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Фандом: record of ragnarok
Создан: 07.05.2026
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O Rei sob a Melodia do Abismo
O salão de projeções de Valhala estava mergulhado em um silêncio tenso, quebrado apenas pelo som ocasional das joias de Qin Shi Huang tilintando enquanto ele se acomodava em um trono improvisado — que, na verdade, era apenas uma poltrona de veludo que ele decidiu reivindicar como sua. Ao seu lado, os deuses observavam com uma mistura de irritação e curiosidade. Hades, o Rei do Submundo, mantinha sua postura impecável, os olhos carmesim fixos na grande tela que Nikola Tesla, o cientista da humanidade, terminava de ajustar.
— O que estamos prestes a presenciar, Homem da Ciência? — questionou Hades, sua voz ressoando com a autoridade natural de um soberano. — Espero que este "experimento" justifique a pausa em nossas deliberações.
Tesla deu uma pirueta, os olhos brilhando com o entusiasmo de uma criança.
— Oh, majestade das sombras! É algo revolucionário! — exclamou Tesla, gesticulando para Qin. — Como sabemos, o Imperador da China sofre da sinestesia toque-espelho. Ele sente a dor de todos que vê. Uma carga nobre, mas exaustiva. Por isso, eu desenvolvi isto!
Ele segurou um par de fones de ouvido de design futurista, adornados com detalhes em ouro e circuitos que pulsavam em um azul elétrico.
— Fones de cancelamento sensorial quântico! — anunciou Nikola. — Eles não apenas bloqueiam o som, mas criam um campo de força mental que isola o sistema nervoso do usuário de estímulos externos de dor empática. Para o teste, pedi ao Imperador que escolhesse uma canção de sua preferência.
Qin Shi Huang soltou uma risada vibrante, ajustando sua venda com um movimento elegante dos dedos.
— Onde este Rei se senta, existe apenas a paz — declarou Qin, com seu sorriso característico que misturava arrogância e um carisma avassalador. — Mas se você diz que essa engenhoca pode tornar minha caminhada ainda mais prazerosa, eu aceito o presente, Nikola.
A tela se iluminou, mostrando uma gravação de alguns minutos antes. O cenário era um dos jardins suspensos de Valhala, um lugar de beleza serena. Qin aparecia na imagem, colocando os fones. Assim que o dispositivo foi ativado, a postura do Imperador mudou ligeiramente. O peso invisível que sempre parecia curvar minimamente seus ombros — o peso da dor alheia — desapareceu.
Na tela, e agora ecoando pelo salão para que todos ouvissem, os primeiros acordes de piano de "Bring Me To Life" começaram a tocar.
— Que música peculiar — comentou Hermes, inclinando a cabeça. — Uma melodia humana cheia de angústia e renascimento. Combina com ele.
Qin, na tela, começou a caminhar. Ele não apenas andava; ele desfilava. Seus pés seguiam o ritmo da bateria que subia de tom. Ele começou a cantar, sua voz saindo clara e potente, ignorando completamente quem estivesse ao redor.
— *How can you see into my eyes like open doors?* — Qin cantava, girando os braços como se regesse uma orquestra invisível.
Hades observava com uma sobrancelha erguida. Havia algo fascinante na forma como aquele homem se entregava ao momento. O Rei do Submundo reconhecia a dignidade em Qin, mesmo em meio àquela exibição exuberante.
— Ele parece... leve — observou Hades, quase em um sussurro.
De repente, a atmosfera na tela mudou. Das sombras das árvores milenares, uma criatura grotesca emergiu. Era um monstro abissal, uma massa de garras e dentes que havia escapado das fendas de Helheim durante os recentes distúrbios. O monstro rugiu, mas Qin não parou. Ele sequer pareceu notar a ameaça como algo digno de sua interrupção.
— *Wake me up inside!* — Qin soltou o refrão com uma força que estremeceu os alto-falantes do salão.
O monstro saltou. No último milésimo de segundo, Qin inclinou o corpo para trás em um movimento de dança fluido, deixando a fera passar por cima dele. Ele girou sobre os calcanhares, acompanhando o solo de guitarra, e desferiu um chute lateral que enviou a criatura contra uma coluna de mármore.
