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O além
Фандом: The walking dead
Создан: 11.03.2026
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O Preço de Uma Distração
O ar estava pesado, denso com o cheiro metálico de sangue e a doçura podre da carne em decomposição. Os gritos, antes dispersos e esporádicos, agora formavam um coro aterrorizante que ecoava pelas ruas de Alexandria. Elouise, com seus dezesseis anos e a agilidade herdada do pai, Daryl Dixon, movia-se como uma sombra entre os mortos-vivos. Seu arco, um presente de Daryl, parecia uma extensão de seu próprio corpo, cada flecha encontrando seu alvo com uma precisão mortal.
“Elouise! Pelo portão oeste! Eles estão rompendo!” A voz de Rosita, carregada de urgência, rasgou o barulho.
Elouise assentiu, mesmo sabendo que Rosita não a veria. Ela correu, o cabelo castanho-claro chicoteando em seu rosto, o coldre de flechas balançando em suas costas. O portão oeste era onde a maioria das famílias se refugiava, e se os errantes o invadissem, seria um massacre.
Ao se aproximar, a cena era caótica. Errantes se amontoavam contra as barricadas improvisadas, suas mãos esqueléticas arranhando a madeira, suas bocas famintas estalando. Rick, Michonne e Carol lutavam bravamente, mas o número de mortos-vivos parecia infindável. Daryl, o rosto endurecido pela batalha, disparava sua besta com uma velocidade impressionante, cada virote encontrando o cérebro de um errante.
Elouise avistou Carl, seu coração apertando no peito. Ele estava lutando perto de Rick, o chapéu de caubói firmemente na cabeça, a faca de Rick manejada com uma destreza impressionante para sua idade. Seus olhos se encontraram por um breve instante, e um sorriso fraco, mas reconfortante, passou pelos lábios de Carl. Elouise sentiu um calor no peito, um breve momento de paz em meio ao inferno.
Foi então que aconteceu.
Um errante, mais rápido e furtivo do que os outros, conseguiu se esgueirar por uma fresta nas barricadas, bem atrás de Carl. Elouise viu, o tempo parecendo desacelerar. Ela gritou, “Carl! Atrás de você!”, mas sua voz foi abafada pelo rugido da horda.
Carl se virou, mas era tarde demais. O errante se lançou, e antes que Carl pudesse reagir, seus dentes afundaram em seu ombro.
Um grito agudo escapou dos lábios de Elouise, um grito de horror e desespero que perfurou o caos. O mundo ao seu redor pareceu desabar. A flecha que ela tinha em mãos foi disparada sem pensar, e a cabeça do errante explodiu.
Rick, que estava ao lado de Carl, viu a cena com olhos arregalados. Ele empurrou Carl para longe do errante, e a visão do sangue manchando a camisa do filho fez seu estômago revirar. “Não! Carl! Não!”
Daryl, que estava mais afastado, ouviu o grito de Elouise e o desespero na voz de Rick. Ele se virou, e seus olhos caíram sobre Carl, que estava de joelhos, segurando o ombro mordido, o rosto contorcido de dor e choque.
O mundo de Elouise se tornou um borrão. Ela correu em direção a Carl, ignorando os errantes que tentavam agarrá-la. Sua mente estava em um turbilhão. Não, não podia ser. Não Carl. Não ele.
Ela se jogou ao lado dele, as mãos tremendo enquanto tentava ver a ferida. O sangue escorria, escuro e ameaçador.
“Carl… Carl, fala comigo…” Sua voz era um sussurro, quase inaudível.
Ele olhou para ela, os olhos azuis cheios de uma dor que ela nunca tinha visto antes. “Elouise…” Ele tentou sorrir, mas o esforço era visível. “Eu… eu estou bem.”
Mentira. Ela sabia que era uma mentira. Não havia "bem" depois de uma mordida.
Rick estava lá, o rosto pálido e cheio de lágrimas. Ele segurou o filho com força, como se pudesse reverter o tempo, como se pudesse apagar o que havia acontecido. “Meu filho… meu filho…”
Daryl chegou, o rosto endurecido, mas os olhos cheios de uma tristeza profunda. Ele colocou a mão no ombro de Elouise, um gesto de apoio silencioso. Ele sabia que Carl era mais do que um amigo para sua filha.
