
← Назад
0 лайков
Ciúmes no show
Фандом: Enhpeyn Nishimura riki
Создан: 29.12.2025
Теги
РомантикаРевностьДрамаЗанавесочная историяПурпурная прозаCharacter study
A Fúria de um Coração Ciumento
O palco fervilhava sob as luzes ofuscantes, um mar de fãs gritando e acenando com seus lightsticks. A energia era inebriante, quase palpável, e eu me sentia parte dela, vibrando com cada batida, cada nota que saía dos alto-falantes. Niki, meu Niki, estava lá em cima, um deus no palco, comandando a multidão com sua presença magnética. Seus movimentos eram fluidos e precisos, cada gesto uma declaração de arte. Seus brincos prateados brilhavam sob os holofotes, refletindo a luz e adicionando um toque de rebeldia à sua imagem já cativante. Seus anéis, que eu mesma havia presenteado, adornavam seus dedos, um lembrete sutil da nossa conexão em meio à grandiosidade do espetáculo.
Eu, por outro lado, estava na área VIP, bem perto da passarela, onde podia ver cada detalhe do meu namorado. E talvez, *apenas talvez*, a minha roupa estivesse um pouco... ousada. Um top cropped preto que mal cobria o suficiente e uma minissaia jeans que desafiava as leis da decência. Eu sabia que ele não aprovaria, mas era um show, e eu queria me sentir bem, sexy, parte daquela atmosfera de liberdade e paixão. Além do mais, Niki sempre me elogiava quando eu usava algo mais revelador, então qual seria o problema?
No entanto, a cada vez que Niki passava perto do meu setor, eu percebia seu olhar. Não era o olhar de admiração que eu esperava, nem o de carinho que ele geralmente me dedicava. Era um olhar… intenso. Um misto de algo que eu não conseguia decifrar, mas que me fez sentir um friozinho na barriga. Seus lábios, usualmente curvados em um sorriso confiante, estavam apertados em uma linha fina. Seus olhos, que normalmente brilhavam com um fulgor brincalhão, pareciam mais sombrios, quase possessivos.
Durante a performance de "Future Perfect (Pass the MIC)", ele estava na ponta da passarela, a poucos metros de mim. Nossos olhares se cruzaram. Ele cantava com uma intensidade que parecia direcionada apenas a mim, cada palavra carregada de uma emoção profunda. Mas, ao invés de sentir a euforia que eu esperava, senti um calafrio. Seus olhos percorreram minha roupa, demorando-se no decote do top e na barra da saia. Um pequeno tremor percorreu meu corpo. Eu o conhecia bem o suficiente para saber que aquele não era o olhar de um namorado orgulhoso, e sim o de um homem à beira de um ataque de ciúmes.
O show continuou, mas a leveza que eu sentia no início havia desaparecido. Eu estava apreensiva, com um nó na garganta. Niki era um homem de poucas palavras quando estava irritado, mas suas ações e seus olhos falavam volumes. Eu sabia que teria que enfrentar as consequências da minha escolha de vestuário.
Assim que o último acorde ressoou pelo estádio e as luzes se acenderam, a multidão começou a dispersar. Eu me dirigi para a área dos bastidores, o coração batendo forte no peito. Os seguranças já me conheciam, então não tive problemas para entrar. O corredor estava movimentado com membros da equipe, managers e outros artistas, mas eu só conseguia pensar em Niki.
Enquanto eu caminhava em direção ao camarim dele, recebi uma mensagem no meu celular. Era dele. "No meu camarim. Agora." A mensagem era curta, direta e sem emojis, algo raro vindo dele. Respirei fundo, tentando me preparar para o que viria.
Cheguei à porta do camarim de Niki e bati levemente. Ouvi um "Entra" abafado. Abri a porta e entrei, fechando-a atrás de mim. O camarim estava semi-escuro, iluminado apenas por algumas luzes de maquiagem e uma luminária de chão. Niki estava sentado em uma cadeira giratória, de costas para mim, os ombros tensos. Ele ainda estava com a roupa do show, uma jaqueta de couro preta e calças justas, o cabelo levemente suado e desgrenhado. Os brincos ainda brilhavam, assim como os anéis em seus dedos longos.
"Niki," eu disse suavemente, minha voz um pouco trêmula.
Ele se virou lentamente, e meus olhos encontraram os dele. A intensidade que eu havia percebido no palco estava ainda mais forte agora, quase palpável. Seus olhos escuros estavam fixos em mim, e eu podia sentir o calor da sua raiva e… algo mais. Desire.
"Você não devia ter vindo com essa roupa," ele disse, sua voz baixa e rouca, um contraste com o tom confiante que ele usava no palco. Não era uma pergunta, mas uma afirmação. Ele se levantou e começou a caminhar em minha direção, cada passo deliberado e carregado de intenção.
Eu recuei um passo, sentindo meu coração acelerar ainda mais. "Eu… eu só queria me sentir bem. Era um show, Niki."
Ele parou bem na minha frente, diminuindo a distância entre nós. Eu tive que levantar a cabeça para olhar para ele. Seu cheiro – uma mistura de suor, perfume amadeirado e o aroma familiar dele – me envolveu. Era inebriante e intimidante ao mesmo tempo.
"Sentir bem?" ele repetiu, um traço de escárnio em sua voz. "Você não percebeu como todos estavam olhando para você? Como eles estavam *devorando* você com os olhos?" Seus olhos percorreram meu corpo novamente, mas desta vez, não era com raiva. Era com uma fome ardente.
Senti meu rosto corar. "Niki, não seja bobo. Eles estavam olhando para você, não para mim."
