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lacos de sangue.

Фандом: harry potter.

Создан: 15.02.2026

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O Começo de Uma Nova Jornada

Mila observava o reflexo da sua mãe no espelho, um misto de emoções dançando nos olhos verdes. Os cabelos pretos, longos e ondulados, caíam sobre os omombros, enquanto ela fechava a última mala. O cheiro de lavanda e baunilha, tão característico do seu quarto, parecia se intensificar, como se quisesse fixar aquele momento na memória.

– Tem certeza que não esqueceu nada, querida? – A voz suave da sua mãe rompeu o silêncio.

Mila virou-se, um sorriso gentil nos lábios.

– Tenho sim, mãe. Revisei tudo umas cinco vezes.

A mãe se aproximou, os olhos marejados.

– É só que... é um grande passo. Um mundo novo.

– Eu sei, mãe. – Mila segurou as mãos da mãe, apertando-as com carinho. – Mas é o meu mundo agora. E o do papai também.

A menção do pai, Sirius Black, ainda era algo novo para ambas. A descoberta de suas origens, de que seu pai era um bruxo e estava vivo, tinha virado a vida de Mila de cabeça para baixo alguns meses atrás. A mudança para a Inglaterra era o primeiro passo para conhecê-lo e, finalmente, entender quem ela realmente era.

– Ele vai te amar, Mila. – A mãe disse, a voz embargada. – Ele sempre te amou, mesmo sem saber.

Mila assentiu, um nó na garganta. A imagem do pai, que ela só conhecia por fotos e pelas histórias fragmentadas que sua mãe contava, preenchia seus pensamentos. Um homem de cabelos longos e escuros, sorriso travesso e olhos que prometiam aventura.

A viagem até a estação King's Cross foi um misto de ansiedade e excitação. O Táxi serpenteava pelas ruas movimentadas de Londres, e Mila observava a paisagem passar, sentindo a adrenalina correr nas veias. A plataforma 9 ¾ era ainda mais mágica do que ela imaginava, com o vapor do trem preenchendo o ar e as famílias se despedindo dos seus filhos.

– É aqui que nos despedimos, meu amor. – A mãe a abraçou com força, um beijo demorado na testa. – Seja forte, seja você mesma. E não se esqueça de escrever.

– Eu prometo, mãe. – Mila retribuiu o abraço, sentindo o calor do corpo da mãe. – Eu te amo.

Com um último aceno, Mila embarcou no Expresso de Hogwarts. O corredor estava lotado de alunos, risadas e conversas preenchendo o ar. Ela procurou um vagão vazio, querendo um momento de paz antes de mergulhar de cabeça naquele novo mundo. Finalmente, encontrou um compartimento isolado, com as cortinas fechadas. Entrou, colocando a mala no bagageiro e sentando-se à janela.

A paisagem começou a se mover, as casas de tijolos dando lugar a campos verdes e florestas densas. Mila observava o mundo exterior, sentindo um misto de euforia e apreensão. Ela estava no sexto ano, uma aluna transferida, e a ideia de se adaptar a uma nova escola, a novos amigos e a um novo estilo de vida era um desafio e tanto.

O barulho da porta do compartimento se abrindo a tirou de seus devaneios. Uma garota com cabelos castanhos cacheados e olhos curiosos a observava, seguida por dois meninos. Um deles tinha cabelos pretos bagunçados e óculos redondos, enquanto o outro tinha cabelos ruivos e sardas.

– Olá! – A garota disse, sorrindo. – Podemos sentar aqui? Os outros compartimentos estão lotados.

Mila assentiu, um sorriso hesitante nos lábios.

– Claro, à vontade.

Os três entraram, acomodando-se nos bancos.

– Eu sou Hermione Granger. – A garota estendeu a mão. – E estes são Harry Potter e Ron Weasley.

Mila apertou a mão de Hermione, sentindo um arrepio. Harry Potter. O Menino que Sobreviveu. Aquele que ela tanto ouvira falar.

– Prazer. Eu sou Mila. Mila Black.

Os olhos de Harry se arregalaram ligeiramente, e Ron soltou um "Uau" discreto. Hermione, sempre mais contida, apenas sorriu.

– Black? Como Sirius Black? – Harry perguntou, a voz cheia de curiosidade.

Mila assentiu, um pouco desconfortável com a atenção repentina.

– Sim. Ele é meu pai.

Um silêncio caiu sobre o compartimento, antes de Hermione quebrá-lo.

– Que incrível! Você é uma Black! Isso é... inacreditável.

Mila deu de ombros, sentindo-se um pouco estranha com toda a comoção.

– É... é uma longa história.

