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Lua
Фандом: Star wars
Создан: 17.05.2026
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Entre a Sombra e o Sangue
O silêncio nos corredores da Estrela da Morte era absoluto, interrompido apenas pelo som rítmico da respiração mecânica de Darth Vader ao longe e pelo farfalhar da seda negra que compunha as vestes de Darth Roma. Ela caminhava com uma elegância predatória, seus longos cabelos pretos ondulados caindo como uma cascata noturna sobre os ombros pálidos. Em seus dedos, anéis de prata antiga e pedras obscuras brilhavam sob a luz fria da estação espacial, adornos que contrastavam com a brutalidade de sua linhagem.
Roma não era apenas uma Sith. Ela era o sangue do Imperador, a herdeira direta de Palpatine. Seus olhos, negros como o vácuo do espaço, carregavam o peso de um destino que ela não escolhera, mas que abraçara com uma ferocidade gélida. No entanto, por trás da fachada de poder e da lâmina vinho de seu sabre de luz, algo nela ansiava por um tipo de domínio que o Lado Sombrio raramente permitia: o domínio sobre o próprio coração.
Naquela noite, a missão era simples: interrogar um prisioneiro de alto valor capturado nas orlas de Jedha. Um Cavaleiro Jedi chamado Kaelen Sol, conhecido por sua resiliência e por uma conexão com a Força que beirava o poético.
Ao entrar na câmara de detenção, Roma parou. Kaelen estava acorrentado, o peito nu marcado por batalhas recentes, mas seus olhos azuis mantinham uma claridade que a irritava e, ao mesmo tempo, a fascinava.
— Você demorou — disse Kaelen, sua voz rouca mas firme. — Achei que a filha do Imperador tivesse mais pressa em destruir o que resta da Luz.
Roma aproximou-se lentamente, o sabre de luz pendurado em seu cinto balançando levemente. Ela tocou o queixo do Jedi com a ponta de seus dedos frios, sentindo a vibração da Força entre eles.
— A pressa é um erro dos fracos, Jedi — respondeu ela, a voz suave como veludo. — Eu prefiro saborear a queda.
— Você fala de queda — disse ele, forçando um sorriso —, mas sinto um conflito em você que nem mesmo esse manto negro consegue esconder.
Roma apertou o maxilar. Ela acionou seu sabre. A lâmina de cor vinho iluminou a sala com um brilho sinistro e avermelhado, refletindo-se em seus olhos negros.
— Não confunda curiosidade com fraqueza — sibilou ela.
No entanto, o interrogatório não seguiu o curso planejado. Nos dias que se seguiram, Roma retornou àquela cela repetidas vezes. A princípio, por dever. Depois, por uma necessidade que não conseguia explicar. Kaelen não a olhava com ódio, mas com uma compreensão dolorosa. Ele falava de um futuro além da guerra, de um equilíbrio que não exigia a aniquilação do outro.
— Imagine, Roma — disse ele certa noite, enquanto ela se sentava no chão de metal da cela, longe das câmeras de vigilância. — Uma vida onde seu nome não seja um decreto de morte. Onde você possa usar essas joias para celebrar, não para marcar sua posição em uma hierarquia de medo.
— Meu pai me mataria antes que eu pudesse cruzar a fronteira da Orla Exterior — respondeu ela, olhando para as próprias mãos pálidas.
— Então fugiremos para onde ele não possa nos encontrar — Kaelen estendeu a mão, o máximo que as correntes permitiam. — Eu vi em minhas meditações. Uma casa cercada por árvores de folhas prateadas. Crianças correndo... crianças que têm os seus olhos, mas o meu sorriso.
O coração de Roma falhou uma batida. A ideia de uma família, de filhos que não fossem criados para serem armas, era o maior ato de rebeldia que ela poderia imaginar.
A fuga foi sangrenta. Roma traiu a guarda imperial, seu sabre vinho cortando stormtroopers como se fossem papel. Ela libertou Kaelen e, para sua surpresa, não estavam sozinhos. Jax, um desertor Sith que outrora fora seu rival e amante ocasional, os aguardava no hangar.
— Você vai mesmo fazer isso? — perguntou Jax, encostado na rampa de uma nave de carga roubada. — Abandonar o Império por um Jedi?
— Não estou abandonando apenas o Império, Jax — disse Roma, aproximando-se dele. — Estou escolhendo algo real. Venha conosco. Você sabe que Palpatine nunca o perdoará por me deixar escapar.
Jax olhou para Kaelen, depois para Roma. Ele deu um sorriso de lado, sacando seu próprio sabre vermelho.
— Dois maridos e uma herdeira Sith em fuga? O Imperador terá um colapso.
Anos se passaram. O planeta onde se esconderam, um mundo verdejante e esquecido nos mapas estelares, tornou-se o santuário que Kaelen previra.
