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Fácil de amar
Фандом: Stray Kids
Создан: 10.05.2026
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O Som do Vidro Quebrado
A chuva batia contra as janelas do escritório de Kim Seungmin — ou melhor, Bang Seungmin, como assinava há uma década — com uma insistência melancólica. O ex-vocalista do Stray Kids, agora um renomado instrutor de técnica vocal e compositor, revisava algumas partituras quando o seu celular vibrou violentamente sobre a mesa de carvalho.
O nome no visor não era o de Chan, nem o de sua filha mais velha, Sora, que provavelmente estaria em algum ateliê da faculdade de moda a essa hora. Era Minjae.
Minjae era um dos alunos mais brilhantes de Chan na gravadora. Um garoto de dezesseis anos com olhos expressivos e um talento bruto para a produção, mas que carregava sombras profundas sob as pálpebras. Chan o via como um filho; Seungmin o via como alguém que precisava desesperadamente de um porto seguro.
Ao atender, Seungmin não ouviu um "alô". Ouviu soluços sufocados e o som de algo quebrando ao fundo.
— Minjae? Minjae, o que está acontecendo? — Seungmin levantou-se num salto, o coração disparando.
— P-por favor... o Chan... ele não atende... — A voz do garoto era um sussurro agudo, entrecortado pelo pânico. — Ele tá maluco, Seungmin-hyung... Ele vai me matar, eu juro que ele vai...
Um estrondo de algo pesado atingindo uma parede ecoou pela linha, seguido por um grito abafado de dor.
— Minjae, eu estou indo agora! Onde você está? No apartamento? — Seungmin já estava pegando as chaves do carro, a adrenalina substituindo o sangue em suas veias.
— No quarto... trancado... por favor, rápido...
A ligação caiu. Seungmin discou para Chan freneticamente enquanto corria para o estacionamento, mas o marido estava em uma reunião de diretoria na gravadora, com o celular provavelmente em modo silencioso.
— Droga, Channie, atende! — rugiu Seungmin, jogando o carro para fora do prédio.
O trajeto que deveria levar vinte minutos foi feito em dez. Seungmin estacionou de qualquer jeito em frente ao prédio decrépito onde Minjae morava com o pai biológico. Ele subiu as escadas de dois em dois degraus, o som dos próprios batimentos cardíacos ensurdecendo-o.
Quando chegou ao andar, não precisou procurar muito. Os gritos vindos do 402 eram audíveis do corredor.
— Abre essa porta, seu lixo! — a voz de um homem, embriagada e carregada de ódio, rugia lá dentro. — Você acha que pode me ignorar? Eu te dei a vida, eu tiro ela se eu quiser!
Seungmin não pensou. Ele era menor que o agressor, mas anos de coreografias rigorosas e treinamento físico o deixaram ágil. Ele chutou a porta com toda a força que tinha, a fechadura cedendo após o terceiro impacto.
A cena lá dentro era um pesadelo. O pai de Minjae, um homem corpulento com o rosto vermelho de fúria e álcool, estava chutando a porta do quarto onde o menino se escondia. Minjae estava encolhido em um canto da sala de estar, o rosto já inchado e sangrando, tendo tentado fugir e falhado.
— Solta ele agora! — Seungmin gritou, sua voz de barítono preenchendo o ambiente com uma autoridade que ele raramente usava em casa.
O homem se virou, os olhos injetados de sangue. Ele soltou uma risada seca e asquerosa ao reconhecer Seungmin.
— Olha só... se não é o "maridinho" do produtor famoso. Veio salvar a donzela? — O homem cuspiu no chão, aproximando-se de Seungmin com passos pesados. — Eu sabia que esse moleque andava com gente da sua laia. Dois marmanjos casados... que aberração.
— Você não vai tocar mais um dedo nele — disse Seungmin, cerrando os punhos, sentindo o nojo subir pela garganta.
— Você acha que manda aqui, seu bonequinho de TV? — O homem avançou rápido demais.
O primeiro soco atingiu o maxilar de Seungmin, fazendo-o cambalear. Antes que pudesse se recuperar, um golpe no estômago o deixou sem ar. Seungmin sentiu o gosto metálico de sangue na boca enquanto era empurrado contra a estante de bebidas.
— Você e aquele seu marido deviam estar na cadeia, não tentando roubar o filho dos outros — o homem rosnou, desferindo um chute nas costelas de Seungmin enquanto ele tentava se levantar. — O que vocês fazem? Brincam de casinha? Qual de vocês é a mulher?