A conversa fluiu a partir dali, com Hermione fazendo perguntas sobre a vida de Mila fora do mundo bruxo, e Ron contando piadas e histórias sobre Hogwarts. Harry, por sua vez, parecia mais observador, os olhos verdes fixos em Mila de vez em quando, como se tentasse decifrar um enigma.

O tempo passou rapidamente, e logo o trem começou a diminuir a velocidade. O céu lá fora estava escuro, e as luzes de Hogwarts despontavam no horizonte, um espetáculo de tirar o fôlego.

– É ainda mais lindo do que nas fotos. – Mila murmurou, os olhos fixos no castelo.

– Espere até você entrar. – Ron disse, um brilho nos olhos. – É o melhor lugar do mundo.

Ao desembarcar, Mila foi guiada por um professor até o Salão Principal, onde a cerimônia de seleção já estava em andamento. Os olhos de todos os alunos estavam nela, a nova aluna do sexto ano, a filha de Sirius Black. O burburinho aumentou à medida que ela caminhava pelo corredor central, sentindo o peso de todos os olhares.

O Chapéu Seletor foi colocado em sua cabeça, e uma voz sussurrante ecoou em sua mente.

– Hmm, uma Black... sim, vejo ambição, muita ambição. E inteligência, uma mente afiada. Mas também uma lealdade inabalável, um coração bondoso...

Mila fechou os olhos, nervosa. Ela não tinha preferência por nenhuma casa, apenas queria ser aceita e encontrar seu lugar.

– É uma escolha difícil... muito difícil... mas, sim, vejo seu verdadeiro potencial... Sonserina!

A palavra ecoou pelo Salão Principal, e um coro de aplausos e assobios se ergueu da mesa verde e prata. Mila sentiu um arrepio. Sonserina. A casa dos astutos, dos ambiciosos, dos puros-sangue. A casa que seu pai havia desprezado.

Ela caminhou até a mesa da Sonserina, sentindo os olhares curiosos dos seus novos colegas. Um espaço foi aberto para ela, e ela se sentou entre um garoto de cabelos loiros platinados e um de cabelos castanhos escuros.

– Bem-vinda à Sonserina, Black. – O garoto loiro disse, um sorriso de canto. – Eu sou Draco Malfoy. E este é Blaise Zabini.

– Prazer. – Mila respondeu, tentando parecer confiante.

– Então, a filha de Sirius Black na Sonserina, hein? – Draco continuou, um brilho divertido nos olhos. – Isso vai dar o que falar.

Mila deu de ombros, um pequeno sorriso nos lábios.

– Eu não ligo para o que falam.

Blaise riu, balançando a cabeça.

– Gostei dela.

Enquanto o jantar era servido, Mila observava os alunos da Sonserina, tentando absorver o máximo de informações possível. Ela notou um grupo de garotos um pouco mais afastado, que pareciam ser os líderes da casa. Um deles, em particular, chamou sua atenção. Ele tinha cabelos castanhos escuros, olhos penetrantes e um ar de superioridade que a atraiu e a intimidou ao mesmo tempo. Era Mattheo Riddle.

Seus olhos se encontraram por um breve momento, e Mila sentiu um choque elétrico percorrer seu corpo. Havia algo nele que a intrigava, uma aura de mistério e perigo. Ela desviou o olhar rapidamente, sentindo o rosto corar.

A noite terminou com o diretor Dumbledore dando as boas-vindas aos alunos e algumas palavras de encorajamento. Mila seguiu os outros alunos da Sonserina até as masmorras, onde a sala comunal estava localizada. O ambiente era sombrio e elegante, com paredes de pedra e tapeçarias de seda verde.

– Esta é a sua casa agora, Black. – Draco disse, gesticulando para o ambiente. – Você vai gostar daqui.

Mila assentiu, ainda um pouco atordoada com tudo o que havia acontecido. Ela foi levada para o dormitório feminino, onde outras quatro garotas já estavam se instalando. Elas a cumprimentaram com curiosidade, e Mila tentou ser o mais amigável possível.

Depois de desfazer a mala e arrumar suas coisas, Mila se deitou na cama, olhando para o teto. O dia havia sido longo e cheio de emoções. Ela estava em Hogwarts, na Sonserina, e seu pai estava mais perto do que nunca.

Seus pensamentos voltaram para Mattheo Riddle. Aqueles olhos. Havia algo neles que a chamava, uma promessa de algo mais. Ela sentiu um calafrio, um misto de excitação e apreensão. O que o futuro reservava para ela naquele novo mundo? Uma coisa era certa: sua vida nunca mais seria a mesma. O jogo havia apenas começado.
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