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Ciumes e paciência
Фандом: Red vevelt
Создан: 19.05.2026
Теги
РомантикаДрамаАнгстHurt/ComfortРевностьCharacter studyСеттинг оригинального произведения
Sob as Luzes de Neon e o Peso do Segredo
O Gocheok Sky Dome estava mergulhado em um mar de luzes coloridas, gritos ensurdecedores e o aroma metálico de fogos de artifício recém-disparados. Para o mundo, aquela era a noite mais importante do ano para o K-pop, uma celebração de talento e perfeição. Para Karen, no entanto, era um exercício de resistência e autocontrole.
Sentada com as integrantes de seu grupo em uma das mesas laterais reservadas aos artistas, Karen mantinha a coluna ereta e o rosto esculpido em uma neutralidade profissional. Ela sabia que havia câmeras de fãs focadas nela a cada segundo, capturando cada piscar de olhos para análises minuciosas no Twitter. Mas, por dentro, seu sangue fervia.
A poucos metros de distância, na mesa do Red Velvet, Irene parecia a personificação de uma divindade coreana. O vestido de seda negra abraçava suas curvas com elegância, e o cabelo escuro caía em ondas perfeitas sobre os ombros. Ela era a "Visual da Nação", a mulher que não cometia erros. E, naquele momento, ela estava rindo.
O problema não era o riso em si, mas o motivo dele. Um integrante de um grupo masculino famoso, conhecido por seu charme fácil, havia se inclinado em direção à mesa do Red Velvet para comentar algo. Ele sorria para Irene, e ela, com a polidez impecável que a tornava intocável, retribuiu com um sorriso suave e um aceno de cabeça.
Karen apertou os dedos sobre o tecido de sua saia, sentindo as unhas marcarem a palma da mão.
— Karen, relaxa os ombros — sussurrou uma de suas colegas de grupo, percebendo a tensão. — Você está com a cara de quem vai morder alguém.
— Estou apenas cansada — mentiu Karen, sem desviar o olhar do palco, embora sua visão periférica estivesse totalmente focada em Irene.
A insegurança era uma besta traiçoeira. Karen sabia o que tinha com Irene. Sabia das noites passadas em segredo nos dormitórios, das promessas sussurradas no escuro, do peso da responsabilidade que ambas carregavam por amarem uma mulher em uma indústria que exigia heterossexualidade performática. Mas ver o mundo inteiro jogando homens aos pés de Irene, e ver Irene aceitando essas interações com tamanha naturalidade, fazia Karen se sentir pequena. Um segredo escondido atrás de uma cortina de fumaça.
Do outro lado, Irene sentiu o peso do olhar de Karen. Ela não precisava olhar diretamente para saber onde sua namorada estava ou como ela se sentia. Irene conhecia cada nuance do humor de Karen, desde o brilho de felicidade nos olhos até aquela linha dura que se formava em sua mandíbula quando o ciúme assumia o controle.
Irene sabia que Karen odiava o teatro das premiações. O modo como os idols masculinos tentavam chamar sua atenção era apenas parte do trabalho, uma coreografia social que ela dominava há anos. Mas ela também sabia que Karen, apesar de toda a sua força no palco, tinha um coração vulnerável quando se tratava delas duas.
— Ela está olhando de novo — sussurrou Seulgi ao lado de Irene, escondendo o sorriso atrás da mão. — Se os olhares da Karen fossem lasers, aquele garoto já teria um buraco na testa.
Irene soltou uma risada discreta, ajeitando uma mecha de cabelo.
— Ela é fofa quando está brava — respondeu Irene em um tom quase inaudível. — Mas acho que já passou do limite. Ela não sorriu nem uma vez desde que chegamos.
— O que você vai fazer? — perguntou Seulgi, curiosa.
Irene lançou um olhar rápido para a câmera principal, garantindo que não era o foco no momento.
— Vou lembrá-la de quem eu sou. E de quem ela é para mim.
A oportunidade surgiu durante o intervalo para a troca de cenários no palco principal. As luzes do estádio diminuíram, e o burburinho da plateia se tornou um ruído de fundo. Irene se levantou, pedindo licença às suas colegas, e caminhou em direção ao backstage, sabendo que Karen estaria observando cada passo seu.
