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o trisal do sal

Фандом: nenhum

Создан: 18.05.2026

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Entre Azulejos e Desejos Ocultos

O corredor do segundo andar da escola estadual estava mergulhado naquele silêncio tenso que precede o sinal da última aula. O cheiro de cera barata e desinfetante de pinho impregnava o ar, misturando-se ao calor abafado da tarde de terça-feira. Ytalo caminhava com as mãos nos bolsos da calça jeans, os passos ecoando levemente no piso de granitina. Ele não precisava olhar para trás para saber que Ivo e Salcedo o seguiam de perto.

A tensão entre os três não era novidade, mas naquela semana algo havia mudado. O que antes eram apenas piadas de duplo sentido e olhares prolongados durante os treinos de educação física, havia se transformado em uma eletricidade palpável, um fio invisível que os conectava e os puxava para a mesma direção.

— O banheiro do bloco C está vazio a essa hora — murmurou Salcedo, sua voz soando mais grave do que o normal.

Ytalo parou diante da porta de metal descascada e empurrou-a. O ambiente estava deserto, iluminado apenas por uma lâmpada fluorescente que piscava ritmicamente, conferindo ao lugar uma atmosfera clandestina. O som da água pingando de uma das torneiras era o único ruído.

— Tranca a porta, Salcedo — ordenou Ytalo, virando-se para encarar os outros dois.

Ivo, o mais baixo e delicado do trio, encostou-se em uma das pias de mármore sintético. Seus olhos grandes e expressivos brilhavam com uma mistura de ansiedade e expectativa. Ele sempre fora o ponto de equilíbrio entre a agressividade contida de Ytalo e a versatilidade imprevisível de Salcedo.

— A gente realmente vai fazer isso aqui? — perguntou Ivo, a voz falhando levemente.

Ytalo aproximou-se, reduzindo a distância até que seus corpos quase se tocassem. Ele levou a mão ao rosto de Ivo, o polegar acariciando o lábio inferior do rapaz.

— Você quer, não quer? — Ytalo perguntou, sua voz era um sussurro rouco. — Eu vejo como você olha para nós dois na sala.

Salcedo, tendo garantido que ninguém entraria, aproximou-se por trás de Ivo, envolvendo a cintura dele com os braços e apoiando o queixo em seu ombro.

— Eu também quero, Ivo — disse Salcedo, sua respiração quente atingindo o pescoço do menor. — E sei que o Ytalo não aguenta mais só imaginar.

Ivo fechou os olhos, entregando-se à sensação de ser o centro das atenções daqueles dois. A escola, as provas, os problemas em casa... tudo parecia desaparecer diante da urgência do agora.

— Eu quero — confessou Ivo, finalmente. — Quero os dois.

Ytalo não perdeu tempo. Ele puxou Ivo para um beijo faminto, uma exploração que misturava a urgência da juventude com um desejo acumulado por meses. Enquanto isso, as mãos de Salcedo começaram a subir por baixo da camiseta de Ivo, mapeando cada centímetro de sua pele quente.

— Calma — murmurou Salcedo entre beijos que distribuía pelo pescoço de Ivo —, temos tempo antes do sinal.

Ytalo separou-se do beijo, ofegante, e olhou para Salcedo. Havia um entendimento mudo entre eles. Ytalo sempre soubera que Salcedo era como ele em muitos aspectos, mas também possuía uma maleabilidade que ele mesmo não tinha.

— Você cuida da frente, eu cuido de trás? — propôs Ytalo, um sorriso de lado surgindo em seu rosto.

Salcedo assentiu, seus olhos brilhando com uma intensidade predatória.

— Com prazer.

Eles levaram Ivo para o box maior, o de acessibilidade, que oferecia um pouco mais de espaço. O som do metal batendo contra a parede de azulejos ecoou no banheiro vazio. Ivo foi colocado contra a parede, as mãos de Ytalo segurando seus pulsos acima da cabeça, enquanto Salcedo se ajoelhava diante dele.

— Vocês vão me enlouquecer — arquejou Ivo, sentindo o contraste do frio dos azulejos com o calor dos corpos que o cercavam.