Roma estava sentada na varanda de madeira de sua casa, observando o pôr do sol duplo. Seus cabelos pretos agora estavam presos em uma trança prática, e ela usava um vestido simples, embora nunca tivesse abandonado seus anéis favoritos.
— Mãe! Olhe o que eu fiz! — gritou um menino de cerca de sete anos, correndo pelo gramado.
Era Valen, o mais velho. Ele levitava três pedras pequenas com uma facilidade impressionante. Atrás dele, uma menina menor, Lyra, tentava imitá-lo, seus olhos negros brilhando com a mesma intensidade dos de Roma.
— Muito bem, Valen — disse Roma, sorrindo enquanto o menino se aproximava. — Mas lembre-se do que seu pai Kaelen ensinou: o controle vem da paz, não da exibição.
— E o que o pai Jax ensinou? — perguntou a pequena Lyra, puxando a saia de Roma.
— Ele ensinou que, se a paz falhar, você deve ser a tempestade — disse Jax, surgindo por trás delas com um feixe de lenha nos braços. Ele beijou o topo da cabeça de Roma. — Como eles estão hoje?
— Fortes — respondeu Roma, sentindo uma mão quente em seu ombro. Era Kaelen, que vinha de dentro da casa com uma bandeja de frutas locais.
— Eles são o equilíbrio — disse Kaelen suavemente. — O sangue de Palpatine purificado pelo amor e pela escolha.
Roma olhou para seus dois companheiros, o Jedi que lhe dera esperança e o Sith que lhe dera lealdade. Ela nunca imaginou que a filha do ser mais temido da galáxia encontraria a paz em um trio improvável e no riso de crianças que carregavam o legado da Força em suas veias.
— Às vezes — começou Roma, pegando a mão de cada um —, eu ainda sinto o chamado da sombra. O frio do espaço.
— E o que você faz quando isso acontece? — perguntou Jax, o tom de voz sério por um momento.
Roma olhou para os filhos brincando, para a lâmina vinho de seu sabre que agora descansava em uma caixa trancada sob a cama, e para a vida que construíra sobre as cinzas de sua antiga identidade.
— Eu olho para vocês — disse ela, sua voz firme e cheia de uma emoção que o Imperador jamais compreenderia. — E lembro que o poder de criar é muito maior do que o poder de destruir.
Naquela noite, sob o brilho das estrelas que um dia ela aspirou governar, Darth Roma — agora apenas Roma — entendeu que sua maior vitória não fora conquistar mundos, mas conquistar o direito de pertencer a alguém, e de permitir que alguém pertencesse a ela. A linhagem dos Palpatine não terminaria em trevas, mas em uma nova luz, forjada no fogo do amor e na coragem de ser livre.
Roma não era apenas uma Sith. Ela era o sangue do Imperador, a herdeira direta de Palpatine. Seus olhos, negros como o vácuo do espaço, carregavam o peso de um destino que ela não escolhera, mas que abraçara com uma ferocidade gélida. No entanto, por trás da fachada de poder e da lâmina vinho de seu sabre de luz, algo nela ansiava por um tipo de domínio que o Lado Sombrio raramente permitia: o domínio sobre o próprio coração.
Naquela noite, a missão era simples: interrogar um prisioneiro de alto valor capturado nas orlas de Jedha. Um Cavaleiro Jedi chamado Kaelen Sol, conhecido por sua resiliência e por uma conexão com a Força que beirava o poético.
Ao entrar na câmara de detenção, Roma parou. Kaelen estava acorrentado, o peito nu marcado por batalhas recentes, mas seus olhos azuis mantinham uma claridade que a irritava e, ao mesmo tempo, a fascinava.
— Você demorou — disse Kaelen, sua voz rouca mas firme. — Achei que a filha do Imperador tivesse mais pressa em destruir o que resta da Luz.
Roma aproximou-se lentamente, o sabre de luz pendurado em seu cinto balançando levemente. Ela tocou o queixo do Jedi com a ponta de seus dedos frios, sentindo a vibração da Força entre eles.
— A pressa é um erro dos fracos, Jedi — respondeu ela, a voz suave como veludo. — Eu prefiro saborear a queda.
— Você fala de queda — disse ele, forçando um sorriso —, mas sinto um conflito em você que nem mesmo esse manto negro consegue esconder.
Roma apertou o maxilar. Ela acionou seu sabre. A lâmina de cor vinho iluminou a sala com um brilho sinistro e avermelhado, refletindo-se em seus olhos negros.
— Não confunda curiosidade com fraqueza — sibilou ela.
No entanto, o interrogatório não seguiu o curso planejado. Nos dias que se seguiram, Roma retornou àquela cela repetidas vezes. A princípio, por dever. Depois, por uma necessidade que não conseguia explicar. Kaelen não a olhava com ódio, mas com uma compreensão dolorosa. Ele falava de um futuro além da guerra, de um equilíbrio que não exigia a aniquilação do outro.
