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O amor pela metade
Фандом: The Originals
Создан: 17.05.2026
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O Sangue que Une a Eternidade
A névoa matinal de Mystic Falls sempre trazia consigo um cheiro de pinheiro e segredos antigos. Para Victoria Laurel Morningstar, aquele ar era quase nostálgico, embora sua existência fosse contada em milênios, e não em meras décadas. Sentada em sua mesa na Escola Salvatore, ela observava o pátio onde jovens vampiros, lobisomens e bruxas tentavam viver algo próximo de uma normalidade que ela mesma nunca conheceu de verdade.
Victoria era uma anomalia até para os padrões sobrenaturais. Filha de Lúcifer Morningstar e da ancestral Eva Laurel, ela carregava o fogo do inferno, a luz do céu e o sangue antigo das bruxas e vampiros em suas veias. Aos 2998 anos, ela já vira impérios caírem, mas nada a preparara para a complexidade de criar quatro filhas e um filho em um mundo que sempre tentava destruí-los.
— Victoria? — A voz de Alaric Saltzman a tirou de seus devaneios. Ele entrou na sala com dois cafés, entregando um a ela. — Você está com aquele olhar de novo. Aquele que diz que você está ouvindo os sussurros do Submundo ou planejando como esconder mais um segredo de mim.
Victoria sorriu, um brilho perigoso e elegante em seus olhos escuros.
— Apenas pensando no tempo, Ric. Ele corre de forma diferente para mim. — Ela tomou um gole do café, sentindo o calor. — Como estão as meninas?
— Lizzie e Josie estão na aula de feitiços aplicados. Hope e Henry estão treinando no ginásio. — Alaric hesitou por um momento. — Você sabe que não vai conseguir esconder a linhagem deles para sempre. Hope está ficando cada vez mais parecida com o pai. Henry tem aquele temperamento... bom, você sabe de quem.
Victoria suspirou. Hope e Henry eram os frutos de uma recaída intensa em 1957 com o homem que ela jurara deixar no passado: Niklaus Mikaelson. O término deles fora explosivo, digno de dois seres que carregavam o peso da imortalidade. Klaus nunca soube dos gêmeos. Ela os protegera com feitiços que nem mesmo o mais poderoso dos originais poderia penetrar. E depois, o destino, ou talvez a magia caótica de sua própria linhagem, fizera com que ela engravidasse de Lizzie e Josie apenas três semanas após o nascimento de Hope, em uma gestação acelerada que desafiava a biologia. Embora fossem irmãs de criação e melhores amigas, apenas Hope e Henry carregavam o sangue Mikaelson.
— Ele não vai encontrá-los — afirmou Victoria, com uma autoridade que faria reis se ajoelharem. — Meu pai garantiu que Mystic Falls fosse um ponto cego para os radares de New Orleans.
— O problema de Lúcifer garantir algo é que ele geralmente gosta de ver o caos acontecer — uma voz feminina e sarcástica veio da porta.
Katherine Pierce entrou na sala com sua habitual elegância e um sorriso de escárnio. A famosa Petrova era a melhor amiga de Victoria há séculos. A única que realmente entendia o que era fugir de um Mikaelson.
— Katherine, o que faz aqui? — perguntou Victoria, embora não estivesse surpresa.
— Vim avisar que o seu "ponto cego" acaba de ser invadido — Katherine cruzou os braços, o semblante ficando subitamente sério. — Klaus está na cidade. E ele não veio sozinho. Elijah, Rebekah e Kol estão com ele.
O coração de Victoria, que raramente falhava, deu um solavanco.
— Kol e Rebekah também? — Victoria sentiu uma pontada de saudade misturada com pânico. Kol era seu melhor amigo, o único que conhecia seus segredos mais obscuros, e Rebekah era a irmã que ela nunca teve por sangue, mas sim por alma.
— Eles estão no Mystic Grill — continuou Katherine. — Klaus parece estar em uma missão de "reconquista". Ele ainda não sabe dos garotos, Victoria. Mas ele sente o seu cheiro a quilômetros daqui.
***
No Mystic Grill, o clima estava tenso. Niklaus Mikaelson girava o copo de bourbon, seus olhos azuis-esverdeados analisando cada rosto no bar. Ao seu lado, Elijah mantinha a postura impecável, embora sua expressão denunciasse preocupação.
