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*ENTRE PESADELO E CAFUNÉ*
Фандом: Sla
Создан: 21.05.2026
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РомантикаФэнтезиHurt/ComfortАнгстФлаффЗанавесочная историяCharacter study
O Porto Seguro entre Chifres e Escamas
O silêncio da madrugada no castelo isolado era denso, quebrado apenas pelo som do vento uivando contra as janelas de pedra. Lá dentro, o quarto de Isaac e Safira era um refúgio de calor e suavidade, ou pelo menos deveria ser. As paredes, decoradas com tapeçarias que contavam histórias de reinos esquecidos, pareciam observar o casal adormecido na imensa cama de dossel.
Isaac, uma figura imponente de quase dois metros, estava encolhido de uma forma que contrastava com seu tamanho. Seus pelos brancos, curtos e macios como veludo, brilhavam sob a luz fraca da lua. As grandes orelhas de lince captavam sons que nenhum humano poderia ouvir, mas no momento, elas estavam abaixadas, tensas. Suas asas peludas, reduzidas ao tamanho de um manto sobre suas costas, tremiam levemente.
O ar ao redor da cama começou a mudar. A temperatura caiu drasticamente, transformando a respiração em pequenas nuvens de neblina. Isaac estava mergulhado em um abismo de memórias. Ele via as correntes de ferro frio, sentia o cheiro de mofo das masmorras onde fora mantido por humanos que só viam nele uma mercadoria valiosa. Ele ouvia as vozes gananciosas discutindo o preço de seus olhos tricolores, as joias raras que ele carregava no rosto. Naquele pesadelo, ele estava sozinho, e Safira não passava de uma miragem distante que ele não conseguia alcançar.
Safira, cujo sono era leve como a bruma do mar, sentiu o frio repentino. Ela abriu os olhos azuis, profundos como o oceano, e imediatamente notou a agitação de Isaac. A pele negra dela brilhava suavemente, um contraste lindo contra os lençóis claros. Ela se apoiou no cotovelo, observando o peito largo dele subir e descer em um ritmo frenético.
— Isaac? — ela sussurrou, a voz carregada de uma doçura divina.
Ela estendeu a mão, tentando tocar o ombro dele, mas Isaac estava perdido demais. Ele soltou um rosnado baixo, um som de dor e medo que partiu o coração dela. Safira tentou chamá-lo novamente, aproximando-se para acariciar a base de seus grandes chifres brancos, mas antes que pudesse encostar, ele deu um solavanco.
Isaac sentou-se na cama com um pulo, os olhos arregalados e as pupilas trocadas dilatadas pelo pânico. Ele arquejava, buscando o ar que parecia ter sumido de seus pulmões. O suor frio escorria por sua testa, escondida sob os longos cabelos brancos que ele insistia em deixar cair sobre o rosto para esconder seus olhos "amaldiçoados".
— Isaac, sou eu. Respire... — Safira disse, a voz calma, embora estivesse assustada com a violência do despertar dele. — Está tudo bem, você está em casa.
Ele não respondeu de imediato. Seus olhos azul e amarelo focaram nela, mas ainda pareciam ver os fantasmas do passado. O desespero em seu rosto era palpável; ele olhou para os lados, como se verificasse se as paredes do quarto ainda eram de pedra e não de grades de ferro. Somente quando o som da voz dela finalmente penetrou a névoa de terror em sua mente, ele relaxou os ombros, soltando um longo e trêmulo suspiro.
Safira não esperou por um convite. Ela deslizou pela cama e envolveu o braço dele, puxando-o para um abraço apertado.
— Eu estou aqui — ela murmurou contra o peito dele. — Eu não fui a lugar nenhum. Está tudo bem agora.
Isaac enterrou o rosto no pescoço dela, sentindo o perfume de brisa marinha que sempre emanava de sua pele. Para ele, aquele pesadelo era uma prova de sua fraqueza. Como um demônio de gelo, um ser que deveria ser temido e respeitado, podia ser tão vulnerável a sombras do passado? Ele se sentia pequeno diante da força silenciosa de Safira.
