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Pião todo tatuado
Фандом: Bts
Создан: 07.05.2026
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Entre o Concreto e a Poeira da Estrada
O sol de São Paulo começava a se esconder entre os arranha-céus da Avenida Paulista, tingindo o céu de um laranja metálico que Jimin sempre achou poético, embora sufocante. No décimo quinto andar do apartamento que dividiam, o caos era absoluto. Malas abertas pelo chão, pilhas de roupas coloridas e o som distante do trânsito compunham a trilha sonora daquela despedida.
Park Jimin, com seus fios loiros impecavelmente alinhados atrás da orelha, estava parado junto à janela de vidro do chão ao teto. Ele observava o formigueiro humano lá embaixo. Por mais que amasse a energia da metrópole, sentia que sua bateria social e espiritual estava no fim. Seus pais, Park Jisung e Park Minho, já haviam ligado três vezes naquela manhã, ansiosos pelo retorno do filho único para a fazenda da família.
— Se você continuar olhando para essa rua com essa cara de quem está gravando um MV de k-pop triste, eu juro que vou jogar essa sua bota de glitter pela janela — a voz de Taehyung ecoou pelo quarto, tirando Jimin de seus devaneios.
Jimin se virou, arqueando uma sobrancelha. Taehyung também era loiro, mas o dele era um tom mais rebelde, combinando com sua personalidade vibrante e, muitas vezes, inconveniente. Ele tentava, sem sucesso, fechar uma mala que claramente estava acima da capacidade permitida pelas leis da física.
— Não é tristeza, Tae. É só... estranho — Jimin respondeu, cruzando os braços. — Passamos tanto tempo aqui estudando e tentando a vida, que voltar para o interior parece que estamos retrocedendo. Mas, ao mesmo tempo, eu não aguento mais o cheiro de poluição.
— Retrocedendo nada! — Jin apareceu na porta, segurando um cabide com uma camisa de seda rosa. — Vamos voltar como reis. Além disso, a comida da fazenda é mil vezes melhor que esses deliveries caros que a gente pede aqui. Eu sinto falta de um fogão a lenha, de ar puro e de não ter medo de ser atropelado por um patinete elétrico a cada esquina.
Jin era o mais velho e, de certa forma, a âncora do grupo. Ele tinha uma autoconfiança invejável e um carinho protetor pelos dois amigos. Seus pais sempre o apoiaram em tudo, e ele retribuía com uma lealdade feroz.
— O Jin tem razão — Taehyung disse, finalmente desistindo de fechar a mala e sentando em cima dela com um baque. — E pensem pelo lado positivo: lá a gente tem espaço. Aqui, se eu espirro muito forte, o vizinho do lado reclama do barulho.
Jimin soltou uma risadinha, mas sua expressão endureceu quando viu Taehyung chutar uma de suas caixas de sapatos para abrir caminho.
— Taehyung, se você amassar a caixa do meu tênis novo, eu juro que te deixo no meio da rodovia — Jimin avisou, o tom de voz baixando perigosamente.
Todos sabiam que Jimin era um doce, uma alma gentil que cuidava de todos, mas ele tinha um limite. E esse limite envolvia organização e, principalmente, respeito ao seu espaço. Quando Jimin se irritava, o ar no ambiente parecia esfriar dez graus.
— Calma, loirinho! — Taehyung levantou as mãos em sinal de rendição, rindo. — Não precisa usar esse tom de "general" comigo. Eu só estou ansioso.
— Pois guarde sua ansiedade dentro das malas e termine logo — Jin interveio, jogando uma almofada em Taehyung. — O carro já está alugado e eu não quero pegar o trânsito da saída de São Paulo no escuro.
— Já terminei, Omma Jin — Taehyung provocou, mostrando a língua.
— Não me chama assim se quiser que eu continue dirigindo — Jin rebateu, embora um sorriso brincasse no canto de seus lábios.
Algumas horas depois, o apartamento estava vazio e silencioso, apenas com as marcas de onde os móveis costumavam ficar. Os três amigos desceram com as últimas malas, carregando o carro até o teto. Jimin deu uma última olhada para o prédio antes de entrar no banco do passageiro ao lado de Jin. Taehyung, como de costume, se jogou no banco de trás, espalhando seus salgadinhos e o fone de ouvido.
Assim que Jin deu a partida e saíram da garagem, a atmosfera mudou. O caos da cidade começou a dar lugar às marginais e, eventualmente, às rodovias que cortavam o estado.
— Tudo bem, pessoal — Jin anunciou, ajustando o retrovisor. — São pelo menos seis horas de viagem se a gente não parar muito. Taehyung, você é o DJ oficial, mas se colocar heavy metal eu te jogo para fora.
— Pode deixar, chefe — Taehyung disse, já mexendo no celular. — Hoje o clima pede algo mais... temático.
