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Os 7 mistérios
Фандом: Toilet bound hanako kun
Создан: 11.03.2026
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МистикаДрамаРомантикаТрагедияПриключенияHurt/ComfortФэнтезиCharacter studyМагический реализмПовседневностьЮморЗанавесочная историяСтихиЭкшн
O Mistério da Galeria de Arte: Um Amor Esquecido
A luz do sol matinal banhava os corredores da Academia Kamome, mas para Hanako, Yashiro, Kou, Aoi e até mesmo para o fantasmagórico Mitsuba, a rotina era tudo menos comum. Desde que se uniram para desvendar os mistérios da escola, cada dia trazia uma nova aventura, um novo enigma e, invariavelmente, uma nova discussão entre Hanako e Kou.
"Hanako-kun, você tem certeza que o próximo mistério é aqui?" Yashiro perguntou, ajustando a alça da sua mochila enquanto olhava para a porta da antiga galeria de arte da escola. O lugar era conhecido por ser raramente usado e por ter uma atmosfera um tanto lúgubre, mesmo durante o dia.
Hanako flutuou ao lado dela, um sorriso travesso estampado em seu rosto. "Claro, Yashiro! Os boatos dizem que o Quarto Mistério, 'A Galeria dos Retratos Vivos', reside aqui. Dizem que os olhos nos quadros seguem você, e se você for pego olhando por tempo demais, você se torna parte da arte para sempre!"
Kou bufou, apertando o cabo de seu cajado exorcista, o Raiteijou. "Boatos bobos. Provavelmente é só mais um espírito travesso que precisa ser exorcizado. Não se preocupe, Yashiro, eu te protejo desse pervertido e de qualquer fantasma que apareça!" Ele lançou um olhar de desdém para Hanako.
"Ora, ora, Mini-Exorcista, está com ciúmes? Não se preocupe, há fantasmas o suficiente para todos nós. E talvez você até encontre uma noiva fantasma aqui, uh?" Hanako provocou, rindo da vermelhidão que subiu ao rosto de Kou.
Aoi, que havia se juntado a eles na investigação por curiosidade e para apoiar Yashiro, riu suavemente. "Vocês dois nunca mudam. Mas, sério, uma galeria de arte? Parece um lugar interessante para um mistério."
Mitsuba, flutuando preguiçosamente atrás deles com sua câmera, murmurou. "Espero que os fantasmas aqui sejam fotogênicos. Preciso de algumas fotos artísticas para o meu portfólio."
Ao entrarem na galeria, foram recebidos por um silêncio pesado e uma coleção de retratos antigos que adornavam as paredes. Os olhos nos quadros pareciam, de fato, segui-los. A poeira cobria as molduras e o ar estava estagnado, carregado com um cheiro de tinta velha e algo mais… algo melancólico.
"Uau, é um pouco assustador, não é?" Yashiro sussurrou, sentindo um arrepio na espinha.
Hanako, no entanto, parecia mais pensativo do que o habitual. Ele flutuou lentamente de quadro em quadro, observando os rostos pintados. "Não é um espírito malévolo, pelo menos não no sentido tradicional. Sinto uma tristeza profunda aqui, uma espécie de solidão."
Kou, apesar de sua postura de exorcista, também sentiu a atmosfera. "Não há nenhuma energia demoníaca forte. Mas os olhos... eles realmente se movem."
De repente, um dos retratos, o de uma jovem com um vestido vitoriano e um olhar sonhador, pareceu piscar. Um sussurro ecoou pela sala, quase inaudível.
"Ela... ela está triste", Mitsuba disse, apontando a câmera para o quadro. "Posso ver a tristeza nos olhos dela, mesmo na pintura."
Yashiro se aproximou do retrato. A jovem na pintura tinha cabelos castanhos longos e um sorriso gentil, mas seus olhos transmitiam uma melancolia profunda. "Quem é você?" Yashiro perguntou, quase como se esperasse uma resposta.
Para a surpresa de todos, o quadro pareceu tremular. Uma voz suave e etérea preencheu a sala, parecendo vir de todos os lugares e de lugar nenhum ao mesmo tempo. "Eu sou Akane. Akane Minamoto. Fui a primeira Akane a frequentar esta escola, há muitos anos."
Aoi, que tinha o mesmo sobrenome, arregalou os olhos. "Minamoto? Como... como eu?"
A voz riu tristemente. "Sim, querida. Somos da mesma linhagem. Eu era uma estudante aqui, apaixonada por um jovem artista que também frequentava esta escola. Ele me pintou, e esta galeria foi o nosso lugar secreto."