Karen não hesitou. Dois minutos depois, ela se levantou, murmurando algo sobre retocar a maquiagem, e seguiu pelo corredor mal iluminado que levava aos camarins e áreas de serviço.
O corredor estava silencioso, um contraste gritante com o caos do palco. Karen caminhava apressadamente, o som de seus saltos ecoando no piso de concreto. Quando ela dobrou a esquina perto de uma saída de emergência pouco utilizada, uma mão a puxou para a penumbra entre dois grandes cases de equipamentos.
— Você está sendo muito óbvia, sabia? — A voz de Irene era um sussurro aveludado, carregado de uma diversão que só serviu para irritar Karen ainda mais.
Karen tentou se soltar, mas Irene a prensou contra a parede fria, mantendo seus corpos próximos o suficiente para que o calor emanasse entre elas.
— Me solta, Joohyun — disse Karen, usando o nome real da outra, o que era um sinal claro de seu descontentamento. — Você tem muitos pretendentes esperando por você lá fora. Não quero atrapalhar sua agenda social.
Irene soltou um riso baixo, seus olhos brilhando na escuridão.
— Então é isso? — Irene deslizou a mão pela cintura de Karen, puxando-a para mais perto. — O grande motivo dessa cara fechada a noite toda é o lero-lero de um garoto que eu mal lembro o nome?
— Ele estava flertando com você. E você estava rindo — rebateu Karen, a voz falhando levemente pela proximidade. — Todo mundo olha para você como se você fosse um troféu que eles podem ganhar. E eu... eu tenho que ficar sentada lá, fingindo que não me importo. Fingindo que sou apenas mais uma colega de trabalho.
Irene suavizou a expressão. Ela estendeu a mão e tocou o rosto de Karen com delicadeza, o polegar acariciando a maçã do rosto da namorada.
— Karen, olhe para mim.
Karen relutou, mas acabou encontrando os olhos escuros e intensos de Irene.
— O mundo pode me olhar como quiser — continuou Irene, a voz agora séria e profunda. — Eles podem projetar todos os desejos e fantasias deles em mim. Mas nenhum deles sabe quem eu sou de verdade. Nenhum deles viu como eu acordo desgrenhada de manhã, ou sabe qual é a minha música favorita quando estou triste. Só você tem isso.
— Às vezes parece que o segredo é pesado demais — sussurrou Karen, a insegurança transparecendo em suas palavras. — Eu queria poder segurar sua mão na frente de todo mundo.
— Eu sei. Eu também queria — Irene suspirou, encostando a testa na de Karen. — Mas não deixe que eles tirem nossa paz. Eu sou sua. E você sabe muito bem disso.
Irene se afastou apenas alguns milímetros, um sorriso travesso surgindo em seus lábios.
— Mas, já que você está tão insegura... talvez eu precise de uma forma mais convincente de fazer você perder essa postura de "gelo" que você está mantendo na frente das câmeras.
Antes que Karen pudesse perguntar o que ela queria dizer, Irene a beijou. Não foi um beijo suave ou casto. Foi um beijo possessivo, carregado de todo o desejo represado da noite. Karen soltou um suspiro abafado, suas mãos subindo para os ombros de Irene, puxando-a para mais perto. Naquele pequeno espaço escondido, entre cabos de som e caixas de metal, a hierarquia do K-pop não existia. Não havia "Irene do Red Velvet" ou "Karen, a idol talentosa". Havia apenas duas mulheres que se pertenciam.
Quando Irene se afastou, seus lábios estavam levemente inchados e seu batom, embora de longa duração, precisava de um ajuste. Karen estava ofegante, as bochechas coradas e o olhar antes frio agora estava nublado de desejo.
— Melhor? — perguntou Irene, com uma sobrancelha erguida.
— Você é impossível — respondeu Karen, tentando recuperar o fôlego e a compostura.
— E você está com a boca suja de batom vermelho — Irene riu, limpando o canto da boca de Karen com o polegar. — Agora, volte para lá. Sorria um pouco. Mostre a eles que você é a idol mais poderosa daquela sala, porque você é a única que tem o coração da "perfeita Irene".
