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Sleepy hollow
Фандом: Sleepy hollow 1999
Создан: 16.05.2026
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O Êxtase da Névoa e da Carne
A mansão Van Tassel estava mergulhada em um silêncio sepulcral, interrompido apenas pelo uivo lamurioso do vento que serpenteava entre as frestas das janelas de madeira pesada. No quarto de hóspedes, Ichabod Crane lutava contra os lençóis de linho, sua pele pálida agora tingida por um rubor febril que parecia queimar de dentro para fora. A névoa de Sleepy Hollow, com seu frio úmido e persistente, finalmente havia cobrado seu preço do detetive. Seus pulmões ardiam a cada respiração curta e sua mente, outrora um bastião de lógica e razão, perdia-se em fragmentos de pesadelos: a Dama de Ferro, o sangue jorrando de pescoços decepados e a sombra constante do Cavaleiro Sem Cabeça.
Ele gemeu, o braço magro pendendo para fora da cama, os dedos longos e nervosos arranhando o ar como se buscassem uma âncora na realidade. Ichabod detestava a vulnerabilidade da doença. Sentia-se como um pássaro ferido, despojado de suas ferramentas científicas e de sua postura intelectual. O suor frio colava seus cabelos negros e desalinhados à testa, e seus olhos grandes e escuros moviam-se rapidamente sob as pálpebras fechadas, presos em um transe de delírio.
Foi então que a porta rangeu.
O som foi quase imperceptível, um sussurro de dobradiças velhas, mas Ichabod, em seu estado de alerta paranoico, abriu os olhos. A luz da lua filtrava-se pelas cortinas entreabertas, lançando sombras longas e distorcidas pelo quarto. No umbral da porta, uma silhueta etérea se materializou.
Era Katrina.
Ela não parecia a jovem recatada que ele encontrava nos salões da casa. Seus cabelos loiros, geralmente presos em penteados elaborados, caíam em ondas selvagens e brilhantes sobre seus ombros, como uma cascata de ouro sob a luz lunar. Ela vestia apenas uma camisola de seda branca, tão fina que era quase translúcida, revelando as curvas suaves de seu corpo. Seus pés estavam descalços, e ela se movia com uma graça predatória, silenciosa como uma aparição.
— Ichabod... — sussurrou ela. Sua voz não carregava a doçura habitual, mas um timbre profundo, carregado de uma urgência que ele nunca ouvira antes.
Ele tentou se levantar, o corpo tremendo sob o peso da febre.
— Katrina? O que... o que faz aqui? — A voz dele saiu em um chiado seco. — Eu estou doente... a febre... pode ser contagiosa.
Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, aproximou-se da cama com uma determinação que o deixou paralisado. Katrina subiu no colchão, seus movimentos lentos e deliberados. Ela se posicionou sobre ele, as pernas de cada lado de seus quadris magros, e Ichabod sentiu o calor que emanava dela — um contraste violento com o frio que sentia nos ossos.
— Você queima, Ichabod — disse ela, inclinando-se para frente. O rosto dela estava a centímetros do dele. Os olhos castanhos de Katrina estavam dilatados, escuros, brilhando com um desejo que beirava o místico. — Mas não é só a febre. É o medo. Deixe-me tirar isso de você.
Antes que ele pudesse formular uma objeção lógica ou buscar um de seus frascos de tônico, Katrina levou as mãos às alças de sua camisola. Com um movimento fluido, a seda deslizou por sua pele clara, caindo aos pés da cama e revelando-a inteira diante dele. Ichabod prendeu a respiração. Para um homem que evitava o contato físico e se refugiava na castidade da ciência, aquela visão era quase insuportável em sua beleza gótica. Ela parecia uma deusa pagã invocada no meio da floresta, uma criatura feita de luz e carne em meio às sombras do seu quarto.
Katrina não esperou. Ela se inclinou, capturando os lábios dele em um beijo que sabia a ervas e desejo. Ichabod tentou protestar, suas mãos trêmulas subindo para os ombros dela, mas o contato com a pele macia de Katrina drenou o pouco de resistência que lhe restava. Seus dedos se fecharam na carne dela, não para afastá-la, mas para se segurar enquanto o mundo ao seu redor começava a girar.