De repente, as batidas eletrônicas que costumavam ouvir foram substituídas pelo som de uma viola caipira e uma voz potente cantando sobre amores perdidos e estradas de terra.
— Sertanejo, Taehyung? Sério? — Jimin perguntou, mas já balançando a cabeça no ritmo da música.
— A gente está indo para o interior, Jimin! — Taehyung exclamou, começando a cantar dramaticamente. — Temos que entrar no personagem. Imagine só: cavalos, chapéus, cheiro de mato... e quem sabe alguns peões bonitos para a gente se distrair?
Jimin revirou os olhos, mas não conseguiu esconder o sorriso. Ele pensou em seus pais. Park Jisung e Park Minho deviam estar preparando um banquete para recebê-los. Ele sentia falta do abraço deles, do jeito que o pai Jisung sempre o chamava de "meu pequeno grande homem" e como o pai Minho sempre tinha um conselho sábio para dar.
— Eu só quero ver como você vai se adaptar, Tae — Jin comentou, rindo. — Você reclama quando não tem sinal de Wi-Fi por cinco minutos. Na fazenda, se chover, a internet vai embora junto com a água.
— Eu vou sobreviver — Taehyung declarou, fazendo uma pose heroica no banco de trás. — Eu sou um homem da natureza agora. Vou até aprender a tirar leite de vaca.
— Eu pago para ver isso — Jimin riu, sentindo a tensão dos últimos meses em São Paulo finalmente começar a se dissipar.
A viagem seguiu entre risadas, cantoria desafinada e paradas em postos de conveniência para comprar pão de queijo e café. Conforme os prédios sumiam e eram substituídos por vastos campos verdes e plantações de cana-de-açúcar, Jimin sentia uma estranha antecipação no peito.
Ele ainda não sabia, mas aquela volta para casa mudaria tudo. Ele pensava em sua vida amorosa, que em São Paulo tinha sido um deserto de encontros superficiais. Ele queria algo real, alguém que o visse de verdade.
— Jimin, você está muito quieto de novo — Jin observou, mantendo os olhos na estrada. — No que está pensando?
— No futuro — Jimin admitiu, encostando a cabeça no vidro da janela. — Será que a gente vai se acostumar com a calmaria?
— A calmaria é relativa, Minnie — Jin respondeu com suavidade. — Às vezes, as maiores tempestades acontecem onde a gente menos espera. E às vezes, é no silêncio do campo que a gente finalmente consegue ouvir o que o coração está tentando dizer.
Taehyung, surpreendentemente em silêncio por um momento, apenas concordou com um aceno de cabeça antes de voltar a cantar o refrão de uma música sobre um "boiadeiro apaixonado".
— Só espero que meu coração não tente dizer que eu preciso de um par de botas de couro de jacaré — Jimin brincou, tentando aliviar o peso da conversa.
— Ah, mas você ia ficar um arraso de bota, Jimin! — Taehyung gritou lá de trás. — Um loiro fatal no meio do pasto. Os fazendeiros não iam aguentar!
— Cala a boca, Taehyung! — Jimin gritou de volta, mas seu rosto estava corado e ele ria abertamente.
A noite caiu enquanto eles avançavam pelo interior. O céu, agora livre das luzes da cidade, revelava uma imensidão de estrelas que Jimin tinha esquecido que existiam. O cheiro da terra molhada começou a invadir o carro através das frestas das janelas.
Eles estavam chegando.
Jimin não imaginava que, naquela mesma região, em uma fazenda vizinha, um jovem chamado Jeon Jungkook também olhava para aquelas mesmas estrelas, sem saber que sua vida estava prestes a colidir com a do loiro de gênio forte e coração de ouro que acabara de cruzar a divisa do município.
— Próxima parada: Fazenda Park — Jin anunciou, diminuindo a velocidade ao entrar em uma estrada de terra batida.
As luzes do carro iluminavam a poeira que subia, criando uma aura quase mágica ao redor do veículo. Jimin respirou fundo, sentindo o ar puro preencher seus pulmões. Ele estava em casa. E, embora não soubesse, aquele era apenas o primeiro capítulo de uma história que transformaria a amizade deles em algo ainda mais profundo e traria amores que eles jamais ousaram sonhar entre as buzinas de São Paulo.
— Chegamos, seus bando de loucos — Jin estacionou o carro em frente ao grande casarão colonial iluminado.
As portas da casa se abriram quase instantaneamente, revelando as silhuetas acolhedoras de Jisung e Minho. Jimin abriu a porta do carro, sentindo o chão firme sob seus pés. O silêncio do campo foi quebrado apenas pelos gritos de alegria de seus pais e pelas risadas escandalosas de Taehyung, que já estava correndo para abraçar a "tia" e pedir comida.
