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O melhor amigo do meu irmão mais velho

Фандом: Escola e faculdade

Создан: 12.01.2026

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РомантикаДрамаРеализмРевностьЛирикаCharacter studyЮмор
Содержание

O Encontro Inesperado

O sol da primavera banhava o campus da Universidade de forma preguiçosa, pintando os prédios antigos com tons dourados e aquecendo a brisa que balançava as folhas das árvores. Alysson, com seus cabelos castanhos ligeiramente desgrenhados e um sorriso que parecia ter sido esculpido para desarmar, caminhava despreocupadamente em direção ao prédio de Letras. Em suas mãos, um livro de poesia de Fernando Pessoa e na mente, a urgência de entregar um trabalho antes do prazo final. Ele era um caos organizado, um estudante brilhante com um charme natural que o tornava irresistível para a maioria.

Enquanto subia as escadas, uma voz familiar e irritantemente auto-suficiente o chamou. "Alysson! Não vai me dizer que está lendo poesia de novo? Achei que tivesse superado a fase 'adolescente melancólico'!"

Era Pedro, seu irmão mais velho e, na opinião de Alysson, a personificação do "irmão insuportável". Pedro, com sua postura atlética e um sorriso presunçoso, era o tipo de cara que atraía olhares por onde passava, mas sua personalidade oscilava entre o "legal" e o "ciumento possessivo", especialmente quando se tratava de Alysson.

Alysson revirou os olhos, mas um sorriso pequeno brincou em seus lábios. "Pedro, você é a prova viva de que o bom gosto é genético, mas nem sempre se manifesta em todos os membros da família."

Pedro riu, um som que Alysson conhecia bem demais. "Engraçadinho. Mas falando sério, você viu a Hevellin? Ela está me evitando desde a festa de sexta."

O nome "Hevellin" fez algo se acender no peito de Alysson. Hevellin. Ah, Hevellin. A garota que parecia ter saído de um sonho. Seus cabelos escuros caíam em ondas perfeitas, seus olhos castanhos eram profundos e expressivos, e seu sorriso... seu sorriso era capaz de iluminar um dia cinzento. Ela era doce e educada, mas Alysson sabia, por alguns olhares trocados e risadas cúmplices, que havia um lado "safado" nela que o intrigava profundamente. E sim, ela era inegavelmente "gostosa".

Alysson sentiu uma pontada de ciúmes, mas disfarçou com maestria. "Não, não a vi. E se eu a tivesse visto, por que eu te diria? Você a trata como se fosse sua propriedade, Pedro."

Pedro bufou. "Ciúmes, maninho? Não seja ridículo. Ela é só uma amiga."

"Claro, 'só uma amiga' que você persegue como um falcão", Alysson murmurou, virando-se para continuar seu caminho.

Ele estava prestes a entrar na sala do professor quando a viu. Hevellin. Ela estava sentada em um banco de pedra sob uma árvore frondosa, concentrada em um livro. A luz do sol filtrava pelas folhas, criando um jogo de sombras em seu rosto, e seus cabelos brilhavam como seda. Ela usava um vestido leve que realçava suas curvas de forma sutil, mas inegavelmente sedutora.

Alysson sentiu uma onda de calor percorrer seu corpo. Ele se aproximou, o coração batendo um ritmo diferente. "Hevellin?"

Ela ergueu a cabeça, e seus olhos se arregalaram ligeiramente ao vê-lo. Um sorriso suave surgiu em seus lábios, e Alysson sentiu o ar rarear. "Alysson! Que surpresa boa."

"Surpresa boa para mim também", ele disse, sua voz um pouco mais rouca do que o normal. Ele se sentou ao lado dela, sentindo a proximidade de seu corpo emanar um calor agradável. "O que está lendo?"

"Um romance de Jane Austen", ela respondeu, mostrando a capa. "Estou completamente imersa."

"Ah, Austen. Um clássico. Mas acho que você combinaria mais com algo mais... intenso", Alysson provocou, seu olhar percorrendo o rosto dela, demorando-se em seus lábios.

Hevellin riu, um som melodioso que fez Alysson se inclinar ligeiramente para perto. "E o que seria 'mais intenso' para você, Alysson?"

"Talvez algo que te fizesse questionar todas as suas certezas. Algo que te fizesse sentir... tudo", ele respondeu, sua voz baixando para um sussurro. Ele notou que os olhos dela estavam fixos nos dele, a tensão entre eles palpável.