Ela se moveu com uma intensidade animalesca, como se estivesse possuída por uma força antiga daquelas terras. Katrina guiou as mãos de Ichabod para sua cintura e, com um movimento ágil, livrou-o dos lençóis e das roupas de baixo que o sufocavam. Quando ela se sentou sobre ele, encaixando-se perfeitamente, Ichabod soltou um gemido que foi abafado pelo pescoço dela.
— Katrina... — ele arquejou, o rosto enterrado na curva do ombro dela, sentindo o cheiro de lavanda e o calor da luxúria.
— Shhh... — ela murmurou, começando a se mover. — Apenas sinta, Ichabod. Esqueça a razão. Esqueça a morte. Sinta a vida.
Ela cavalgava nele com um ritmo hipnótico, os quadris movendo-se em círculos lentos e profundos que faziam a cabeça de Ichabod pender para trás contra o travesseiro. A febre dele parecia ter encontrado um novo combustível. Cada vez que ela descia, ele sentia o mundo exterior — as investigações, o medo do sobrenatural, as memórias dolorosas de sua infância — desaparecer. Só existia Katrina, o peso dela sobre ele, a fricção de suas peles e o som da respiração ofegante dela preenchendo o quarto.
Katrina agia como se estivesse no cio, uma urgência em seus movimentos que desafiava a imagem de pureza que todos em Sleepy Hollow lhe atribuíam. Ela jogava a cabeça para trás, os cabelos loiros chicoteando o ar, enquanto seus dedos cravavam-se nos ombros de Ichabod. Ele, por sua vez, estava perdido. Suas mãos, costumadas a segurar bisturis e lupas, agora exploravam as curvas de Katrina com um desespero faminto. Ele sentia a delicadeza dela misturada a uma força que ele nunca imaginou que ela possuísse.
— Mais... — ela pedia entre dentes, aumentando a velocidade. — Olhe para mim, Ichabod!
Ele abriu os olhos, lutando contra o suor que ardia em suas pálpebras. O que viu foi uma mulher que parecia estar em êxtase absoluto, o rosto iluminado pela lua, os lábios entreabertos em um gemido constante. Ela era a luz no meio de sua escuridão, a vida em meio ao seu cenário de morte.
A noite parecia não ter fim. Katrina continuava seu ritmo incansável, oferecendo-se a ele com uma entrega total, como se aquele ato fosse o único feitiço capaz de mantê-los seguros contra o mal que rondava as matas de Western Woods. Ichabod sentia-se flutuar, sua consciência se fragmentando em sensações puras. O calor da união deles era tão intenso que ele não sabia mais onde terminava seu corpo e onde começava o dela.
Em um momento de ápice, quando a tensão no quarto tornou-se quase sólida, Katrina inclinou-se sobre ele mais uma vez, pressionando seus seios contra o peito dele e sua intimidade contra a dele com uma força que o fez arquear as costas. Ela soltou um grito baixo, gutural, enquanto Ichabod se perdia nela, liberando toda a angústia e o medo que guardara desde que chegara àquela vila amaldiçoada.
Eles ficaram ali por um tempo, unidos, os corações batendo no mesmo ritmo frenético. O suor esfriava em seus corpos, mas a febre de Ichabod parecia ter cedido, substituída por um cansaço profundo e pacífico. Katrina deitou a cabeça no peito dele, os cabelos espalhados como um manto sobre os dois.
— Você está melhor? — perguntou ela, a voz voltando à sua suavidade melancólica, embora ainda houvesse um brilho selvagem em seus olhos.
Ichabod acariciou o rosto dela, seus dedos traçando a linha da mandíbula de Katrina. Ele ainda era o homem desajeitado e sensível, mas, naquele momento, sentia-se ancorado.
— Eu não consigo explicar isso com a lógica, Katrina — disse ele, um pequeno sorriso surgindo em seus lábios pálidos.
— Algumas coisas não foram feitas para serem explicadas, Ichabod — respondeu ela, beijando-lhe a testa. — Algumas coisas só precisam ser vividas.
