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Jinx
Фандом: Jinx
Создан: 15.02.2026
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РомантикаДрамаCharacter studyРеализмЗанавесочная историяHurt/Comfort
O Início de Algo Mais
O suor escorria pela testa de Kim Dan, pingando no tatame enquanto ele tentava acompanhar a sequência de movimentos que Joo lhe mostrava. Os músculos do lutador, definidos e tensos, flexionavam-se com cada golpe, e Dan sentia uma pontada de inveja e admiração. Desde que Joo o havia puxado para mais perto, o mundo de Dan parecia ter virado de cabeça para baixo. Os toques, os olhares, as palavras – ou a falta delas – de Joo tinham um peso diferente agora.
“Mais força nos quadris, seu idiota”, Joo rosnou, o tom habitual de impaciência velada, mas Dan percebia um brilho diferente em seus olhos. Não era a raiva pura de antes, mas algo mais… intenso.
Dan tentou novamente, sentindo a tensão em seus próprios músculos. Ele não era um lutador, mas Joo parecia determinado a fazê-lo aprender alguns movimentos básicos de defesa. Era um esforço conjunto que, para Dan, se assemelhava mais a uma dança perigosa do que a um treino.
“Assim está melhor”, Joo murmurou, e Dan sentiu um arrepio. A voz grave, normalmente usada para comandar ou repreender, continha agora uma nuance que o deixava desconcertado. Joo se aproximou, suas mãos grandes e calejadas pousando nos quadris de Dan para corrigir sua postura. O contato elétrico fez o coração de Dan disparar. Ele podia sentir o calor do corpo de Joo através de sua roupa fina de treino.
“D-desculpe, senhor Joo”, Dan gaguejou, o rosto corando.
Joo soltou um suspiro, mas não se afastou imediatamente. Em vez disso, seus dedos roçaram a pele de Dan por um instante antes de se afastarem. “Continue praticando. Não quero que seja um alvo fácil.”
Dan assentiu, mas sua mente estava longe dos movimentos de luta. A proximidade de Joo, o cheiro de suor e testosterona que emanava dele, a maneira como seus olhos o perfuravam… Tudo isso o deixava em um estado de confusão deliciosa.
O treino terminou logo depois, e Dan se apressou para arrumar o equipamento. Joo estava em seu canto, secando o suor com uma toalha, os músculos do abdômen contraídos a cada movimento. Dan tentou não olhar, mas era inútil. A figura de Joo era magnética, uma força da natureza que o atraía irresistivelmente.
“Você está… diferente hoje, senhor Joo”, Dan ousou dizer, sua voz quase um sussurro.
Joo baixou a toalha, seus olhos encontrando os de Dan. “Diferente como?”
Dan hesitou. Ele não sabia como explicar. A raiva latente de Joo parecia ter diminuído, substituída por uma intensidade mais contida, quase… protetora. Era como se as paredes que o lutador havia erguido ao redor de si estivessem lentamente desmoronando, revelando algo mais profundo e complexo.
“Você… parece menos irritado”, Dan finalmente conseguiu dizer, sentindo o rosto esquentar.
Joo soltou um riso curto, quase sem humor. “Talvez você esteja finalmente aprendendo a não ser tão inútil.”
Apesar da aspereza das palavras, Dan percebeu a ausência da picada usual. Havia algo mais ali, uma espécie de brincadeira que nunca havia existido antes.
“Eu… estou tentando, senhor Joo”, Dan respondeu, um pequeno sorriso surgindo em seus lábios.
Joo apenas o observou por um momento, seus olhos percorrendo o rosto de Dan, demorando-se em seus lábios. Dan sentiu um formigamento, uma antecipação que o deixou sem fôlego.
“Vá tomar um banho. E depois prepare o meu”, Joo ordenou, virando-se para ir embora. Mas antes que ele pudesse sair completamente, ele parou. “E Dan…”
Dan se virou, o coração batendo forte. “Sim, senhor Joo?”
Joo hesitou, as costas para Dan. “Não se esforce demais. Não quero que você se machuque.”
