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Asas de Diabo

Фандом: The Originals

Создан: 11.02.2026

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A Volta do Demônio e o Milagre Triplo

O cheiro de verbena e sangue fresco era uma constante irritante em Mystic Falls, mas Victoria Laurel Morgnistar, com seus quase três milênios de existência, havia aprendido a ignorá-los. Ou, pelo menos, a transformá-los em um pano de fundo para a sua própria sinfonia de poder. Ela estava sentada na sala do diretor Alaric Saltzman, os cabelos negros como a noite caindo em cascatas sobre os ombros, os olhos heterocromáticos – um azul celeste, o outro um âmbar hipnotizante – fixos no relatório de progresso das suas filhas. Ou, como o mundo as conhecia, as filhas de Alaric.

Hope Mikaelson, agora uma adolescente vibrante com o fogo dos Mikaelson correndo em suas veias, era uma criatura de graça e poder. As gêmeas Saltzman, Lizzie e Josie, eram espelhos invertidos uma da outra: Lizzie, um furacão de emoções e magia caótica; Josie, um poço de calma e um poder latente que ainda a surpreendia. Para Victoria, elas eram sua trindade, o milagre triplo que a vida, ou o destino, havia lhe concedido.

“Hope está se saindo bem em tudo, como sempre,” Alaric comentou, um sorriso orgulhoso no rosto. Ele sabia os segredos de Victoria, os verdadeiros laços de sangue que uniam aquelas garotas. Ele havia se tornado um confidente, um amigo, e um pai substituto exemplar. “As gêmeas… bom, você sabe como elas são.”

Victoria sorriu, um brilho perigoso em seus olhos. “Lizzie e Josie são extraordinárias à sua própria maneira. O caos de uma equilibra a serenidade da outra. É assim que o universo funciona, Alaric. Luz e escuridão, ordem e desordem.”

Ela era a prova viva disso. Filha de Lúcifer Morgnistar, o Senhor do Inferno, e Eva Laurel, um anjo e uma bruxa ancestral cujo poder rivalizava com a própria natureza. Victoria era uma Diaba, uma vampira, uma bruxa e uma feiticeira. Uma tribrida, antes mesmo de essa palavra ter qualquer significado para os meros mortais. Sua existência era uma afronta à lógica, uma anomalia que desafiava a própria criação.

Alaric pigarreou. “Falando em desordem… recebemos um aviso do conselho de vampiros. Klaus Mikaelson foi visto na área.”

O nome ecoou na sala, um trovão distante que ainda era capaz de fazer o chão tremer sob os pés de Victoria. Klaus. Seu ex-marido, o híbrido original que ela havia amado com uma intensidade que beirava a loucura, e que a havia abandonado em 1957. A cicatriz ainda estava lá, bem abaixo da superfície de sua pele imortal, uma ferida antiga que nunca cicatrizou completamente.

“Klaus,” ela repetiu, a voz perigosamente neutra. “O que ele quer em Mystic Falls?”

Alaric hesitou. “O relatório diz que ele está… procurando por algo. Ou, mais precisamente, por alguém.” Ele a olhou, a preocupação gravada em seu rosto. “Victoria, você acha que ele sabe?”

Victoria se levantou, caminhando até a janela e observando os alunos da Salvatore School interagirem no pátio. Hope ria com Lizzie e Josie, as três inseparáveis. Uma pontada de medo, um sentimento raro para ela, atravessou seu peito. Klaus não sabia. Ele não podia saber. Ela havia escondido Hope, e depois as gêmeas, com a força de toda a sua magia e a astúcia de sua herança demoníaca.

“Ele não sabe,” ela disse, a voz mais baixa agora. “Ele não pode saber. Eu o enganei por quase duas décadas. Ele nunca suspeitou que Hope fosse mais do que um milagre para Hayley. E ele nunca imaginaria que as gêmeas… bem, que elas fossem minhas.”