Ela se levantou, a pele brilhando como mármore sob o luar, e vestiu a camisola com a mesma elegância silenciosa com que a tirara. Antes de sair, ela olhou para ele uma última vez, um segredo compartilhado brilhando em seu olhar.
— Durma agora. Amanhã a névoa ainda estará lá, mas você não estará mais sozinho.
Quando a porta se fechou, Ichabod fechou os olhos. Pela primeira vez em muitas noites, não houve pesadelos. Apenas o calor residual de Katrina e o silêncio, agora acolhedor, de Sleepy Hollow.
Ele gemeu, o braço magro pendendo para fora da cama, os dedos longos e nervosos arranhando o ar como se buscassem uma âncora na realidade. Ichabod detestava a vulnerabilidade da doença. Sentia-se como um pássaro ferido, despojado de suas ferramentas científicas e de sua postura intelectual. O suor frio colava seus cabelos negros e desalinhados à testa, e seus olhos grandes e escuros moviam-se rapidamente sob as pálpebras fechadas, presos em um transe de delírio.
Foi então que a porta rangeu.
O som foi quase imperceptível, um sussurro de dobradiças velhas, mas Ichabod, em seu estado de alerta paranoico, abriu os olhos. A luz da lua filtrava-se pelas cortinas entreabertas, lançando sombras longas e distorcidas pelo quarto. No umbral da porta, uma silhueta etérea se materializou.
Era Katrina.
Ela não parecia a jovem recatada que ele encontrava nos salões da casa. Seus cabelos loiros, geralmente presos em penteados elaborados, caíam em ondas selvagens e brilhantes sobre seus ombros, como uma cascata de ouro sob a luz lunar. Ela vestia apenas uma camisola de seda branca, tão fina que era quase translúcida, revelando as curvas suaves de seu corpo. Seus pés estavam descalços, e ela se movia com uma graça predatória, silenciosa como uma aparição.
— Ichabod... — sussurrou ela. Sua voz não carregava a doçura habitual, mas um timbre profundo, carregado de uma urgência que ele nunca ouvira antes.
Ele tentou se levantar, o corpo tremendo sob o peso da febre.
— Katrina? O que... o que faz aqui? — A voz dele saiu em um chiado seco. — Eu estou doente... a febre... pode ser contagiosa.
Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, aproximou-se da cama com uma determinação que o deixou paralisado. Katrina subiu no colchão, seus movimentos lentos e deliberados. Ela se posicionou sobre ele, as pernas de cada lado de seus quadris magros, e Ichabod sentiu o calor que emanava dela — um contraste violento com o frio que sentia nos ossos.
— Você queima, Ichabod — disse ela, inclinando-se para frente. O rosto dela estava a centímetros do dele. Os olhos castanhos de Katrina estavam dilatados, escuros, brilhando com um desejo que beirava o místico. — Mas não é só a febre. É o medo. Deixe-me tirar isso de você.
Antes que ele pudesse formular uma objeção lógica ou buscar um de seus frascos de tônico, Katrina levou as mãos às alças de sua camisola. Com um movimento fluido, a seda deslizou por sua pele clara, caindo aos pés da cama e revelando-a inteira diante dele. Ichabod prendeu a respiração. Para um homem que evitava o contato físico e se refugiava na castidade da ciência, aquela visão era quase insuportável em sua beleza gótica. Ela parecia uma deusa pagã invocada no meio da floresta, uma criatura feita de luz e carne em meio às sombras do seu quarto.
Katrina não esperou. Ela se inclinou, capturando os lábios dele em um beijo que sabia a ervas e desejo. Ichabod tentou protestar, suas mãos trêmulas subindo para os ombros dela, mas o contato com a pele macia de Katrina drenou o pouco de resistência que lhe restava. Seus dedos se fecharam na carne dela, não para afastá-la, mas para se segurar enquanto o mundo ao seu redor começava a girar.
Ela se moveu com uma intensidade animalesca, como se estivesse possuída por uma força antiga daquelas terras. Katrina guiou as mãos de Ichabod para sua cintura e, com um movimento ágil, livrou-o dos lençóis e das roupas de baixo que o sufocavam. Quando ela se sentou sobre ele, encaixando-se perfeitamente, Ichabod soltou um gemido que foi abafado pelo pescoço dela.