Seungmin ignorou a dor lancinante nas costelas. Ele viu, pelo canto do olho, Minjae tentando se arrastar para longe, trêmulo. O agressor levantou o punho para desferir um golpe que provavelmente deixaria Seungmin inconsciente, mas o ex-idol foi mais rápido. Sua mão tateou a prateleira atrás de si e encontrou o gargalo de uma garrafa de vidro de uísque, ainda pela metade.
Com um movimento preciso e desesperado, Seungmin girou e atingiu a lateral da cabeça do homem com a garrafa. O vidro estilhaçou, espalhando líquido e fragmentos brilhantes pelo chão de madeira. O agressor vacilou, os olhos revirando antes de desabar como um saco de areia.
Silêncio. Apenas o som da chuva e a respiração pesada de Seungmin.
— Minjae... — Seungmin se arrastou até o garoto, ignorando a própria dor. — Minjae, olha para mim. Acabou. Ele não vai mais te machucar.
O garoto se jogou nos braços de Seungmin, soluçando tão forte que o corpo inteiro tremia. Seungmin o apertou contra o peito, sujando a camisa cara de sangue e lágrimas, sem se importar com nada além da segurança do menino.
***
O Hospital Universitário de Seul estava estranhamente calmo para uma noite de sexta-feira. No entanto, o caos estava concentrado na sala de espera particular.
Bang Chan entrou pelas portas duplas como um furacão. Ele ainda vestia o terno da reunião, mas a gravata estava frouxa e o rosto estava pálido de terror. Sora, sua filha de vinte anos, estava logo atrás, os olhos vermelhos de quem chorou o caminho todo.
— Onde eles estão? — Chan perguntou à enfermeira, sua voz tremendo de uma forma que ele não conseguia controlar.
— Appa! — Sora correu para o pai quando viu Seungmin saindo de uma sala de exames, apoiado em uma muleta, com o rosto cheio de curativos e o braço em uma tipóia.
Ao lado dele, em uma cadeira de rodas empurrada por um enfermeiro, estava Minjae. O rosto do garoto era um mapa de hematomas, mas ele estava limpo e medicado.
Chan parou, o ar fugindo de seus pulmões. Ver o marido — o homem que ele jurou proteger por dez anos — e o garoto que ele amava como um filho naquele estado foi como receber um tiro.
— Seungmin... o que você fez? — A voz de Chan não era de gratidão. Era de puro choque e uma raiva latente, nascida do medo.
Seungmin suspirou, sentindo cada centímetro do corpo protestar.
— Eu fiz o que tinha que ser feito, Channie. Ele ia matar o menino.
— Você podia ter morrido! — Chan explodiu, aproximando-se e segurando os ombros de Seungmin com força excessiva, antes de soltar ao perceber que o marido gemeu de dor. — Por que você não me esperou? Por que não chamou a polícia antes de entrar? Olha para você, Seungmin! Você não é um segurança, você é um músico!
Sora se aproximou de Minjae, pegando a mão do garoto com delicadeza.
— Appa, não grita com ele — pediu Sora, a voz firme apesar das lágrimas. — O senhor não atendeu o telefone. O Minjae ligou e ninguém atendeu. O tio Seungmin foi o único que sobrou.
Chan olhou para a filha, depois para Minjae, que encolheu os ombros na cadeira de rodas, parecendo minúsculo sob as luzes fluorescentes. A culpa atingiu Chan como uma onda gélida. Ele olhou para o próprio celular no bolso, o aparelho que ele ignorou por duas horas em prol de contratos e números.
— Me desculpa... — Chan cobriu o rosto com as mãos, os ombros começando a sacudir. — Me desculpa, Minjae. Me desculpa, Minnie. Eu falhei com vocês.
Seungmin deu um passo difícil à frente e encostou a testa no ombro do marido.
— Você não falhou. Você está aqui agora.
— Aquele homem... — Chan rosnou entre dentes — ...ele nunca mais vai chegar perto de vocês. Eu vou usar cada centavo que eu tenho para garantir que ele apodreça na cadeia.
— Ele disse coisas horríveis, Channie — sussurrou Minjae, a voz rouca. — Ele disse que vocês eram... aberrações. Ele bateu no Seungmin-hyung por causa disso.