Aquelas palavras, vindas de Joo, foram como um choque. Dan sentiu um calor se espalhar por seu peito. Era a primeira vez que Joo expressava algo que se assemelhava a preocupação, mesmo que fosse de uma forma tão indireta.
“Sim, senhor Joo”, Dan respondeu, um sorriso genuíno agora em seu rosto.
Enquanto Dan se dirigia ao chuveiro, ele não podia deixar de pensar no que havia acontecido. O comportamento de Joo era confuso, mas também… excitante. Ele sentia que algo estava mudando entre eles, algo que ele não conseguia nomear, mas que o preenchia com uma mistura de medo e esperança.
Mais tarde, enquanto Dan massageava os músculos de Joo, a tensão no ar era quase palpável. As mãos de Dan deslizavam sobre a pele quente e firme de Joo, sentindo cada fibra muscular sob seus dedos. Joo estava deitado de bruços, o rosto virado para o lado, mas Dan podia sentir a intensidade de seu olhar.
“Mais forte, Kim Dan”, Joo murmurou, a voz rouca.
Dan obedeceu, aplicando mais pressão. Ele podia sentir o poder de Joo, a força bruta que o tornava um lutador tão temido. Mas sob aquela fachada de dureza, Dan estava começando a ver algo mais. Vulnerabilidade, talvez? Ou apenas uma necessidade de ser tocado, de sentir algo real.
Os dedos de Dan percorreram a cicatriz proeminente nas costas de Joo, um lembrete de todas as batalhas que ele havia enfrentado. Ele se perguntou sobre a história por trás de cada marca, sobre as dores e os sacrifícios que Joo havia feito para chegar onde estava.
“Você está pensando demais”, Joo disse, a voz abafada.
Dan recuou um pouco, o rosto corando. “Desculpe, senhor Joo.”
Joo soltou um suspiro. “Apenas continue.”
Dan obedeceu, mas sua mente continuava a divagar. A proximidade física com Joo era algo que ele nunca havia imaginado. No início, era apenas um trabalho, uma forma de sobreviver. Mas agora… agora era diferente. Havia uma conexão, uma atração que se aprofundava a cada dia.
Quando a massagem terminou, Joo se virou, apoiando-se nos cotovelos. Seus olhos encontraram os de Dan, e o ar na sala pareceu rarefeito. Dan engoliu em seco, seu coração batendo como um tambor.
“Você… está bem, senhor Joo?” Dan perguntou, sua voz quase um sussurro.
Joo apenas o observou, a intensidade em seu olhar quase o sufocando. Ele estendeu a mão, seus dedos se fechando em torno do pulso de Dan. O toque era gentil, mas firme, e Dan sentiu um choque elétrico percorrer seu corpo.
“Venha aqui”, Joo ordenou, sua voz baixa e rouca.
Dan obedeceu, seu corpo movendo-se por conta própria. Ele se ajoelhou ao lado de Joo, seus olhos fixos nos do lutador. A tensão entre eles era quase insuportável, uma mistura de desejo e incerteza.
Joo puxou Dan para mais perto, e Dan sentiu o calor do corpo de Joo contra o seu. Os olhos de Joo varreram o rosto de Dan, demorando-se em seus lábios, antes de se fixarem novamente em seus olhos.
“Você… é um idiota, Kim Dan”, Joo murmurou, mas não havia raiva em suas palavras. Apenas uma intensidade que fez o coração de Dan pular.
Antes que Dan pudesse responder, Joo o puxou para um beijo. Foi repentino, avassalador. Os lábios de Joo eram firmes e exigentes, mas havia também uma ternura inesperada por trás da urgência. Dan sentiu seus próprios lábios se abrirem, respondendo ao beijo com uma paixão que ele não sabia que possuía.
As mãos de Joo se moveram para a nuca de Dan, aprofundando o beijo. Dan gemeu, seus dedos se agarrando aos ombros largos de Joo. O mundo girou, e tudo o que importava era o toque de Joo, o sabor de seus lábios, o calor de seu corpo.