Hanako flutuou mais perto, sua expressão agora séria. "Então você é o Quarto Mistério, Akane-san. Mas o que aconteceu? Por que você está presa aqui?"
A voz de Akane estremeceu. "Ele... ele foi embora. Prometeu voltar por mim, mas nunca o fez. Eu esperei, e esperei, e meu coração se partiu. O desejo de nunca esquecê-lo, de ser sempre lembrada por ele, me prendeu a este retrato. Agora, eu sou apenas uma memória, uma pintura esperando por um amor que nunca retornará."
Uma onda de tristeza invadiu o grupo. Yashiro sentiu um nó na garganta. A história de Akane era tão comovente, tão cheia de um amor perdido.
"Então, o mistério não é sobre ser pego pelos quadros, é sobre o coração partido dela", Kou disse, o Raiteijou abaixado. Pela primeira vez, ele não estava pensando em exorcizar, mas em consolar.
"É uma tragédia romântica, não é?" Mitsuba comentou, com um tom mais sombrio do que o habitual. "Presa em uma pintura por causa de um amor que se foi."
Hanako pousou no chão, olhando para o retrato com uma compaixão que raramente mostrava. "Akane-san, você não precisa mais esperar. Ele pode não voltar, mas você não está sozinha. Nós estamos aqui."
"Mas eu sou apenas uma imagem, uma sombra de quem eu fui", a voz de Akane lamentou. "Meu amor me pintou, e agora ele é a única coisa que me define."
Yashiro, com sua natureza empática, deu um passo à frente. "Não! Você é mais do que isso. Você é Akane Minamoto, uma pessoa com sentimentos, com uma história linda e triste. E a sua história merece ser contada, não esquecida."
Aoi, com a voz embargada, acrescentou. "E como sua descendente, eu prometo que não vou te esquecer. Vou honrar sua memória."
O retrato de Akane começou a brilhar suavemente. A tristeza em seus olhos parecia diminuir um pouco, substituída por uma centelha de esperança. "Vocês... vocês realmente se importam?"
"Claro que sim!" Kou exclamou. "Ninguém merece ser deixado para trás, especialmente por um amor que não valorizou o que tinha."
Hanako se aproximou do quadro, estendendo a mão espectral. "Akane-san, o Quarto Mistério não precisa mais ser uma prisão. Podemos ajudá-la a seguir em frente, a encontrar a paz. Mas para isso, você precisa querer."
A voz de Akane ficou mais forte, mais clara. "Eu... eu quero. Eu quero ser livre desta espera interminável. Eu quero que meu amor, mesmo que perdido, seja lembrado com carinho, não com dor."
Yashiro teve uma ideia. "Precisamos encontrar algo que a conecte ao seu amor, algo que ele deixou para trás. Talvez uma carta, uma lembrança que ele não levou consigo. Se pudermos reunir você com essa lembrança, talvez você possa encontrar a paz."
O grupo começou a vasculhar a galeria, procurando por qualquer pista. Hanako e Kou, surpreendentemente, trabalharam em conjunto, movendo móveis e examinando cada canto. Mitsuba, com sua câmera, tirava fotos de detalhes que poderiam ser importantes. Aoi e Yashiro procuravam em prateleiras e gavetas antigas.
Depois de um tempo, Kou encontrou uma pequena caixa de madeira escondida atrás de um dos quadros. Era empoeirada e parecia intocada por décadas. Ao abri-la, encontraram um pincel velho, algumas tintas secas e, no fundo, uma carta amarelada.
"É dele", a voz de Akane sussurrou, cheia de antecipação. "É do meu amor."
Yashiro pegou a carta com cuidado e começou a ler. Era uma carta de amor, escrita com uma caligrafia elegante, cheia de promessas e planos para o futuro. O artista expressava seu amor profundo por Akane e sua promessa de retornar para ela assim que sua carreira decolasse. No final da carta, havia um pequeno desenho de Akane, um esboço rápido, mas cheio de afeto.
"Ele não a esqueceu", Yashiro disse, com os olhos marejados. "Ele a amava de verdade. A carta explica que ele teve que ir para o exterior para estudar e prometeu voltar, mas nunca conseguiu devido a uma doença repentina que o levou."
Uma onda de luz emanou do retrato de Akane. A tristeza em seus olhos desapareceu completamente, substituída por um sorriso radiante. "Ele me amava. Ele realmente me amava. Eu não fui esquecida."
O espírito de Akane começou a se materializar, saindo do quadro como uma névoa brilhante. Ela era tão linda quanto na pintura, mas agora seus olhos brilhavam com uma paz recém-descoberta.