O olhar de Chan escureceu. A homofobia era uma cicatriz que eles carregavam há anos na indústria, mas ver isso refletido na violência física contra sua família era algo que ele não podia perdoar.
— Ele pode dizer o que quiser — disse Seungmin, olhando para o garoto com um sorriso cansado, mas doce. — Mas no fim do dia, ele está sozinho em uma cela, e nós temos uns aos outros.
Sora se ajoelhou ao lado da cadeira de rodas de Minjae.
— Você vem para casa com a gente, Minjae. Meu quarto de hóspedes agora é seu. Eu tenho uns tecidos novos lá que você vai me ajudar a escolher para a minha coleção, entendeu? Não aceito "não" como resposta.
Minjae olhou para Seungmin e Chan. O ex-líder do Stray Kids finalmente se recompôs, estendendo a mão para o garoto.
— Ela está certa. Você é um Bang agora, Minjae. E nós cuidamos dos nossos.
Horas depois, já na segurança da mansão da família Bang, o silêncio era acolhedor. Minjae estava instalado no quarto, dormindo sob o efeito de analgésicos. Sora estava em seu próprio quarto, provavelmente desenhando para aliviar o estresse.
Seungmin estava sentado na cama, observando Chan andar de um lado para o outro no quarto.
— Channie, senta. Você está me deixando tonto.
Chan parou e olhou para o marido. Ele se aproximou e sentou-se na beirada da cama, pegando a mão ilesa de Seungmin e beijando as juntas dos dedos.
— Eu quase perdi vocês dois hoje. Quando eu vi aquele sangue na sua camisa no hospital... eu achei que meu mundo tinha acabado.
— Eu sou mais forte do que pareço, lembra? — Seungmin brincou, embora o riso tenha causado uma pontada nas costelas. — Eu derrubei um homem com uma garrafa de uísque barato. Acho que ganhei alguns pontos de "badass".
Chan soltou um riso curto e úmido, as lágrimas finalmente dando trégua.
— Você é o homem mais corajoso que eu conheço, Kim Seungmin. Mas por favor... nunca mais me dê um susto desses.
— Só se você prometer atender o celular na próxima reunião — rebateu o vocalista, puxando o marido para um beijo casto e cheio de promessas de cuidado.
Naquela noite, apesar das dores e dos traumas, a casa dos Bang estava completa. O som do vidro quebrado no apartamento de Minjae tinha sido o fim de uma vida de abusos, e o início de uma sinfonia que eles escreveriam juntos, como uma família.
O nome no visor não era o de Chan, nem o de sua filha mais velha, Sora, que provavelmente estaria em algum ateliê da faculdade de moda a essa hora. Era Minjae.
Minjae era um dos alunos mais brilhantes de Chan na gravadora. Um garoto de dezesseis anos com olhos expressivos e um talento bruto para a produção, mas que carregava sombras profundas sob as pálpebras. Chan o via como um filho; Seungmin o via como alguém que precisava desesperadamente de um porto seguro.
Ao atender, Seungmin não ouviu um "alô". Ouviu soluços sufocados e o som de algo quebrando ao fundo.
— Minjae? Minjae, o que está acontecendo? — Seungmin levantou-se num salto, o coração disparando.
— P-por favor... o Chan... ele não atende... — A voz do garoto era um sussurro agudo, entrecortado pelo pânico. — Ele tá maluco, Seungmin-hyung... Ele vai me matar, eu juro que ele vai...
Um estrondo de algo pesado atingindo uma parede ecoou pela linha, seguido por um grito abafado de dor.
— Minjae, eu estou indo agora! Onde você está? No apartamento? — Seungmin já estava pegando as chaves do carro, a adrenalina substituindo o sangue em suas veias.
— No quarto... trancado... por favor, rápido...
A ligação caiu. Seungmin discou para Chan freneticamente enquanto corria para o estacionamento, mas o marido estava em uma reunião de diretoria na gravadora, com o celular provavelmente em modo silencioso.
— Droga, Channie, atende! — rugiu Seungmin, jogando o carro para fora do prédio.
O trajeto que deveria levar vinte minutos foi feito em dez. Seungmin estacionou de qualquer jeito em frente ao prédio decrépito onde Minjae morava com o pai biológico. Ele subiu as escadas de dois em dois degraus, o som dos próprios batimentos cardíacos ensurdecendo-o.
Quando chegou ao andar, não precisou procurar muito. Os gritos vindos do 402 eram audíveis do corredor.
