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Sequestrador da noire
Фандом: Obcecivo
Создан: 21.05.2026
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O Brilho da Traição sob o Luar
A escuridão da BR-101 parecia engolir os faróis do meu carro à medida que o motor tossia e, finalmente, entregava os pontos. O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor, quebrado apenas pelo estalo do metal esfriando e pelo vento uivante que cortava as frestas da janela. Eu estava a quilômetros da cidade mais próxima, sozinha, com vinte anos e uma sensação crescente de vulnerabilidade que nem mesmo meus 1,78 de altura e meu corpo esguio podiam esconder.
Saí do veículo, tremendo sob o fino tecido do meu vestido rosa favorito. O ar gelado da noite castigava minha pele, contrastando com a maquiagem impecável e o cabelo cuidadosamente alinhado que eu havia preparado para aquela viagem. Eu parecia uma boneca de porcelana perdida em um cenário de filme de terror. Abri o capô, fingindo entender algo sobre mecânica, enquanto meus olhos azuis varriam o acostamento em busca de qualquer sinal de perigo ou de salvação.
O mundo hoje em dia era um lugar cruel. Uma mulher sozinha, à noite, em uma estrada deserta, era o alvo perfeito. O medo era uma agulha gelada espetando minha espinha.
Foi quando ouvi o rugido.
Um som grave, potente, que vibrava no asfalto e no meu peito. Uma motocicleta imensa, uma daquelas máquinas de alta cilindrada que pareciam feras de metal, surgiu da escuridão. O farol alto me cegou por um instante, e meu coração disparou. "É agora", pensei, apertando as mãos contra o peito.
A moto reduziu a velocidade e parou com precisão cirúrgica a poucos metros da frente do meu carro. O piloto desligou o motor, e o silêncio retornou, mas agora carregado de uma eletricidade diferente. Ele desceu da moto com movimentos fluidos e poderosos. Quando ele retirou o capacete, meu fôlego simplesmente sumiu.
Ele era a definição de uma presença avassaladora. Alto, com ombros largos que pareciam ocupar todo o horizonte, e uma musculatura que a camiseta preta colada não fazia questão de esconder. O peito era largo, definido, e cada movimento que ele fazia exalava uma força bruta contida. Seus cabelos pretos estavam levemente bagunçados pelo capacete, e seus olhos castanhos, intensos e profundos, fixaram-se em mim com uma curiosidade que me fez corar instantaneamente.
— Problemas com o motor, moça? — A voz dele era um barítono profundo, levemente rouca, que pareceu aquecer o ar frio ao meu redor.
— Eu... eu acho que sim. Ele simplesmente parou — respondi, tentando manter a voz firme apesar do tremor causado pelo frio.
Ele se aproximou, e eu me senti pequena pela primeira vez na vida, apesar da minha altura. Ele era um gigante de beleza rústica.
— Meu nome é Erick Makevic — disse ele, parando a uma distância respeitosa, mas ainda perto o suficiente para que eu sentisse o aroma de couro e um perfume amadeirado caro. — Não é seguro ficar aqui sozinha. Onde você mora?
— Eu moro na cidade vizinha. Trabalho em uma loja de roupas lá — expliquei, relaxando um pouco sob o olhar dele, que parecia tão protetor e gentil. — Eu estava voltando de visita aos meus pais.
Erick inclinou-se sobre o motor, e eu não pude deixar de admirar a largura de suas costas. Ele parecia um porto seguro em meio ao caos daquela estrada.
— Parece que a correia dentada se foi — diagnosticou ele, limpando as mãos em um pano que tirou do bolso. — Não tem como consertar isso aqui no acostamento.
— Ah, não... — Suspirei, abraçando meus próprios braços. O frio estava se tornando insuportável, e o cansaço da viagem começou a pesar em minhas pálpebras.
— Ei, não se preocupe — disse ele, aproximando-se. — Eu posso te ajudar. Você parece exausta.
— Eu estou. E com muito frio — admiti, sentindo meus dentes começarem a bater.