"Obrigada", Akane disse, sua voz agora clara e melódica. "Vocês me libertaram. Vocês me mostraram que o amor, mesmo que perdido, pode ser lembrado com carinho, não com luto eterno."
Ela se virou para Aoi. "Minha querida descendente, continue a ser forte e gentil. Honre seu nome e sua linhagem."
Akane se virou para Hanako. "Guardião dos mistérios, você tem um coração mais gentil do que mostra. Continue a ajudar aqueles que estão perdidos."
Para Kou, ela disse. "Jovem exorcista, seu senso de justiça é admirável. Não perca sua compaixão."
E para Yashiro, com um sorriso caloroso. "Yashiro-san, seu coração puro e empático é uma luz para todos ao seu redor. Nunca perca isso."
Finalmente, Akane olhou para Mitsuba. "Jovem fotógrafo, capture a beleza do mundo e a emoção das pessoas. Suas fotos têm o poder de contar histórias."
Com um último sorriso, Akane começou a desaparecer, seu corpo se transformando em milhares de pequenas partículas de luz que flutuaram para fora da galeria, para o céu. O quadro de Akane na parede agora mostrava apenas uma paisagem, como se ela nunca tivesse estado ali.
O silêncio na galeria era diferente agora. Não era o silêncio pesado e melancólico de antes, mas um silêncio de paz, de um mistério resolvido e de uma alma libertada.
"Ela se foi", Kou disse, o Raiteijou baixado completamente. "Ela encontrou a paz."
Yashiro limpou uma lágrima do canto do olho. "Foi tão lindo. Eu estou feliz por termos ajudado."
Hanako flutuou ao lado dela, um sorriso gentil em seus lábios. "Sim, Yashiro. Vocês fizeram um bom trabalho. Mais um mistério resolvido, e mais um espírito que encontrou seu caminho."
Mitsuba estava com a câmera abaixada, um olhar pensativo em seu rosto. "Eu... eu acho que entendi. Não é só sobre fantasmas assustadores. É sobre as histórias deles, sobre o que os prende aqui."
Aoi assentiu. "E sobre a importância de não esquecer. De honrar as pessoas e suas memórias."
Enquanto saíam da galeria, a luz do sol parecia mais brilhante do que antes. O time dos desajustados da Academia Kamome havia desvendado mais um mistério, não com exorcismos ou truques, mas com empatia, compreensão e a capacidade de ver além da superfície. Eles haviam feito uma nova amiga, mesmo que por um breve momento, e aprendido que alguns dos maiores mistérios da vida são, na verdade, as histórias de amor e perda que nos definem. E, de alguma forma, isso os uniu ainda mais, prontos para o próximo desafio que os 7 Mistérios da escola lhes apresentariam.
"Hanako-kun, você tem certeza que o próximo mistério é aqui?" Yashiro perguntou, ajustando a alça da sua mochila enquanto olhava para a porta da antiga galeria de arte da escola. O lugar era conhecido por ser raramente usado e por ter uma atmosfera um tanto lúgubre, mesmo durante o dia.
Hanako flutuou ao lado dela, um sorriso travesso estampado em seu rosto. "Claro, Yashiro! Os boatos dizem que o Quarto Mistério, 'A Galeria dos Retratos Vivos', reside aqui. Dizem que os olhos nos quadros seguem você, e se você for pego olhando por tempo demais, você se torna parte da arte para sempre!"
Kou bufou, apertando o cabo de seu cajado exorcista, o Raiteijou. "Boatos bobos. Provavelmente é só mais um espírito travesso que precisa ser exorcizado. Não se preocupe, Yashiro, eu te protejo desse pervertido e de qualquer fantasma que apareça!" Ele lançou um olhar de desdém para Hanako.
"Ora, ora, Mini-Exorcista, está com ciúmes? Não se preocupe, há fantasmas o suficiente para todos nós. E talvez você até encontre uma noiva fantasma aqui, uh?" Hanako provocou, rindo da vermelhidão que subiu ao rosto de Kou.
Aoi, que havia se juntado a eles na investigação por curiosidade e para apoiar Yashiro, riu suavemente. "Vocês dois nunca mudam. Mas, sério, uma galeria de arte? Parece um lugar interessante para um mistério."
Mitsuba, flutuando preguiçosamente atrás deles com sua câmera, murmurou. "Espero que os fantasmas aqui sejam fotogênicos. Preciso de algumas fotos artísticas para o meu portfólio."
Ao entrarem na galeria, foram recebidos por um silêncio pesado e uma coleção de retratos antigos que adornavam as paredes. Os olhos nos quadros pareciam, de fato, segui-los. A poeira cobria as molduras e o ar estava estagnado, carregado com um cheiro de tinta velha e algo mais… algo melancólico.
