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Фандом: Não tem um fandom
Создан: 11.05.2026
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O Eclipse de Ébano
O sol da tarde batia contra as janelas de vidro do Colégio Saint Mary, mas o clima dentro do ginásio era de pura tensão. O primeiro grupo de líderes de torcida, liderado pela impecável Beatriz, finalizava uma pirâmide humana sob os olhares atentos de Valentina, Emily e Gabriela. No topo, as irmãs gêmeas Kimberly e Tiffany brilhavam com seus cabelos loiros platinados, herança clara do pai, movendo-se com uma sincronia que beirava a perfeição.
Do outro lado da quadra, o segundo grupo observava com desdém. Sophia, Manon, Lara, Daniela, Megan e Yoonchae não eram apenas rivais de coreografia; havia uma energia diferente nelas, uma presença dominante e assertiva que as destacava. Lara, sempre acompanhada por sua irmã Rhea — que, embora fizesse parte do mesmo grupo, mantinha uma postura mais observadora —, cruzou os braços, um sorriso de canto nos lábios.
— Elas acham que o brilho do glitter vai esconder a falta de técnica — comentou Sophia, ajustando o uniforme apertado que marcava sua postura imponente.
— Deixe que brilhem agora — respondeu Lara, sua voz carregada de uma confiança que vinha de sua natureza G!P, algo que todas no grupo 2 compartilhavam e que lhes conferia uma aura de poder quase magnética. — O campeonato está chegando, e nós sabemos quem realmente comanda esta quadra.
Enquanto a rivalidade fervilhava, Kimberly e Tiffany desceram da pirâmide com saltos perfeitos. Elas eram a imagem da "garota americana ideal", mas seus semblantes carregavam uma preocupação que nada tinha a ver com a competição. Naquela manhã, o pai delas havia dado o aviso: Katherine estava voltando.
Havia cinco anos que não viam a irmã mais nova. Katherine fora enviada para estudar em um internato rigoroso na Europa aos dez anos, após uma série de incidentes que os pais preferiam esquecer. Agora, aos quinze — apenas um ano mais nova que as gêmeas —, ela estava de volta. E o motivo era claro: os pais descobriram que Kimberly e Tiffany estavam namorando e temiam que elas "perdessem o foco". Katherine seria a sombra, a vigilante silenciosa.
— Você acha que ela mudou muito? — perguntou Tiffany, limpando o suor da testa com uma toalha.
— Não sei, Tiff — Kimberly suspirou, olhando para a porta do ginásio. — A última vez que a vimos, ela era só uma criança de cabelos pretos e olhos tristes.
Nesse exato momento, o som metálico das portas duplas se abrindo ecoou por todo o ginásio. O treino parou instantaneamente.
Uma figura atravessou o limiar, e o contraste foi imediato. Enquanto as irmãs eram loiras e solares, a garota que entrava era a personificação da noite. Katherine tinha a pele tão branca quanto o mármore e cabelos de um preto tão profundo que pareciam absorver a luz ao redor. Seus olhos castanhos, quase negros, eram gélidos, desprovidos de qualquer emoção calorosa.
Mas não foi apenas o rosto que chocou as presentes. Katherine usava uma minissaia de couro preta que deixava suas pernas longas e torneadas em evidência, combinada com uma blusa de seda branca tão colada que cada curva de seu corpo lindíssimo era acentuada. Seus seios eram fartos, parecendo pressionar o tecido fino da blusa a ponto de estourar as costuras a qualquer movimento mais brusco. Ela exalava uma sensualidade agressiva e, ao mesmo tempo, uma frieza inalcançável.
Beatriz, a líder do grupo 1, deu um passo à frente, confusa.
— Quem é ela? — perguntou Beatriz, olhando de Katherine para as gêmeas.
Kimberly engoliu em seco, sentindo o peso do olhar da irmã mais nova sobre si.