— Niklaus, por favor, tente não destruir a cidade nos primeiros dez minutos — pediu Elijah em um tom calmo, mas firme.
— Eu não vim para destruir, Elijah — Klaus respondeu com um sorriso predatório. — Vim buscar o que é meu. Victoria desapareceu em 1957 sem me dar uma explicação real. Eu a procurei por décadas. Agora que sei que ela está aqui, nesta escola para "jovens superdotados", eu não vou sair sem ela.
— Ela vai te matar, Nik — Kol comentou, rindo enquanto jogava dardos com uma precisão sobrenatural. — Victoria não é uma de suas conquistas de New Orleans. Ela é mais velha que todos nós juntos e tem o pai dela para protegê-la. Você se lembra da última vez que irritou o sogro?
Klaus estremeceu levemente. Lembrar-se de Lúcifer Morningstar não era uma experiência agradável. O "Rei do Inferno" tinha um carinho especial pelos netos e pela filha, e não tinha medo de demonstrar seu descontentamento de formas... dolorosas.
— Eu não me importo com o Diabo — rosnou Klaus. — Eu quero Victoria.
Rebekah, que estava olhando pela janela, suspirou.
— Ela está vindo. E ela não parece feliz.
A porta do Mystic Grill se abriu e o ar pareceu esfriar e aquecer ao mesmo tempo. Victoria entrou, vestindo um longo sobretudo preto, sua presença emanando um poder que fazia as lâmpadas do bar oscilarem. Atrás dela, Katherine caminhava com um sorriso vitorioso.
Victoria parou diante da mesa dos Mikaelson. O silêncio foi absoluto.
— Niklaus — disse ela, sua voz como veludo e navalha.
— Love — Klaus levantou-se, o olhar fixo nela, uma mistura de adoração e fúria. — Você envelheceu maravilhosamente bem. Ah, espere, você não envelhece.
— O que você está fazendo aqui? — Victoria ignorou o flerte. — Mystic Falls é território protegido.
— Protegido por quem? Por um Alaric Saltzman e um bando de adolescentes? — Klaus deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. — Eu vim porque você me deve uma conversa que dura sessenta anos.
— Eu não te devo nada, Klaus — Victoria retrucou, seus olhos brilhando em um tom âmbar sobrenatural. — O que tivemos terminou quando você decidiu que seu ego era maior que qualquer futuro que poderíamos ter.
— Victoria, querida, não seja tão dura — Kol aproximou-se e a envolveu em um abraço apertado, que ela retribuiu com sinceridade. — Sentimos sua falta. Principalmente das festas que você organizava no submundo.
— Kol, é bom te ver — Victoria sorriu para o amigo, antes de abraçar Rebekah. — E você, Beks, continua a mesma.
— E eu continuo tentando impedir que meus irmãos se matem — Rebekah sussurrou. — Victoria, quem são aqueles jovens que acabaram de estacionar lá fora? Eles têm o seu cheiro.
O sangue de Victoria gelou. Ela olhou para a janela e viu o jipe de Alaric. Hope, Henry, Lizzie e Josie desceram, rindo de algo que Henry dissera.
Hope era a imagem cuspida de Klaus, embora tivesse a elegância e os olhos de Victoria. Henry tinha os cachos escuros e o maxilar quadrado do pai, mas a aura de poder que o cercava era puramente Morningstar.
Klaus seguiu o olhar de Victoria. Seus olhos se estreitaram ao observar os adolescentes. Ele sentiu algo. Uma conexão. Um puxão no fundo de sua alma híbrida que ele nunca sentira antes.
— Quem são eles? — Klaus perguntou, sua voz agora baixa e perigosa.
— São alunos da escola — Victoria respondeu rápido demais. — Meus protegidos.
— Eles são parecidos demais com você, Victoria — Elijah observou, aproximando-se da janela. — E aquela menina... ela tem os olhos do Niklaus.
— Não sejam ridículos — Katherine interveio, tentando desviar o assunto. — Victoria é uma Morningstar. Ela tem "protegidos" por todo o mundo.
Nesse momento, a porta do bar se abriu novamente e as quatro garotas e o rapaz entraram. Hope parou imediatamente ao ver a mãe cercada pelos originais. Ela sentiu a eletricidade no ar.
— Mãe? — Hope perguntou, dando um passo à frente. — Está tudo bem?
A palavra "Mãe" ecoou no bar como um tiro de canhão.