Jimin sorriu, olhando para o horizonte escuro. Algo novo estava começando. Ele sentia isso na brisa fresca da noite.
— Bem-vindo de volta, Jimin — ele sussurrou para si mesmo, antes de correr para os braços de sua família.
Park Jimin, com seus fios loiros impecavelmente alinhados atrás da orelha, estava parado junto à janela de vidro do chão ao teto. Ele observava o formigueiro humano lá embaixo. Por mais que amasse a energia da metrópole, sentia que sua bateria social e espiritual estava no fim. Seus pais, Park Jisung e Park Minho, já haviam ligado três vezes naquela manhã, ansiosos pelo retorno do filho único para a fazenda da família.
— Se você continuar olhando para essa rua com essa cara de quem está gravando um MV de k-pop triste, eu juro que vou jogar essa sua bota de glitter pela janela — a voz de Taehyung ecoou pelo quarto, tirando Jimin de seus devaneios.
Jimin se virou, arqueando uma sobrancelha. Taehyung também era loiro, mas o dele era um tom mais rebelde, combinando com sua personalidade vibrante e, muitas vezes, inconveniente. Ele tentava, sem sucesso, fechar uma mala que claramente estava acima da capacidade permitida pelas leis da física.
— Não é tristeza, Tae. É só... estranho — Jimin respondeu, cruzando os braços. — Passamos tanto tempo aqui estudando e tentando a vida, que voltar para o interior parece que estamos retrocedendo. Mas, ao mesmo tempo, eu não aguento mais o cheiro de poluição.
— Retrocedendo nada! — Jin apareceu na porta, segurando um cabide com uma camisa de seda rosa. — Vamos voltar como reis. Além disso, a comida da fazenda é mil vezes melhor que esses deliveries caros que a gente pede aqui. Eu sinto falta de um fogão a lenha, de ar puro e de não ter medo de ser atropelado por um patinete elétrico a cada esquina.
Jin era o mais velho e, de certa forma, a âncora do grupo. Ele tinha uma autoconfiança invejável e um carinho protetor pelos dois amigos. Seus pais sempre o apoiaram em tudo, e ele retribuía com uma lealdade feroz.
— O Jin tem razão — Taehyung disse, finalmente desistindo de fechar a mala e sentando em cima dela com um baque. — E pensem pelo lado positivo: lá a gente tem espaço. Aqui, se eu espirro muito forte, o vizinho do lado reclama do barulho.
Jimin soltou uma risadinha, mas sua expressão endureceu quando viu Taehyung chutar uma de suas caixas de sapatos para abrir caminho.
— Taehyung, se você amassar a caixa do meu tênis novo, eu juro que te deixo no meio da rodovia — Jimin avisou, o tom de voz baixando perigosamente.
Todos sabiam que Jimin era um doce, uma alma gentil que cuidava de todos, mas ele tinha um limite. E esse limite envolvia organização e, principalmente, respeito ao seu espaço. Quando Jimin se irritava, o ar no ambiente parecia esfriar dez graus.
— Calma, loirinho! — Taehyung levantou as mãos em sinal de rendição, rindo. — Não precisa usar esse tom de "general" comigo. Eu só estou ansioso.
— Pois guarde sua ansiedade dentro das malas e termine logo — Jin interveio, jogando uma almofada em Taehyung. — O carro já está alugado e eu não quero pegar o trânsito da saída de São Paulo no escuro.
— Já terminei, Omma Jin — Taehyung provocou, mostrando a língua.
— Não me chama assim se quiser que eu continue dirigindo — Jin rebateu, embora um sorriso brincasse no canto de seus lábios.
Algumas horas depois, o apartamento estava vazio e silencioso, apenas com as marcas de onde os móveis costumavam ficar. Os três amigos desceram com as últimas malas, carregando o carro até o teto. Jimin deu uma última olhada para o prédio antes de entrar no banco do passageiro ao lado de Jin. Taehyung, como de costume, se jogou no banco de trás, espalhando seus salgadinhos e o fone de ouvido.
Assim que Jin deu a partida e saíram da garagem, a atmosfera mudou. O caos da cidade começou a dar lugar às marginais e, eventualmente, às rodovias que cortavam o estado.
— Tudo bem, pessoal — Jin anunciou, ajustando o retrovisor. — São pelo menos seis horas de viagem se a gente não parar muito. Taehyung, você é o DJ oficial, mas se colocar heavy metal eu te jogo para fora.
— Pode deixar, chefe — Taehyung disse, já mexendo no celular. — Hoje o clima pede algo mais... temático.
De repente, as batidas eletrônicas que costumavam ouvir foram substituídas pelo som de uma viola caipira e uma voz potente cantando sobre amores perdidos e estradas de terra.
