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O diário de sangue

Фандом: Harry Potter

Создан: 16.05.2026

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Содержание

O Sussurro das Sombras em Hogwarts

A fumaça da Locomotiva Escarlate subia aos céus de Londres como um espectro cinzento, mas para Jack, o barulho da plataforma 9 ¾ era apenas um ruído branco irritante. Enquanto as outras crianças se despediam de seus pais com abraços apertados e promessas de cartas semanais, ele permanecia imóvel, com as mãos enfiadas nos bolsos do sobretudo preto. Seus olhos, gélidos e analíticos, observavam a multidão com um desprezo silencioso. Ele não buscava afeto; buscava poder.

Jack não era como os outros alunos do primeiro ano. Enquanto a maioria sonhava em aprender a voar em vassouras ou transfigurar ratos em xícaras, ele passara os últimos três anos escondido na biblioteca particular de seu avô, devorando tomos cujas capas eram feitas de pele curtida e cujas páginas exalavam o cheiro metálico de sangue seco. Ele sabia que o mundo bruxo era um lugar de regras hipócritas, governado por homens que temiam a própria sombra.

— Olhe só, Alvo! É o novo modelo da Firebolt na vitrine! — A voz entusiasmada de Tiago Sirius Potter ecoou por perto.

Jack desviou o olhar para o grupo de garotos que se aglomerava perto de um dos vagões. Lá estavam eles: a realeza de Hogwarts. Os Potter, os Weasley. Herdeiros de uma glória que Jack considerava patética. Para ele, Harry Potter não era um herói por ter derrotado Voldemort; era um tolo por ter desperdiçado a chance de ocupar o trono vazio.

— Com licença — disse uma voz suave, interrompendo seus pensamentos.

Jack virou o rosto lentamente. Uma garota de cabelos armados e olhos curiosos o encarava.

— Você está bloqueando a passagem com esse malão. Pode chegar um pouco para o lado?

Jack não se moveu imediatamente. Ele a mediu de cima a baixo, deixando o silêncio se prolongar até que o desconforto fosse visível no rosto dela.

— O mundo é grande o suficiente para você dar a volta, garota — respondeu ele, sua voz saindo tão fria quanto o vento de inverno.

— Que grosseria! — exclamou ela, bufando enquanto arrastava sua bagagem para longe.

Jack deu um sorriso imperceptível. A agressividade era uma ferramenta, e ele gostava de como ela afastava os fracos. Ele subiu no trem e procurou a cabine mais isolada que pôde encontrar, no final do último vagão. Ele queria distância da alegria barulhenta dos outros alunos.

O trem começou a se mover, e Jack encostou a cabeça no vidro, observando a paisagem de Londres desaparecer para dar lugar aos campos verdes. Ele abriu sua mochila e retirou um pequeno caderno de couro negro, sem título. Nas páginas, anotações detalhadas sobre rituais de necromancia e maldições de paralisia que ele mesmo tentava decifrar.

A porta da cabine se abriu abruptamente. Alvo Severo Potter e Escórpio Malfoy pararam na soleira, parecendo surpresos ao encontrar alguém ali.

— Ah, desculpe — disse Alvo, coçando a nuca. — O resto do trem está lotado. Podemos nos sentar aqui?

Jack fechou o caderno com um estalo seco. Seus olhos fixaram-se em Alvo. O filho do "Eleito". O garoto que carregava o peso de um legado que nem sequer compreendia.

— O espaço é público — disse Jack, sua voz desprovida de qualquer calor. — Mas se abrirem a boca para falar de quadribol ou de seus pais famosos, eu farei questão de que se arrependam.

Escórpio trocou um olhar tenso com Alvo. Eles entraram e se sentaram no banco oposto, mantendo uma distância cautelosa.

— Eu sou o Alvo — disse o Potter, tentando quebrar o gelo apesar do aviso. — E este é o Escórpio. Qual é o seu nome?

Jack guardou o caderno na mochila com movimentos lentos e deliberados.

— Jack — respondeu ele simplesmente.