Quando Joo finalmente se afastou, ambos estavam ofegantes. Os olhos de Dan estavam semicerrados, seu rosto corado, e seus lábios inchados pelo beijo. Joo o observou, um brilho nos olhos que Dan nunca havia visto antes.
“Você é meu, Kim Dan”, Joo murmurou, sua voz rouca e possessiva.
As palavras fizeram um arrepio percorrer a espinha de Dan, mas não um arrepio de medo. Era um arrepio de desejo, de pertença. Ele havia lutado contra isso por tanto tempo, negado a si mesmo esses sentimentos, mas agora… agora não havia mais como negar.
“Sim, senhor Joo”, Dan sussurrou, sua voz embargada pela emoção.
Joo sorriu, um sorriso raro e perigoso que fez o coração de Dan acelerar ainda mais. Ele se inclinou novamente, seus lábios roçando os de Dan.
“Bom”, Joo murmurou, antes de beijá-lo novamente, desta vez com uma ternura mais profunda, uma promessa silenciosa de tudo o que ainda estava por vir.
Naquela noite, sob a luz fraca do quarto, Dan sentiu-se flutuando entre a realidade e um sonho. Os toques de Joo eram firmes, mas cuidadosos, explorando cada curva de seu corpo com uma intensidade que o deixava sem fôlego. Dan nunca havia experimentado algo assim, uma entrega tão completa, uma paixão tão avassaladora.
Joo era um homem de poucas palavras, mas seus toques falavam volumes. Cada carícia, cada beijo, era uma declaração de desejo, de posse, de algo que Dan estava começando a acreditar que poderia ser… amor.
Dan se agarrava a Joo, seus dedos cravados nas costas do lutador enquanto os gemidos escapavam de seus lábios. Ele podia sentir o calor de Joo, o cheiro de sua pele, o ritmo de sua respiração. Era tudo tão real, tão intenso, que ele sentia que poderia desmaiar a qualquer momento.
Quando tudo terminou, os dois estavam ofegantes, seus corpos entrelaçados sob os lençóis amassados. Dan estava exausto, mas uma sensação de paz e satisfação o preenchia. Ele se aninhou contra o corpo forte de Joo, sentindo o braço do lutador se apertar em volta dele.
“Você… está bem, senhor Joo?” Dan perguntou, sua voz rouca de emoção.
Joo apenas grunhiu em resposta, mas o aperto em seu braço se intensificou. Dan sabia que era a maneira de Joo dizer que sim, que ele estava bem. E mais do que isso, que ele estava… feliz.
Dan fechou os olhos, um sorriso suave brincando em seus lábios. Ele nunca imaginou que sua vida tomaria um rumo tão inesperado. De um fisioterapeuta endividado e solitário a… isso. Aos braços de Joo, ao calor de seu corpo, à promessa de um futuro incerto, mas excitante.
Ele não sabia o que o futuro lhes reservava, mas uma coisa era certa: ele estava disposto a enfrentar qualquer coisa ao lado de Joo. Ele havia encontrado seu porto seguro, seu desafio, seu amor. E, pela primeira vez em muito tempo, Kim Dan sentiu que estava exatamente onde deveria estar.
Na manhã seguinte, a luz do sol se infiltrava pelas cortinas, pintando o quarto com tons dourados. Dan acordou primeiro, sentindo o peso do braço de Joo sobre sua cintura. Ele se virou cuidadosamente, observando o rosto adormecido do lutador. Sem a carranca habitual, Joo parecia quase gentil, um contraste surpreendente com sua personalidade usual.
Dan estendeu a mão, seus dedos roçando a bochecha áspera de Joo. Um arrepio percorreu seu corpo. Ele ainda não conseguia acreditar que tudo aquilo era real. A noite anterior, a paixão, a entrega… Era como um sonho do qual ele não queria acordar.
Joo resmungou, seus olhos se abrindo lentamente. Seus olhos escuros fixaram-se em Dan, e um leve sorriso se formou em seus lábios. Era um sorriso raro, quase imperceptível, mas para Dan, era o mundo inteiro.
