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Entre memórias

Фандом: Genshin impact

Создан: 18.02.2026

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РомантикаДрамаHurt/ComfortАнгстЗанавесочная историяРеализмНеожиданная/нежелательная беременностьCharacter study
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A Teia do Destino: Entre Memória e Coração

Lisa Minci, aos seus dezenove anos, era a personificação da primavera em um campus universitário. Seus cabelos castanhos, que dançavam com a brisa, emolduravam um rosto delicado e olhos verdes que refletiam uma alma pura e ingênua. Estudante de Letras, ela se dedicava aos livros com o mesmo fervor com que ajudava qualquer um que cruzasse seu caminho. Sua rotina era um delicado balé entre aulas, a biblioteca e o pequeno café onde trabalhava meio período, um refúgio acolhedor onde o aroma de café recém-passado se misturava ao cheiro de papel envelhecido dos livros que ela lia nos intervalos.

Longe da efervescência acadêmica de Lisa, Alhaitham Lancaster, de vinte e oito anos, vivia em um mundo de cifras e decisões frias. Herdeiro da fortuna Lancaster, sua vida era um calculo preciso, cada interação, cada palavra, ponderada e medida. Seus olhos verdes esmeralda, afiados como lâminas, raramente demonstravam emoção, e seu temperamento indiferente era uma barreira impenetrável para a maioria. O cabelo cinza, com mechas que pareciam ter sido pintadas com a própria névoa do amanhecer, era um contraste marcante com a sua personalidade gélida. Alhaitham era conhecido por ser um homem frio, arrogante e, para o desespero de sua família, um notório mulherengo.

A vida de Alhaitham estava prestes a tomar um rumo que ele jamais previra. Um noivado arranjado com Nilou, uma jovem elegante e igualmente ambiciosa da alta sociedade, estava em pauta. Era um negócio, um acordo para solidificar impérios e garantir a linhagem. Amor? Para Alhaitham, era uma variável desnecessária em sua equação de vida.

O destino, porém, tinha outros planos. Em uma noite chuvosa e traiçoeira, o carro de Alhaitham derrapou em uma curva fechada, colidindo violentamente com um poste. O impacto foi brutal.

Lisa, voltando para casa depois de um turno extra no café, testemunhou a cena. Seu coração, sempre propenso à compaixão, disparou. Sem hesitar, ela correu para os destroços, ignorando o perigo e a chuva que a encharcava. Com a ajuda de um transeunte, conseguiu retirar o homem inconsciente do veículo em chamas, antes que as chamas o consumissem. Ela o levou para o hospital mais próximo, seu rosto pálido e manchado de sangue.

Horas depois, Alhaitham acordou em um quarto de hospital, a cabeça latejando e a memória um borrão. Lisa estava ao seu lado, seus olhos verdes cheios de preocupação. Quando ele perguntou quem ela era, ela explicou que o havia resgatado. Mas, quando ele perguntou quem ele era, o pânico tomou conta dela e dos médicos. Ele tinha amnésia.

A equipe médica, ao perceber a confusão de Alhaitham e sua aparente dependência emocional de Lisa, que ele confundia com sua esposa, pressionou-a a manter a farsa. "É para o bem dele, senhorita Minci. Qualquer choque pode ser fatal para sua recuperação", argumentou o médico-chefe. Lisa, ingênua e com o coração mole, não conseguiu recusar. Ela se viu presa em uma teia de mentiras, um papel que ela jamais imaginou desempenhar.

Os dias no hospital foram um teste para Lisa. Ela cuidava de Alhaitham com uma dedicação surpreendente, alimentando-o, ajudando-o a se mover, lendo para ele. Ele, por sua vez, começou a depender dela para tudo, sua frieza habitual dando lugar a uma vulnerabilidade que a surpreendia. Seus olhos esmeralda, antes gélidos, agora a seguiam com uma curiosidade quase infantil.

A alta hospitalar foi um marco. Alhaitham, ainda sem memória, estava sendo levado para "casa". A casa de Lisa. Seus pais, pessoas simples e amorosas, ficaram chocados ao vê-la chegar com um homem estranho e, mais ainda, ao ouvir a história mirabolante de que ele era seu "marido" com amnésia. A mãe de Lisa, uma mulher prática, desconfiou, mas o pai, um sonhador, aceitou a situação, movido pela compaixão.

Enquanto isso, a família Lancaster estava em polvorosa. O herdeiro havia desaparecido. Detetives particulares foram contratados, a mídia estava em alvoroço, mas Alhaitham parecia ter sumido do mapa.