— Apenas Jack? — perguntou Escórpio, arqueando uma sobrancelha.

— O sobrenome é irrelevante para quem pretende construir o próprio destino — afirmou Jack, encarando Malfoy com uma intensidade que fez o loiro desviar o olhar. — Sobrenomes são para pessoas que precisam se escorar na glória de seus antepassados. Como vocês dois.

O silêncio que se seguiu foi pesado. Alvo parecia ofendido, mas também intrigado. Escórpio, por outro lado, parecia apenas querer estar em qualquer outro lugar.

— Você é meio agressivo, não acha? — comentou Alvo, cruzando os braços. — Mal nos conhece e já está nos atacando.

— Eu não ataco — corrigiu Jack, recostando-se no banco. — Eu apenas não tenho paciência para mediocridades. Hogwarts é um campo de treinamento, não um parquinho. Enquanto vocês se preocupam em fazer amigos, eu estarei me preparando para o que realmente importa.

— E o que realmente importa? — questionou Escórpio.

Jack inclinou-se para a frente, a luz fraca do entardecer refletindo-se em suas pupilas, que pareciam brilhar com uma ambição perigosa.

— O controle. A compreensão de que a magia não tem cores. Não existe "luz" ou "trevas", existe apenas a vontade de quem a empunha e a fraqueza daqueles que têm medo de usá-la em sua totalidade.

— Isso soa como... bem, como as coisas que meu pai diz que o Lorde das Trevas acreditava — sussurrou Alvo, o rosto perdendo um pouco da cor.

Jack soltou uma risada curta e sem humor.

— Voldemort foi um visionário, mas ele era instável. Ele se deixou levar pelo ódio e pelo medo da morte. O erro dele foi a obsessão por uma profecia e por um bebê — Jack apontou para a cicatriz quase invisível na testa de Alvo. — Um verdadeiro Lorde não se deixa cegar por vinganças pessoais. Ele molda o mundo de acordo com sua visão, tijolo por tijolo, até que ninguém mais ouse questionar sua autoridade.

— Você está falando sério? — Escórpio parecia horrorizado. — Você quer ser um Lorde das Trevas?

— Eu quero ser o que ninguém mais tem coragem de ser — disse Jack, retornando à sua postura gélida. — Agora, se me dão licença, eu tenho estudos a concluir.

Ele reabriu o caderno, sinalizando o fim da conversa. Alvo e Escórpio permaneceram em silêncio pelo resto da viagem, trocando olhares preocupados. Eles sentiam que, naquele momento, algo sombrio havia começado.

Quando o trem finalmente parou na estação de Hogsmeade, a noite já havia caído. O ar estava úmido e frio. Jack desembarcou sem olhar para trás, seguindo o chamado de Hagrid para os alunos do primeiro ano. Enquanto atravessavam o lago em barcos negros, Hogwarts surgiu no horizonte, majestosa e imponente.

Para os outros, era um lar. Para Jack, era uma fortaleza a ser conquistada.

A cerimônia de seleção no Salão Principal foi um borrão de nomes e aplausos. Jack observava cada aluno com um escrutínio quase cirúrgico. Quando o nome de Alvo Potter foi anunciado e o Chapéu Seletor gritou "Sonserina!", o salão mergulhou em um murmúrio de choque.

Jack não se surpreendeu. Ele via a semente da dúvida no garoto.

— Jack! — chamou a Professora McGonagall, agora diretora, sua voz firme ecoando pelas paredes de pedra.

Jack caminhou até o banquinho com uma postura ereta, o rosto uma máscara de indiferença. Ele sentiu o chapéu ser colocado sobre sua cabeça, a aba caindo sobre seus olhos.

— Hmm — disse uma voz pequena e rouca em sua mente. — Interessante. Muito interesse. Uma mente afiada como uma navalha, um coração que bate ao ritmo de uma ambição que eu não via há décadas. Você não quer apenas aprender, não é? Você quer dominar.