“Bom dia, Kim Dan”, Joo murmurou, sua voz ainda rouca de sono.
“Bom dia, senhor Joo”, Dan respondeu, sentindo seu rosto corar.
Joo puxou Dan para mais perto, aninhando-o contra seu corpo. Dan podia sentir o calor de Joo, o ritmo de sua respiração. Era um conforto que ele nunca havia conhecido antes.
“Fique aqui”, Joo ordenou, sua voz possessiva.
Dan assentiu, aconchegando-se ainda mais. Ele não queria estar em nenhum outro lugar. Por um momento, eles apenas ficaram ali, desfrutando da quietude da manhã e da proximidade um do outro.
Finalmente, Joo soltou um suspiro e se afastou um pouco. “Preciso treinar.”
Dan sentiu uma pontada de desapontamento, mas ele sabia que o trabalho de Joo era importante. “Eu… eu vou preparar o café da manhã.”
Joo apenas o observou por um momento, seus olhos percorrendo o rosto de Dan. “Você está diferente.”
Dan sorriu. “Você também, senhor Joo.”
Joo soltou um riso curto, um som que Dan estava começando a apreciar. “Talvez.”
Enquanto Dan se levantava e se vestia, ele sentiu um novo senso de propósito. A incerteza ainda estava lá, mas agora havia esperança. Ele sabia que o caminho à frente não seria fácil. Joo era um homem complexo, com muitos demônios internos. Mas Dan estava disposto a lutar por ele, a estar ao seu lado, a ajudá-lo a encontrar a paz que ele tanto merecia.
Ao sair do quarto, Dan parou na porta, virando-se para olhar para Joo. O lutador estava observando-o, seus olhos escuros fixos nele. Havia algo mais em seu olhar agora, algo que não estava lá antes. Era uma promessa, uma conexão profunda que Dan estava começando a entender.
Dan sorriu, um sorriso genuíno e cheio de esperança. “Eu vou estar esperando, senhor Joo.”
Joo assentiu, um brilho nos olhos que fez o coração de Dan pular. “Não demore.”
Dan se virou e saiu, um novo propósito em seus passos. A porta do quarto se fechou atrás dele, mas a porta para um novo capítulo em sua vida havia se aberto. Ele sabia que o caminho à frente seria cheio de desafios, mas com Joo ao seu lado, ele estava pronto para enfrentar qualquer coisa.
Ele estava pronto para o início de algo mais.
“Mais força nos quadris, seu idiota”, Joo rosnou, o tom habitual de impaciência velada, mas Dan percebia um brilho diferente em seus olhos. Não era a raiva pura de antes, mas algo mais… intenso.
Dan tentou novamente, sentindo a tensão em seus próprios músculos. Ele não era um lutador, mas Joo parecia determinado a fazê-lo aprender alguns movimentos básicos de defesa. Era um esforço conjunto que, para Dan, se assemelhava mais a uma dança perigosa do que a um treino.
“Assim está melhor”, Joo murmurou, e Dan sentiu um arrepio. A voz grave, normalmente usada para comandar ou repreender, continha agora uma nuance que o deixava desconcertado. Joo se aproximou, suas mãos grandes e calejadas pousando nos quadris de Dan para corrigir sua postura. O contato elétrico fez o coração de Dan disparar. Ele podia sentir o calor do corpo de Joo através de sua roupa fina de treino.
“D-desculpe, senhor Joo”, Dan gaguejou, o rosto corando.
Joo soltou um suspiro, mas não se afastou imediatamente. Em vez disso, seus dedos roçaram a pele de Dan por um instante antes de se afastarem. “Continue praticando. Não quero que seja um alvo fácil.”
Dan assentiu, mas sua mente estava longe dos movimentos de luta. A proximidade de Joo, o cheiro de suor e testosterona que emanava dele, a maneira como seus olhos o perfuravam… Tudo isso o deixava em um estado de confusão deliciosa.
O treino terminou logo depois, e Dan se apressou para arrumar o equipamento. Joo estava em seu canto, secando o suor com uma toalha, os músculos do abdômen contraídos a cada movimento. Dan tentou não olhar, mas era inútil. A figura de Joo era magnética, uma força da natureza que o atraía irresistivelmente.