A invasão continuava, mas para Elouise, o mundo parou. A urgência da batalha foi substituída por um terror gelado. Ela sentiu uma raiva crescente, uma fúria que ameaçava consumi-la. Raiva do errante, raiva da situação, raiva do destino cruel que sempre parecia tirar as pessoas que ela amava.
“Temos que ir para a enfermaria!” Michonne gritou, tentando manter a calma. “Agora!”
Rick pegou Carl nos braços, e com a ajuda de Daryl, eles começaram a abrir caminho, protegendo o garoto enquanto se dirigiam para a enfermaria de Alexandria. Elouise os seguiu, seus olhos fixos em Carl, rezando para um milagre que ela sabia que não viria.
A enfermaria era um lugar de esperança e desespero. Denise, a médica de Alexandria, já estava lá, com os suprimentos médicos espalhados em uma mesa. Seu rosto, geralmente calmo, estava tenso.
Rick deitou Carl na maca, e Denise começou a examinar a mordida. Elouise observava, cada movimento da médica amplificando sua ansiedade. A ferida era profunda, os dentes do errante haviam perfurado a carne.
“Não há muito o que fazer, Rick,” Denise disse, a voz embargada. “A mordida… ela está muito profunda. A infecção já deve ter começado.”
As palavras de Denise ecoaram na sala, um veredito cruel e inegável. Rick desabou em uma cadeira, o rosto enterrado nas mãos. Michonne o abraçou, as lágrimas escorrendo pelo seu próprio rosto.
Elouise sentiu o chão sumir sob seus pés. Ela se aproximou da maca, a mão hesitante estendida para tocar o rosto de Carl.
“Carl…”
Ele abriu os olhos, um brilho de consciência ainda presente. “Elouise… não chora.”
Mas as lágrimas já rolavam incontrolavelmente pelo seu rosto. “Eu sinto muito. Eu… eu deveria ter sido mais rápida.”
“Não é sua culpa,” ele murmurou, a voz fraca. “Eu estava distraído… olhando para você.”
Um nó se formou na garganta de Elouise. A culpa a esmagou. Se ela não tivesse sorrido, se ele não tivesse olhado para ela… talvez isso não tivesse acontecido.
Daryl, que havia permanecido em silêncio até então, se aproximou. Ele colocou a mão no ombro de Elouise novamente, seu olhar sério. “Não se culpe, garota. Isso é o mundo em que vivemos. Não tem como prever.”
Mas as palavras de Daryl não diminuíram a dor.
As horas seguintes foram um borrão de dor e desespero. Carl começou a sentir os efeitos da infecção. A febre subiu, seu corpo tremia, e sua pele ficou pálida. Elouise não saiu do seu lado, segurando sua mão, sussurrando palavras de conforto, mesmo sabendo que eram inúteis.
Rick e Michonne se revezavam ao lado do filho, suas expressões de dor partindo o coração de Elouise. Carol e os outros membros do grupo vinham e iam, seus olhares cheios de tristeza e resignação.
“Eu não quero ir,” Carl sussurrou em um momento de lucidez, olhando para Elouise. “Eu não quero deixar você.”
Elouise apertou a mão dele, as lágrimas escorrendo. “Você não vai. Você vai ficar comigo. Nós vamos lutar contra isso.”
Mas no fundo, ela sabia que estava mentindo.
A noite caiu, e com ela, a escuridão da desesperança. O corpo de Carl estava sendo consumido pela infecção. Ele tossia, arfava, e seus olhos, antes tão cheios de vida, agora estavam vidrados.
Rick se aproximou, o rosto marcado pela dor. Ele tinha uma arma na mão. Elouise sabia o que isso significava.
“Não,” ela sussurrou, a voz quebrada. “Não, Rick.”
Rick olhou para ela, os olhos vermelhos e cheios de lágrimas. “Eu… eu não posso deixá-lo sofrer mais, Elouise. Não posso.”
Michonne estava ao lado dele, as mãos tremendo. “É o certo a fazer, meu amor. Por ele.”