Karen sentiu um calafrio percorrer sua espinha. O ciúme ainda estava lá, em algum lugar, mas o fogo que Irene acendera era muito mais forte.
— Eu vou voltar — disse Karen, ajeitando o próprio vestido. — Mas se aquele garoto chegar perto de você de novo, não garanto que não vou tropeçar "acidentalmente" nele no palco.
Irene soltou uma gargalhada genuína, o som ecoando suavemente pelo corredor.
— Vá logo, boba. Vejo você no dormitório depois da premiação. E Karen?
Karen parou e olhou para trás.
— Eu te amo. Mais do que qualquer flash de câmera ou aplauso.
Karen sentiu o peso em seu peito se dissipar. Ela deu um pequeno sorriso, o primeiro da noite que era verdadeiramente sentido.
— Eu também te amo, Joohyun.
Quando Karen voltou para o seu lugar na arena, a transformação era visível. Ela não estava mais com os braços cruzados ou com o olhar fixo no vazio. Ela se sentou com uma confiança renovada, interagindo com suas colegas e até rindo de uma piada interna.
Quando o Red Velvet subiu ao palco para sua performance, Karen foi a fã número um. Ela assistiu a cada movimento de Irene, mas desta vez, não com medo, mas com o orgulho secreto de quem conhecia a mulher por trás da perfeição.
Irene, durante a coreografia, fez um movimento que não estava exatamente no script — um pequeno toque no coração seguido de um olhar rápido, quase imperceptível para o público, mas direcionado exatamente para onde Karen estava sentada.
Foi um momento de microssegundos, mas para Karen, foi como se o mundo inteiro tivesse parado.
No final da noite, enquanto os grupos se reuniam no palco para os agradecimentos finais e a chuva de papel picado caía sobre eles, Karen e Irene passaram uma pela outra. No meio do caos de ídolos se curvando e fãs gritando, as pontas de seus dedos se tocaram por um breve instante.
Um toque proibido. Um segredo compartilhado.
Karen sorriu para as câmeras, sabendo que, embora o mundo visse duas estranhas em grupos rivais, a realidade era muito mais doce, intensa e inteiramente delas. O segredo era um fardo, sim, mas enquanto tivessem aqueles momentos roubados, ele valia cada segundo de silêncio.
Sentada com as integrantes de seu grupo em uma das mesas laterais reservadas aos artistas, Karen mantinha a coluna ereta e o rosto esculpido em uma neutralidade profissional. Ela sabia que havia câmeras de fãs focadas nela a cada segundo, capturando cada piscar de olhos para análises minuciosas no Twitter. Mas, por dentro, seu sangue fervia.
A poucos metros de distância, na mesa do Red Velvet, Irene parecia a personificação de uma divindade coreana. O vestido de seda negra abraçava suas curvas com elegância, e o cabelo escuro caía em ondas perfeitas sobre os ombros. Ela era a "Visual da Nação", a mulher que não cometia erros. E, naquele momento, ela estava rindo.
O problema não era o riso em si, mas o motivo dele. Um integrante de um grupo masculino famoso, conhecido por seu charme fácil, havia se inclinado em direção à mesa do Red Velvet para comentar algo. Ele sorria para Irene, e ela, com a polidez impecável que a tornava intocável, retribuiu com um sorriso suave e um aceno de cabeça.
Karen apertou os dedos sobre o tecido de sua saia, sentindo as unhas marcarem a palma da mão.
— Karen, relaxa os ombros — sussurrou uma de suas colegas de grupo, percebendo a tensão. — Você está com a cara de quem vai morder alguém.
— Estou apenas cansada — mentiu Karen, sem desviar o olhar do palco, embora sua visão periférica estivesse totalmente focada em Irene.
A insegurança era uma besta traiçoeira. Karen sabia o que tinha com Irene. Sabia das noites passadas em segredo nos dormitórios, das promessas sussurradas no escuro, do peso da responsabilidade que ambas carregavam por amarem uma mulher em uma indústria que exigia heterossexualidade performática. Mas ver o mundo inteiro jogando homens aos pés de Irene, e ver Irene aceitando essas interações com tamanha naturalidade, fazia Karen se sentir pequena. Um segredo escondido atrás de uma cortina de fumaça.