Erick deu um passo à frente e, de forma surpreendentemente delicada para um homem do seu tamanho, envolveu-me em seus braços. O calor que emanava de seu corpo era hipnótico. O peito largo e definido contra o qual eu fui pressionada parecia a única coisa sólida e real no mundo. Era como se, naquele abraço, todo o medo tivesse sido drenado de mim.
— Pode relaxar — sussurrou ele perto do meu ouvido. — Eu cuido de tudo. Descanse um pouco.
Eu estava tão cansada, tão vulnerável, que minhas pernas fraquejaram. Deixei minha cabeça pender contra o ombro dele. O perfume dele, o calor, a segurança... meus olhos se fecharam. Eu estava literalmente dormindo de pé nos braços de Erick Makevic.
Senti quando ele me pegou no colo, o movimento suave de me carregar como se eu não pesasse absolutamente nada. Ouvi o som da porta do meu próprio carro abrindo e senti o estofado do banco do passageiro sob meu corpo.
— Erick... — murmurei, em um estado de semiconsciência, sentindo-me grata por ter encontrado um cavalheiro em meio à escuridão.
— Shhh... — a voz dele agora soava diferente. Não era mais apenas gentil; havia uma nota de possessividade, algo sombrio e denso que eu estava cansada demais para processar. — Durma, minha boneca.
Meus olhos se abriram levemente por um reflexo de sobrevivência. Vi Erick, mas ele não estava mais sorrindo. Ele estava colocando uma máscara preta que cobria metade de seu rosto, deixando apenas aqueles olhos castanhos, agora brilhando com uma intensidade predatória, visíveis.
Antes que eu pudesse gritar ou entender o que estava acontecendo, vi um pequeno dispositivo em sua mão. Um clique seco soou, e uma névoa fina e inodora foi liberada diretamente em direção ao meu rosto.
Eu tentei tossir, tentei afastar a mão dele, mas meus músculos se transformaram em gelatina instantaneamente. O sedativo agiu com uma rapidez aterrorizante. O rosto de Erick foi a última coisa que vi, a imagem de um caçador que finalmente havia encurralado sua presa mais preciosa.
— Você é linda demais para ficar solta por aí — ouvi sua voz, abafada pela máscara, mas carregada de uma satisfação arrepiante. — Agora, você é minha.
A escuridão total me reivindicou, apagando o brilho das estrelas e o som do vento, deixando-me à mercê do homem que eu julguei ser meu salvador, mas que era, na verdade, o meu maior pesadelo.
Saí do veículo, tremendo sob o fino tecido do meu vestido rosa favorito. O ar gelado da noite castigava minha pele, contrastando com a maquiagem impecável e o cabelo cuidadosamente alinhado que eu havia preparado para aquela viagem. Eu parecia uma boneca de porcelana perdida em um cenário de filme de terror. Abri o capô, fingindo entender algo sobre mecânica, enquanto meus olhos azuis varriam o acostamento em busca de qualquer sinal de perigo ou de salvação.
O mundo hoje em dia era um lugar cruel. Uma mulher sozinha, à noite, em uma estrada deserta, era o alvo perfeito. O medo era uma agulha gelada espetando minha espinha.
Foi quando ouvi o rugido.
Um som grave, potente, que vibrava no asfalto e no meu peito. Uma motocicleta imensa, uma daquelas máquinas de alta cilindrada que pareciam feras de metal, surgiu da escuridão. O farol alto me cegou por um instante, e meu coração disparou. "É agora", pensei, apertando as mãos contra o peito.
A moto reduziu a velocidade e parou com precisão cirúrgica a poucos metros da frente do meu carro. O piloto desligou o motor, e o silêncio retornou, mas agora carregado de uma eletricidade diferente. Ele desceu da moto com movimentos fluidos e poderosos. Quando ele retirou o capacete, meu fôlego simplesmente sumiu.
Ele era a definição de uma presença avassaladora. Alto, com ombros largos que pareciam ocupar todo o horizonte, e uma musculatura que a camiseta preta colada não fazia questão de esconder. O peito era largo, definido, e cada movimento que ele fazia exalava uma força bruta contida. Seus cabelos pretos estavam levemente bagunçados pelo capacete, e seus olhos castanhos, intensos e profundos, fixaram-se em mim com uma curiosidade que me fez corar instantaneamente.