— Meninas... esta é a Katherine. Nossa irmã — revelou Kimberly, a voz vacilante.
O silêncio que se seguiu foi absoluto. Valentina e Emily trocaram olhares de choque. Ninguém sabia que as loiras tinham uma irmã, muito menos uma que parecesse o oposto polar delas. Katherine não se moveu para abraçá-las ou sorrir. Ela apenas parou no meio da quadra, os braços cruzados abaixo do busto generoso, observando o ambiente com um desdém silencioso.
Do outro lado, o grupo 2 estava paralisado. Sophia e Lara sentiram um arrepio que não sabiam explicar. Havia algo na presença de Katherine que as desafiava, uma força silenciosa que parecia emanar daquela garota de aparência frágil, mas postura letal.
— Irmã? — Lara deu um passo à frente, seus olhos percorrendo o corpo de Katherine com uma intensidade predatória. — Vocês esconderam o tesouro da família muito bem.
Katherine finalmente desviou o olhar das irmãs para encarar Lara. O silêncio da recém-chegada era opressor. Ela não disse "oi", não se apresentou, apenas sustentou o olhar de Lara com uma indiferença que beirava o insulto.
— Ela não fala muito — justificou Tiffany, aproximando-se da irmã com cautela. — Katherine, você deveria estar na secretaria pegando seus horários.
Katherine finalmente abriu os lábios, mas sua voz saiu baixa, rouca e cortante como uma navalha.
— Eu já peguei. Vim apenas ver onde vocês perdem o tempo de vocês.
— Perder tempo? — Gabriela, do grupo 1, sentiu-se ofendida. — Somos as melhores líderes de torcida do estado.
Katherine percorreu o ginásio com os olhos uma última vez, ignorando o comentário de Gabriela. Seu olhar parou por um segundo a mais em Yoonchae e Megan, do grupo 2, antes de voltar-se para as próprias irmãs.
— O papai quer vocês em casa às cinco — disse Katherine, sua expressão imutável. — Eu serei a motorista a partir de hoje.
— O quê? — Kimberly protestou. — Mas nós temos nossos próprios carros!
— Não mais — Katherine deu as costas, o movimento da minissaia revelando sutilmente a perfeição de suas curvas. — Vejo vocês no estacionamento. Não se atrasem.
Ela começou a caminhar em direção à saída, cada passo firme ecoando no piso de madeira. A confiança que ela exalava era diferente da confiança das líderes de torcida; era a confiança de alguém que não precisava da aprovação de ninguém.
— Ei! — gritou Lara, não resistindo à provocação. — Você não vai se juntar a nenhum grupo? Com esse corpo, você seria uma ótima aquisição... para o meu time, é claro.
Katherine parou à porta, mas não se virou completamente. Apenas inclinou a cabeça, o perfil de seu rosto pálido destacando-se contra os cabelos negros.
— Eu não sigo coreografias — respondeu ela de forma gélida. — Eu ditei as minhas próprias regras.
E com isso, ela saiu, deixando para trás um rastro de perfume caro e uma tensão que prometia incendiar o colégio.
— O que foi isso? — perguntou Rhea, aproximando-se da irmã Lara. — Ela é... diferente.
— Ela é um problema — murmurou Lara, embora seus olhos ainda estivessem fixos na porta por onde Katherine passara. — Um problema muito atraente e muito perigoso.
No grupo 1, a atmosfera era de puro caos mental. Beatriz tentava retomar o controle do treino, mas suas integrantes estavam distraídas demais.
— Por que vocês nunca contaram sobre ela? — perguntou Emily, ainda processando a visão da garota de preto.
— Porque Katherine é... complicada — explicou Tiffany, sentando-se no banco, visivelmente abalada. — Ela sempre foi a favorita do nosso pai, apesar de ser a mais rebelde. Ela foi mandada embora porque não aceitava ordens. E agora que ela voltou, sinto que nossa liberdade acabou.
