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Entre algemas e crimes

Фандом: LMSY

Создан: 13.05.2026

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РомантикаДрамаПсихологияДаркМистикаДетективЗанавесочная историяРевностьКриминалТриллер
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O Perfume do Sangue e o Cheiro de Jasmim

A luz da lua filtrava-se pelas persianas do luxuoso apartamento, desenhando listras prateadas sobre o piso de madeira escura. Lookmhee Punyapat estava sentada na poltrona da sala, em absoluto silêncio. Suas mãos, sempre cobertas por luvas de couro negro finíssimo, repousavam sobre o colo. O couro escondia as cicatrizes que contavam a história de uma infância que ela preferia esquecer, marcas de um passado que a transformaram na arma letal que era hoje.

Ela era metódica. Cada movimento, cada respiração era calculada. Horas antes, ela estivera em um galpão abandonado na zona portuária. O alvo era um político corrupto que achava que o dinheiro poderia protegê-lo de tudo. Lookmhee provara o contrário com a precisão de um cirurgião e a frieza de um carrasco. Não houve erros. Não houve rastros. Apenas a brutalidade silenciosa que se tornara sua assinatura.

O som da chave girando na fechadura quebrou o transe de Lookmhee. Instantaneamente, a expressão gélida e os olhos vazios da assassina desapareceram, sendo substituídos por um brilho suave e uma postura levemente mais relaxada.

Sonya Saranphat entrou no apartamento exalando cansaço, mas com um sorriso que iluminava o ambiente. Ela jogou a jaqueta do distintivo sobre o sofá e suspirou, soltando os cabelos.

— Mhee? Você ainda está acordada? — perguntou Sonya, sua voz rouca e doce.

Lookmhee levantou-se e caminhou até ela com passos silenciosos.

— Eu não conseguiria dormir sem você, Sonya — respondeu Lookmhee, a voz baixa e monocórdica, mas carregada de uma possessividade que Sonya interpretava apenas como amor profundo.

Sonya se aproximou e envolveu a cintura de Lookmhee com os braços, puxando-a para perto.

— Tive um dia péssimo na central. Aquele fantasma que estamos perseguindo... ela atacou de novo. Foi brutal, Mhee. O nível de precisão é assustador. Quem quer que seja essa pessoa, ela não tem alma.

Lookmhee sentiu um leve tremor de satisfação percorrer sua espinha ao ouvir o elogio implícito ao seu trabalho, mas manteve o rosto neutro. Ela levou as mãos enluvadas ao rosto de Sonya, acariciando as bochechas da policial.

— Esqueça o trabalho agora. Você está em casa. Comigo.

— Você tem razão — Sonya murmurou, fechando os olhos e inclinando a cabeça para o lado.

Ela começou a beijar o maxilar de Lookmhee, um hábito que a assassina secretamente adorava. O contato dos lábios quentes de Sonya contra sua pele era a única coisa que fazia Lookmhee se sentir viva, o único momento em que o sangue frio em suas veias parecia aquecer.

— Senti sua falta o dia todo — disse Sonya entre beijos. — Você cheira a jasmim... e a algo metálico. O que você andou fazendo?

Lookmhee não hesitou.

— Limpei minhas ferramentas de jardinagem. Queria que as flores estivessem perfeitas para quando você chegasse.

Sonya riu baixo, um som vibrante que preenchia o vazio do peito de Lookmhee.

— Você é perfeita demais para mim, sabia? Às vezes acho que não te mereço.

Lookmhee apertou os ombros de Sonya com um pouco mais de força do que o necessário. Seus olhos escureceram com um lampejo de ciúme retroativo, uma necessidade de garantir que Sonya nunca olhasse para mais ninguém.

— Você é minha, Sonya. Só minha. Nunca diga que não me merece. Eu moveria o mundo para garantir que você nunca saísse do meu lado.

— Eu sei, meu amor. Eu sei — Sonya respondeu, sentindo a intensidade da esposa, algo que ela sempre achou adorável, embora por vezes opressor.

As duas se sentaram no sofá, Sonya deitando a cabeça no colo de Lookmhee. Enquanto a policial relaxava, Lookmhee passava os dedos enluvados pelos cabelos da amada. Na mesa de centro, o laptop de Sonya estava entreaberto. Lookmhee sabia que, ali dentro, havia relatórios sobre seus próprios crimes, fotos de cenas de crime que ela mesma montara como se fossem obras de arte macabras.

A ironia não passava despercebida por ela. Sonya usava sistemas da Interpol, bancos de dados internacionais e as mentes mais brilhantes da polícia para caçar "O Espectro". Enquanto isso, Lookmhee usava seus próprios contatos no submundo e softwares de espionagem para monitorar cada passo da investigação de Sonya, garantindo que a esposa estivesse sempre um passo atrás dela, mas sempre segura.

— O que você descobriu hoje? — Lookmhee perguntou, fingindo um desinteresse casual. — Sobre o caso.

Sonya suspirou, fechando os olhos com força.

— Nada concreto. É como se ela soubesse onde nossas câmeras estão, como se conhecesse nossos pontos cegos. Ela é metódica, fria... quase como se estivesse jogando conosco. Mas eu vou pegá-la, Mhee. Eu juro que vou.

