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Amor pfvr

Фандом: Enhpeyn Nishimura riki

Создан: 06.01.2026

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A Câmera Secreta

Nishimura Riki, ou Niki, como eu carinhosamente o chamava, estava no estúdio. A vida de um idol de K-pop era uma loucura, e nossos momentos juntos se tornavam preciosos e raros. Para amenizar a saudade e a distância, ele tinha uma mania um tanto peculiar: instalou uma câmera no nosso quarto. Não era por desconfiança, ele sempre dizia, mas para "matar a saudade" e ver o que eu estava aprontando enquanto ele estava fora. Eu, Ana Júlia, sua namorada, achava fofo e um pouco invasivo, mas me acostumei.

Naquele dia em particular, o estúdio estava uma zona. Niki estava exausto de uma coreografia complexa que não saía do jeito que o coreógrafo queria. Cada passo era revisado, cada movimento, aperfeiçoado. Em um intervalo, ele se jogou no sofá da sala de descanso, pegou o celular e abriu o aplicativo que transmitia a imagem do nosso quarto.

A tela acendeu, revelando a penumbra agradável do cômodo. A cortina ainda estava fechada, barrando a luz do sol da manhã. Niki sorriu, imaginando que eu ainda estivesse dormindo profundamente. Mas o que ele viu o fez prender a respiração.

Eu estava deitada na cama, sem roupa, enrolada apenas nos lençóis bagunçados da noite anterior. Meu cabelo estava espalhado pelo travesseiro, e um dos lençóis escorregara, deixando um ombro à mostra. A cena era íntima, vulnerável, e Niki sentiu um calor subir pelo corpo. A saudade apertou de uma forma que ele não esperava.

E então, ele me viu.

Meu corpo se contorceu levemente. Um suspiro escapou dos meus lábios.

– Niki… – eu gemi, o nome dele soando como uma melodia abafada no silêncio do quarto.

O coração de Niki disparou. Ele se inclinou para perto da tela, os olhos arregalados. Eu estava sonhando? Ou…

Outro suspiro, mais profundo desta vez. Minhas pernas se esfregaram uma na outra, e um arrepio percorreu meu corpo.

– Ah… Niki… – A voz estava carregada de um desejo que ele reconheceu imediatamente.

Ele sentiu o rosto esquentar. A imagem na tela era um convite, uma provocação inconsciente. Ele me via ali, entregue, e seu próprio corpo começou a reagir.

As lembranças da noite anterior vieram à tona. As provocações sutis, os toques acidentais que não eram tão acidentais assim. Eu tinha me esforçado para acender aquela chama nele, e parecia que meu esforço estava rendendo frutos, mesmo à distância.

Niki engoliu em seco. Ele tentou se concentrar no trabalho, na coreografia, mas a imagem da tela se recusava a sair da sua mente. Eu, gemendo o nome dele, despida e vulnerável, era uma visão que o consumia.

Voltou para a sala de ensaios, mas estava distraído. Os movimentos pareciam mais pesados, a música mais distante. Os outros membros notaram sua inquietação.

– Niki, está tudo bem? – Sunghoon perguntou, com a testa franzida.

– Sim, hyung. Só… pensando. – Ele tentou disfarçar, mas sentia o rubor nas bochechas.

Jay, que estava ao lado, sorriu maliciosamente.

– Pensando em quê? Parece que viu um fantasma… ou uma deusa.

Niki o fuzilou com os olhos, mas Jay apenas riu.

A tarde se arrastou. Niki mal podia esperar para ir para casa. Cada minuto parecia uma eternidade. Ele precisava de mim, da minha presença, do meu toque. A imagem daquela manhã havia despertado algo nele que ele não podia ignorar.

Quando finalmente chegou em casa, a noite já caíra. A luz do quarto estava acesa, e eu estava sentada na cama, lendo um livro. Meu cabelo estava preso em um coque frouxo, e eu usava uma camiseta grande dele, que me cobria até as coxas.

– Niki! – Meus olhos se iluminaram quando me viu. – Pensei que demoraria mais.

Ele não disse nada, apenas se aproximou da cama e me puxou para um abraço apertado. O cheiro dele, familiar e reconfortante, me envolveu.

– Senti sua falta. – Murmurei, enterrando o rosto em seu pescoço.

Ele me apertou ainda mais.

– Eu também, Ana. Muito.

Seus lábios encontraram os meus em um beijo urgente, faminto. Não era um beijo gentil, mas um beijo que falava de saudade, de desejo contido, da imagem que ele havia visto na tela.

Minhas mãos subiram para o cabelo dele, puxando-o para mais perto. O beijo se aprofundou, e eu senti o corpo dele pulsar contra o meu. Ele me deitou na cama, sem quebrar o contato dos lábios.

– Você… – ele murmurou entre os beijos, a voz rouca. – Você gemia meu nome hoje de manhã.

Meus olhos se arregalaram. Eu me afastei um pouco, o rosto queimando.

– O quê? Como você sabe?

Ele sorriu, um sorriso malicioso que me fez arrepiar.

– A câmera, Ana. A câmera.

Meu coração disparou. Eu tinha esquecido completamente da câmera! Eu tinha sonhado com ele, um sonho tão real e vívido que me fez gemer o nome dele. E ele tinha visto tudo.

– Niki! – Eu o empurrei levemente, meu rosto em chamas. – Você viu?

– Cada detalhe. – Ele beijou meu pescoço, me fazendo arrepiar. – Você estava… linda. E muito… provocante.

Eu me encolhi, envergonhada, mas ao mesmo tempo, uma onda de satisfação me invadiu. Minhas provocações tinham funcionado. Ele estava ali, me beijando, me desejando.

– Eu… eu estava sonhando. – Tentei me defender, mas minha voz saiu fraca.

– Eu sei. – Ele beijou meus lábios novamente, um beijo mais suave desta vez, mas ainda cheio de desejo. – E seus sonhos são muito interessantes.

Ele se afastou um pouco, me olhando nos olhos.

– Você… você realmente me queria, não é?

Eu assenti, incapaz de falar. Minha garganta estava seca, meu corpo inteiro tremia sob o toque dele.

– Eu te quero, Niki. Sempre.

Ele sorriu, e seus olhos brilharam com uma intensidade que me fez perder o fôlego.

– E eu te quero ainda mais, Ana. Depois do que eu vi hoje…

Ele se inclinou, sussurrando em meu ouvido.

– Você não vai precisar me provocar mais. Eu vou ser todo seu esta noite.

E ele cumpriu a promessa. A noite foi longa, cheia de paixão e desejo. Cada toque, cada beijo, era uma prova do quanto ele me queria. E eu, Ana Júlia, me entreguei a ele completamente, sabendo que minhas provocações, por mais inconscientes que fossem, tinham finalmente acendido a chama que eu tanto desejava. A câmera, afinal, não era tão ruim assim. Pelo menos, não naquela noite.
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