"Uau, é um pouco assustador, não é?" Yashiro sussurrou, sentindo um arrepio na espinha.
Hanako, no entanto, parecia mais pensativo do que o habitual. Ele flutuou lentamente de quadro em quadro, observando os rostos pintados. "Não é um espírito malévolo, pelo menos não no sentido tradicional. Sinto uma tristeza profunda aqui, uma espécie de solidão."
Kou, apesar de sua postura de exorcista, também sentiu a atmosfera. "Não há nenhuma energia demoníaca forte. Mas os olhos... eles realmente se movem."
De repente, um dos retratos, o de uma jovem com um vestido vitoriano e um olhar sonhador, pareceu piscar. Um sussurro ecoou pela sala, quase inaudível.
"Ela... ela está triste", Mitsuba disse, apontando a câmera para o quadro. "Posso ver a tristeza nos olhos dela, mesmo na pintura."
Yashiro se aproximou do retrato. A jovem na pintura tinha cabelos castanhos longos e um sorriso gentil, mas seus olhos transmitiam uma melancolia profunda. "Quem é você?" Yashiro perguntou, quase como se esperasse uma resposta.
Para a surpresa de todos, o quadro pareceu tremular. Uma voz suave e etérea preencheu a sala, parecendo vir de todos os lugares e de lugar nenhum ao mesmo tempo. "Eu sou Akane. Akane Minamoto. Fui a primeira Akane a frequentar esta escola, há muitos anos."
Aoi, que tinha o mesmo sobrenome, arregalou os olhos. "Minamoto? Como... como eu?"
A voz riu tristemente. "Sim, querida. Somos da mesma linhagem. Eu era uma estudante aqui, apaixonada por um jovem artista que também frequentava esta escola. Ele me pintou, e esta galeria foi o nosso lugar secreto."
Hanako flutuou mais perto, sua expressão agora séria. "Então você é o Quarto Mistério, Akane-san. Mas o que aconteceu? Por que você está presa aqui?"
A voz de Akane estremeceu. "Ele... ele foi embora. Prometeu voltar por mim, mas nunca o fez. Eu esperei, e esperei, e meu coração se partiu. O desejo de nunca esquecê-lo, de ser sempre lembrada por ele, me prendeu a este retrato. Agora, eu sou apenas uma memória, uma pintura esperando por um amor que nunca retornará."
Uma onda de tristeza invadiu o grupo. Yashiro sentiu um nó na garganta. A história de Akane era tão comovente, tão cheia de um amor perdido.
"Então, o mistério não é sobre ser pego pelos quadros, é sobre o coração partido dela", Kou disse, o Raiteijou abaixado. Pela primeira vez, ele não estava pensando em exorcizar, mas em consolar.
"É uma tragédia romântica, não é?" Mitsuba comentou, com um tom mais sombrio do que o habitual. "Presa em uma pintura por causa de um amor que se foi."
Hanako pousou no chão, olhando para o retrato com uma compaixão que raramente mostrava. "Akane-san, você não precisa mais esperar. Ele pode não voltar, mas você não está sozinha. Nós estamos aqui."
"Mas eu sou apenas uma imagem, uma sombra de quem eu fui", a voz de Akane lamentou. "Meu amor me pintou, e agora ele é a única coisa que me define."
Yashiro, com sua natureza empática, deu um passo à frente. "Não! Você é mais do que isso. Você é Akane Minamoto, uma pessoa com sentimentos, com uma história linda e triste. E a sua história merece ser contada, não esquecida."
Aoi, com a voz embargada, acrescentou. "E como sua descendente, eu prometo que não vou te esquecer. Vou honrar sua memória."
O retrato de Akane começou a brilhar suavemente. A tristeza em seus olhos parecia diminuir um pouco, substituída por uma centelha de esperança. "Vocês... vocês realmente se importam?"
"Claro que sim!" Kou exclamou. "Ninguém merece ser deixado para trás, especialmente por um amor que não valorizou o que tinha."
Hanako se aproximou do quadro, estendendo a mão espectral. "Akane-san, o Quarto Mistério não precisa mais ser uma prisão. Podemos ajudá-la a seguir em frente, a encontrar a paz. Mas para isso, você precisa querer."
A voz de Akane ficou mais forte, mais clara. "Eu... eu quero. Eu quero ser livre desta espera interminável. Eu quero que meu amor, mesmo que perdido, seja lembrado com carinho, não com dor."