Ele riu, um som baixo e sem humor. "Não minta para mim. Eu vi. Eu senti. Cada vez que eu passava por você, eu via os olhos deles em você. E isso me deixou… louco." Ele estendeu a mão e tocou meu ombro, seus dedos longos e quentes apertando levemente. "Você é *minha*. Só minha."
A possessividade em sua voz era inconfundível. Embora eu soubesse que ele me amava, essa faceta dele, tão crua e intensa, sempre me surpreendia. Era um lembrete do quão profundo e, às vezes, um tanto assustador, era o amor dele por mim.
"Niki, eu sei disso," eu disse, tentando manter a calma, embora meu corpo estivesse respondendo à sua proximidade e ao seu toque. A tensão no ar era quase insuportável.
Ele aproximou o rosto do meu, seus olhos fixos nos meus. Eu podia sentir sua respiração quente no meu rosto. "Você não sabe. Você não sabe o que se passa na minha cabeça quando eu vejo você assim, exposta para todos verem. A única pessoa que deveria ter o privilégio de te ver assim sou eu."
Seu polegar começou a acariciar meu ombro, enviando arrepios pelo meu braço. A raiva em seus olhos estava diminuindo, substituída por um brilho mais profundo, mais perigoso. Eu podia sentir o calor do seu corpo irradiando para o meu.
"Eu estava com tanto ciúmes que mal conseguia me concentrar na performance," ele confessou, sua voz agora um sussurro rouco. "Cada vez que eu via um olhar fixo em você, eu queria sair do palco e vir te cobrir. Te esconder de todos."
Eu engoli em seco. A honestidade em suas palavras, a vulnerabilidade por trás da sua possessividade, me desarmou. "Me desculpa, Niki. Eu não pensei que te incomodaria tanto."
Ele balançou a cabeça lentamente, seus olhos ainda presos aos meus. "Não é que me incomode. É que me provoca. Me deixa… com desejo. Me deixa com raiva por não poder ter você ali, bem na minha frente, naquele exato momento."
Seu olhar se intensificou. Eu podia sentir o calor emanando dele, a tensão sexual que estava crescendo entre nós. Ele estava com tesão, e não estava fazendo nenhum esforço para esconder isso. Seus olhos percorreram meus lábios, depois desceram para o meu decote, e eu senti um arrepio.
"Você quer me punir?" eu sussurrei, sabendo que estava jogando com fogo, mas incapaz de resistir à tentação.
Um sorriso lento e perigoso se espalhou pelos seus lábios. "Punir? Talvez. Ou talvez eu apenas queira te lembrar de quem você pertence."
Ele me puxou para mais perto, suas mãos firmes na minha cintura. Nossos corpos se tocaram, e eu senti a ereção dele pressionando contra mim através de suas calças. Um gemido baixo escapou dos meus lábios. A intensidade do seu desejo era contagiante, e eu sentia meu próprio corpo respondendo a ele.
"Seu cheiro," ele murmurou, aproximando o rosto do meu pescoço e inalando profundamente. "Tão doce. Tão convidativo." Seus lábios roçaram minha pele, enviando ondas de prazer pelo meu corpo.
Eu fechei os olhos, me entregando ao momento. "Niki…"
Ele se afastou um pouco, seus olhos ainda escuros e cheios de desejo. "Você me provocou. Agora você vai ter que lidar com as consequências."
Ele me pegou no colo, minhas pernas automaticamente envolvendo sua cintura. Eu soltei um pequeno grito de surpresa, mas logo me agarrei a ele, sentindo a força dos seus braços ao meu redor. Ele me carregou até o pequeno sofá que havia no camarim e me sentou em seu colo, virada para ele.
"Olhe para mim," ele ordenou, sua voz rouca.
Eu abri os olhos e encontrei os dele. A raiva havia desaparecido completamente, substituída por uma paixão avassaladora. Ele estava com tesão, e eu também.
"Você é linda," ele disse, seus olhos percorrendo meu rosto, depois descendo para meus lábios. "Tão linda que me deixa louco."
Ele inclinou a cabeça e me beijou, um beijo profundo e faminto que tirou o meu fôlego. Seus lábios eram macios e urgentes, suas mãos apertando minha cintura, me puxando para mais perto, como se ele quisesse me fundir a ele. Eu respondi com a mesma intensidade, minhas mãos se agarrando aos seus cabelos, puxando-o para mais perto.
O beijo se aprofundou, se tornou mais selvagem. Eu podia sentir a ardência do seu desejo, a maneira como ele me queria. E eu o queria também. Queria ser a única a ter esse poder sobre ele, a única a vê-lo assim, tão vulnerável e tão cheio de paixão.
Ele quebrou o beijo, ofegante, seus lábios vermelhos e inchados. "Eu te odeio por me fazer sentir assim," ele sussurrou, mas havia um sorriso nos seus lábios, um sorriso de satisfação. "E eu te amo mais ainda por isso."
Eu ri, um som abafado. "Eu também te amo, Niki. Mesmo quando você está com ciúmes."
Ele me beijou novamente, desta vez com mais ternura, mas ainda com a mesma urgência subjacente. Seus dedos habilidosos começaram a desabotoar minha saia, e eu senti um arrepio de antecipação.
"Você vai se lembrar de quem você é," ele prometeu, sua voz rouca e sedutora, "e de quem você pertence."
E enquanto ele continuava a me beijar, a me tocar, eu sabia que ele estava certo. Eu era dele, e ele era meu. E naquele camarim, sob as luzes fracas, o ciúme dele se transformou em uma paixão ardente que consumia tudo, nos unindo de uma forma que só nós dois entendíamos. A música do show ainda ecoava em meus ouvidos, mas agora era a melodia do nosso amor, intensa e inegável, que dominava todos os meus sentidos.
Хотите создать свой фанфик?
Зарегистрируйтесь на Fanfy и создавайте свои собственные истории!
Создать свой фанфик