“Você está… diferente hoje, senhor Joo”, Dan ousou dizer, sua voz quase um sussurro.
Joo baixou a toalha, seus olhos encontrando os de Dan. “Diferente como?”
Dan hesitou. Ele não sabia como explicar. A raiva latente de Joo parecia ter diminuído, substituída por uma intensidade mais contida, quase… protetora. Era como se as paredes que o lutador havia erguido ao redor de si estivessem lentamente desmoronando, revelando algo mais profundo e complexo.
“Você… parece menos irritado”, Dan finalmente conseguiu dizer, sentindo o rosto esquentar.
Joo soltou um riso curto, quase sem humor. “Talvez você esteja finalmente aprendendo a não ser tão inútil.”
Apesar da aspereza das palavras, Dan percebeu a ausência da picada usual. Havia algo mais ali, uma espécie de brincadeira que nunca havia existido antes.
“Eu… estou tentando, senhor Joo”, Dan respondeu, um pequeno sorriso surgindo em seus lábios.
Joo apenas o observou por um momento, seus olhos percorrendo o rosto de Dan, demorando-se em seus lábios. Dan sentiu um formigamento, uma antecipação que o deixou sem fôlego.
“Vá tomar um banho. E depois prepare o meu”, Joo ordenou, virando-se para ir embora. Mas antes que ele pudesse sair completamente, ele parou. “E Dan…”
Dan se virou, o coração batendo forte. “Sim, senhor Joo?”
Joo hesitou, as costas para Dan. “Não se esforce demais. Não quero que você se machuque.”
Aquelas palavras, vindas de Joo, foram como um choque. Dan sentiu um calor se espalhar por seu peito. Era a primeira vez que Joo expressava algo que se assemelhava a preocupação, mesmo que fosse de uma forma tão indireta.
“Sim, senhor Joo”, Dan respondeu, um sorriso genuíno agora em seu rosto.
Enquanto Dan se dirigia ao chuveiro, ele não podia deixar de pensar no que havia acontecido. O comportamento de Joo era confuso, mas também… excitante. Ele sentia que algo estava mudando entre eles, algo que ele não conseguia nomear, mas que o preenchia com uma mistura de medo e esperança.
Mais tarde, enquanto Dan massageava os músculos de Joo, a tensão no ar era quase palpável. As mãos de Dan deslizavam sobre a pele quente e firme de Joo, sentindo cada fibra muscular sob seus dedos. Joo estava deitado de bruços, o rosto virado para o lado, mas Dan podia sentir a intensidade de seu olhar.
“Mais forte, Kim Dan”, Joo murmurou, a voz rouca.
Dan obedeceu, aplicando mais pressão. Ele podia sentir o poder de Joo, a força bruta que o tornava um lutador tão temido. Mas sob aquela fachada de dureza, Dan estava começando a ver algo mais. Vulnerabilidade, talvez? Ou apenas uma necessidade de ser tocado, de sentir algo real.
Os dedos de Dan percorreram a cicatriz proeminente nas costas de Joo, um lembrete de todas as batalhas que ele havia enfrentado. Ele se perguntou sobre a história por trás de cada marca, sobre as dores e os sacrifícios que Joo havia feito para chegar onde estava.
“Você está pensando demais”, Joo disse, a voz abafada.
Dan recuou um pouco, o rosto corando. “Desculpe, senhor Joo.”
Joo soltou um suspiro. “Apenas continue.”
Dan obedeceu, mas sua mente continuava a divagar. A proximidade física com Joo era algo que ele nunca havia imaginado. No início, era apenas um trabalho, uma forma de sobreviver. Mas agora… agora era diferente. Havia uma conexão, uma atração que se aprofundava a cada dia.
Quando a massagem terminou, Joo se virou, apoiando-se nos cotovelos. Seus olhos encontraram os de Dan, e o ar na sala pareceu rarefeito. Dan engoliu em seco, seu coração batendo como um tambor.
