coração. Tenho o morro na mão, mas tenho o que realmente importa aqui, nesse quarto. Tu, os moleques... até o Kael, que é um bom rapaz, apesar de eu querer matar ele toda vez que ele olha pra Lua com aquela cara de desejo.

Letícia riu baixo, dando um beijo no peito tatuado do marido.

— Você também olhava pra mim assim quando tinha a idade dele. E olha onde a gente chegou.

— É... mas eu sou eu. Ele é ele — Guilherme resmungou, a marra voltando de leve. — Mas deixa baixo. Amanhã o dia é longo. Tem carga pra conferir, tem reunião com os cria e ainda tenho que levar o campeão no pediatra, não é?

— É sim, papai coruja — Letícia zombou carinhosamente. — Agora dorme.

Guilherme fechou os olhos, sentindo o peso da responsabilidade e o calor do amor. Naquela fortaleza de luxo no topo da favela, o dono da Rocinha finalmente descansava, sabendo que sua família estava segura sob sua proteção. A paz era um artigo de luxo ali, mas ele garantia que, para os seus, ela nunca faltasse.
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