— *Save me!* — Ele continuou, apontando para o céu enquanto a fera se recuperava.
No salão real, Ares estava boquiaberto.
— Ele está lutando... dançando? Ele nem tirou os fones! — gritou o Deus da Guerra.
— Silêncio, Ares — ordenou Hades, sem desviar o olhar da tela. — Ele está em seu elemento. Veja como ele manipula o fluxo de energia sem precisar ver a dor do oponente. Ele está livre.
Na tela, a luta se intensificava. O monstro tentou uma investida rápida com suas garras afiadas. Qin, mantendo o sorriso e o ritmo da música, usou sua técnica *Chi You*. Ele soprou uma bolha de ar — o *Tortoise Ripple* — que atingiu o ponto de fluxo de energia da criatura exatamente quando a música atingia o clímax do segundo refrão.
A fera fraquejou, sua força drenada. Qin aproveitou a abertura, executando um salto mortal para trás enquanto cantava as linhas finais da ponte da música.
— *I've been living a lie, there's nothing inside!* — A voz de Qin carregava uma profundidade que fez alguns humanos na plateia sentirem arrepios. Era como se, por trás daquela performance, ele estivesse expulsando todos os traumas de sua infância solitária em Zhao.
Com um movimento final, Qin Shi Huang concentrou seu poder na palma da mão. Ele não via um monstro; ele via um obstáculo no caminho de seu povo, no caminho de seu trono. Ele golpeou o peito da criatura com a palma aberta, uma explosão de força que desintegrou a forma física do monstro em partículas de luz.
Ele terminou a música em uma pose dramática, um joelho no chão e um braço estendido, enquanto as últimas notas de piano desapareciam no ar.
O vídeo terminou. No salão, o silêncio era absoluto.
Qin Shi Huang, o verdadeiro, sentado em sua poltrona, removeu a venda por um breve momento para piscar para a plateia antes de recolocá-la. Ele soltou uma risada curta e arrogante.
— E então? — perguntou ele, cruzando as pernas. — Este Rei não possui o melhor timbre de voz que vocês já ouviram?
— Sua técnica é impecável — disse Hades, levantando-se e caminhando em direção ao Imperador. — Até mesmo sob o efeito de uma distração humana, você mantém a precisão de um soberano.
Qin inclinou a cabeça para o lado, sentindo a presença poderosa de Hades se aproximar.
— "Distração", Hades? — Qin sorriu, desafiador. — Para este Rei, a música foi apenas a trilha sonora de uma vitória inevitável. Mas admito... o presente de Nikola é interessante. Pela primeira vez, o mundo não gritou comigo.
Hades parou diante de Qin. O Rei do Submundo não via apenas um oponente para o Ragnarok; ele via um espelho de sua própria responsabilidade. Ambos carregavam o peso de seus reinos, de formas diferentes.
— O silêncio pode ser uma bênção — comentou Hades, com uma seriedade que impunha respeito. — Mas não se acostume com ele, Qin Shi Huang. Um Rei deve sempre ouvir o seu povo, mesmo que o som seja de dor.
Qin levantou-se, ficando frente a frente com o deus, a diferença de altura não diminuindo sua aura de superioridade.
— Eu sempre ouço, governante das sombras — disse Qin, sua voz perdendo o tom brincalhão e assumindo uma gravidade imperial. — Eu senti a dor do mundo antes mesmo de aprender a falar. Eu não preciso de fones para saber o que meu povo sofre. Eu os usei apenas para mostrar que, mesmo na mais completa paz, eu ainda sou o maior perigo que este torneio já viu.
Brunhilde, que observava de longe, soltou um suspiro de alívio misturado com irritação.
— Ele é impossível — murmurou ela.
— Ele é um Rei — corrigiu Hermes, surgindo ao lado dela com um sorriso enigmático. — E parece que ele acabou de conquistar o respeito de outro.
Hades estendeu a mão, não para um aperto, mas em um gesto de reconhecimento nobre.
— Que a sua música continue tocando até o nosso encontro na arena, Imperador da China.
Qin Shi Huang riu, virando as costas e caminhando em direção à saída, sua capa balançando majestosamente.
— Oh, ela vai tocar, Hades! E garanto que você vai querer aprender a letra.