Elouise sentiu uma dor aguda no peito, uma dor que era física e emocional. Ela se virou para Carl, que estava quase inconsciente.
“Carl… por favor… não me deixa.”
Ele abriu os olhos por um instante, e um sorriso fraco, quase imperceptível, passou por seus lábios. “Eu sempre estarei com você, Elouise.”
Então, seus olhos se fecharam.
Um soluço escapou dos lábios de Elouise. Ela se jogou sobre o corpo de Carl, abraçando-o com força, como se pudesse trazê-lo de volta.
Rick se aproximou, a arma apontada para a cabeça de seu filho. Seus olhos estavam cheios de lágrimas, mas sua mão estava firme. Ele sabia que era a última prova de amor que poderia dar a Carl.
“Eu te amo, meu filho,” ele sussurrou, a voz embargada.
O som do tiro ecoou na enfermaria, um som que quebrou o coração de Elouise em mil pedaços. Ela sentiu o corpo de Carl relaxar sob seus braços, a vida se esvaindo dele.
Ela gritou, um grito primal de dor e perda que parecia vir do fundo de sua alma. Daryl correu para ela, abraçando-a com força, permitindo que ela chorasse em seu ombro.
A dor era insuportável, um buraco negro em seu peito que ameaçava engoli-la. Carl se foi. O garoto que ela amava, o garoto com quem ela sonhava em construir um futuro, foi tirado dela pela crueldade deste mundo.
Nos dias que se seguiram, Elouise estava em um estado de choque. Ela mal comia, mal falava. A imagem de Carl, o sorriso dele, o jeito que ele olhava para ela, tudo isso a assombrava.
Daryl tentou conversar com ela, mas suas palavras pareciam não alcançá-la. Ele sabia que a dor dela era profunda, e que levaria tempo para curar, se é que algum dia curaria.
Rick e Michonne também estavam devastados. A perda de Carl deixou uma ferida incurável em suas almas. O grupo inteiro sentiu a ausência do garoto, seu espírito jovem e sua resiliência.
Uma semana depois, Elouise estava sentada em sua cama, o arco e flechas ao seu lado. Ela pegou uma das flechas, os dedos traçando a madeira lisa. Carl havia gravado suas iniciais nela, um pequeno gesto de carinho que agora parecia um tesouro inestimável.
As lágrimas voltaram, quentes e amargas. Ela se sentia vazia, perdida. O mundo parecia ter perdido sua cor.
De repente, uma raiva fria e determinada começou a crescer dentro dela. Uma raiva contra os errantes, contra a crueldade do mundo, contra o destino que tirou Carl dela.
Ela não podia trazer Carl de volta, mas podia lutar. Podia honrar a memória dele. Poderia se tornar mais forte, mais implacável. Ela não deixaria que a morte dele fosse em vão.
Elouise se levantou, os olhos vermelhos, mas com uma nova determinação. Ela pegou seu arco e flechas, e saiu de seu quarto.
Ela encontrou Daryl no pátio, limpando sua besta. Ele a olhou, seus olhos questionadores.
“Eu vou sair,” ela disse, a voz rouca, mas firme. “Eu vou caçar. Eu vou matar cada um deles que eu encontrar.”
Daryl a observou por um momento, seu rosto endurecido, mas com um brilho de compreensão em seus olhos. Ele sabia que ela precisava disso. Precisava canalizar sua dor em algo.
“Eu vou com você,” ele disse, levantando-se.
Elouise balançou a cabeça. “Não. Eu preciso fazer isso sozinha. Eu preciso… eu preciso me vingar.”
Daryl hesitou, mas viu a determinação nos olhos de sua filha. Ele sabia que forçá-la a ficar seria inútil.
“Tome cuidado,” ele disse, sua voz um sussurro. “E não seja imprudente.”
Elouise assentiu. Ela se virou e caminhou em direção ao portão, o arco firmemente em suas mãos.
O mundo lá fora era perigoso, cheio de horrores. Mas Elouise não tinha mais medo. Sua dor a havia transformado em algo mais. Em algo mais forte, mais resiliente.
