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Um amor tímido.

Фандом: Nenhum. Apenas um casal

Создан: 16.05.2026

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Entre Sombras e Batimentos Cardíacos

O quarto de João sempre foi o seu refúgio, um lugar de silêncio e pôsteres de animes que decoravam as paredes de forma milimetricamente organizada. No entanto, naquela noite, a presença de Eloá transformava o ambiente. Ele sentia o coração martelar contra as costelas, um ritmo frenético que parecia alto demais para o silêncio que se seguiu quando a tela do computador se apagou abruptamente. A luz do bairro inteiro havia caído, mergulhando o cômodo em um breu denso, quebrado apenas pela pálida luz da lua que filtrava pelas frestas da cortina.

— Ah, não... logo agora que o protagonista ia despertar o poder? — a voz de Eloá soou divertida, quebrando o gelo inicial.

João limpou a garganta, sentindo a palma das mãos levemente suadas. Ele era alto, seus membros às vezes pareciam grandes demais para o próprio corpo quando estava nervoso, mas com Eloá, ele tentava ser o mais delicado possível.

— É, parece que a Enel não quer que a gente termine o episódio hoje — ele brincou, embora sua voz tivesse saído um pouco trêmula. — Você está bem? Quer que eu procure uma lanterna?

— Não precisa, João. — Ele sentiu o colchão afundar quando ela se aproximou. — Está gostoso assim. Vamos só conversar?

Eles se acomodaram na cama, as costas apoiadas na cabeceira. João tentou falar sobre tudo: teorias sobre o anime, as provas da escola, o novo jogo que seria lançado no mês seguinte. Ele falava rápido, tentando preencher o vazio do escuro para que ela não percebesse o quão nervoso ele estava apenas por sentir o calor do corpo dela tão próximo ao seu.

Mas Eloá não queria falar sobre teorias. Ela se moveu, encolhendo as pernas e encostando a cabeça no ombro dele. Seus dedos pequenos começaram a traçar desenhos invisíveis no braço de João, um carinho suave que o fez perder o fio da meada do que estava dizendo.

— João... — ela sussurrou, a voz carregada de uma doçura que o desarmava. — Eu estou com um pouquinho de frio.

— Ah, desculpa! — Ele rapidamente puxou o cobertor grosso de cima deles, cobrindo-os até a cintura. — Melhorou?

— Um pouco. Mas acho que se você me abraçar, melhora mais.

Ele hesitou por um segundo, a timidez gritando em seus ouvidos, mas o amor que sentia por ela era maior. João passou o braço pelos ombros dela, puxando-a para perto. A pele de Eloá era macia, e o perfume de baunilha que emanava de seu cabelo parecia embriagá-lo naquele escuro. O que começou como um abraço de proteção logo mudou de tom. Eloá ergueu o rosto, procurando o dele, e as mãos de João, agindo por um instinto novo e urgente, deslizaram para a cintura dela, por baixo da blusa de algodão.

O primeiro beijo deles havia sido há pouco tempo, mas ali, sob o cobertor e protegidos pela escuridão, tudo parecia mais intenso. Quando os lábios se encontraram, não houve apenas o toque; houve uma entrega. João sentia o corpo de Eloá vibrar contra o seu. Ele era cuidadoso, cada movimento era um pedido silencioso de permissão, e ela respondia com uma animação que o encorajava.

— Tem certeza? — ele sussurrou entre os beijos, a respiração ofegante. — Eu não quero... eu não quero te machucar.

— Eu tenho certeza, João — ela respondeu, a voz firme apesar da timidez. — Eu quero que seja com você.

João, em sua natureza protetora e sabendo que era a primeira vez de ambos, sugeriu que ela ficasse por cima. Ele tinha medo de que seu peso ou sua falta de experiência pudessem causar desconforto à menina que ele tanto adorava. Eloá aceitou, guiando o ritmo, descobrindo sensações junto com ele. O quarto, antes silencioso, agora era preenchido pelo som de respirações entrecortadas e confissões sussurradas.

Depois de algum tempo, Eloá parou por um instante, sentindo a pontada da primeira vez, mas o desejo de estar ainda mais conectada a ele falou mais alto.

— João... — ela pediu baixinho, os olhos brilhando no escuro. — Fica por cima agora? Eu quero sentir você.