A conversa fluiu facilmente, passando de livros para aulas, para sonhos e aspirações. Alysson descobriu que Hevellin era ainda mais fascinante do que ele imaginava. Ela era inteligente, perspicaz e tinha um senso de humor sutil que o pegava de surpresa. A cada risada dela, a cada olhar trocado, a barreira invisível que os separava parecia diminuir um pouco mais.

"Então, você está me evitando?", Alysson perguntou de repente, uma pontada de audácia em sua voz.

Hevellin parou de rir, seus olhos se arregalando novamente. "Eu? Por que eu faria isso?"

"Não sei. Talvez por causa de sexta-feira?", ele sugeriu, lembrando-se da festa. Ele a vira dançando com Pedro, mas também a vira trocando olhares com ele, olhares que pareciam carregar um segredo.

Um rubor subiu ao rosto de Hevellin. "Sexta-feira foi... agitada."

"Agitada é um eufemismo", Alysson disse, um sorriso malicioso brincando em seus lábios. "Você estava linda. E dançava como se não houvesse amanhã."

Hevellin riu, mas havia uma nota de nervosismo em sua voz. "Você também não estava nada mal. E você tem um jeito de me fazer rir que é... perigoso."

"Perigoso? Eu gosto de perigo", ele sussurrou, e desta vez, ele se inclinou ainda mais perto. O cheiro dela, uma mistura de baunilha e algo floral, inebriou seus sentidos.

A proximidade era eletrizante. Alysson podia sentir o calor de seu corpo, a respiração dela acelerada. Ele ergueu a mão, e por um instante, hesitou, antes de delicadamente tocar uma mecha de cabelo que caía sobre o rosto dela. Seus dedos roçaram sua pele macia, e um arrepio percorreu Hevellin.

"Alysson...", ela sussurrou, a voz quase inaudível.

"Hevellin", ele respondeu, seus olhos fixos nos dela, buscando permissão, buscando algo mais.

A tensão entre eles era tão densa que parecia visível. A cada segundo que passava, a distância entre seus lábios parecia diminuir. Alysson inclinou-se, seus olhos descendo para a boca dela, e viu os lábios dela se entreabrirem ligeiramente. Era um convite.

Mas então, uma voz que Alysson reconheceria em qualquer lugar, e que, naquele momento, era a última que ele queria ouvir, quebrou o feitiço.

"Hevellin! Te encontrei!"

Era Pedro. Ele se aproximava com um sorriso vitorioso, completamente alheio à bolha de intimidade que acabara de perfurar.

Alysson se afastou abruptamente, sentindo uma frustração amarga. Hevellin também se endireitou, a expressão em seu rosto uma mistura de surpresa e um leve desapontamento.

"Pedro, o que você está fazendo aqui?", Alysson perguntou, sua voz tensa.

Pedro ignorou Alysson e se dirigiu a Hevellin. "Você sumiu depois da festa. Fiquei preocupado."

"Eu só precisava de um tempo para mim, Pedro", Hevellin respondeu, sua voz um pouco mais fria do que o normal.

Pedro não percebeu ou fingiu não perceber. "Que bom que te encontrei. Estava pensando em te convidar para sair hoje à noite. Tem um filme novo no cinema que você vai adorar."

Hevellin olhou para Alysson, um pedido de desculpas silencioso em seus olhos. Alysson apenas acenou com a cabeça, um sorriso forçado em seus lábios.

"Pedro, eu já tenho planos", Hevellin disse, sua voz firme.

"Ah, é? Com quem?", Pedro perguntou, seu tom de voz já demonstrando ciúmes. Seus olhos se voltaram para Alysson com uma expressão de desconfiança.

"Não importa com quem, Pedro. Eu tenho planos", Hevellin repetiu, sua paciência claramente se esgotando.

Alysson sentiu um leve prazer em ver Pedro sendo rejeitado, mas a frustração de ter seu momento interrompido era maior. Ele se levantou, decidindo que era hora de sair dali.

"Bem, eu preciso ir entregar meu trabalho", Alysson disse, olhando para Hevellin. "Foi bom te ver, Hevellin."

"Igualmente, Alysson", ela respondeu, e seus olhos se encontraram por um instante, transmitindo uma mensagem silenciosa de "depois a gente conversa".

Enquanto Alysson se afastava, ele podia ouvir Pedro tentando persuadir Hevellin, a voz dele subindo de tom. Alysson apertou os punhos. Ele sabia que Pedro era seu irmão, mas às vezes, ele o testava de uma forma que o deixava à beira da loucura.