— Problemas com o motor, moça? — A voz dele era um barítono profundo, levemente rouca, que pareceu aquecer o ar frio ao meu redor.
— Eu... eu acho que sim. Ele simplesmente parou — respondi, tentando manter a voz firme apesar do tremor causado pelo frio.
Ele se aproximou, e eu me senti pequena pela primeira vez na vida, apesar da minha altura. Ele era um gigante de beleza rústica.
— Meu nome é Erick Makevic — disse ele, parando a uma distância respeitosa, mas ainda perto o suficiente para que eu sentisse o aroma de couro e um perfume amadeirado caro. — Não é seguro ficar aqui sozinha. Onde você mora?
— Eu moro na cidade vizinha. Trabalho em uma loja de roupas lá — expliquei, relaxando um pouco sob o olhar dele, que parecia tão protetor e gentil. — Eu estava voltando de visita aos meus pais.
Erick inclinou-se sobre o motor, e eu não pude deixar de admirar a largura de suas costas. Ele parecia um porto seguro em meio ao caos daquela estrada.
— Parece que a correia dentada se foi — diagnosticou ele, limpando as mãos em um pano que tirou do bolso. — Não tem como consertar isso aqui no acostamento.
— Ah, não... — Suspirei, abraçando meus próprios braços. O frio estava se tornando insuportável, e o cansaço da viagem começou a pesar em minhas pálpebras.
— Ei, não se preocupe — disse ele, aproximando-se. — Eu posso te ajudar. Você parece exausta.
— Eu estou. E com muito frio — admiti, sentindo meus dentes começarem a bater.
Erick deu um passo à frente e, de forma surpreendentemente delicada para um homem do seu tamanho, envolveu-me em seus braços. O calor que emanava de seu corpo era hipnótico. O peito largo e definido contra o qual eu fui pressionada parecia a única coisa sólida e real no mundo. Era como se, naquele abraço, todo o medo tivesse sido drenado de mim.
— Pode relaxar — sussurrou ele perto do meu ouvido. — Eu cuido de tudo. Descanse um pouco.
Eu estava tão cansada, tão vulnerável, que minhas pernas fraquejaram. Deixei minha cabeça pender contra o ombro dele. O perfume dele, o calor, a segurança... meus olhos se fecharam. Eu estava literalmente dormindo de pé nos braços de Erick Makevic.
Senti quando ele me pegou no colo, o movimento suave de me carregar como se eu não pesasse absolutamente nada. Ouvi o som da porta do meu próprio carro abrindo e senti o estofado do banco do passageiro sob meu corpo.
— Erick... — murmurei, em um estado de semiconsciência, sentindo-me grata por ter encontrado um cavalheiro em meio à escuridão.
— Shhh... — a voz dele agora soava diferente. Não era mais apenas gentil; havia uma nota de possessividade, algo sombrio e denso que eu estava cansada demais para processar. — Durma, minha boneca.
Meus olhos se abriram levemente por um reflexo de sobrevivência. Vi Erick, mas ele não estava mais sorrindo. Ele estava colocando uma máscara preta que cobria metade de seu rosto, deixando apenas aqueles olhos castanhos, agora brilhando com uma intensidade predatória, visíveis.
Antes que eu pudesse gritar ou entender o que estava acontecendo, vi um pequeno dispositivo em sua mão. Um clique seco soou, e uma névoa fina e inodora foi liberada diretamente em direção ao meu rosto.
Eu tentei tossir, tentei afastar a mão dele, mas meus músculos se transformaram em gelatina instantaneamente. O sedativo agiu com uma rapidez aterrorizante. O rosto de Erick foi a última coisa que vi, a imagem de um caçador que finalmente havia encurralado sua presa mais preciosa.
— Você é linda demais para ficar solta por aí — ouvi sua voz, abafada pela máscara, mas carregada de uma satisfação arrepiante. — Agora, você é minha.
A escuridão total me reivindicou, apagando o brilho das estrelas e o som do vento, deixando-me à mercê do homem que eu julguei ser meu salvador, mas que era, na verdade, o meu maior pesadelo.
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