Klaus sentiu o mundo girar. Ele olhou de Hope para Henry, e depois para Victoria. A semelhança era inegável. O poder que emanava dos gêmeos era uma mistura de escuridão abissal e a força bruta de um lobisomem alfa.
— Mãe? — Klaus repetiu, a voz trêmula de uma emoção que ele raramente mostrava. — Victoria, o que significa isso?
— Significa que você deve ir embora, Klaus — Victoria disse, colocando-se entre ele e seus filhos. — Agora.
— Eles são meus? — Klaus deu um passo à frente, seus olhos fixos em Hope. — Eles são meus filhos?
— Eles são meus filhos — Victoria corrigiu, o tom de voz subindo. — Eu os criei. Eu os protegi. Onde você estava quando Hope teve sua primeira transformação? Onde você estava quando Henry quase incendiou a biblioteca com magia instável? Você estava ocupado demais com suas guerras em New Orleans.
— Você me escondeu que eu tinha herdeiros! — o rugido de Klaus fez os copos nas mesas vibrarem.
— Eu protegi meus filhos de um monstro! — Victoria gritou de volta, e por um segundo, suas asas negras e etéreas pareceram se materializar atrás dela, uma sombra de sua verdadeira forma.
Lizzie e Josie se aproximaram de Hope, unindo as mãos. Elas não eram filhas de Klaus, mas o vínculo entre as quatro irmãs era inquebrável. Henry deu um passo à frente, seus olhos brilhando em um amarelo intenso, as presas de híbrido começando a descer.
— Não toque na minha mãe — Henry rosnou, a voz carregada de uma autoridade que até Klaus respeitou por um momento.
Kol e Rebekah trocaram olhares de choque. Eles tinham sobrinhos. Sobrinhos crescidos e poderosos.
— Nik, acalme-se — Elijah colocou a mão no ombro do irmão. — Este não é o momento nem o lugar.
— Ela me tirou décadas de vida com eles, Elijah! — Klaus estava possesso, mas também visivelmente abalado.
— Eu não tirei nada de você que você já não tivesse jogado fora — Victoria disse, recuperando a compostura. — Agora, saiam daqui. Todos vocês.
— Nós não vamos a lugar nenhum — Klaus afirmou, recuperando sua arrogância habitual, embora seus olhos ainda estivessem úmidos. — Eu perdi muito tempo. Mas eu sou Niklaus Mikaelson, e eu sempre consigo o que quero. E agora, eu quero a minha família de volta.
Victoria olhou para Klaus com desprezo, mas também com uma dor profunda que ela tentara enterrar.
— Você não sabe o que é família, Klaus. Você sabe o que é posse. E meus filhos não são sua propriedade.
Ela se virou para as filhas e o filho.
— Vamos para a escola. Agora.
Enquanto Victoria guiava os jovens para fora, ela sentiu o olhar de Klaus queimando em suas costas. Ela sabia que aquele era apenas o começo. O segredo fora revelado, e as consequências seriam catastróficas.
Do lado de fora, parado na sombra de um carvalho antigo, um homem de terno impecável e um sorriso divertido observava a cena. Ele brincava com uma moeda de ouro entre os dedos.
— Ora, ora — disse Lúcifer Morningstar para si mesmo. — Parece que as reuniões de família ficaram muito mais interessantes. Espero que o híbrido esteja preparado para o inferno que eu vou liberar se ele fizer minha pequena Victoria chorar de novo.
Katherine Pierce, saindo logo atrás de Victoria, piscou para o Diabo.
— Vai ser uma longa temporada em Mystic Falls, Lou — comentou ela.
— A melhor de todas, Katherine. A melhor de todas.
Dentro do bar, Klaus ainda olhava para a porta fechada. Ele tinha uma filha. Um filho. E uma mulher que ele amava e odiava com a mesma intensidade. Ele não sabia como, mas ele iria reconquistar Victoria. Mesmo que tivesse que enfrentar o próprio Diabo para isso.
— Elijah — Klaus disse, sem desviar o olhar da porta. — Prepare-se. Nós vamos ficar em Mystic Falls por um bom tempo.
— Como desejar, irmão — respondeu Elijah, com um suspiro conformado. — Mas lembre-se: Victoria não é apenas uma bruxa ou uma vampira. Ela é a Rainha que você nunca conseguiu domar. E talvez, desta vez, seja ela quem dite as regras.