— Essa é a ideia, pequeno — disse Ytalo, inclinando-se para morder o lóbulo da orelha de Ivo.

A dinâmica entre eles fluía com uma naturalidade surpreendente. Salcedo, movendo-se com uma agilidade que sempre impressionava os outros no campo de futebol, focava em levar Ivo ao limite, enquanto Ytalo mantinha o controle da situação, sua presença dominante ditando o ritmo do encontro.

— Salcedo... — chamou Ytalo, sua voz carregada de comando. — Troca comigo. Quero sentir ele agora.

Salcedo levantou-se, limpando o canto da boca com o polegar, e trocou de posição com Ytalo. Agora era Salcedo quem segurava Ivo, seus corpos colados, enquanto Ytalo se posicionava atrás do menor.

— Está tudo bem? — perguntou Ytalo, sua voz suavizando por um breve momento, a preocupação genuína escondida sob a luxúria.

— Sim — respondeu Ivo, a cabeça jogada para trás, encontrando o ombro de Salcedo. — Por favor, Ytalo.

O que se seguiu foi uma coreografia de suspiros, gemidos contidos e o som abafado de corpos se chocando. O banheiro da escola, um lugar tão comum e mundano, havia se transformado em um santuário de descoberta e prazer. Salcedo alternava entre beijar Ivo e trocar olhares intensos com Ytalo, a conexão entre os três se fortalecendo a cada segundo.

— Você é tão lindo assim, todo entregue — sussurrou Salcedo no ouvido de Ivo, observando como o rosto do rapaz estava corado e seus olhos levemente revirados.

Ytalo, movendo-se com uma determinação firme, sentia cada reação de Ivo. Ele olhou para Salcedo e, por um momento, o tempo parou. Não era apenas sobre sexo; era sobre a confiança de dividir algo tão íntimo com as duas pessoas que mais importavam para ele naquele universo escolar.

— A gente devia ter feito isso antes — comentou Salcedo, a voz entrecortada pelo esforço físico.

— Antes tarde do que nunca — rebateu Ytalo, arrancando um gemido alto de Ivo, que ele apressou-se em abafar com um beijo.

As paredes de azulejo pareciam suar junto com eles. O calor no pequeno box era quase insuportável, mas nenhum deles se importava. Estavam perdidos em um labirinto de sensações que só o desejo proibido poderia proporcionar.

Quando o ápice finalmente os atingiu, um após o outro, o silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som de três respirações pesadas e descompassadas. Ivo estava trêmulo, apoiado inteiramente nos outros dois.

— Caramba — conseguiu dizer Ivo, a voz apenas um fio.

Ytalo afastou-se devagar, ajudando Ivo a se recompor enquanto Salcedo usava a própria camiseta para limpar o suor da testa. Eles se entreolharam, a realidade da escola começando a retornar conforme o som distante de uma porta batendo no corredor os trazia de volta.

— O sinal vai bater em cinco minutos — avisou Salcedo, ajeitando a própria roupa com uma calma que contrastava com o que acabara de acontecer.

Ytalo puxou Ivo para um último beijo, desta vez suave e demorado.

— Você está bem? — perguntou ele, arrumando a gola da camisa de Ivo.

— Estou ótimo — respondeu Ivo, um sorriso genuíno e um pouco travesso surgindo em seus lábios. — Melhor do que em qualquer aula de história.

Eles saíram do box e se agruparam diante do espelho manchado. Três rapazes que, para qualquer observador externo, eram apenas amigos cabulando o final do turno. Mas o brilho nos olhos e a cumplicidade nos gestos contavam uma história diferente.

— Amanhã de novo? — perguntou Salcedo, abrindo a porta do banheiro e verificando o corredor.

Ytalo olhou para Ivo, que assentiu prontamente.

— Amanhã — confirmou Ytalo. — Mas da próxima vez, eu quero o Salcedo no meio.

Salcedo deu uma piscadela e saiu primeiro, seguido por Ivo. Ytalo ficou para trás por um segundo, respirando fundo o ar agora um pouco mais frio do corredor, antes de segui-los, sabendo que a rotina escolar nunca mais seria a mesma.
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