Enquanto Qin se afastava, Nikola Tesla começou a pular de alegria, já anotando novas melhorias em seu caderno, enquanto o restante dos deuses e humanos processava o que acabara de ver: o homem que transformou o campo de batalha em seu palco pessoal, provando que, para um verdadeiro imperador, até o caos de uma luta é uma sinfonia perfeitamente regida.
— O que estamos prestes a presenciar, Homem da Ciência? — questionou Hades, sua voz ressoando com a autoridade natural de um soberano. — Espero que este "experimento" justifique a pausa em nossas deliberações.
Tesla deu uma pirueta, os olhos brilhando com o entusiasmo de uma criança.
— Oh, majestade das sombras! É algo revolucionário! — exclamou Tesla, gesticulando para Qin. — Como sabemos, o Imperador da China sofre da sinestesia toque-espelho. Ele sente a dor de todos que vê. Uma carga nobre, mas exaustiva. Por isso, eu desenvolvi isto!
Ele segurou um par de fones de ouvido de design futurista, adornados com detalhes em ouro e circuitos que pulsavam em um azul elétrico.
— Fones de cancelamento sensorial quântico! — anunciou Nikola. — Eles não apenas bloqueiam o som, mas criam um campo de força mental que isola o sistema nervoso do usuário de estímulos externos de dor empática. Para o teste, pedi ao Imperador que escolhesse uma canção de sua preferência.
Qin Shi Huang soltou uma risada vibrante, ajustando sua venda com um movimento elegante dos dedos.
— Onde este Rei se senta, existe apenas a paz — declarou Qin, com seu sorriso característico que misturava arrogância e um carisma avassalador. — Mas se você diz que essa engenhoca pode tornar minha caminhada ainda mais prazerosa, eu aceito o presente, Nikola.
A tela se iluminou, mostrando uma gravação de alguns minutos antes. O cenário era um dos jardins suspensos de Valhala, um lugar de beleza serena. Qin aparecia na imagem, colocando os fones. Assim que o dispositivo foi ativado, a postura do Imperador mudou ligeiramente. O peso invisível que sempre parecia curvar minimamente seus ombros — o peso da dor alheia — desapareceu.
Na tela, e agora ecoando pelo salão para que todos ouvissem, os primeiros acordes de piano de "Bring Me To Life" começaram a tocar.
— Que música peculiar — comentou Hermes, inclinando a cabeça. — Uma melodia humana cheia de angústia e renascimento. Combina com ele.
Qin, na tela, começou a caminhar. Ele não apenas andava; ele desfilava. Seus pés seguiam o ritmo da bateria que subia de tom. Ele começou a cantar, sua voz saindo clara e potente, ignorando completamente quem estivesse ao redor.
— *How can you see into my eyes like open doors?* — Qin cantava, girando os braços como se regesse uma orquestra invisível.
Hades observava com uma sobrancelha erguida. Havia algo fascinante na forma como aquele homem se entregava ao momento. O Rei do Submundo reconhecia a dignidade em Qin, mesmo em meio àquela exibição exuberante.
— Ele parece... leve — observou Hades, quase em um sussurro.
De repente, a atmosfera na tela mudou. Das sombras das árvores milenares, uma criatura grotesca emergiu. Era um monstro abissal, uma massa de garras e dentes que havia escapado das fendas de Helheim durante os recentes distúrbios. O monstro rugiu, mas Qin não parou. Ele sequer pareceu notar a ameaça como algo digno de sua interrupção.
— *Wake me up inside!* — Qin soltou o refrão com uma força que estremeceu os alto-falantes do salão.
O monstro saltou. No último milésimo de segundo, Qin inclinou o corpo para trás em um movimento de dança fluido, deixando a fera passar por cima dele. Ele girou sobre os calcanhares, acompanhando o solo de guitarra, e desferiu um chute lateral que enviou a criatura contra uma coluna de mármore.
— *Save me!* — Ele continuou, apontando para o céu enquanto a fera se recuperava.
No salão real, Ares estava boquiaberto.
— Ele está lutando... dançando? Ele nem tirou os fones! — gritou o Deus da Guerra.
— Silêncio, Ares — ordenou Hades, sem desviar o olhar da tela. — Ele está em seu elemento. Veja como ele manipula o fluxo de energia sem precisar ver a dor do oponente. Ele está livre.