— Ela parece um anjo caído — comentou Valentina, pensativa. — Um anjo caído com um humor péssimo.
— Ela é fria — Kimberly completou. — O internato a deixou assim. Ela quase não fala, e quando fala, é para dar ordens ou criticar.
Enquanto isso, no estacionamento, Katherine encostava-se no capô de um SUV preto fosco, cruzando as pernas e observando o movimento dos estudantes. Ela sabia que sua presença causaria um terremoto naquelas hierarquias escolares fúteis. Ela não estava ali para fazer amigas ou para dançar com pompons. Estava ali por uma missão dada pelos pais, mas, no fundo, Katherine tinha seus próprios planos.
Ela tirou um cigarro eletrônico da bolsa pequena, soltando uma nuvem de vapor que se dissipou rapidamente no ar frio. Seus olhos castanhos brilharam com uma fagulha de algo que não era apenas frieza; era expectativa.
Ela viu quando as meninas do grupo 2 saíram do ginásio, lideradas por Lara e Sophia. Elas caminhavam com a arrogância de quem possuía o mundo, uma característica inerente à sua natureza G!P, algo que Katherine reconhecia de longe. Lara parou a alguns metros de distância, encarando-a novamente.
— Ainda aqui, "irmãzinha"? — provocou Lara, aproximando-se com as mãos nos bolsos da jaqueta do time.
Katherine tragou mais uma vez, expelindo o vapor lentamente no rosto de Lara, que não recuou.
— O estacionamento é público — disse Katherine, a voz desprovida de qualquer emoção. — Mas a sua paciência parece ser curta.
— Eu gosto de coisas rápidas — retrucou Lara, diminuindo a distância entre elas. — E gosto de pessoas que me desafiam. Você parece ser as duas coisas.
Katherine deu um meio sorriso, o primeiro desde que chegara, mas era um sorriso que não chegava aos olhos. Era um aviso.
— Você não faz ideia do que eu sou, Lara — disse Katherine, sabendo o nome da outra apenas por ter lido o bordado na jaqueta. — E se eu fosse você, manteria distância. Eu costumo quebrar as coisas que encontro pelo caminho.
Lara sentiu uma pulsação de adrenalina. A frieza de Katherine não a afastava; pelo contrário, agia como um imã. As outras meninas do grupo 2 observavam de longe, surpresas com a audácia da novata.
— Veremos quem quebra quem — finalizou Lara, antes de se afastar em direção ao seu próprio carro.
Katherine observou-as partir. Suas irmãs, Kimberly e Tiffany, logo apareceram, caminhando cabisbaixas como se estivessem indo para um julgamento. Elas entraram no carro sem dizer uma palavra.
Katherine assumiu o volante, ajustando o espelho retrovisor. Ela viu o reflexo de suas irmãs — as loiras populares, as preferidas do colégio — e depois olhou para seu próprio reflexo. O contraste era gritante. Ela era a mancha de tinta preta em uma tela branca.
— Vamos — ordenou Katherine, ligando o motor potente do SUV. — Temos muito o que conversar sobre esses namoros de vocês. O papai não está feliz, e quando ele não está feliz, eu sou a encarregada de trazer a ordem de volta.
— Você vai contar tudo para ele? — perguntou Tiffany, a voz embargada.
Katherine olhou para a irmã pelo espelho. Seus olhos castanhos pareceram amolecer por um milésimo de segundo, antes de voltarem à dureza habitual.
— Eu não sou uma fofoqueira, Tiffany. Eu sou a solução. Mas se vocês querem que eu guarde segredos, terão que aprender a jogar o meu jogo.
O carro arrancou, deixando para trás o ginásio, as rivalidades e o início de uma tensão que mudaria o Colégio Saint Mary para sempre. Katherine estava de volta, e o equilíbrio de poder entre o grupo 1 e o grupo 2 acabara de ser estraçalhado por uma garota que não precisava de palavras para dominar o ambiente.