“Você… está bem, senhor Joo?” Dan perguntou, sua voz quase um sussurro.
Joo apenas o observou, a intensidade em seu olhar quase o sufocando. Ele estendeu a mão, seus dedos se fechando em torno do pulso de Dan. O toque era gentil, mas firme, e Dan sentiu um choque elétrico percorrer seu corpo.
“Venha aqui”, Joo ordenou, sua voz baixa e rouca.
Dan obedeceu, seu corpo movendo-se por conta própria. Ele se ajoelhou ao lado de Joo, seus olhos fixos nos do lutador. A tensão entre eles era quase insuportável, uma mistura de desejo e incerteza.
Joo puxou Dan para mais perto, e Dan sentiu o calor do corpo de Joo contra o seu. Os olhos de Joo varreram o rosto de Dan, demorando-se em seus lábios, antes de se fixarem novamente em seus olhos.
“Você… é um idiota, Kim Dan”, Joo murmurou, mas não havia raiva em suas palavras. Apenas uma intensidade que fez o coração de Dan pular.
Antes que Dan pudesse responder, Joo o puxou para um beijo. Foi repentino, avassalador. Os lábios de Joo eram firmes e exigentes, mas havia também uma ternura inesperada por trás da urgência. Dan sentiu seus próprios lábios se abrirem, respondendo ao beijo com uma paixão que ele não sabia que possuía.
As mãos de Joo se moveram para a nuca de Dan, aprofundando o beijo. Dan gemeu, seus dedos se agarrando aos ombros largos de Joo. O mundo girou, e tudo o que importava era o toque de Joo, o sabor de seus lábios, o calor de seu corpo.
Quando Joo finalmente se afastou, ambos estavam ofegantes. Os olhos de Dan estavam semicerrados, seu rosto corado, e seus lábios inchados pelo beijo. Joo o observou, um brilho nos olhos que Dan nunca havia visto antes.
“Você é meu, Kim Dan”, Joo murmurou, sua voz rouca e possessiva.
As palavras fizeram um arrepio percorrer a espinha de Dan, mas não um arrepio de medo. Era um arrepio de desejo, de pertença. Ele havia lutado contra isso por tanto tempo, negado a si mesmo esses sentimentos, mas agora… agora não havia mais como negar.
“Sim, senhor Joo”, Dan sussurrou, sua voz embargada pela emoção.
Joo sorriu, um sorriso raro e perigoso que fez o coração de Dan acelerar ainda mais. Ele se inclinou novamente, seus lábios roçando os de Dan.
“Bom”, Joo murmurou, antes de beijá-lo novamente, desta vez com uma ternura mais profunda, uma promessa silenciosa de tudo o que ainda estava por vir.
Naquela noite, sob a luz fraca do quarto, Dan sentiu-se flutuando entre a realidade e um sonho. Os toques de Joo eram firmes, mas cuidadosos, explorando cada curva de seu corpo com uma intensidade que o deixava sem fôlego. Dan nunca havia experimentado algo assim, uma entrega tão completa, uma paixão tão avassaladora.
Joo era um homem de poucas palavras, mas seus toques falavam volumes. Cada carícia, cada beijo, era uma declaração de desejo, de posse, de algo que Dan estava começando a acreditar que poderia ser… amor.
Dan se agarrava a Joo, seus dedos cravados nas costas do lutador enquanto os gemidos escapavam de seus lábios. Ele podia sentir o calor de Joo, o cheiro de sua pele, o ritmo de sua respiração. Era tudo tão real, tão intenso, que ele sentia que poderia desmaiar a qualquer momento.
Quando tudo terminou, os dois estavam ofegantes, seus corpos entrelaçados sob os lençóis amassados. Dan estava exausto, mas uma sensação de paz e satisfação o preenchia. Ele se aninhou contra o corpo forte de Joo, sentindo o braço do lutador se apertar em volta dele.
“Você… está bem, senhor Joo?” Dan perguntou, sua voz rouca de emoção.