Ela estava em luto por Carl, mas também estava cheia de uma fúria ardente. E essa fúria, ela sabia, seria sua nova força. Ela não deixaria que a memória de Carl morresse. Ela lutaria por ele, e por todos que eles haviam perdido. Ela seria a flecha que ele havia gravado, voando com precisão mortal, honrando o amor que eles compartilharam e vingando a vida que lhe foi roubida.
“Elouise! Pelo portão oeste! Eles estão rompendo!” A voz de Rosita, carregada de urgência, rasgou o barulho.
Elouise assentiu, mesmo sabendo que Rosita não a veria. Ela correu, o cabelo castanho-claro chicoteando em seu rosto, o coldre de flechas balançando em suas costas. O portão oeste era onde a maioria das famílias se refugiava, e se os errantes o invadissem, seria um massacre.
Ao se aproximar, a cena era caótica. Errantes se amontoavam contra as barricadas improvisadas, suas mãos esqueléticas arranhando a madeira, suas bocas famintas estalando. Rick, Michonne e Carol lutavam bravamente, mas o número de mortos-vivos parecia infindável. Daryl, o rosto endurecido pela batalha, disparava sua besta com uma velocidade impressionante, cada virote encontrando o cérebro de um errante.
Elouise avistou Carl, seu coração apertando no peito. Ele estava lutando perto de Rick, o chapéu de caubói firmemente na cabeça, a faca de Rick manejada com uma destreza impressionante para sua idade. Seus olhos se encontraram por um breve instante, e um sorriso fraco, mas reconfortante, passou pelos lábios de Carl. Elouise sentiu um calor no peito, um breve momento de paz em meio ao inferno.
Foi então que aconteceu.
Um errante, mais rápido e furtivo do que os outros, conseguiu se esgueirar por uma fresta nas barricadas, bem atrás de Carl. Elouise viu, o tempo parecendo desacelerar. Ela gritou, “Carl! Atrás de você!”, mas sua voz foi abafada pelo rugido da horda.
Carl se virou, mas era tarde demais. O errante se lançou, e antes que Carl pudesse reagir, seus dentes afundaram em seu ombro.
Um grito agudo escapou dos lábios de Elouise, um grito de horror e desespero que perfurou o caos. O mundo ao seu redor pareceu desabar. A flecha que ela tinha em mãos foi disparada sem pensar, e a cabeça do errante explodiu.
Rick, que estava ao lado de Carl, viu a cena com olhos arregalados. Ele empurrou Carl para longe do errante, e a visão do sangue manchando a camisa do filho fez seu estômago revirar. “Não! Carl! Não!”
Daryl, que estava mais afastado, ouviu o grito de Elouise e o desespero na voz de Rick. Ele se virou, e seus olhos caíram sobre Carl, que estava de joelhos, segurando o ombro mordido, o rosto contorcido de dor e choque.
O mundo de Elouise se tornou um borrão. Ela correu em direção a Carl, ignorando os errantes que tentavam agarrá-la. Sua mente estava em um turbilhão. Não, não podia ser. Não Carl. Não ele.
Ela se jogou ao lado dele, as mãos tremendo enquanto tentava ver a ferida. O sangue escorria, escuro e ameaçador.
“Carl… Carl, fala comigo…” Sua voz era um sussurro, quase inaudível.
Ele olhou para ela, os olhos azuis cheios de uma dor que ela nunca tinha visto antes. “Elouise…” Ele tentou sorrir, mas o esforço era visível. “Eu… eu estou bem.”
Mentira. Ela sabia que era uma mentira. Não havia "bem" depois de uma mordida.
Rick estava lá, o rosto pálido e cheio de lágrimas. Ele segurou o filho com força, como se pudesse reverter o tempo, como se pudesse apagar o que havia acontecido. “Meu filho… meu filho…”
Daryl chegou, o rosto endurecido, mas os olhos cheios de uma tristeza profunda. Ele colocou a mão no ombro de Elouise, um gesto de apoio silencioso. Ele sabia que Carl era mais do que um amigo para sua filha.
A invasão continuava, mas para Elouise, o mundo parou. A urgência da batalha foi substituída por um terror gelado. Ela sentiu uma raiva crescente, uma fúria que ameaçava consumi-la. Raiva do errante, raiva da situação, raiva do destino cruel que sempre parecia tirar as pessoas que ela amava.