A frieza de Katherine era apenas a capa de um livro que nenhuma delas estava preparada para ler, e Lara, no fundo de sua mente, sabia que aquela garota de cabelos pretos e roupas coladas seria sua maior obsessão ou sua ruína total. Ou, talvez, as duas coisas ao mesmo tempo.
Do outro lado da quadra, o segundo grupo observava com desdém. Sophia, Manon, Lara, Daniela, Megan e Yoonchae não eram apenas rivais de coreografia; havia uma energia diferente nelas, uma presença dominante e assertiva que as destacava. Lara, sempre acompanhada por sua irmã Rhea — que, embora fizesse parte do mesmo grupo, mantinha uma postura mais observadora —, cruzou os braços, um sorriso de canto nos lábios.
— Elas acham que o brilho do glitter vai esconder a falta de técnica — comentou Sophia, ajustando o uniforme apertado que marcava sua postura imponente.
— Deixe que brilhem agora — respondeu Lara, sua voz carregada de uma confiança que vinha de sua natureza G!P, algo que todas no grupo 2 compartilhavam e que lhes conferia uma aura de poder quase magnética. — O campeonato está chegando, e nós sabemos quem realmente comanda esta quadra.
Enquanto a rivalidade fervilhava, Kimberly e Tiffany desceram da pirâmide com saltos perfeitos. Elas eram a imagem da "garota americana ideal", mas seus semblantes carregavam uma preocupação que nada tinha a ver com a competição. Naquela manhã, o pai delas havia dado o aviso: Katherine estava voltando.
Havia cinco anos que não viam a irmã mais nova. Katherine fora enviada para estudar em um internato rigoroso na Europa aos dez anos, após uma série de incidentes que os pais preferiam esquecer. Agora, aos quinze — apenas um ano mais nova que as gêmeas —, ela estava de volta. E o motivo era claro: os pais descobriram que Kimberly e Tiffany estavam namorando e temiam que elas "perdessem o foco". Katherine seria a sombra, a vigilante silenciosa.
— Você acha que ela mudou muito? — perguntou Tiffany, limpando o suor da testa com uma toalha.
— Não sei, Tiff — Kimberly suspirou, olhando para a porta do ginásio. — A última vez que a vimos, ela era só uma criança de cabelos pretos e olhos tristes.
Nesse exato momento, o som metálico das portas duplas se abrindo ecoou por todo o ginásio. O treino parou instantaneamente.
Uma figura atravessou o limiar, e o contraste foi imediato. Enquanto as irmãs eram loiras e solares, a garota que entrava era a personificação da noite. Katherine tinha a pele tão branca quanto o mármore e cabelos de um preto tão profundo que pareciam absorver a luz ao redor. Seus olhos castanhos, quase negros, eram gélidos, desprovidos de qualquer emoção calorosa.
Mas não foi apenas o rosto que chocou as presentes. Katherine usava uma minissaia de couro preta que deixava suas pernas longas e torneadas em evidência, combinada com uma blusa de seda branca tão colada que cada curva de seu corpo lindíssimo era acentuada. Seus seios eram fartos, parecendo pressionar o tecido fino da blusa a ponto de estourar as costuras a qualquer movimento mais brusco. Ela exalava uma sensualidade agressiva e, ao mesmo tempo, uma frieza inalcançável.
Beatriz, a líder do grupo 1, deu um passo à frente, confusa.
— Quem é ela? — perguntou Beatriz, olhando de Katherine para as gêmeas.
Kimberly engoliu em seco, sentindo o peso do olhar da irmã mais nova sobre si.
— Meninas... esta é a Katherine. Nossa irmã — revelou Kimberly, a voz vacilante.
O silêncio que se seguiu foi absoluto. Valentina e Emily trocaram olhares de choque. Ninguém sabia que as loiras tinham uma irmã, muito menos uma que parecesse o oposto polar delas. Katherine não se moveu para abraçá-las ou sorrir. Ela apenas parou no meio da quadra, os braços cruzados abaixo do busto generoso, observando o ambiente com um desdém silencioso.