— Abre essa porta, seu lixo! — a voz de um homem, embriagada e carregada de ódio, rugia lá dentro. — Você acha que pode me ignorar? Eu te dei a vida, eu tiro ela se eu quiser!
Seungmin não pensou. Ele era menor que o agressor, mas anos de coreografias rigorosas e treinamento físico o deixaram ágil. Ele chutou a porta com toda a força que tinha, a fechadura cedendo após o terceiro impacto.
A cena lá dentro era um pesadelo. O pai de Minjae, um homem corpulento com o rosto vermelho de fúria e álcool, estava chutando a porta do quarto onde o menino se escondia. Minjae estava encolhido em um canto da sala de estar, o rosto já inchado e sangrando, tendo tentado fugir e falhado.
— Solta ele agora! — Seungmin gritou, sua voz de barítono preenchendo o ambiente com uma autoridade que ele raramente usava em casa.
O homem se virou, os olhos injetados de sangue. Ele soltou uma risada seca e asquerosa ao reconhecer Seungmin.
— Olha só... se não é o "maridinho" do produtor famoso. Veio salvar a donzela? — O homem cuspiu no chão, aproximando-se de Seungmin com passos pesados. — Eu sabia que esse moleque andava com gente da sua laia. Dois marmanjos casados... que aberração.
— Você não vai tocar mais um dedo nele — disse Seungmin, cerrando os punhos, sentindo o nojo subir pela garganta.
— Você acha que manda aqui, seu bonequinho de TV? — O homem avançou rápido demais.
O primeiro soco atingiu o maxilar de Seungmin, fazendo-o cambalear. Antes que pudesse se recuperar, um golpe no estômago o deixou sem ar. Seungmin sentiu o gosto metálico de sangue na boca enquanto era empurrado contra a estante de bebidas.
— Você e aquele seu marido deviam estar na cadeia, não tentando roubar o filho dos outros — o homem rosnou, desferindo um chute nas costelas de Seungmin enquanto ele tentava se levantar. — O que vocês fazem? Brincam de casinha? Qual de vocês é a mulher?
Seungmin ignorou a dor lancinante nas costelas. Ele viu, pelo canto do olho, Minjae tentando se arrastar para longe, trêmulo. O agressor levantou o punho para desferir um golpe que provavelmente deixaria Seungmin inconsciente, mas o ex-idol foi mais rápido. Sua mão tateou a prateleira atrás de si e encontrou o gargalo de uma garrafa de vidro de uísque, ainda pela metade.
Com um movimento preciso e desesperado, Seungmin girou e atingiu a lateral da cabeça do homem com a garrafa. O vidro estilhaçou, espalhando líquido e fragmentos brilhantes pelo chão de madeira. O agressor vacilou, os olhos revirando antes de desabar como um saco de areia.
Silêncio. Apenas o som da chuva e a respiração pesada de Seungmin.
— Minjae... — Seungmin se arrastou até o garoto, ignorando a própria dor. — Minjae, olha para mim. Acabou. Ele não vai mais te machucar.
O garoto se jogou nos braços de Seungmin, soluçando tão forte que o corpo inteiro tremia. Seungmin o apertou contra o peito, sujando a camisa cara de sangue e lágrimas, sem se importar com nada além da segurança do menino.
***
O Hospital Universitário de Seul estava estranhamente calmo para uma noite de sexta-feira. No entanto, o caos estava concentrado na sala de espera particular.
Bang Chan entrou pelas portas duplas como um furacão. Ele ainda vestia o terno da reunião, mas a gravata estava frouxa e o rosto estava pálido de terror. Sora, sua filha de vinte anos, estava logo atrás, os olhos vermelhos de quem chorou o caminho todo.
— Onde eles estão? — Chan perguntou à enfermeira, sua voz tremendo de uma forma que ele não conseguia controlar.
— Appa! — Sora correu para o pai quando viu Seungmin saindo de uma sala de exames, apoiado em uma muleta, com o rosto cheio de curativos e o braço em uma tipóia.
Ao lado dele, em uma cadeira de rodas empurrada por um enfermeiro, estava Minjae. O rosto do garoto era um mapa de hematomas, mas ele estava limpo e medicado.
Chan parou, o ar fugindo de seus pulmões. Ver o marido — o homem que ele jurou proteger por dez anos — e o garoto que ele amava como um filho naquele estado foi como receber um tiro.