O jogo começara, e em uma cidade construída sobre segredos e sangue, a chegada dos Mikaelson era o fósforo que faltava para incendiar o mundo de Victoria Laurel Morningstar. Mas ela era filha do fogo, e não tinha medo de se queimar.
Victoria era uma anomalia até para os padrões sobrenaturais. Filha de Lúcifer Morningstar e da ancestral Eva Laurel, ela carregava o fogo do inferno, a luz do céu e o sangue antigo das bruxas e vampiros em suas veias. Aos 2998 anos, ela já vira impérios caírem, mas nada a preparara para a complexidade de criar quatro filhas e um filho em um mundo que sempre tentava destruí-los.
— Victoria? — A voz de Alaric Saltzman a tirou de seus devaneios. Ele entrou na sala com dois cafés, entregando um a ela. — Você está com aquele olhar de novo. Aquele que diz que você está ouvindo os sussurros do Submundo ou planejando como esconder mais um segredo de mim.
Victoria sorriu, um brilho perigoso e elegante em seus olhos escuros.
— Apenas pensando no tempo, Ric. Ele corre de forma diferente para mim. — Ela tomou um gole do café, sentindo o calor. — Como estão as meninas?
— Lizzie e Josie estão na aula de feitiços aplicados. Hope e Henry estão treinando no ginásio. — Alaric hesitou por um momento. — Você sabe que não vai conseguir esconder a linhagem deles para sempre. Hope está ficando cada vez mais parecida com o pai. Henry tem aquele temperamento... bom, você sabe de quem.
Victoria suspirou. Hope e Henry eram os frutos de uma recaída intensa em 1957 com o homem que ela jurara deixar no passado: Niklaus Mikaelson. O término deles fora explosivo, digno de dois seres que carregavam o peso da imortalidade. Klaus nunca soube dos gêmeos. Ela os protegera com feitiços que nem mesmo o mais poderoso dos originais poderia penetrar. E depois, o destino, ou talvez a magia caótica de sua própria linhagem, fizera com que ela engravidasse de Lizzie e Josie apenas três semanas após o nascimento de Hope, em uma gestação acelerada que desafiava a biologia. Embora fossem irmãs de criação e melhores amigas, apenas Hope e Henry carregavam o sangue Mikaelson.
— Ele não vai encontrá-los — afirmou Victoria, com uma autoridade que faria reis se ajoelharem. — Meu pai garantiu que Mystic Falls fosse um ponto cego para os radares de New Orleans.
— O problema de Lúcifer garantir algo é que ele geralmente gosta de ver o caos acontecer — uma voz feminina e sarcástica veio da porta.
Katherine Pierce entrou na sala com sua habitual elegância e um sorriso de escárnio. A famosa Petrova era a melhor amiga de Victoria há séculos. A única que realmente entendia o que era fugir de um Mikaelson.
— Katherine, o que faz aqui? — perguntou Victoria, embora não estivesse surpresa.
— Vim avisar que o seu "ponto cego" acaba de ser invadido — Katherine cruzou os braços, o semblante ficando subitamente sério. — Klaus está na cidade. E ele não veio sozinho. Elijah, Rebekah e Kol estão com ele.
O coração de Victoria, que raramente falhava, deu um solavanco.
— Kol e Rebekah também? — Victoria sentiu uma pontada de saudade misturada com pânico. Kol era seu melhor amigo, o único que conhecia seus segredos mais obscuros, e Rebekah era a irmã que ela nunca teve por sangue, mas sim por alma.
— Eles estão no Mystic Grill — continuou Katherine. — Klaus parece estar em uma missão de "reconquista". Ele ainda não sabe dos garotos, Victoria. Mas ele sente o seu cheiro a quilômetros daqui.
***
No Mystic Grill, o clima estava tenso. Niklaus Mikaelson girava o copo de bourbon, seus olhos azuis-esverdeados analisando cada rosto no bar. Ao seu lado, Elijah mantinha a postura impecável, embora sua expressão denunciasse preocupação.
— Niklaus, por favor, tente não destruir a cidade nos primeiros dez minutos — pediu Elijah em um tom calmo, mas firme.
— Eu não vim para destruir, Elijah — Klaus respondeu com um sorriso predatório. — Vim buscar o que é meu. Victoria desapareceu em 1957 sem me dar uma explicação real. Eu a procurei por décadas. Agora que sei que ela está aqui, nesta escola para "jovens superdotados", eu não vou sair sem ela.