Mas a verdade era que, durante uma recaída apaixonada e imprudente, após anos de separação, Victoria e Klaus haviam se reencontrado. E daquela noite de paixão proibida, Hope havia nascido. Três semanas depois, em um milagre que desafiava toda a lógica mágica, Victoria havia engravidado novamente, desta vez das gêmeas. Vinte e oito semanas depois, elas vieram ao mundo, um presente inesperado e uma complicação que Victoria havia conseguido manter em segredo por quase duas décadas.

“Ele está vindo atrás de você, Victoria,” Alaric insistiu. “Ele quer reconquistá-la. É o que o relatório sugere. Ele está se movendo com uma determinação que não se vê desde os dias de caça a vampiros.”

Victoria suspirou, virando-se para Alaric. “Então, ele terá uma surpresa. Eu não sou a mesma mulher que ele deixou em 1957. Eu sou mais forte, mais poderosa, e tenho mais a perder.”

Ela não tinha medo de Klaus. Ela o havia enfrentado em batalhas incontáveis ao longo dos séculos. Mas ela tinha medo do que ele poderia fazer com suas filhas, se descobrisse a verdade. Hope, Lizzie e Josie eram seu calcanhar de Aquiles, seu único ponto fraco.

Naquela noite, a lua cheia banhava Mystic Falls em uma luz prateada, e Victoria estava em seu santuário particular, um jardim oculto dentro da escola, onde a magia ancestral pulsava na terra. Ela estava meditando, tentando acalmar a tempestade de emoções que a notícia da chegada de Klaus havia despertado.

Uma voz familiar, rouca e cheia de um charme perigoso, ecoou atrás dela. “Ainda tão dramática, meu amor. Sempre buscando a beleza na escuridão.”

Victoria não se virou imediatamente. Ela sentiu a presença dele, o cheiro de carvalho e sangue velho que era tão distintamente Klaus. Era uma fragrância que a assombrava em seus sonhos mais selvagens e em seus pesadelos mais sombrios.

“Klaus,” ela disse, a voz tão fria quanto o gelo. “O que você quer?”

Ele se aproximou, e quando ela finalmente se virou, ele estava a poucos passos de distância. Seus olhos, azuis como o céu de um dia de verão, brilhavam com uma intensidade que ela conhecia bem. Ele era tão bonito quanto ela se lembrava, as feições angulares, o sorriso presunçoso que sempre a irritava e a atraía ao mesmo tempo.

“Eu quero você, Victoria,” ele disse, sem rodeios. “Eu sempre quis. E eu cometi um erro terrível ao deixá-la ir.”

Victoria riu, uma risada sem humor que ecoou pelo jardim. “Um erro? Você me quebrou, Klaus. Você me abandonou por seus próprios demônios, por seu próprio poder. Eu passei décadas reconstruindo a mim mesma, e agora você aparece, esperando que eu caia em seus braços novamente?”

“Eu mudei, Victoria,” ele insistiu, dando mais um passo. “Eu sou um homem diferente. Eu tenho uma filha agora, Hope. Ela me ensinou o que é o amor, o que é ter algo para proteger.”

O coração de Victoria deu um pulo. Ele não sabia a extensão do que estava dizendo. Ele não sabia que Hope era a filha deles dois. E ele certamente não sabia sobre Lizzie e Josie.

“Você tem uma filha com Hayley,” Victoria corrigiu, a voz tensa. “Não misture as coisas, Klaus. A nossa história está no passado.”

“Não para mim,” ele disse, seus olhos fixos nos dela. “Eu nunca a esqueci, Victoria. Nunca. Eu tentei, por anos, mas cada mulher que eu conhecia, cada paixão que eu buscava, era apenas uma sombra de você. Você é a minha rainha, a minha companheira. E eu quero você de volta.”

Ele estendeu a mão, como se fosse tocar o rosto dela, mas Victoria recuou, um aviso silencioso em seus olhos.

“Você não entende, Klaus,” ela disse, a voz embargada pela emoção que ela lutava para conter. “Você não pode simplesmente aparecer depois de todos esses anos e esperar que tudo volte ao normal. Eu tenho uma vida aqui. Eu tenho… responsabilidades.”