Do outro lado, o grupo 2 estava paralisado. Sophia e Lara sentiram um arrepio que não sabiam explicar. Havia algo na presença de Katherine que as desafiava, uma força silenciosa que parecia emanar daquela garota de aparência frágil, mas postura letal.
— Irmã? — Lara deu um passo à frente, seus olhos percorrendo o corpo de Katherine com uma intensidade predatória. — Vocês esconderam o tesouro da família muito bem.
Katherine finalmente desviou o olhar das irmãs para encarar Lara. O silêncio da recém-chegada era opressor. Ela não disse "oi", não se apresentou, apenas sustentou o olhar de Lara com uma indiferença que beirava o insulto.
— Ela não fala muito — justificou Tiffany, aproximando-se da irmã com cautela. — Katherine, você deveria estar na secretaria pegando seus horários.
Katherine finalmente abriu os lábios, mas sua voz saiu baixa, rouca e cortante como uma navalha.
— Eu já peguei. Vim apenas ver onde vocês perdem o tempo de vocês.
— Perder tempo? — Gabriela, do grupo 1, sentiu-se ofendida. — Somos as melhores líderes de torcida do estado.
Katherine percorreu o ginásio com os olhos uma última vez, ignorando o comentário de Gabriela. Seu olhar parou por um segundo a mais em Yoonchae e Megan, do grupo 2, antes de voltar-se para as próprias irmãs.
— O papai quer vocês em casa às cinco — disse Katherine, sua expressão imutável. — Eu serei a motorista a partir de hoje.
— O quê? — Kimberly protestou. — Mas nós temos nossos próprios carros!
— Não mais — Katherine deu as costas, o movimento da minissaia revelando sutilmente a perfeição de suas curvas. — Vejo vocês no estacionamento. Não se atrasem.
Ela começou a caminhar em direção à saída, cada passo firme ecoando no piso de madeira. A confiança que ela exalava era diferente da confiança das líderes de torcida; era a confiança de alguém que não precisava da aprovação de ninguém.
— Ei! — gritou Lara, não resistindo à provocação. — Você não vai se juntar a nenhum grupo? Com esse corpo, você seria uma ótima aquisição... para o meu time, é claro.
Katherine parou à porta, mas não se virou completamente. Apenas inclinou a cabeça, o perfil de seu rosto pálido destacando-se contra os cabelos negros.
— Eu não sigo coreografias — respondeu ela de forma gélida. — Eu ditei as minhas próprias regras.
E com isso, ela saiu, deixando para trás um rastro de perfume caro e uma tensão que prometia incendiar o colégio.
— O que foi isso? — perguntou Rhea, aproximando-se da irmã Lara. — Ela é... diferente.
— Ela é um problema — murmurou Lara, embora seus olhos ainda estivessem fixos na porta por onde Katherine passara. — Um problema muito atraente e muito perigoso.
No grupo 1, a atmosfera era de puro caos mental. Beatriz tentava retomar o controle do treino, mas suas integrantes estavam distraídas demais.
— Por que vocês nunca contaram sobre ela? — perguntou Emily, ainda processando a visão da garota de preto.
— Porque Katherine é... complicada — explicou Tiffany, sentando-se no banco, visivelmente abalada. — Ela sempre foi a favorita do nosso pai, apesar de ser a mais rebelde. Ela foi mandada embora porque não aceitava ordens. E agora que ela voltou, sinto que nossa liberdade acabou.
— Ela parece um anjo caído — comentou Valentina, pensativa. — Um anjo caído com um humor péssimo.
— Ela é fria — Kimberly completou. — O internato a deixou assim. Ela quase não fala, e quando fala, é para dar ordens ou criticar.