Lookmhee sorriu levemente, um sorriso que não chegou aos olhos.

— E se você a pegar? O que vai fazer?

Sonya abriu os olhos e olhou para cima, encontrando o olhar intenso de Lookmhee.

— Eu... eu não sei. Parte de mim quer trancá-la para sempre. Mas outra parte, a parte que estuda o perfil dela... eu sinto que ela é alguém que foi quebrada pelo mundo. Às vezes, eu só queria entender o que se passa na cabeça de alguém assim.

— Talvez ela só queira proteger o que é dela — sugeriu Lookmhee, a voz quase um sussurro.

— Matar pessoas não é proteger, Mhee.

— Depende do ponto de vista, querida.

Sonya franziu a testa por um momento, mas logo relaxou quando Lookmhee inclinou-se para beijar sua testa.

— Você está muito séria hoje — disse Sonya, tentando mudar o clima. — Onde estão meus mimos? Eu passei dez horas perseguindo sombras, mereço atenção total.

Lookmhee sentiu aquela carência familiar de Sonya, algo que ela sempre estava pronta para satisfazer. Ela se inclinou, selando os lábios de Sonya com um beijo possessivo e profundo. Era uma dança perigosa. Lookmhee amava Sonya com uma obsessão que beirava a loucura. Cada crime que cometia era, de certa forma, para manter o mundo de Sonya limpo, ou para garantir que elas tivessem os recursos necessários para sua vida perfeita.

— Você tem toda a minha atenção — declarou Lookmhee, afastando-se apenas alguns milímetros. — Sempre.

— Eu amo quando você fica ciumenta assim — Sonya provocou, passando a mão pelo braço de Lookmhee. — Por que você nunca tira essas luvas, Mhee? Nem mesmo quando estamos sozinhas há tanto tempo?

O corpo de Lookmhee ficou rígido por uma fração de segundo.

— Você sabe o motivo. Minhas mãos... elas não são bonitas como as suas. Elas são lembretes de coisas que não quero que você veja.

Sonya sentou-se, ficando de frente para ela. Ela pegou as mãos enluvadas de Lookmhee e as beijou, uma por uma.

— Eu não me importo com cicatrizes, Mhee. Eu amo cada centímetro de você. O que quer que tenha acontecido no seu passado, ficou lá. Aqui, comigo, você é apenas a minha esposa.

Lookmhee sentiu um nó na garganta. Por um momento, a assassina impiedosa deu lugar à mulher vulnerável que só existia diante de Sonya. Mas o segredo era sua armadura. Se Sonya soubesse quem ela realmente era, o brilho de admiração naqueles olhos castanhos se transformaria em horror. E Lookmhee preferia morrer a ver Sonya olhá-la com medo.

— Prometa-me uma coisa — disse Lookmhee, a voz carregada de urgência.

— O que for, meu amor.

— Que você nunca vai parar de me procurar. Que, não importa o que aconteça, você sempre vai querer me encontrar no final do dia.

Sonya sorriu, achando o pedido poético e um pouco dramático demais, mas típico de sua esposa introvertida e intensa.

— Eu sempre vou voltar para você, Lookmhee. Você é meu porto seguro. Mesmo que o mundo lá fora esteja desmoronando, mesmo que eu nunca pegue esse assassino... eu tenho você.

Lookmhee puxou Sonya para um abraço apertado, escondendo o rosto no pescoço da policial. O cheiro do perfume de Sonya misturava-se com o leve odor residual de pólvora que Lookmhee não conseguira remover completamente de seus sentidos.

— Eu também tenho você — sussurrou Lookmhee. — E eu nunca vou deixar ninguém te tirar de mim. Nem mesmo a justiça.

Naquela noite, enquanto Sonya dormia profundamente, exausta pela rotina exaustiva da polícia, Lookmhee levantou-se silenciosamente. Ela foi até o escritório, abriu seu próprio dispositivo criptografado e revisou as rotas de patrulha que Sonya seguiria no dia seguinte.

Ela precisava limpar um novo caminho. Havia um informante que estava começando a falar demais sobre uma "mulher de luvas negras".

Lookmhee olhou para a esposa adormecida através da porta entreaberta. O amor e a morte caminhavam de mãos dadas naquela casa, e Lookmhee Punyapat era a mestre em equilibrar ambos. Ela era a escuridão que protegia a luz de Sonya, o monstro que velava o sono do anjo.

E enquanto Sonya Saranphat sonhava em fazer justiça, Lookmhee preparava-se para o próximo abate, garantindo que o jogo continuasse, que a caçada nunca terminasse e que, acima de tudo, Sonya permanecesse exatamente onde pertencia: em seus braços possessivos e letais.

— Durma bem, meu amor — murmurou Lookmhee para o vazio. — Amanhã, eu te darei mais um mistério para resolver. E à noite, eu estarei aqui para te consolar pelo fracasso em me encontrar.

Ela vestiu seu casaco escuro, ajustou as luvas e desapareceu na noite, uma sombra metódica pronta para mais uma execução precisa, movida pelo silêncio e por um amor que não conhecia limites morais.
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