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Miss elbara x mister hotchkiss

Фандом: Fundamental paper education Advanced Class

Создан: 19.05.2026

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Segredos Entre as Sombras de Papel

A escuridão da sala de artes da Paper School parecia pulsar com uma tensão diferente naquela noite. O silêncio habitual dos corredores, geralmente preenchido pelo eco de passos apressados ou pelo som de papel sendo cortado, havia sido substituído por um abafado e denso mistério. Dentro da sala, apenas a luz pálida da lua filtrava-se pelas janelas altas, desenhando silhuetas distorcidas nas paredes repletas de projetos inacabados.

Miss Elbara estava encostada em uma das mesas de madeira maciça de Mister Hotchkiss. Seu uniforme de enfermeira, de um verde vibrante que se destacava mesmo na penumbra, parecia ainda mais justo do que o normal. Os botões rosa-claro brilhavam fracamente, e a fenda lateral de seu vestido revelava a seda das meias verde-claro, presas delicadamente pela cinta-liga branca. Ela levou a mão ao cabelo, ajustando a touca de enfermeira que pendia charmosa para o lado, enquanto o detalhe da injeção vermelha em seus fios parecia um aviso de perigo.

À sua frente, Mister Hotchkiss não exibia a postura rígida de professor de artesanato que os alunos conheciam. Seus olhos brilhavam com uma malícia evidente, um desejo que ele não tentava mais esconder.

— Você sabe que não deveríamos estar aqui, Elbara — murmurou Hotchkiss, sua voz saindo como um rosnado baixo e rouco.

— Regras foram feitas para serem quebradas, Hotchkiss — respondeu ela, um sorriso provocante brincando em seus lábios. — E você nunca foi de seguir o cronograma ao pé da letra.

Sem mais palavras, Elbara começou a desabotoar o uniforme. O som do tecido se abrindo era o único ruído na sala, até que ela se inclinou para a frente e selou seus lábios nos dele. Foi um beijo urgente, carregado de uma fome guardada por semanas de olhares trocados na enfermaria e na sala dos professores. Hotchkiss correspondeu imediatamente, suas mãos grandes e calejadas pelo trabalho manual encontrando a cintura dela, puxando-a para mais perto enquanto ele também se desfazia de suas roupas.

A intimidade entre eles era crua e intensa. Naquele momento, não havia professores, enfermeiras ou notas de alunos; havia apenas o calor da pele e a respiração ofegante que preenchia o espaço vazio.

No entanto, eles não estavam sozinhos.

Do lado de fora, agachados atrás da porta entreaberta de um armário de suprimentos que dava visão para a sala, Marvin e Margret observavam tudo com os olhos arregalados. Os dois irmãos, conhecidos por sua curiosidade às vezes excessiva, haviam ficado na escola até tarde para terminar um projeto de geometria, mas o que encontraram foi uma lição de anatomia que nenhum livro de biologia poderia ensinar.

Marvin sentia seu rosto arder. Ele estava tão vermelho que sua pele parecia brilhar no escuro. Ele tentou desviar o olhar, mas uma curiosidade mórbida o mantinha paralisado.

— Margret, a gente tem que ir embora... agora — sussurrou Marvin, sua voz falhando.

— Shhh! — Margret retrucou, embora estivesse tão vermelha quanto o irmão. As mãos dela cobriam metade do rosto, mas seus dedos estavam bem abertos. — Eu nunca imaginei que o Mister Hotchkiss fosse... assim.

— Ele é o professor de artesanato! Ele deveria estar fazendo cestos, não... aquilo! — Marvin apertou os olhos, mas logo os abriu novamente quando ouviu um gemido baixo vindo da sala.

— Olha a Miss Elbara — Margret murmurou, fascinada e horrorizada ao mesmo tempo. — Ela sempre parece tão calma na enfermaria, dando curativos e injeções.

Lá dentro, o clima esquentava. Hotchkiss havia erguido Elbara para cima da mesa, derrubando alguns potes de tinta e pincéis que caíram no chão com baques surdos, mas nenhum dos dois pareceu se importar. O toque dele era possessivo, explorando cada curva que o uniforme verde costumava esconder. Elbara arqueou as costas, suas unhas cravando-se nos ombros do professor enquanto o prazer começava a dominar seus sentidos.

— Você é... incrível — ofegou Hotchkiss entre beijos no pescoço dela.

— Menos conversa... mais ação — Elbara sussurrou de volta, puxando-o para um novo beijo profundo.

No corredor, Marvin sentiu que suas pernas iam fraquejar. O calor que subia por seu pescoço era insuportável. Ele olhou para Margret, que parecia estar em transe, observando a cena como se estivesse vendo um filme proibido.

— Margret, se nos pegarem aqui, estamos mortos — Marvin insistiu, puxando a manga da irmã. — Literalmente mortos. Você sabe como a Miss Circle reage a alunos fora do horário.

— Só mais um pouco — Margret sussurrou, o rosto queimando de vergonha. — Eu preciso saber se isso termina como nos livros que a mamãe esconde na gaveta.

— Margret! — Marvin exclamou, um pouco alto demais.

Dentro da sala, Hotchkiss parou por um segundo, seus ouvidos atentos captando um som vindo da porta. Elbara, perdida no momento, tentou puxá-lo de volta.

— O que foi? — perguntou ela, a voz carregada de desejo.

— Ouvi alguma coisa — disse Hotchkiss, olhando em direção às sombras do corredor.

O coração de Marvin disparou. Ele agarrou a mão de Margret e, sem esperar por uma resposta, começou a arrastá-la para longe dali, caminhando na ponta dos pés o mais rápido que conseguia. Eles dobraram o corredor, passando pelas salas de aula silenciosas, até chegarem à saída de emergência que levava ao pátio.

Só quando sentiram o ar fresco da noite é que pararam para respirar. Ambos estavam ofegantes, os rostos ainda em tons escarlates.

— Meu Deus — Marvin disse, encostando-se na parede fria de tijolos. — Eu nunca mais vou conseguir olhar para um kit de primeiros socorros da mesma maneira.

— E eu nunca mais vou conseguir entrar na sala de artesanato sem imaginar... aquilo — Margret completou, abanando o rosto com as mãos. — Marvin, a gente não pode contar isso para ninguém.

— Você acha que eu quero que saibam que eu vi o Mister Hotchkiss sem camisa? — Marvin estremeceu. — Isso vai me dar pesadelos por uma semana.

— Ou sonhos interessantes — Margret provocou, embora seu próprio constrangimento fosse evidente.

— Margret! — Marvin a repreendeu, embora um pequeno sorriso nervoso começasse a aparecer em seu rosto.

Enquanto isso, de volta à sala escura, Hotchkiss deu de ombros, decidindo que o som deveria ter sido apenas o prédio "assentando", como as construções antigas costumavam fazer. Ele voltou sua atenção total para Elbara, que o esperava com um olhar que prometia que a noite estava apenas começando.

— Onde estávamos? — Elbara perguntou, envolvendo as pernas na cintura dele.

— Exatamente onde deveríamos estar — respondeu Hotchkiss, mergulhando novamente na penumbra e no calor daquele encontro clandestino.

Naquela noite, a Paper School guardou mais um segredo entre suas paredes de papel e grafite. Um segredo que dois irmãos levariam consigo, mudando para sempre a forma como viam as autoridades daquela instituição tão peculiar. O artesanato e a enfermagem haviam se unido de uma maneira que nenhum currículo escolar jamais ousaria prever.
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