— Imagine, Roma — disse ele certa noite, enquanto ela se sentava no chão de metal da cela, longe das câmeras de vigilância. — Uma vida onde seu nome não seja um decreto de morte. Onde você possa usar essas joias para celebrar, não para marcar sua posição em uma hierarquia de medo.
— Meu pai me mataria antes que eu pudesse cruzar a fronteira da Orla Exterior — respondeu ela, olhando para as próprias mãos pálidas.
— Então fugiremos para onde ele não possa nos encontrar — Kaelen estendeu a mão, o máximo que as correntes permitiam. — Eu vi em minhas meditações. Uma casa cercada por árvores de folhas prateadas. Crianças correndo... crianças que têm os seus olhos, mas o meu sorriso.
O coração de Roma falhou uma batida. A ideia de uma família, de filhos que não fossem criados para serem armas, era o maior ato de rebeldia que ela poderia imaginar.
A fuga foi sangrenta. Roma traiu a guarda imperial, seu sabre vinho cortando stormtroopers como se fossem papel. Ela libertou Kaelen e, para sua surpresa, não estavam sozinhos. Jax, um desertor Sith que outrora fora seu rival e amante ocasional, os aguardava no hangar.
— Você vai mesmo fazer isso? — perguntou Jax, encostado na rampa de uma nave de carga roubada. — Abandonar o Império por um Jedi?
— Não estou abandonando apenas o Império, Jax — disse Roma, aproximando-se dele. — Estou escolhendo algo real. Venha conosco. Você sabe que Palpatine nunca o perdoará por me deixar escapar.
Jax olhou para Kaelen, depois para Roma. Ele deu um sorriso de lado, sacando seu próprio sabre vermelho.
— Dois maridos e uma herdeira Sith em fuga? O Imperador terá um colapso.
Anos se passaram. O planeta onde se esconderam, um mundo verdejante e esquecido nos mapas estelares, tornou-se o santuário que Kaelen previra.
Roma estava sentada na varanda de madeira de sua casa, observando o pôr do sol duplo. Seus cabelos pretos agora estavam presos em uma trança prática, e ela usava um vestido simples, embora nunca tivesse abandonado seus anéis favoritos.
— Mãe! Olhe o que eu fiz! — gritou um menino de cerca de sete anos, correndo pelo gramado.
Era Valen, o mais velho. Ele levitava três pedras pequenas com uma facilidade impressionante. Atrás dele, uma menina menor, Lyra, tentava imitá-lo, seus olhos negros brilhando com a mesma intensidade dos de Roma.
— Muito bem, Valen — disse Roma, sorrindo enquanto o menino se aproximava. — Mas lembre-se do que seu pai Kaelen ensinou: o controle vem da paz, não da exibição.
— E o que o pai Jax ensinou? — perguntou a pequena Lyra, puxando a saia de Roma.
— Ele ensinou que, se a paz falhar, você deve ser a tempestade — disse Jax, surgindo por trás delas com um feixe de lenha nos braços. Ele beijou o topo da cabeça de Roma. — Como eles estão hoje?
— Fortes — respondeu Roma, sentindo uma mão quente em seu ombro. Era Kaelen, que vinha de dentro da casa com uma bandeja de frutas locais.
— Eles são o equilíbrio — disse Kaelen suavemente. — O sangue de Palpatine purificado pelo amor e pela escolha.
Roma olhou para seus dois companheiros, o Jedi que lhe dera esperança e o Sith que lhe dera lealdade. Ela nunca imaginou que a filha do ser mais temido da galáxia encontraria a paz em um trio improvável e no riso de crianças que carregavam o legado da Força em suas veias.
— Às vezes — começou Roma, pegando a mão de cada um —, eu ainda sinto o chamado da sombra. O frio do espaço.
— E o que você faz quando isso acontece? — perguntou Jax, o tom de voz sério por um momento.
Roma olhou para os filhos brincando, para a lâmina vinho de seu sabre que agora descansava em uma caixa trancada sob a cama, e para a vida que construíra sobre as cinzas de sua antiga identidade.
— Eu olho para vocês — disse ela, sua voz firme e cheia de uma emoção que o Imperador jamais compreenderia. — E lembro que o poder de criar é muito maior do que o poder de destruir.
Naquela noite, sob o brilho das estrelas que um dia ela aspirou governar, Darth Roma — agora apenas Roma — entendeu que sua maior vitória não fora conquistar mundos, mas conquistar o direito de pertencer a alguém, e de permitir que alguém pertencesse a ela. A linhagem dos Palpatine não terminaria em trevas, mas em uma nova luz, forjada no fogo do amor e na coragem de ser livre.
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