— Ela vai te matar, Nik — Kol comentou, rindo enquanto jogava dardos com uma precisão sobrenatural. — Victoria não é uma de suas conquistas de New Orleans. Ela é mais velha que todos nós juntos e tem o pai dela para protegê-la. Você se lembra da última vez que irritou o sogro?
Klaus estremeceu levemente. Lembrar-se de Lúcifer Morningstar não era uma experiência agradável. O "Rei do Inferno" tinha um carinho especial pelos netos e pela filha, e não tinha medo de demonstrar seu descontentamento de formas... dolorosas.
— Eu não me importo com o Diabo — rosnou Klaus. — Eu quero Victoria.
Rebekah, que estava olhando pela janela, suspirou.
— Ela está vindo. E ela não parece feliz.
A porta do Mystic Grill se abriu e o ar pareceu esfriar e aquecer ao mesmo tempo. Victoria entrou, vestindo um longo sobretudo preto, sua presença emanando um poder que fazia as lâmpadas do bar oscilarem. Atrás dela, Katherine caminhava com um sorriso vitorioso.
Victoria parou diante da mesa dos Mikaelson. O silêncio foi absoluto.
— Niklaus — disse ela, sua voz como veludo e navalha.
— Love — Klaus levantou-se, o olhar fixo nela, uma mistura de adoração e fúria. — Você envelheceu maravilhosamente bem. Ah, espere, você não envelhece.
— O que você está fazendo aqui? — Victoria ignorou o flerte. — Mystic Falls é território protegido.
— Protegido por quem? Por um Alaric Saltzman e um bando de adolescentes? — Klaus deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. — Eu vim porque você me deve uma conversa que dura sessenta anos.
— Eu não te devo nada, Klaus — Victoria retrucou, seus olhos brilhando em um tom âmbar sobrenatural. — O que tivemos terminou quando você decidiu que seu ego era maior que qualquer futuro que poderíamos ter.
— Victoria, querida, não seja tão dura — Kol aproximou-se e a envolveu em um abraço apertado, que ela retribuiu com sinceridade. — Sentimos sua falta. Principalmente das festas que você organizava no submundo.
— Kol, é bom te ver — Victoria sorriu para o amigo, antes de abraçar Rebekah. — E você, Beks, continua a mesma.
— E eu continuo tentando impedir que meus irmãos se matem — Rebekah sussurrou. — Victoria, quem são aqueles jovens que acabaram de estacionar lá fora? Eles têm o seu cheiro.
O sangue de Victoria gelou. Ela olhou para a janela e viu o jipe de Alaric. Hope, Henry, Lizzie e Josie desceram, rindo de algo que Henry dissera.
Hope era a imagem cuspida de Klaus, embora tivesse a elegância e os olhos de Victoria. Henry tinha os cachos escuros e o maxilar quadrado do pai, mas a aura de poder que o cercava era puramente Morningstar.
Klaus seguiu o olhar de Victoria. Seus olhos se estreitaram ao observar os adolescentes. Ele sentiu algo. Uma conexão. Um puxão no fundo de sua alma híbrida que ele nunca sentira antes.
— Quem são eles? — Klaus perguntou, sua voz agora baixa e perigosa.
— São alunos da escola — Victoria respondeu rápido demais. — Meus protegidos.
— Eles são parecidos demais com você, Victoria — Elijah observou, aproximando-se da janela. — E aquela menina... ela tem os olhos do Niklaus.
— Não sejam ridículos — Katherine interveio, tentando desviar o assunto. — Victoria é uma Morningstar. Ela tem "protegidos" por todo o mundo.
Nesse momento, a porta do bar se abriu novamente e as quatro garotas e o rapaz entraram. Hope parou imediatamente ao ver a mãe cercada pelos originais. Ela sentiu a eletricidade no ar.
— Mãe? — Hope perguntou, dando um passo à frente. — Está tudo bem?
A palavra "Mãe" ecoou no bar como um tiro de canhão.
Klaus sentiu o mundo girar. Ele olhou de Hope para Henry, e depois para Victoria. A semelhança era inegável. O poder que emanava dos gêmeos era uma mistura de escuridão abissal e a força bruta de um lobisomem alfa.