Na casa de Lisa, uma estranha intimidade começou a florescer. Alhaitham, em sua amnésia, era um homem diferente. Ele observava Lisa com uma intensidade que a fazia corar, seus toques eram gentis, suas palavras, embora poucas, carregadas de uma dependência que aquecia o coração ingênuo dela. Ele a pedia para ler para ele, para contar sobre "a vida deles", e Lisa, com sua imaginação fértil, criava histórias de um amor que ela desejava que fosse real.

A dependência emocional de Alhaitham por Lisa era palpável. Ele não conseguia dormir sem ela por perto, suas mãos buscavam as dela constantemente. Uma noite, ele a pegou pela mão e a levou para a pequena sala de jantar, um jantar romântico improvisado com as poucas coisas que Lisa tinha. Era simples, mas o olhar dele, que antes era uma muralha, agora era um convite silencioso.

A recuperação física de Alhaitham era lenta. Ele precisava de terapia e cuidados constantes. Uma noite, enquanto Lisa o ajudava com os exercícios, ela teve um vislumbre de seu corpo – marcado por cicatrizes do acidente, mas ainda assim, um corpo atlético e forte. Uma onda de calor a percorreu. Era a primeira vez que ela via seu "marido" de uma forma tão íntima. Aquele homem, que antes era um estranho, agora era uma parte inegável de sua vida.

A primeira vez deles foi um misto de inocência e paixão. Alhaitham, em sua amnésia, não tinha as inibições de seu eu anterior. Ele a desejava com uma pureza que a desarmou. Lisa, com seu coração ingênuo, se entregou completamente, acreditando nas promessas silenciosas que seus olhos esmeralda faziam. Naquela noite, sob o manto estrelado, ela se sentiu amada, real.

A felicidade, porém, é efêmera. A família Lancaster, através de uma pista fortuitamente encontrada, finalmente localizou Alhaitham. A chegada deles foi um turbilhão. A mãe de Alhaitham, uma mulher altiva e implacável, olhou para Lisa com desprezo. Nilou, a verdadeira noiva, estava ao lado dela, com um semblante de indignação.

A verdade explodiu como uma bomba. A amnésia de Alhaitham, a farsa de Lisa, o noivado com Nilou. A decepção de Alhaitham foi visível. Ele olhou para Lisa, seus olhos esmeralda agora frios e confusos. Como ela pôde enganá-lo?

A mãe de Alhaitham não perdeu tempo em atacar Lisa, chamando-a de oportunista, uma caçadora de fortunas. Lisa, com o coração em pedaços, não conseguiu se defender. Alhaitham, ainda confuso e ferido pela "traição", partiu com sua família, deixando Lisa sozinha, com o eco de suas promessas vazias.

De volta à sua pequena casa, Lisa se sentia vazia. Os dias se transformaram em semanas, as semanas em meses. As lembranças com Alhaitham eram uma ferida aberta. Ela tentava se concentrar nos estudos, mas sua mente sempre voltava para ele. Foi então que as náuseas começaram, a fadiga. Um teste de gravidez confirmou seus medos e esperanças: ela estava grávida.

Alhaitham, enquanto isso, recuperava sua memória lentamente. A vida com Nilou, o noivado, o trabalho. As lembranças de Lisa eram vagas, como um sonho distante. Ele voltou ao trabalho, mergulhando em sua rotina calculista.

Um dia, no hospital onde ele havia sido tratado e onde Lisa agora fazia seu pré-natal, eles se cruzaram. Ele a viu, grávida, e algo em seu coração se agitou. As memórias de seus dias com ela eram confusas, mas a imagem dela, tão vulnerável e linda, o atingiu. Ele, por um impulso que não soube explicar, se ofereceu para acompanhar seu pré-natal.

Lisa, hesitante, aceitou. Durante as consultas, Alhaitham, com seu intelecto afiado, acompanhava cada detalhe, cada exame. Uma pequena sensação de responsabilidade pelo bebê começou a surgir, um sentimento que ele não conseguia racionalizar.

A notícia da gravidez de Lisa chegou aos ouvidos da família Lancaster. A mãe de Alhaitham, ao saber que ele estava acompanhando o pré-natal, iniciou uma guerra silenciosa com Nilou. A possibilidade de um herdeiro fora do casamento era um escândalo, mas também uma oportunidade.

No dia do ultrassom para descobrir o sexo do bebê, Lisa estava nervosa. Alhaitham estava ao seu lado, observando a tela com uma intensidade incomum. A médica, ao ver a familiaridade entre os dois, presumiu que ele era o pai. "Parabéns, é uma linda menina!", ela disse, com um sorriso. Lisa chorou de emoção, e Alhaitham, para a surpresa de si mesmo, sentiu um calor no peito. Ele não a corrigiu.