Na tela, a luta se intensificava. O monstro tentou uma investida rápida com suas garras afiadas. Qin, mantendo o sorriso e o ritmo da música, usou sua técnica *Chi You*. Ele soprou uma bolha de ar — o *Tortoise Ripple* — que atingiu o ponto de fluxo de energia da criatura exatamente quando a música atingia o clímax do segundo refrão.
A fera fraquejou, sua força drenada. Qin aproveitou a abertura, executando um salto mortal para trás enquanto cantava as linhas finais da ponte da música.
— *I've been living a lie, there's nothing inside!* — A voz de Qin carregava uma profundidade que fez alguns humanos na plateia sentirem arrepios. Era como se, por trás daquela performance, ele estivesse expulsando todos os traumas de sua infância solitária em Zhao.
Com um movimento final, Qin Shi Huang concentrou seu poder na palma da mão. Ele não via um monstro; ele via um obstáculo no caminho de seu povo, no caminho de seu trono. Ele golpeou o peito da criatura com a palma aberta, uma explosão de força que desintegrou a forma física do monstro em partículas de luz.
Ele terminou a música em uma pose dramática, um joelho no chão e um braço estendido, enquanto as últimas notas de piano desapareciam no ar.
O vídeo terminou. No salão, o silêncio era absoluto.
Qin Shi Huang, o verdadeiro, sentado em sua poltrona, removeu a venda por um breve momento para piscar para a plateia antes de recolocá-la. Ele soltou uma risada curta e arrogante.
— E então? — perguntou ele, cruzando as pernas. — Este Rei não possui o melhor timbre de voz que vocês já ouviram?
— Sua técnica é impecável — disse Hades, levantando-se e caminhando em direção ao Imperador. — Até mesmo sob o efeito de uma distração humana, você mantém a precisão de um soberano.
Qin inclinou a cabeça para o lado, sentindo a presença poderosa de Hades se aproximar.
— "Distração", Hades? — Qin sorriu, desafiador. — Para este Rei, a música foi apenas a trilha sonora de uma vitória inevitável. Mas admito... o presente de Nikola é interessante. Pela primeira vez, o mundo não gritou comigo.
Hades parou diante de Qin. O Rei do Submundo não via apenas um oponente para o Ragnarok; ele via um espelho de sua própria responsabilidade. Ambos carregavam o peso de seus reinos, de formas diferentes.
— O silêncio pode ser uma bênção — comentou Hades, com uma seriedade que impunha respeito. — Mas não se acostume com ele, Qin Shi Huang. Um Rei deve sempre ouvir o seu povo, mesmo que o som seja de dor.
Qin levantou-se, ficando frente a frente com o deus, a diferença de altura não diminuindo sua aura de superioridade.
— Eu sempre ouço, governante das sombras — disse Qin, sua voz perdendo o tom brincalhão e assumindo uma gravidade imperial. — Eu senti a dor do mundo antes mesmo de aprender a falar. Eu não preciso de fones para saber o que meu povo sofre. Eu os usei apenas para mostrar que, mesmo na mais completa paz, eu ainda sou o maior perigo que este torneio já viu.
Brunhilde, que observava de longe, soltou um suspiro de alívio misturado com irritação.
— Ele é impossível — murmurou ela.
— Ele é um Rei — corrigiu Hermes, surgindo ao lado dela com um sorriso enigmático. — E parece que ele acabou de conquistar o respeito de outro.
Hades estendeu a mão, não para um aperto, mas em um gesto de reconhecimento nobre.
— Que a sua música continue tocando até o nosso encontro na arena, Imperador da China.
Qin Shi Huang riu, virando as costas e caminhando em direção à saída, sua capa balançando majestosamente.
— Oh, ela vai tocar, Hades! E garanto que você vai querer aprender a letra.
Enquanto Qin se afastava, Nikola Tesla começou a pular de alegria, já anotando novas melhorias em seu caderno, enquanto o restante dos deuses e humanos processava o que acabara de ver: o homem que transformou o campo de batalha em seu palco pessoal, provando que, para um verdadeiro imperador, até o caos de uma luta é uma sinfonia perfeitamente regida.
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