— Sertanejo, Taehyung? Sério? — Jimin perguntou, mas já balançando a cabeça no ritmo da música.
— A gente está indo para o interior, Jimin! — Taehyung exclamou, começando a cantar dramaticamente. — Temos que entrar no personagem. Imagine só: cavalos, chapéus, cheiro de mato... e quem sabe alguns peões bonitos para a gente se distrair?
Jimin revirou os olhos, mas não conseguiu esconder o sorriso. Ele pensou em seus pais. Park Jisung e Park Minho deviam estar preparando um banquete para recebê-los. Ele sentia falta do abraço deles, do jeito que o pai Jisung sempre o chamava de "meu pequeno grande homem" e como o pai Minho sempre tinha um conselho sábio para dar.
— Eu só quero ver como você vai se adaptar, Tae — Jin comentou, rindo. — Você reclama quando não tem sinal de Wi-Fi por cinco minutos. Na fazenda, se chover, a internet vai embora junto com a água.
— Eu vou sobreviver — Taehyung declarou, fazendo uma pose heroica no banco de trás. — Eu sou um homem da natureza agora. Vou até aprender a tirar leite de vaca.
— Eu pago para ver isso — Jimin riu, sentindo a tensão dos últimos meses em São Paulo finalmente começar a se dissipar.
A viagem seguiu entre risadas, cantoria desafinada e paradas em postos de conveniência para comprar pão de queijo e café. Conforme os prédios sumiam e eram substituídos por vastos campos verdes e plantações de cana-de-açúcar, Jimin sentia uma estranha antecipação no peito.
Ele ainda não sabia, mas aquela volta para casa mudaria tudo. Ele pensava em sua vida amorosa, que em São Paulo tinha sido um deserto de encontros superficiais. Ele queria algo real, alguém que o visse de verdade.
— Jimin, você está muito quieto de novo — Jin observou, mantendo os olhos na estrada. — No que está pensando?
— No futuro — Jimin admitiu, encostando a cabeça no vidro da janela. — Será que a gente vai se acostumar com a calmaria?
— A calmaria é relativa, Minnie — Jin respondeu com suavidade. — Às vezes, as maiores tempestades acontecem onde a gente menos espera. E às vezes, é no silêncio do campo que a gente finalmente consegue ouvir o que o coração está tentando dizer.
Taehyung, surpreendentemente em silêncio por um momento, apenas concordou com um aceno de cabeça antes de voltar a cantar o refrão de uma música sobre um "boiadeiro apaixonado".
— Só espero que meu coração não tente dizer que eu preciso de um par de botas de couro de jacaré — Jimin brincou, tentando aliviar o peso da conversa.
— Ah, mas você ia ficar um arraso de bota, Jimin! — Taehyung gritou lá de trás. — Um loiro fatal no meio do pasto. Os fazendeiros não iam aguentar!
— Cala a boca, Taehyung! — Jimin gritou de volta, mas seu rosto estava corado e ele ria abertamente.
A noite caiu enquanto eles avançavam pelo interior. O céu, agora livre das luzes da cidade, revelava uma imensidão de estrelas que Jimin tinha esquecido que existiam. O cheiro da terra molhada começou a invadir o carro através das frestas das janelas.
Eles estavam chegando.
Jimin não imaginava que, naquela mesma região, em uma fazenda vizinha, um jovem chamado Jeon Jungkook também olhava para aquelas mesmas estrelas, sem saber que sua vida estava prestes a colidir com a do loiro de gênio forte e coração de ouro que acabara de cruzar a divisa do município.
— Próxima parada: Fazenda Park — Jin anunciou, diminuindo a velocidade ao entrar em uma estrada de terra batida.
As luzes do carro iluminavam a poeira que subia, criando uma aura quase mágica ao redor do veículo. Jimin respirou fundo, sentindo o ar puro preencher seus pulmões. Ele estava em casa. E, embora não soubesse, aquele era apenas o primeiro capítulo de uma história que transformaria a amizade deles em algo ainda mais profundo e traria amores que eles jamais ousaram sonhar entre as buzinas de São Paulo.
— Chegamos, seus bando de loucos — Jin estacionou o carro em frente ao grande casarão colonial iluminado.
As portas da casa se abriram quase instantaneamente, revelando as silhuetas acolhedoras de Jisung e Minho. Jimin abriu a porta do carro, sentindo o chão firme sob seus pés. O silêncio do campo foi quebrado apenas pelos gritos de alegria de seus pais e pelas risadas escandalosas de Taehyung, que já estava correndo para abraçar a "tia" e pedir comida.
Jimin sorriu, olhando para o horizonte escuro. Algo novo estava começando. Ele sentia isso na brisa fresca da noite.
— Bem-vindo de volta, Jimin — ele sussurrou para si mesmo, antes de correr para os braços de sua família.
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