“Eu posso ver isso,” ele disse, seu olhar varrendo o jardim, como se pudesse sentir a presença de algo mais. “Eu posso sentir a magia. Forte. Familiar. Há algo mais aqui do que apenas a escola de Alaric Saltzman.”

Victoria sentiu um arrepio. Ele era um híbrido, mas também tinha uma sensibilidade sobrenatural aguçada. Ele era capaz de sentir o poder.

“Você está enganado,” ela disse rapidamente, tentando desviar a atenção dele. “É apenas a magia da escola, dos jovens bruxos que Alaric está treinando.”

Klaus sorriu, um sorriso que não alcançava seus olhos. “Eu não penso assim. Eu sinto uma conexão. Uma energia que me atrai. Diga-me, Victoria, o que você está escondendo?”

Naquele momento, um grito agudo ecoou da escola. Era Lizzie. Um grito de raiva e frustração, seguido por um estrondo que fez o chão tremer.

Victoria empalideceu. “Lizzie!”

Ela correu em direção à escola, Klaus em seus calcanhares. Eles encontraram Alaric e Hope tentando acalmar Lizzie, que estava em meio a um surto de magia incontrolável. Objetos flutuavam no ar, vidros se estilhaçavam, e uma aura de energia caótica irradiava dela. Josie estava ao lado dela, tentando acalmá-la com palavras suaves, mas o poder de Lizzie era forte demais.

Klaus parou, seus olhos fixos em Lizzie, e depois em Josie. Ele sentiu a magia delas, a força que irradiava delas. E então, ele olhou para Victoria, uma compreensão lenta e terrível começando a amanhecer em seus olhos.

“Essas garotas…” ele começou, a voz baixa, quase um sussurro. “Elas são bruxas. Fortes. Mas há algo mais. Eu sinto… eu sinto a sua linhagem nelas, Victoria.”

Victoria sentiu um pânico gelado. Era tarde demais. Ele estava começando a juntar as peças.

“Não, Klaus,” ela disse, tentando soar convincente. “Elas são filhas de Alaric. Eu sou apenas a tutora delas, a professora de magia.”

Mas Klaus não a ouvia. Ele estava observando Hope, que agora tentava usar sua própria magia para acalmar Lizzie. Ele viu a semelhança, a mesma intensidade nos olhos, a mesma curva no sorriso. E então, ele olhou para Victoria novamente, e depois para Hope.

“Hope,” ele disse, o nome saindo de seus lábios com uma mistura de choque e descrença. “Ela é… ela tem a sua magia. E a minha.”

Victoria fechou os olhos por um instante, aceitando o inevitável. O segredo que ela havia guardado por quase duas décadas estava desvendado.

“Sim, Klaus,” ela disse, abrindo os olhos e encontrando o olhar dele. “Hope é nossa filha. Nossa. E as gêmeas… as gêmeas também são nossas.”

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Alaric e Hope pararam o que estavam fazendo, seus olhos arregalados. Lizzie e Josie, como se sentissem a tensão, também se acalmaram, olhando para Klaus com curiosidade.

Klaus piscou, como se estivesse tentando processar a informação. Seus olhos vagaram de Victoria para Hope, depois para Lizzie e Josie. Ele parecia um homem que acabara de ser atingido por um raio.

“Nossas?” ele repetiu, a voz rouca. “Você… você teve minhas filhas. Três delas. E você as escondeu de mim por todos esses anos?”

A raiva começou a ferver nos olhos de Klaus, misturada com uma dor profunda e uma confusão avassaladora. Victoria sabia que essa era a parte mais difícil. A revelação de que ela havia o privado de suas filhas, de sua família.

“Eu as protegi, Klaus,” ela disse, sua voz firme agora, cheia de uma determinação inabalável. “Eu as protegi de você. Do seu mundo de violência, de seus inimigos. Eu queria que elas tivessem uma vida normal, na medida do possível. Eu queria que elas fossem seguras.”