“Temos que ir para a enfermaria!” Michonne gritou, tentando manter a calma. “Agora!”
Rick pegou Carl nos braços, e com a ajuda de Daryl, eles começaram a abrir caminho, protegendo o garoto enquanto se dirigiam para a enfermaria de Alexandria. Elouise os seguiu, seus olhos fixos em Carl, rezando para um milagre que ela sabia que não viria.
A enfermaria era um lugar de esperança e desespero. Denise, a médica de Alexandria, já estava lá, com os suprimentos médicos espalhados em uma mesa. Seu rosto, geralmente calmo, estava tenso.
Rick deitou Carl na maca, e Denise começou a examinar a mordida. Elouise observava, cada movimento da médica amplificando sua ansiedade. A ferida era profunda, os dentes do errante haviam perfurado a carne.
“Não há muito o que fazer, Rick,” Denise disse, a voz embargada. “A mordida… ela está muito profunda. A infecção já deve ter começado.”
As palavras de Denise ecoaram na sala, um veredito cruel e inegável. Rick desabou em uma cadeira, o rosto enterrado nas mãos. Michonne o abraçou, as lágrimas escorrendo pelo seu próprio rosto.
Elouise sentiu o chão sumir sob seus pés. Ela se aproximou da maca, a mão hesitante estendida para tocar o rosto de Carl.
“Carl…”
Ele abriu os olhos, um brilho de consciência ainda presente. “Elouise… não chora.”
Mas as lágrimas já rolavam incontrolavelmente pelo seu rosto. “Eu sinto muito. Eu… eu deveria ter sido mais rápida.”
“Não é sua culpa,” ele murmurou, a voz fraca. “Eu estava distraído… olhando para você.”
Um nó se formou na garganta de Elouise. A culpa a esmagou. Se ela não tivesse sorrido, se ele não tivesse olhado para ela… talvez isso não tivesse acontecido.
Daryl, que havia permanecido em silêncio até então, se aproximou. Ele colocou a mão no ombro de Elouise novamente, seu olhar sério. “Não se culpe, garota. Isso é o mundo em que vivemos. Não tem como prever.”
Mas as palavras de Daryl não diminuíram a dor.
As horas seguintes foram um borrão de dor e desespero. Carl começou a sentir os efeitos da infecção. A febre subiu, seu corpo tremia, e sua pele ficou pálida. Elouise não saiu do seu lado, segurando sua mão, sussurrando palavras de conforto, mesmo sabendo que eram inúteis.
Rick e Michonne se revezavam ao lado do filho, suas expressões de dor partindo o coração de Elouise. Carol e os outros membros do grupo vinham e iam, seus olhares cheios de tristeza e resignação.
“Eu não quero ir,” Carl sussurrou em um momento de lucidez, olhando para Elouise. “Eu não quero deixar você.”
Elouise apertou a mão dele, as lágrimas escorrendo. “Você não vai. Você vai ficar comigo. Nós vamos lutar contra isso.”
Mas no fundo, ela sabia que estava mentindo.
A noite caiu, e com ela, a escuridão da desesperança. O corpo de Carl estava sendo consumido pela infecção. Ele tossia, arfava, e seus olhos, antes tão cheios de vida, agora estavam vidrados.
Rick se aproximou, o rosto marcado pela dor. Ele tinha uma arma na mão. Elouise sabia o que isso significava.
“Não,” ela sussurrou, a voz quebrada. “Não, Rick.”
Rick olhou para ela, os olhos vermelhos e cheios de lágrimas. “Eu… eu não posso deixá-lo sofrer mais, Elouise. Não posso.”
Michonne estava ao lado dele, as mãos tremendo. “É o certo a fazer, meu amor. Por ele.”
Elouise sentiu uma dor aguda no peito, uma dor que era física e emocional. Ela se virou para Carl, que estava quase inconsciente.
“Carl… por favor… não me deixa.”
Ele abriu os olhos por um instante, e um sorriso fraco, quase imperceptível, passou por seus lábios. “Eu sempre estarei com você, Elouise.”