Alysson entregou o trabalho, sua mente ainda fervilhando com o encontro com Hevellin. A imagem dela, sentada sob a árvore, o sorriso dela, o cheiro dela... tudo estava gravado em sua mente. Ele sabia que havia algo lá, algo inegável entre eles. E Pedro, com sua possessividade irritante, era apenas um obstáculo a ser superado.

No final do dia, Alysson estava na biblioteca, tentando se concentrar em seus estudos, mas sua mente continuava divagando para Hevellin. Ele estava rabiscando em seu caderno quando sentiu uma presença ao seu lado.

"Posso me juntar a você?"

Ele ergueu a cabeça e encontrou Hevellin parada ali, um sorriso tímido em seus lábios. Ela estava ainda mais bonita à luz suave da biblioteca.

"Claro", ele disse, seu coração dando um salto. Ele puxou a cadeira ao lado dele, e ela se sentou.

"Desculpe pelo Pedro", ela disse, sua voz baixa. "Ele pode ser... um pouco demais às vezes."

"Um pouco demais é um eufemismo", Alysson brincou, e ela riu.

"Sobre o que estávamos conversando hoje...", ela começou, e Alysson sentiu uma onda de expectativa.

"Sim?", ele incentivou, seus olhos fixos nos dela.

"Eu... eu queria dizer que eu também sinto essa... intensidade", ela confessou, sua voz quase um sussurro. "Quando estou com você, parece que o mundo para."

Alysson sentiu um calor se espalhar por seu corpo. "Eu sinto o mesmo, Hevellin."

A mão dela estava sobre a mesa, e Alysson, com um movimento lento e deliberado, colocou a sua sobre a dela. Seus dedos se entrelaçaram, e um arrepio percorreu ambos. A pele dela era macia e quente.

"Pedro é meu irmão", Alysson disse, sua voz séria. "Mas isso não significa que ele tenha qualquer tipo de direito sobre você. Ou sobre mim."

Hevellin apertou a mão dele. "Eu sei. E eu não sou um prêmio para ser disputado, Alysson."

"Você é muito mais do que isso", ele sussurrou, seu polegar acariciando a parte de trás da mão dela. "Você é... cativante."

Os olhos dela brilharam com uma emoção que Alysson não conseguiu decifrar completamente, mas que o fez sentir-se esperançoso.

"Eu acho que... eu queria te beijar hoje", Alysson confessou, sua voz rouca.

Hevellin corou, mas não se afastou. "Eu também queria ser beijada."

A biblioteca estava quase vazia, e a atmosfera entre eles era carregada de uma eletricidade inegável. Alysson sentiu o desejo pulsando em suas veias. Ele se inclinou para perto dela, seus olhos fixos nos lábios dela.

"Posso?", ele perguntou, sua voz quase um gemido.

Hevellin não respondeu com palavras, mas seus olhos se fecharam, e ela inclinou a cabeça ligeiramente, um convite silencioso.

Alysson fechou os olhos e se inclinou, seus lábios encontrando os dela em um beijo suave e hesitante no início, mas que rapidamente se aprofundou. Os lábios de Hevellin eram macios e doces, e o gosto dela era ainda melhor do que ele imaginava. Ele sentiu as mãos dela subirem para seu pescoço, seus dedos se entrelaçando em seus cabelos.

O beijo era quente, sensual e carregado de uma tensão acumulada. Alysson sentiu seu corpo reagir instintivamente, o desejo se tornando uma chama ardente em seu peito. Ele aprofundou o beijo, suas línguas se encontrando em uma dança apaixonada.

Quando eles se separaram, ofegantes, seus olhos se abriram e se encontraram. Havia um brilho de desejo nos olhos de Hevellin, e Alysson sabia que ele a queria, e ela o queria também.

"Uau", Hevellin sussurrou, e um sorriso bobo surgiu em seus lábios.

"Uau, mesmo", Alysson concordou, seu coração batendo forte no peito. Ele acariciou o rosto dela com o polegar, sentindo a suavidade de sua pele.

"Eu acho que acabei de encontrar o meu 'intenso'", ela brincou, e Alysson riu, um som rouco e feliz.

"E eu acho que acabei de encontrar a minha musa", ele respondeu.

Eles ficaram ali, suas mãos ainda entrelaçadas, os olhos fixos um no outro, em um silêncio confortável, mas cheio de promessas. O mundo lá fora, com Pedro e suas intrigas, parecia distante e insignificante. Naquele momento, só existiam eles dois, e a chama que acabara de ser acesa entre eles. A história deles estava apenas começando, e Alysson sabia que seria uma história intensa, cheia de paixão e, sim, talvez um pouco de perigo. E ele mal podia esperar para vivê-la.
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