— Me desculpe... — a voz dele saiu rouca, quase um sussurro. — Eu esfriei o quarto de novo. Eu sou um desastre.
— Você não é um desastre — Safira rebateu prontamente, afastando-se apenas o suficiente para olhar no fundo dos olhos dele, mesmo com o cabelo atrapalhando. — Você teve um sonho ruim. Isso acontece com todos, Isaac. Até com demônios de gelo gigantes e teimosos.
Ela se deitou novamente, puxando o cobertor pesado e batendo no espaço ao seu lado.
— Vem, gatinho — disse ela com um sorriso travesso, usando o apelido que só ela tinha permissão de usar. — Deita aqui e me abraça. Eu preciso de você para me aquecer agora que você transformou o quarto em uma geladeira.
Isaac hesitou por um segundo, mas a necessidade de senti-la era maior que seu orgulho. Ele se acomodou ao lado dela, permitindo que Safira o puxasse para perto. Ela começou a fazer carinho em sua cabeça, as pontas dos dedos massageando a base das orelhas de lince, um ponto que sempre o fazia desarmar completamente.
Ele encostou o ouvido no peito dela, fechando os olhos enquanto ouvia as batidas ritmadas do coração de Safira. Era o som mais reconfortante do mundo. Ali, cercado pelo calor dela e pelo toque gentil, o gelo em sua alma começava a derreter.
— Eu tive tanto medo de você não estar aqui — ele confessou, a voz abafada pelos lençóis. — No sonho, eles tinham levado você primeiro. Eu não conseguia te proteger.
— Ninguém vai me levar, Isaac — ela disse, apertando-o como se ele fosse uma pelúcia branca gigante. — E se tentarem, eu acho que eles teriam um problema sério com uma certa herdeira de anjos e seus poderes marinhos. Mas, acima de tudo, eles teriam que passar por você. E eu sei que você nunca deixaria.
Isaac relaxou um pouco mais. O carinho nas orelhas o fazia ronronar baixinho, um som vibrante que ecoava pelo peito dele. Safira adorava aquele som; era a prova de que ele se sentia seguro. Ela o amava por inteiro: os chifres imponentes, a cauda peluda que agora se enrolava na perna dela, e principalmente aqueles olhos que ele tanto odiava, mas que ela considerava as joias mais lindas da criação.
De repente, Isaac se moveu. Com uma agilidade que pegou Safira de surpresa, ele se levantou levemente sobre ela. Seus olhos brilhavam com uma intensidade nova, uma mistura de carência e uma possessividade doce. Sem dizer uma palavra, ele segurou a barra da blusa de seda que ela usava para dormir e a puxou para cima.
— Isaac! O que é isso? — Safira exclamou, o rosto subitamente quente, ficando de um tom de vermelho profundo que se destacava em sua pele negra.
Ele não respondeu com palavras. Isaac simplesmente descartou a peça de roupa e se aconchegou novamente, mas desta vez, buscando o contato direto de pele com pele. Ele enterrou o rosto entre os seios dela, abraçando a cintura de Safira com uma força que demonstrava o quanto ele precisava daquela conexão física para se ancorar na realidade.
Safira soltou um suspiro, metade surpresa, metade rendida. Ela sentiu o coração dele batendo contra o seu, o calor da pele dele — que agora voltava à temperatura normal — e o peso reconfortante de seu corpo. Ela passou os braços pelo pescoço dele, enterrando os dedos nos longos cabelos brancos.
— Você é muito carente quando quer, sabia? — ela sussurrou, embora não houvesse nenhuma reclamação em seu tom.
— Eu só preciso de você — ele murmurou, a voz vibrando contra a pele dela. — Só de você.
Safira sorriu, fechando os olhos e deixando que seus poderes divinos e marinhos criassem uma aura de paz ao redor deles. Ela sabia que os pesadelos voltariam em outras noites, que a insegurança dele sobre seus olhos e sua natureza ainda levaria tempo para cicatrizar. Mas, enquanto estivessem assim, entrelaçados na escuridão protetora do quarto, nada no mundo poderia feri-lo.