Então, seus olhos se fecharam.
Um soluço escapou dos lábios de Elouise. Ela se jogou sobre o corpo de Carl, abraçando-o com força, como se pudesse trazê-lo de volta.
Rick se aproximou, a arma apontada para a cabeça de seu filho. Seus olhos estavam cheios de lágrimas, mas sua mão estava firme. Ele sabia que era a última prova de amor que poderia dar a Carl.
“Eu te amo, meu filho,” ele sussurrou, a voz embargada.
O som do tiro ecoou na enfermaria, um som que quebrou o coração de Elouise em mil pedaços. Ela sentiu o corpo de Carl relaxar sob seus braços, a vida se esvaindo dele.
Ela gritou, um grito primal de dor e perda que parecia vir do fundo de sua alma. Daryl correu para ela, abraçando-a com força, permitindo que ela chorasse em seu ombro.
A dor era insuportável, um buraco negro em seu peito que ameaçava engoli-la. Carl se foi. O garoto que ela amava, o garoto com quem ela sonhava em construir um futuro, foi tirado dela pela crueldade deste mundo.
Nos dias que se seguiram, Elouise estava em um estado de choque. Ela mal comia, mal falava. A imagem de Carl, o sorriso dele, o jeito que ele olhava para ela, tudo isso a assombrava.
Daryl tentou conversar com ela, mas suas palavras pareciam não alcançá-la. Ele sabia que a dor dela era profunda, e que levaria tempo para curar, se é que algum dia curaria.
Rick e Michonne também estavam devastados. A perda de Carl deixou uma ferida incurável em suas almas. O grupo inteiro sentiu a ausência do garoto, seu espírito jovem e sua resiliência.
Uma semana depois, Elouise estava sentada em sua cama, o arco e flechas ao seu lado. Ela pegou uma das flechas, os dedos traçando a madeira lisa. Carl havia gravado suas iniciais nela, um pequeno gesto de carinho que agora parecia um tesouro inestimável.
As lágrimas voltaram, quentes e amargas. Ela se sentia vazia, perdida. O mundo parecia ter perdido sua cor.
De repente, uma raiva fria e determinada começou a crescer dentro dela. Uma raiva contra os errantes, contra a crueldade do mundo, contra o destino que tirou Carl dela.
Ela não podia trazer Carl de volta, mas podia lutar. Podia honrar a memória dele. Poderia se tornar mais forte, mais implacável. Ela não deixaria que a morte dele fosse em vão.
Elouise se levantou, os olhos vermelhos, mas com uma nova determinação. Ela pegou seu arco e flechas, e saiu de seu quarto.
Ela encontrou Daryl no pátio, limpando sua besta. Ele a olhou, seus olhos questionadores.
“Eu vou sair,” ela disse, a voz rouca, mas firme. “Eu vou caçar. Eu vou matar cada um deles que eu encontrar.”
Daryl a observou por um momento, seu rosto endurecido, mas com um brilho de compreensão em seus olhos. Ele sabia que ela precisava disso. Precisava canalizar sua dor em algo.
“Eu vou com você,” ele disse, levantando-se.
Elouise balançou a cabeça. “Não. Eu preciso fazer isso sozinha. Eu preciso… eu preciso me vingar.”
Daryl hesitou, mas viu a determinação nos olhos de sua filha. Ele sabia que forçá-la a ficar seria inútil.
“Tome cuidado,” ele disse, sua voz um sussurro. “E não seja imprudente.”
Elouise assentiu. Ela se virou e caminhou em direção ao portão, o arco firmemente em suas mãos.
O mundo lá fora era perigoso, cheio de horrores. Mas Elouise não tinha mais medo. Sua dor a havia transformado em algo mais. Em algo mais forte, mais resiliente.
Ela estava em luto por Carl, mas também estava cheia de uma fúria ardente. E essa fúria, ela sabia, seria sua nova força. Ela não deixaria que a memória de Carl morresse. Ela lutaria por ele, e por todos que eles haviam perdido. Ela seria a flecha que ele havia gravado, voando com precisão mortal, honrando o amor que eles compartilharam e vingando a vida que lhe foi roubida.
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