— Apenas me coloque onde eu possa alcançar meus objetivos — pensou Jack, sua voz mental fria e decidida.

— Há coragem aqui, sim, mas uma coragem voltada para o próprio ganho. Há inteligência, mas usada para desvendar segredos que muitos prefeririam deixar esquecidos. E uma sede de poder que... bem, só há um lugar para você.

— SONSERINA! — gritou o Chapéu para todo o salão.

A mesa da Sonserina explodiu em aplausos contidos, enquanto Jack se levantava e caminhava em direção aos seus novos colegas. Ele se sentou longe de Alvo e Escórpio, escolhendo um lugar na ponta da mesa, onde podia observar todos sem ser incomodado.

O banquete apareceu, mas Jack mal tocou na comida. Ele estava focado na mesa dos professores, especificamente na seção da biblioteca que ele sabia que ficava logo acima. Ele já tinha planos. Ele sabia que a Seção Reservada continha o que ele buscava: os fundamentos da magia de sangue e a manipulação da alma.

Após o jantar, os alunos foram conduzidos para as masmorras. O salão comunal da Sonserina era submerso, com janelas que davam para as profundezas do Lago Negro. A luz esverdeada banhava o ambiente, criando uma atmosfera que Jack achou, pela primeira vez, acolhedora.

Enquanto os outros alunos se acomodavam e conversavam sobre as aulas que teriam no dia seguinte, Jack subiu para o dormitório masculino. Ele encontrou sua cama, desfez a mala e retirou um pequeno frasco de vidro contendo um líquido prateado e viscoso. Era uma amostra de veneno de Acromântula que ele havia conseguido "emprestado" antes de sair de casa.

— O que é isso? — perguntou um colega de quarto, um garoto chamado Blaise Zabini Jr., aproximando-se com curiosidade.

Jack guardou o frasco instantaneamente e virou-se para ele. Seus olhos brilhavam com uma agressividade súbita, o corpo tenso como uma mola prestes a disparar.

— Se você valoriza a sua capacidade de usar as mãos para escrever, sugiro que nunca mais se aproxime das minhas coisas sem permissão — disse Jack, sua voz baixa e perigosa.

O garoto recuou, empalidecendo.

— Eu só estava perguntando...

— Pergunte menos e observe mais — retorquiu Jack. — Será mais útil para a sua sobrevivência nesta casa.

Zabini murmurou algo sobre ele ser um "maluco" e afastou-se para o outro lado do quarto. Jack não se importou. Ele não estava ali para ser amado. O medo era um respeito muito mais duradouro.

Mais tarde naquela noite, quando todos já dormiam, Jack sentou-se à janela do dormitório, observando as criaturas sombrias nadarem no lago. Ele pegou seu caderno e escreveu uma única frase na primeira página em branco:

"O dia em que o mundo bruxo tremerá diante de um novo nome começou hoje."

Ele sabia que o caminho seria longo. Ele teria que fingir, teria que estudar mais do que qualquer outro, e teria que encontrar aliados que pudesse manipular. Mas Jack tinha paciência. Ele tinha a frieza necessária para esperar o momento certo.

Hogwarts acreditava estar segura sob a paz que Harry Potter havia trazido. Eles não sabiam que, nas sombras de suas próprias masmorras, um novo Lorde estava nascendo. E desta vez, ele não cometeria os erros do passado.

Jack fechou os olhos, mas não para dormir. Ele estava visualizando o futuro. Um futuro onde as luzes de Hogwarts se apagariam, e apenas a sua sombra permaneceria. A magia negra não era um tabu para ele; era uma herança. E ele estava pronto para reivindicá-la, custasse o que custasse.

— Deixe que eles brinquem de heróis — sussurrou ele para a escuridão do quarto. — Eu serei a realidade que eles não poderão ignorar.

O silêncio das masmorras foi a única resposta, um silêncio que parecia concordar com a promessa sinistra do jovem bruxo. A era de Jack havia começado, e as pedras de Hogwarts seriam as primeiras testemunhas de sua ascensão implacável.
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