— Mãe? — Klaus repetiu, a voz trêmula de uma emoção que ele raramente mostrava. — Victoria, o que significa isso?
— Significa que você deve ir embora, Klaus — Victoria disse, colocando-se entre ele e seus filhos. — Agora.
— Eles são meus? — Klaus deu um passo à frente, seus olhos fixos em Hope. — Eles são meus filhos?
— Eles são meus filhos — Victoria corrigiu, o tom de voz subindo. — Eu os criei. Eu os protegi. Onde você estava quando Hope teve sua primeira transformação? Onde você estava quando Henry quase incendiou a biblioteca com magia instável? Você estava ocupado demais com suas guerras em New Orleans.
— Você me escondeu que eu tinha herdeiros! — o rugido de Klaus fez os copos nas mesas vibrarem.
— Eu protegi meus filhos de um monstro! — Victoria gritou de volta, e por um segundo, suas asas negras e etéreas pareceram se materializar atrás dela, uma sombra de sua verdadeira forma.
Lizzie e Josie se aproximaram de Hope, unindo as mãos. Elas não eram filhas de Klaus, mas o vínculo entre as quatro irmãs era inquebrável. Henry deu um passo à frente, seus olhos brilhando em um amarelo intenso, as presas de híbrido começando a descer.
— Não toque na minha mãe — Henry rosnou, a voz carregada de uma autoridade que até Klaus respeitou por um momento.
Kol e Rebekah trocaram olhares de choque. Eles tinham sobrinhos. Sobrinhos crescidos e poderosos.
— Nik, acalme-se — Elijah colocou a mão no ombro do irmão. — Este não é o momento nem o lugar.
— Ela me tirou décadas de vida com eles, Elijah! — Klaus estava possesso, mas também visivelmente abalado.
— Eu não tirei nada de você que você já não tivesse jogado fora — Victoria disse, recuperando a compostura. — Agora, saiam daqui. Todos vocês.
— Nós não vamos a lugar nenhum — Klaus afirmou, recuperando sua arrogância habitual, embora seus olhos ainda estivessem úmidos. — Eu perdi muito tempo. Mas eu sou Niklaus Mikaelson, e eu sempre consigo o que quero. E agora, eu quero a minha família de volta.
Victoria olhou para Klaus com desprezo, mas também com uma dor profunda que ela tentara enterrar.
— Você não sabe o que é família, Klaus. Você sabe o que é posse. E meus filhos não são sua propriedade.
Ela se virou para as filhas e o filho.
— Vamos para a escola. Agora.
Enquanto Victoria guiava os jovens para fora, ela sentiu o olhar de Klaus queimando em suas costas. Ela sabia que aquele era apenas o começo. O segredo fora revelado, e as consequências seriam catastróficas.
Do lado de fora, parado na sombra de um carvalho antigo, um homem de terno impecável e um sorriso divertido observava a cena. Ele brincava com uma moeda de ouro entre os dedos.
— Ora, ora — disse Lúcifer Morningstar para si mesmo. — Parece que as reuniões de família ficaram muito mais interessantes. Espero que o híbrido esteja preparado para o inferno que eu vou liberar se ele fizer minha pequena Victoria chorar de novo.
Katherine Pierce, saindo logo atrás de Victoria, piscou para o Diabo.
— Vai ser uma longa temporada em Mystic Falls, Lou — comentou ela.
— A melhor de todas, Katherine. A melhor de todas.
Dentro do bar, Klaus ainda olhava para a porta fechada. Ele tinha uma filha. Um filho. E uma mulher que ele amava e odiava com a mesma intensidade. Ele não sabia como, mas ele iria reconquistar Victoria. Mesmo que tivesse que enfrentar o próprio Diabo para isso.
— Elijah — Klaus disse, sem desviar o olhar da porta. — Prepare-se. Nós vamos ficar em Mystic Falls por um bom tempo.
— Como desejar, irmão — respondeu Elijah, com um suspiro conformado. — Mas lembre-se: Victoria não é apenas uma bruxa ou uma vampira. Ela é a Rainha que você nunca conseguiu domar. E talvez, desta vez, seja ela quem dite as regras.
O jogo começara, e em uma cidade construída sobre segredos e sangue, a chegada dos Mikaelson era o fósforo que faltava para incendiar o mundo de Victoria Laurel Morningstar. Mas ela era filha do fogo, e não tinha medo de se queimar.
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