Do outro lado, Irene sentiu o peso do olhar de Karen. Ela não precisava olhar diretamente para saber onde sua namorada estava ou como ela se sentia. Irene conhecia cada nuance do humor de Karen, desde o brilho de felicidade nos olhos até aquela linha dura que se formava em sua mandíbula quando o ciúme assumia o controle.
Irene sabia que Karen odiava o teatro das premiações. O modo como os idols masculinos tentavam chamar sua atenção era apenas parte do trabalho, uma coreografia social que ela dominava há anos. Mas ela também sabia que Karen, apesar de toda a sua força no palco, tinha um coração vulnerável quando se tratava delas duas.
— Ela está olhando de novo — sussurrou Seulgi ao lado de Irene, escondendo o sorriso atrás da mão. — Se os olhares da Karen fossem lasers, aquele garoto já teria um buraco na testa.
Irene soltou uma risada discreta, ajeitando uma mecha de cabelo.
— Ela é fofa quando está brava — respondeu Irene em um tom quase inaudível. — Mas acho que já passou do limite. Ela não sorriu nem uma vez desde que chegamos.
— O que você vai fazer? — perguntou Seulgi, curiosa.
Irene lançou um olhar rápido para a câmera principal, garantindo que não era o foco no momento.
— Vou lembrá-la de quem eu sou. E de quem ela é para mim.
A oportunidade surgiu durante o intervalo para a troca de cenários no palco principal. As luzes do estádio diminuíram, e o burburinho da plateia se tornou um ruído de fundo. Irene se levantou, pedindo licença às suas colegas, e caminhou em direção ao backstage, sabendo que Karen estaria observando cada passo seu.
Karen não hesitou. Dois minutos depois, ela se levantou, murmurando algo sobre retocar a maquiagem, e seguiu pelo corredor mal iluminado que levava aos camarins e áreas de serviço.
O corredor estava silencioso, um contraste gritante com o caos do palco. Karen caminhava apressadamente, o som de seus saltos ecoando no piso de concreto. Quando ela dobrou a esquina perto de uma saída de emergência pouco utilizada, uma mão a puxou para a penumbra entre dois grandes cases de equipamentos.
— Você está sendo muito óbvia, sabia? — A voz de Irene era um sussurro aveludado, carregado de uma diversão que só serviu para irritar Karen ainda mais.
Karen tentou se soltar, mas Irene a prensou contra a parede fria, mantendo seus corpos próximos o suficiente para que o calor emanasse entre elas.
— Me solta, Joohyun — disse Karen, usando o nome real da outra, o que era um sinal claro de seu descontentamento. — Você tem muitos pretendentes esperando por você lá fora. Não quero atrapalhar sua agenda social.
Irene soltou um riso baixo, seus olhos brilhando na escuridão.
— Então é isso? — Irene deslizou a mão pela cintura de Karen, puxando-a para mais perto. — O grande motivo dessa cara fechada a noite toda é o lero-lero de um garoto que eu mal lembro o nome?
— Ele estava flertando com você. E você estava rindo — rebateu Karen, a voz falhando levemente pela proximidade. — Todo mundo olha para você como se você fosse um troféu que eles podem ganhar. E eu... eu tenho que ficar sentada lá, fingindo que não me importo. Fingindo que sou apenas mais uma colega de trabalho.
Irene suavizou a expressão. Ela estendeu a mão e tocou o rosto de Karen com delicadeza, o polegar acariciando a maçã do rosto da namorada.
— Karen, olhe para mim.
Karen relutou, mas acabou encontrando os olhos escuros e intensos de Irene.
— O mundo pode me olhar como quiser — continuou Irene, a voz agora séria e profunda. — Eles podem projetar todos os desejos e fantasias deles em mim. Mas nenhum deles sabe quem eu sou de verdade. Nenhum deles viu como eu acordo desgrenhada de manhã, ou sabe qual é a minha música favorita quando estou triste. Só você tem isso.