Yashiro teve uma ideia. "Precisamos encontrar algo que a conecte ao seu amor, algo que ele deixou para trás. Talvez uma carta, uma lembrança que ele não levou consigo. Se pudermos reunir você com essa lembrança, talvez você possa encontrar a paz."
O grupo começou a vasculhar a galeria, procurando por qualquer pista. Hanako e Kou, surpreendentemente, trabalharam em conjunto, movendo móveis e examinando cada canto. Mitsuba, com sua câmera, tirava fotos de detalhes que poderiam ser importantes. Aoi e Yashiro procuravam em prateleiras e gavetas antigas.
Depois de um tempo, Kou encontrou uma pequena caixa de madeira escondida atrás de um dos quadros. Era empoeirada e parecia intocada por décadas. Ao abri-la, encontraram um pincel velho, algumas tintas secas e, no fundo, uma carta amarelada.
"É dele", a voz de Akane sussurrou, cheia de antecipação. "É do meu amor."
Yashiro pegou a carta com cuidado e começou a ler. Era uma carta de amor, escrita com uma caligrafia elegante, cheia de promessas e planos para o futuro. O artista expressava seu amor profundo por Akane e sua promessa de retornar para ela assim que sua carreira decolasse. No final da carta, havia um pequeno desenho de Akane, um esboço rápido, mas cheio de afeto.
"Ele não a esqueceu", Yashiro disse, com os olhos marejados. "Ele a amava de verdade. A carta explica que ele teve que ir para o exterior para estudar e prometeu voltar, mas nunca conseguiu devido a uma doença repentina que o levou."
Uma onda de luz emanou do retrato de Akane. A tristeza em seus olhos desapareceu completamente, substituída por um sorriso radiante. "Ele me amava. Ele realmente me amava. Eu não fui esquecida."
O espírito de Akane começou a se materializar, saindo do quadro como uma névoa brilhante. Ela era tão linda quanto na pintura, mas agora seus olhos brilhavam com uma paz recém-descoberta.
"Obrigada", Akane disse, sua voz agora clara e melódica. "Vocês me libertaram. Vocês me mostraram que o amor, mesmo que perdido, pode ser lembrado com carinho, não com luto eterno."
Ela se virou para Aoi. "Minha querida descendente, continue a ser forte e gentil. Honre seu nome e sua linhagem."
Akane se virou para Hanako. "Guardião dos mistérios, você tem um coração mais gentil do que mostra. Continue a ajudar aqueles que estão perdidos."
Para Kou, ela disse. "Jovem exorcista, seu senso de justiça é admirável. Não perca sua compaixão."
E para Yashiro, com um sorriso caloroso. "Yashiro-san, seu coração puro e empático é uma luz para todos ao seu redor. Nunca perca isso."
Finalmente, Akane olhou para Mitsuba. "Jovem fotógrafo, capture a beleza do mundo e a emoção das pessoas. Suas fotos têm o poder de contar histórias."
Com um último sorriso, Akane começou a desaparecer, seu corpo se transformando em milhares de pequenas partículas de luz que flutuaram para fora da galeria, para o céu. O quadro de Akane na parede agora mostrava apenas uma paisagem, como se ela nunca tivesse estado ali.
O silêncio na galeria era diferente agora. Não era o silêncio pesado e melancólico de antes, mas um silêncio de paz, de um mistério resolvido e de uma alma libertada.
"Ela se foi", Kou disse, o Raiteijou baixado completamente. "Ela encontrou a paz."
Yashiro limpou uma lágrima do canto do olho. "Foi tão lindo. Eu estou feliz por termos ajudado."
Hanako flutuou ao lado dela, um sorriso gentil em seus lábios. "Sim, Yashiro. Vocês fizeram um bom trabalho. Mais um mistério resolvido, e mais um espírito que encontrou seu caminho."
Mitsuba estava com a câmera abaixada, um olhar pensativo em seu rosto. "Eu... eu acho que entendi. Não é só sobre fantasmas assustadores. É sobre as histórias deles, sobre o que os prende aqui."
Aoi assentiu. "E sobre a importância de não esquecer. De honrar as pessoas e suas memórias."
Enquanto saíam da galeria, a luz do sol parecia mais brilhante do que antes. O time dos desajustados da Academia Kamome havia desvendado mais um mistério, não com exorcismos ou truques, mas com empatia, compreensão e a capacidade de ver além da superfície. Eles haviam feito uma nova amiga, mesmo que por um breve momento, e aprendido que alguns dos maiores mistérios da vida são, na verdade, as histórias de amor e perda que nos definem. E, de alguma forma, isso os uniu ainda mais, prontos para o próximo desafio que os 7 Mistérios da escola lhes apresentariam.
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