— Eu te amo, meu demônio de gelo — ela disse baixinho, quase pegando no sono.
— Eu te amo, minha anjinha — ele respondeu, finalmente fechando os olhos para um sono sem sonhos, protegido pelo único ser que o via não como uma criatura a ser vendida, mas como um coração a ser amado.
Isaac, uma figura imponente de quase dois metros, estava encolhido de uma forma que contrastava com seu tamanho. Seus pelos brancos, curtos e macios como veludo, brilhavam sob a luz fraca da lua. As grandes orelhas de lince captavam sons que nenhum humano poderia ouvir, mas no momento, elas estavam abaixadas, tensas. Suas asas peludas, reduzidas ao tamanho de um manto sobre suas costas, tremiam levemente.
O ar ao redor da cama começou a mudar. A temperatura caiu drasticamente, transformando a respiração em pequenas nuvens de neblina. Isaac estava mergulhado em um abismo de memórias. Ele via as correntes de ferro frio, sentia o cheiro de mofo das masmorras onde fora mantido por humanos que só viam nele uma mercadoria valiosa. Ele ouvia as vozes gananciosas discutindo o preço de seus olhos tricolores, as joias raras que ele carregava no rosto. Naquele pesadelo, ele estava sozinho, e Safira não passava de uma miragem distante que ele não conseguia alcançar.
Safira, cujo sono era leve como a bruma do mar, sentiu o frio repentino. Ela abriu os olhos azuis, profundos como o oceano, e imediatamente notou a agitação de Isaac. A pele negra dela brilhava suavemente, um contraste lindo contra os lençóis claros. Ela se apoiou no cotovelo, observando o peito largo dele subir e descer em um ritmo frenético.
— Isaac? — ela sussurrou, a voz carregada de uma doçura divina.
Ela estendeu a mão, tentando tocar o ombro dele, mas Isaac estava perdido demais. Ele soltou um rosnado baixo, um som de dor e medo que partiu o coração dela. Safira tentou chamá-lo novamente, aproximando-se para acariciar a base de seus grandes chifres brancos, mas antes que pudesse encostar, ele deu um solavanco.
Isaac sentou-se na cama com um pulo, os olhos arregalados e as pupilas trocadas dilatadas pelo pânico. Ele arquejava, buscando o ar que parecia ter sumido de seus pulmões. O suor frio escorria por sua testa, escondida sob os longos cabelos brancos que ele insistia em deixar cair sobre o rosto para esconder seus olhos "amaldiçoados".
— Isaac, sou eu. Respire... — Safira disse, a voz calma, embora estivesse assustada com a violência do despertar dele. — Está tudo bem, você está em casa.
Ele não respondeu de imediato. Seus olhos azul e amarelo focaram nela, mas ainda pareciam ver os fantasmas do passado. O desespero em seu rosto era palpável; ele olhou para os lados, como se verificasse se as paredes do quarto ainda eram de pedra e não de grades de ferro. Somente quando o som da voz dela finalmente penetrou a névoa de terror em sua mente, ele relaxou os ombros, soltando um longo e trêmulo suspiro.
Safira não esperou por um convite. Ela deslizou pela cama e envolveu o braço dele, puxando-o para um abraço apertado.
— Eu estou aqui — ela murmurou contra o peito dele. — Eu não fui a lugar nenhum. Está tudo bem agora.
Isaac enterrou o rosto no pescoço dela, sentindo o perfume de brisa marinha que sempre emanava de sua pele. Para ele, aquele pesadelo era uma prova de sua fraqueza. Como um demônio de gelo, um ser que deveria ser temido e respeitado, podia ser tão vulnerável a sombras do passado? Ele se sentia pequeno diante da força silenciosa de Safira.
— Me desculpe... — a voz dele saiu rouca, quase um sussurro. — Eu esfriei o quarto de novo. Eu sou um desastre.
— Você não é um desastre — Safira rebateu prontamente, afastando-se apenas o suficiente para olhar no fundo dos olhos dele, mesmo com o cabelo atrapalhando. — Você teve um sonho ruim. Isso acontece com todos, Isaac. Até com demônios de gelo gigantes e teimosos.