Joo apenas grunhiu em resposta, mas o aperto em seu braço se intensificou. Dan sabia que era a maneira de Joo dizer que sim, que ele estava bem. E mais do que isso, que ele estava… feliz.
Dan fechou os olhos, um sorriso suave brincando em seus lábios. Ele nunca imaginou que sua vida tomaria um rumo tão inesperado. De um fisioterapeuta endividado e solitário a… isso. Aos braços de Joo, ao calor de seu corpo, à promessa de um futuro incerto, mas excitante.
Ele não sabia o que o futuro lhes reservava, mas uma coisa era certa: ele estava disposto a enfrentar qualquer coisa ao lado de Joo. Ele havia encontrado seu porto seguro, seu desafio, seu amor. E, pela primeira vez em muito tempo, Kim Dan sentiu que estava exatamente onde deveria estar.
Na manhã seguinte, a luz do sol se infiltrava pelas cortinas, pintando o quarto com tons dourados. Dan acordou primeiro, sentindo o peso do braço de Joo sobre sua cintura. Ele se virou cuidadosamente, observando o rosto adormecido do lutador. Sem a carranca habitual, Joo parecia quase gentil, um contraste surpreendente com sua personalidade usual.
Dan estendeu a mão, seus dedos roçando a bochecha áspera de Joo. Um arrepio percorreu seu corpo. Ele ainda não conseguia acreditar que tudo aquilo era real. A noite anterior, a paixão, a entrega… Era como um sonho do qual ele não queria acordar.
Joo resmungou, seus olhos se abrindo lentamente. Seus olhos escuros fixaram-se em Dan, e um leve sorriso se formou em seus lábios. Era um sorriso raro, quase imperceptível, mas para Dan, era o mundo inteiro.
“Bom dia, Kim Dan”, Joo murmurou, sua voz ainda rouca de sono.
“Bom dia, senhor Joo”, Dan respondeu, sentindo seu rosto corar.
Joo puxou Dan para mais perto, aninhando-o contra seu corpo. Dan podia sentir o calor de Joo, o ritmo de sua respiração. Era um conforto que ele nunca havia conhecido antes.
“Fique aqui”, Joo ordenou, sua voz possessiva.
Dan assentiu, aconchegando-se ainda mais. Ele não queria estar em nenhum outro lugar. Por um momento, eles apenas ficaram ali, desfrutando da quietude da manhã e da proximidade um do outro.
Finalmente, Joo soltou um suspiro e se afastou um pouco. “Preciso treinar.”
Dan sentiu uma pontada de desapontamento, mas ele sabia que o trabalho de Joo era importante. “Eu… eu vou preparar o café da manhã.”
Joo apenas o observou por um momento, seus olhos percorrendo o rosto de Dan. “Você está diferente.”
Dan sorriu. “Você também, senhor Joo.”
Joo soltou um riso curto, um som que Dan estava começando a apreciar. “Talvez.”
Enquanto Dan se levantava e se vestia, ele sentiu um novo senso de propósito. A incerteza ainda estava lá, mas agora havia esperança. Ele sabia que o caminho à frente não seria fácil. Joo era um homem complexo, com muitos demônios internos. Mas Dan estava disposto a lutar por ele, a estar ao seu lado, a ajudá-lo a encontrar a paz que ele tanto merecia.
Ao sair do quarto, Dan parou na porta, virando-se para olhar para Joo. O lutador estava observando-o, seus olhos escuros fixos nele. Havia algo mais em seu olhar agora, algo que não estava lá antes. Era uma promessa, uma conexão profunda que Dan estava começando a entender.
Dan sorriu, um sorriso genuíno e cheio de esperança. “Eu vou estar esperando, senhor Joo.”
Joo assentiu, um brilho nos olhos que fez o coração de Dan pular. “Não demore.”
Dan se virou e saiu, um novo propósito em seus passos. A porta do quarto se fechou atrás dele, mas a porta para um novo capítulo em sua vida havia se aberto. Ele sabia que o caminho à frente seria cheio de desafios, mas com Joo ao seu lado, ele estava pronto para enfrentar qualquer coisa.
Ele estava pronto para o início de algo mais.
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