— Mas está doendo, não está? Eu posso parar... — ele disse, a preocupação evidente em seu tom delicado.

— É uma dor que vale a pena — ela sorriu, puxando-o para si. — Eu quero sentir o seu peso. Quero sentir que você está aqui comigo.

Ele mudou de posição com uma lentidão quase reverente. João a tratava como se ela fosse feita de porcelana, movendo-se com uma doçura que fazia o coração de Eloá transbordar. Quando o ápice se aproximou, o instinto de proteção de João falou mais alto novamente. Em um movimento rápido e um pouco desajeitado, ele se retirou, sujando o lençol e o cobertor no processo.

O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som dos dois recuperando o fôlego. Então, no escuro, João soltou uma risadinha nervosa.

— Eu... eu acho que sujei a cama toda — ele admitiu, escondendo o rosto nas mãos, mesmo que ela não pudesse ver.

Eloá soltou uma gargalhada cristalina, abraçando-o.

— Tudo bem, João. Faz parte da nossa história agora.

— Você está bem? — ele perguntou, voltando a ficar sério, a mão acariciando o rosto dela.

— Estou um pouco dolorida — ela confessou, com a voz abafada contra o peito dele. — Mas é uma dor boa. É uma dor que me lembra de que agora somos um só.

João sentiu o rosto queimar. Ele era um romântico incurável, e ouvir aquilo o deixava completamente sem jeito, mas imensamente feliz.

De repente, um estalo ecoou pela casa e a luz retornou com toda a sua força. O quarto foi inundado pelo brilho das lâmpadas de LED, revelando os dois jovens completamente nus sobre os lençóis bagunçados.

— Ai meu Deus! — Eloá gritou, rindo e puxando o cobertor para cobrir o rosto, enquanto João tropeçava nas próprias pernas tentando encontrar uma bermuda no chão.

— A luz escolheu o pior momento para voltar! — João exclamou, vermelho como um tomate, finalmente conseguindo se cobrir.

Eles se olharam por um momento, a vergonha lutando contra o divertimento, até que ambos caíram na risada. O clima pesado de "primeira vez" havia se dissipado, dando lugar à cumplicidade que sempre tiveram.

— Acho que precisamos de um banho — João sugeriu, estendendo a mão para ela. — E eu preciso trocar esses lençóis antes que minha mãe resolva entrar aqui amanhã cedo para me acordar.

— Um banho juntos? — Eloá arqueou a sobrancelha, com um sorriso travesso.

— Se você quiser... — ele gaguejou, a timidez voltando. — Eu posso esperar lá fora.

— Não seja bobo, João. Vem logo.

O banho foi um momento de ternura. Não havia mais a urgência do desejo, apenas o cuidado. João lavou as costas de Eloá com uma delicadeza extrema, e ela se aninhou sob o chuveiro, aproveitando o calor da água e do abraço dele. Ao saírem, João foi até o seu guarda-roupa e pegou uma de suas camisetas favoritas, uma preta com uma estampa discreta de um dragão.

— Toma, pode dormir com essa. Vai ficar enorme em você, mas é confortável.

Eloá vestiu a peça, que realmente chegava até a metade de suas coxas, e sorriu ao sentir o cheiro de João nela. Ao tentar caminhar de volta para a cama, ela fez uma pequena careta.

— Tudo bem? — João prontamente se aproximou, passando o braço pela cintura dela para apoiá-la.

— Só um pouquinho de desconforto ao andar — ela disse, apoiando-se nele. — Obrigada, meu cavaleiro.

Ele a ajudou a se acomodar na cama, que já estava com lençóis limpos e cheirosos. João deitou ao lado dela, puxando-a para que ela ficasse protegida em seu abraço.

— Foi... foi perfeito, Eloá — ele sussurrou, beijando o topo da cabeça dela. — Obrigado por confiar em mim.

— Foi melhor do que eu imaginei — ela respondeu, fechando os olhos. — Eu não queria que fosse com mais ninguém.

Eles ligaram o computador novamente, o anime voltando exatamente de onde havia parado antes do apagão. No entanto, nenhum dos dois prestou muita atenção na luta épica que se desenrolava na tela. Eles estavam ocupados demais trocando carinhos discretos e sorrisos envergonhados, aproveitando o calor um do outro até que o sono finalmente os vencesse, selando aquela noite como o início de um novo capítulo em suas vidas.
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