— Às vezes parece que o segredo é pesado demais — sussurrou Karen, a insegurança transparecendo em suas palavras. — Eu queria poder segurar sua mão na frente de todo mundo.
— Eu sei. Eu também queria — Irene suspirou, encostando a testa na de Karen. — Mas não deixe que eles tirem nossa paz. Eu sou sua. E você sabe muito bem disso.
Irene se afastou apenas alguns milímetros, um sorriso travesso surgindo em seus lábios.
— Mas, já que você está tão insegura... talvez eu precise de uma forma mais convincente de fazer você perder essa postura de "gelo" que você está mantendo na frente das câmeras.
Antes que Karen pudesse perguntar o que ela queria dizer, Irene a beijou. Não foi um beijo suave ou casto. Foi um beijo possessivo, carregado de todo o desejo represado da noite. Karen soltou um suspiro abafado, suas mãos subindo para os ombros de Irene, puxando-a para mais perto. Naquele pequeno espaço escondido, entre cabos de som e caixas de metal, a hierarquia do K-pop não existia. Não havia "Irene do Red Velvet" ou "Karen, a idol talentosa". Havia apenas duas mulheres que se pertenciam.
Quando Irene se afastou, seus lábios estavam levemente inchados e seu batom, embora de longa duração, precisava de um ajuste. Karen estava ofegante, as bochechas coradas e o olhar antes frio agora estava nublado de desejo.
— Melhor? — perguntou Irene, com uma sobrancelha erguida.
— Você é impossível — respondeu Karen, tentando recuperar o fôlego e a compostura.
— E você está com a boca suja de batom vermelho — Irene riu, limpando o canto da boca de Karen com o polegar. — Agora, volte para lá. Sorria um pouco. Mostre a eles que você é a idol mais poderosa daquela sala, porque você é a única que tem o coração da "perfeita Irene".
Karen sentiu um calafrio percorrer sua espinha. O ciúme ainda estava lá, em algum lugar, mas o fogo que Irene acendera era muito mais forte.
— Eu vou voltar — disse Karen, ajeitando o próprio vestido. — Mas se aquele garoto chegar perto de você de novo, não garanto que não vou tropeçar "acidentalmente" nele no palco.
Irene soltou uma gargalhada genuína, o som ecoando suavemente pelo corredor.
— Vá logo, boba. Vejo você no dormitório depois da premiação. E Karen?
Karen parou e olhou para trás.
— Eu te amo. Mais do que qualquer flash de câmera ou aplauso.
Karen sentiu o peso em seu peito se dissipar. Ela deu um pequeno sorriso, o primeiro da noite que era verdadeiramente sentido.
— Eu também te amo, Joohyun.
Quando Karen voltou para o seu lugar na arena, a transformação era visível. Ela não estava mais com os braços cruzados ou com o olhar fixo no vazio. Ela se sentou com uma confiança renovada, interagindo com suas colegas e até rindo de uma piada interna.
Quando o Red Velvet subiu ao palco para sua performance, Karen foi a fã número um. Ela assistiu a cada movimento de Irene, mas desta vez, não com medo, mas com o orgulho secreto de quem conhecia a mulher por trás da perfeição.
Irene, durante a coreografia, fez um movimento que não estava exatamente no script — um pequeno toque no coração seguido de um olhar rápido, quase imperceptível para o público, mas direcionado exatamente para onde Karen estava sentada.
Foi um momento de microssegundos, mas para Karen, foi como se o mundo inteiro tivesse parado.
No final da noite, enquanto os grupos se reuniam no palco para os agradecimentos finais e a chuva de papel picado caía sobre eles, Karen e Irene passaram uma pela outra. No meio do caos de ídolos se curvando e fãs gritando, as pontas de seus dedos se tocaram por um breve instante.
Um toque proibido. Um segredo compartilhado.
Karen sorriu para as câmeras, sabendo que, embora o mundo visse duas estranhas em grupos rivais, a realidade era muito mais doce, intensa e inteiramente delas. O segredo era um fardo, sim, mas enquanto tivessem aqueles momentos roubados, ele valia cada segundo de silêncio.
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