Klaus deu um passo à frente, sua raiva crescendo. “Seguras? Você as escondeu do pai delas! Você me privou de vê-las crescer, de conhecê-las! Como você pôde, Victoria?”

“Como eu pude?” Victoria retrucou, a própria raiva começando a se acender. “Como você pôde me deixar em 1957? Como você pôde me quebrar em mil pedaços e depois esperar que eu simplesmente perdoasse e esquecesse? Eu as protegi porque era a única maneira de garantir que elas tivessem uma chance. Você era um perigo para si mesmo, Klaus. E para qualquer um que se importasse com você.”

A tensão na sala era palpável. Hope, Lizzie e Josie observavam a cena com uma mistura de choque e fascínio. Elas haviam crescido sabendo que Victoria era sua mãe biológica, mas a identidade do pai era um mistério bem guardado. Agora, o mistério estava desvendado, e a verdade era mais explosiva do que qualquer uma delas poderia ter imaginado.

Klaus olhou para Hope, e depois para Lizzie e Josie. A raiva em seus olhos começou a diminuir, substituída por uma emoção mais complexa: um vislumbre de amor, de reconhecimento, de uma conexão inegável.

“Minhas filhas,” ele sussurrou, estendendo a mão trêmula em direção a Hope. “Eu tenho filhas.”

Hope recuou um pouco, olhando para Victoria em busca de orientação.

“Klaus,” Victoria disse, a voz mais suave agora. “Você não pode simplesmente aparecer e esperar que elas o aceitem. Isso é um choque para elas. Para todos nós.”

Ele ignorou Victoria, seus olhos fixos em Hope. “Você é tão bonita. Tão forte. Você tem os olhos de sua mãe, e a minha força. E vocês duas,” ele disse, olhando para Lizzie e Josie, “vocês têm o fogo da sua mãe, e a sua magia. Eu sinto isso.”

Alaric, que havia permanecido em silêncio durante todo o confronto, finalmente interveio. “Klaus, você precisa se acalmar. Isso é demais para elas processarem. E para Victoria também.”

Klaus finalmente desviou o olhar de suas filhas e olhou para Victoria. A raiva em seus olhos havia desaparecido, substituída por uma dor profunda e um anseio.

“Eu as perdi,” ele disse, a voz embargada. “Eu perdi anos. Anos de suas vidas. Por sua causa, Victoria.”

“Por sua causa, Klaus,” Victoria corrigiu, a voz firme. “Você me deixou. Você nos deixou. Eu fiz o que tinha que fazer para protegê-las.”

Ele caminhou até ela, parando a poucos centímetros. Seus olhos se encontraram, e um turbilhão de emoções passou entre eles: amor, mágoa, raiva, arrependimento.

“Eu voltei para você, Victoria,” ele disse, a voz baixa, quase um sussurro. “Eu voltei para reconquistá-la. Mas agora… agora eu descubro que eu tenho uma família. Uma família que você escondeu de mim.”

Victoria não vacilou. “E eu a protegi. A pergunta é, Klaus, o que você vai fazer agora? Você vai voltar para o seu mundo de caos, ou você vai finalmente aceitar a responsabilidade de ser um pai?”

Klaus olhou para suas três filhas, que agora o observavam com uma mistura de curiosidade e apreensão. Ele olhou para Victoria, a mulher que ele havia amado e perdido, e que agora lhe apresentava o maior presente e o maior desafio de sua vida.

Um sorriso lento e perigoso começou a se formar em seus lábios. “Eu sou Klaus Mikaelson, o Híbrido Original. E eu não fujo de um desafio. Especialmente quando se trata da minha família. Você me deu três filhas, Victoria. E agora, eu vou ser o pai que elas merecem. E eu vou reconquistar você. Custe o que custar.”

Victoria sentiu um arrepio. A batalha estava longe de terminar. Na verdade, ela estava apenas começando. E, de alguma forma, ela sabia que essa seria a maior batalha de suas quase três milênios de existência. A batalha por sua família, seu amor, e seu futuro. E, pela primeira vez em muito tempo, ela se permitiu sentir uma pontada de esperança.
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