Naquela noite, Alhaitham apareceu na casa de Lisa com um presente: um pequeno macacão rosa e um ursinho de pelúcia. Era um gesto simples, mas que significava muito para Lisa.

Kaveh, o irmão mais novo de Alhaitham, um homem de coração mais leve e amigo de Lisa dos tempos da faculdade, a confrontou. "Lisa, esse bebê é do Alhaitham, não é?" Lisa negou, seus olhos cheios de lágrimas. Ela não queria mais problemas para ele.

Mas a mãe de Alhaitham já estava em ação. Ela queria a criança, caso a paternidade fosse comprovada. Uma parte dela via a criança como uma forma de garantir a linhagem, outra, como uma forma de controlar Alhaitham.

Um flashback do passado de Alhaitham, de sua infância solitária, de sua própria mãe distante, o assombrava. Ele não queria que seu filho passasse pelo mesmo.

O nascimento de Yaoyao foi prematuro. Lisa, fraca, mal conseguia segurar a filha. Alhaitham estava lá, ao seu lado, uma presença forte e inabalável. Ele foi o primeiro a segurar a pequena Yaoyao, seus olhos esmeralda suavizados ao olhar para a recém-nascida. Naquele momento, ele sentiu uma conexão profunda, um desejo de responsabilidade que ele não conseguia explicar.

Alhaitham levou Lisa e Yaoyao para a mansão Lancaster. A mãe de Alhaitham, apesar de suas reservas, aceitou a neta. Nilou, por sua vez, estava furiosa, seus ciúmes a consumindo.

Os primeiros meses de Yaoyao na mansão foram um período de adaptação. A presença da bebê trouxe uma nova energia à casa. Alhaitham, para a surpresa de todos, se dedicava à filha com um carinho que ninguém esperava. Ele pintou o quarto dela com cores suaves, leu histórias para ela, aprendeu a trocar fraldas. A paternidade estava mudando-o para melhor.

Nilou, porém, não conseguia aceitar a situação. Ela escondeu a verdade sobre a paternidade de Yaoyao, forjando documentos e tentando afastar Alhaitham da filha. Mas Kaveh, desconfiado, encontrou os documentos e discutiu com Nilou, revelando a farsa para Alhaitham e seus pais.

A revelação foi um choque. Alhaitham, furioso, foi atrás de Lisa e Yaoyao, que haviam voltado para a casa simples de Lisa. Ele queria registrar a pequena em seu nome, oficialmente reconhecê-la como sua filha. Lisa, ferida pelas mentiras e pela dor, rejeitou. Mas Alhaitham, determinado, o fez mesmo assim, através de um processo legal.

Assim, começou uma vida a dois, com um pai que não desistia de querer participar. Yaoyao mudava Alhaitham, suavizando suas arestas, ensinando-o o significado do amor incondicional. A relação pai e filha floresceu, cheia de risos e momentos preciosos.

No primeiro aniversário de Yaoyao, Alhaitham e Lisa tiveram uma recaída. A paixão latente entre eles, nunca realmente extinta, reacendeu. Mas Lisa, com medo de se machucar novamente, pediu o divórcio. Ela precisava de um afastamento, de tempo para si.

O divórcio foi um processo doloroso, mas necessário. Alhaitham, embora relutante, aceitou. Mas o destino, novamente, tinha seus próprios planos.

No dia da ultrassom de rotina de Lisa, Alhaitham, ainda acompanhando, descobriu a nova gravidez. Eram gêmeos. "Lisa, case-se comigo", ele pediu, ajoelhado no chão do consultório médico. Por dias seguidos, ele a pediu em casamento, com flores, cartas, gestos românticos.

Lisa, vendo a sinceridade em seus olhos, a mudança em seu coração, finalmente aceitou. Papai Alhaitham estava em ação, mais feliz do que nunca.

O dia do casamento foi um sonho. Lisa, linda em seu vestido branco, caminhou até o altar, onde Alhaitham a esperava, seus olhos esmeralda cheios de amor. A lua de mel foi um refúgio de paz e paixão. Os futuros avós, antes céticos, agora transbordavam de alegria.

O quarto dos gêmeos foi decorado com carinho, um espaço cheio de cores e promessas. O nascimento dos meninos, dois pequenos seres cheios de vida, trouxe uma felicidade indescritível para Alhaitham.

O primeiro encontro entre Yaoyao e seus irmãos foi pura magia. A família, agora completa, era um quadro de amor e felicidade. Férias em família, risadas, planos para o futuro. A teia do destino, que antes parecia tão complicada, finalmente se desvendou, revelando um amor que superou a amnésia, as mentiras e as adversidades, provando que o coração, afinal, tem suas próprias razões que a razão desconhece.
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