— Katrina... — ele arquejou, o rosto enterrado na curva do ombro dela, sentindo o cheiro de lavanda e o calor da luxúria.
— Shhh... — ela murmurou, começando a se mover. — Apenas sinta, Ichabod. Esqueça a razão. Esqueça a morte. Sinta a vida.
Ela cavalgava nele com um ritmo hipnótico, os quadris movendo-se em círculos lentos e profundos que faziam a cabeça de Ichabod pender para trás contra o travesseiro. A febre dele parecia ter encontrado um novo combustível. Cada vez que ela descia, ele sentia o mundo exterior — as investigações, o medo do sobrenatural, as memórias dolorosas de sua infância — desaparecer. Só existia Katrina, o peso dela sobre ele, a fricção de suas peles e o som da respiração ofegante dela preenchendo o quarto.
Katrina agia como se estivesse no cio, uma urgência em seus movimentos que desafiava a imagem de pureza que todos em Sleepy Hollow lhe atribuíam. Ela jogava a cabeça para trás, os cabelos loiros chicoteando o ar, enquanto seus dedos cravavam-se nos ombros de Ichabod. Ele, por sua vez, estava perdido. Suas mãos, costumadas a segurar bisturis e lupas, agora exploravam as curvas de Katrina com um desespero faminto. Ele sentia a delicadeza dela misturada a uma força que ele nunca imaginou que ela possuísse.
— Mais... — ela pedia entre dentes, aumentando a velocidade. — Olhe para mim, Ichabod!
Ele abriu os olhos, lutando contra o suor que ardia em suas pálpebras. O que viu foi uma mulher que parecia estar em êxtase absoluto, o rosto iluminado pela lua, os lábios entreabertos em um gemido constante. Ela era a luz no meio de sua escuridão, a vida em meio ao seu cenário de morte.
A noite parecia não ter fim. Katrina continuava seu ritmo incansável, oferecendo-se a ele com uma entrega total, como se aquele ato fosse o único feitiço capaz de mantê-los seguros contra o mal que rondava as matas de Western Woods. Ichabod sentia-se flutuar, sua consciência se fragmentando em sensações puras. O calor da união deles era tão intenso que ele não sabia mais onde terminava seu corpo e onde começava o dela.
Em um momento de ápice, quando a tensão no quarto tornou-se quase sólida, Katrina inclinou-se sobre ele mais uma vez, pressionando seus seios contra o peito dele e sua intimidade contra a dele com uma força que o fez arquear as costas. Ela soltou um grito baixo, gutural, enquanto Ichabod se perdia nela, liberando toda a angústia e o medo que guardara desde que chegara àquela vila amaldiçoada.
Eles ficaram ali por um tempo, unidos, os corações batendo no mesmo ritmo frenético. O suor esfriava em seus corpos, mas a febre de Ichabod parecia ter cedido, substituída por um cansaço profundo e pacífico. Katrina deitou a cabeça no peito dele, os cabelos espalhados como um manto sobre os dois.
— Você está melhor? — perguntou ela, a voz voltando à sua suavidade melancólica, embora ainda houvesse um brilho selvagem em seus olhos.
Ichabod acariciou o rosto dela, seus dedos traçando a linha da mandíbula de Katrina. Ele ainda era o homem desajeitado e sensível, mas, naquele momento, sentia-se ancorado.
— Eu não consigo explicar isso com a lógica, Katrina — disse ele, um pequeno sorriso surgindo em seus lábios pálidos.
— Algumas coisas não foram feitas para serem explicadas, Ichabod — respondeu ela, beijando-lhe a testa. — Algumas coisas só precisam ser vividas.
Ela se levantou, a pele brilhando como mármore sob o luar, e vestiu a camisola com a mesma elegância silenciosa com que a tirara. Antes de sair, ela olhou para ele uma última vez, um segredo compartilhado brilhando em seu olhar.
— Durma agora. Amanhã a névoa ainda estará lá, mas você não estará mais sozinho.
Quando a porta se fechou, Ichabod fechou os olhos. Pela primeira vez em muitas noites, não houve pesadelos. Apenas o calor residual de Katrina e o silêncio, agora acolhedor, de Sleepy Hollow.
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