— Seungmin... o que você fez? — A voz de Chan não era de gratidão. Era de puro choque e uma raiva latente, nascida do medo.
Seungmin suspirou, sentindo cada centímetro do corpo protestar.
— Eu fiz o que tinha que ser feito, Channie. Ele ia matar o menino.
— Você podia ter morrido! — Chan explodiu, aproximando-se e segurando os ombros de Seungmin com força excessiva, antes de soltar ao perceber que o marido gemeu de dor. — Por que você não me esperou? Por que não chamou a polícia antes de entrar? Olha para você, Seungmin! Você não é um segurança, você é um músico!
Sora se aproximou de Minjae, pegando a mão do garoto com delicadeza.
— Appa, não grita com ele — pediu Sora, a voz firme apesar das lágrimas. — O senhor não atendeu o telefone. O Minjae ligou e ninguém atendeu. O tio Seungmin foi o único que sobrou.
Chan olhou para a filha, depois para Minjae, que encolheu os ombros na cadeira de rodas, parecendo minúsculo sob as luzes fluorescentes. A culpa atingiu Chan como uma onda gélida. Ele olhou para o próprio celular no bolso, o aparelho que ele ignorou por duas horas em prol de contratos e números.
— Me desculpa... — Chan cobriu o rosto com as mãos, os ombros começando a sacudir. — Me desculpa, Minjae. Me desculpa, Minnie. Eu falhei com vocês.
Seungmin deu um passo difícil à frente e encostou a testa no ombro do marido.
— Você não falhou. Você está aqui agora.
— Aquele homem... — Chan rosnou entre dentes — ...ele nunca mais vai chegar perto de vocês. Eu vou usar cada centavo que eu tenho para garantir que ele apodreça na cadeia.
— Ele disse coisas horríveis, Channie — sussurrou Minjae, a voz rouca. — Ele disse que vocês eram... aberrações. Ele bateu no Seungmin-hyung por causa disso.
O olhar de Chan escureceu. A homofobia era uma cicatriz que eles carregavam há anos na indústria, mas ver isso refletido na violência física contra sua família era algo que ele não podia perdoar.
— Ele pode dizer o que quiser — disse Seungmin, olhando para o garoto com um sorriso cansado, mas doce. — Mas no fim do dia, ele está sozinho em uma cela, e nós temos uns aos outros.
Sora se ajoelhou ao lado da cadeira de rodas de Minjae.
— Você vem para casa com a gente, Minjae. Meu quarto de hóspedes agora é seu. Eu tenho uns tecidos novos lá que você vai me ajudar a escolher para a minha coleção, entendeu? Não aceito "não" como resposta.
Minjae olhou para Seungmin e Chan. O ex-líder do Stray Kids finalmente se recompôs, estendendo a mão para o garoto.
— Ela está certa. Você é um Bang agora, Minjae. E nós cuidamos dos nossos.
Horas depois, já na segurança da mansão da família Bang, o silêncio era acolhedor. Minjae estava instalado no quarto, dormindo sob o efeito de analgésicos. Sora estava em seu próprio quarto, provavelmente desenhando para aliviar o estresse.
Seungmin estava sentado na cama, observando Chan andar de um lado para o outro no quarto.
— Channie, senta. Você está me deixando tonto.
Chan parou e olhou para o marido. Ele se aproximou e sentou-se na beirada da cama, pegando a mão ilesa de Seungmin e beijando as juntas dos dedos.
— Eu quase perdi vocês dois hoje. Quando eu vi aquele sangue na sua camisa no hospital... eu achei que meu mundo tinha acabado.
— Eu sou mais forte do que pareço, lembra? — Seungmin brincou, embora o riso tenha causado uma pontada nas costelas. — Eu derrubei um homem com uma garrafa de uísque barato. Acho que ganhei alguns pontos de "badass".
Chan soltou um riso curto e úmido, as lágrimas finalmente dando trégua.
— Você é o homem mais corajoso que eu conheço, Kim Seungmin. Mas por favor... nunca mais me dê um susto desses.
— Só se você prometer atender o celular na próxima reunião — rebateu o vocalista, puxando o marido para um beijo casto e cheio de promessas de cuidado.
Naquela noite, apesar das dores e dos traumas, a casa dos Bang estava completa. O som do vidro quebrado no apartamento de Minjae tinha sido o fim de uma vida de abusos, e o início de uma sinfonia que eles escreveriam juntos, como uma família.
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