Enquanto isso, no estacionamento, Katherine encostava-se no capô de um SUV preto fosco, cruzando as pernas e observando o movimento dos estudantes. Ela sabia que sua presença causaria um terremoto naquelas hierarquias escolares fúteis. Ela não estava ali para fazer amigas ou para dançar com pompons. Estava ali por uma missão dada pelos pais, mas, no fundo, Katherine tinha seus próprios planos.
Ela tirou um cigarro eletrônico da bolsa pequena, soltando uma nuvem de vapor que se dissipou rapidamente no ar frio. Seus olhos castanhos brilharam com uma fagulha de algo que não era apenas frieza; era expectativa.
Ela viu quando as meninas do grupo 2 saíram do ginásio, lideradas por Lara e Sophia. Elas caminhavam com a arrogância de quem possuía o mundo, uma característica inerente à sua natureza G!P, algo que Katherine reconhecia de longe. Lara parou a alguns metros de distância, encarando-a novamente.
— Ainda aqui, "irmãzinha"? — provocou Lara, aproximando-se com as mãos nos bolsos da jaqueta do time.
Katherine tragou mais uma vez, expelindo o vapor lentamente no rosto de Lara, que não recuou.
— O estacionamento é público — disse Katherine, a voz desprovida de qualquer emoção. — Mas a sua paciência parece ser curta.
— Eu gosto de coisas rápidas — retrucou Lara, diminuindo a distância entre elas. — E gosto de pessoas que me desafiam. Você parece ser as duas coisas.
Katherine deu um meio sorriso, o primeiro desde que chegara, mas era um sorriso que não chegava aos olhos. Era um aviso.
— Você não faz ideia do que eu sou, Lara — disse Katherine, sabendo o nome da outra apenas por ter lido o bordado na jaqueta. — E se eu fosse você, manteria distância. Eu costumo quebrar as coisas que encontro pelo caminho.
Lara sentiu uma pulsação de adrenalina. A frieza de Katherine não a afastava; pelo contrário, agia como um imã. As outras meninas do grupo 2 observavam de longe, surpresas com a audácia da novata.
— Veremos quem quebra quem — finalizou Lara, antes de se afastar em direção ao seu próprio carro.
Katherine observou-as partir. Suas irmãs, Kimberly e Tiffany, logo apareceram, caminhando cabisbaixas como se estivessem indo para um julgamento. Elas entraram no carro sem dizer uma palavra.
Katherine assumiu o volante, ajustando o espelho retrovisor. Ela viu o reflexo de suas irmãs — as loiras populares, as preferidas do colégio — e depois olhou para seu próprio reflexo. O contraste era gritante. Ela era a mancha de tinta preta em uma tela branca.
— Vamos — ordenou Katherine, ligando o motor potente do SUV. — Temos muito o que conversar sobre esses namoros de vocês. O papai não está feliz, e quando ele não está feliz, eu sou a encarregada de trazer a ordem de volta.
— Você vai contar tudo para ele? — perguntou Tiffany, a voz embargada.
Katherine olhou para a irmã pelo espelho. Seus olhos castanhos pareceram amolecer por um milésimo de segundo, antes de voltarem à dureza habitual.
— Eu não sou uma fofoqueira, Tiffany. Eu sou a solução. Mas se vocês querem que eu guarde segredos, terão que aprender a jogar o meu jogo.
O carro arrancou, deixando para trás o ginásio, as rivalidades e o início de uma tensão que mudaria o Colégio Saint Mary para sempre. Katherine estava de volta, e o equilíbrio de poder entre o grupo 1 e o grupo 2 acabara de ser estraçalhado por uma garota que não precisava de palavras para dominar o ambiente.
A frieza de Katherine era apenas a capa de um livro que nenhuma delas estava preparada para ler, e Lara, no fundo de sua mente, sabia que aquela garota de cabelos pretos e roupas coladas seria sua maior obsessão ou sua ruína total. Ou, talvez, as duas coisas ao mesmo tempo.
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