Ela se deitou novamente, puxando o cobertor pesado e batendo no espaço ao seu lado.
— Vem, gatinho — disse ela com um sorriso travesso, usando o apelido que só ela tinha permissão de usar. — Deita aqui e me abraça. Eu preciso de você para me aquecer agora que você transformou o quarto em uma geladeira.
Isaac hesitou por um segundo, mas a necessidade de senti-la era maior que seu orgulho. Ele se acomodou ao lado dela, permitindo que Safira o puxasse para perto. Ela começou a fazer carinho em sua cabeça, as pontas dos dedos massageando a base das orelhas de lince, um ponto que sempre o fazia desarmar completamente.
Ele encostou o ouvido no peito dela, fechando os olhos enquanto ouvia as batidas ritmadas do coração de Safira. Era o som mais reconfortante do mundo. Ali, cercado pelo calor dela e pelo toque gentil, o gelo em sua alma começava a derreter.
— Eu tive tanto medo de você não estar aqui — ele confessou, a voz abafada pelos lençóis. — No sonho, eles tinham levado você primeiro. Eu não conseguia te proteger.
— Ninguém vai me levar, Isaac — ela disse, apertando-o como se ele fosse uma pelúcia branca gigante. — E se tentarem, eu acho que eles teriam um problema sério com uma certa herdeira de anjos e seus poderes marinhos. Mas, acima de tudo, eles teriam que passar por você. E eu sei que você nunca deixaria.
Isaac relaxou um pouco mais. O carinho nas orelhas o fazia ronronar baixinho, um som vibrante que ecoava pelo peito dele. Safira adorava aquele som; era a prova de que ele se sentia seguro. Ela o amava por inteiro: os chifres imponentes, a cauda peluda que agora se enrolava na perna dela, e principalmente aqueles olhos que ele tanto odiava, mas que ela considerava as joias mais lindas da criação.
De repente, Isaac se moveu. Com uma agilidade que pegou Safira de surpresa, ele se levantou levemente sobre ela. Seus olhos brilhavam com uma intensidade nova, uma mistura de carência e uma possessividade doce. Sem dizer uma palavra, ele segurou a barra da blusa de seda que ela usava para dormir e a puxou para cima.
— Isaac! O que é isso? — Safira exclamou, o rosto subitamente quente, ficando de um tom de vermelho profundo que se destacava em sua pele negra.
Ele não respondeu com palavras. Isaac simplesmente descartou a peça de roupa e se aconchegou novamente, mas desta vez, buscando o contato direto de pele com pele. Ele enterrou o rosto entre os seios dela, abraçando a cintura de Safira com uma força que demonstrava o quanto ele precisava daquela conexão física para se ancorar na realidade.
Safira soltou um suspiro, metade surpresa, metade rendida. Ela sentiu o coração dele batendo contra o seu, o calor da pele dele — que agora voltava à temperatura normal — e o peso reconfortante de seu corpo. Ela passou os braços pelo pescoço dele, enterrando os dedos nos longos cabelos brancos.
— Você é muito carente quando quer, sabia? — ela sussurrou, embora não houvesse nenhuma reclamação em seu tom.
— Eu só preciso de você — ele murmurou, a voz vibrando contra a pele dela. — Só de você.
Safira sorriu, fechando os olhos e deixando que seus poderes divinos e marinhos criassem uma aura de paz ao redor deles. Ela sabia que os pesadelos voltariam em outras noites, que a insegurança dele sobre seus olhos e sua natureza ainda levaria tempo para cicatrizar. Mas, enquanto estivessem assim, entrelaçados na escuridão protetora do quarto, nada no mundo poderia feri-lo.
— Eu te amo, meu demônio de gelo — ela disse baixinho, quase pegando no sono.
— Eu te amo, minha anjinha — ele respondeu, finalmente fechando os olhos para um sono sem sonhos, protegido pelo único ser que o via não como uma criatura a ser vendida, mas como um coração a ser amado.
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