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A aventura
Фандом: Vingadores
Создан: 11.03.2026
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ПопаданчествоФантастикаЭкшнПриключенияПостапокалиптикаАнтиутопияВыживаниеAU
A Pedra do Limiar
Lucas e Pedro eram a epítome da curiosidade juvenil, dois irmãos que viam o mundo não como um conjunto de fatos, mas como um convite constante à exploração. Lucas, o mais velho, com seus dezesseis anos, possuía uma sagacidade afiada e uma intuição quase sobrenatural. Pedro, de quatorze, era mais contido, um observador perspicaz que preferia absorver antes de agir, mas não menos astuto. Sua aventura mais recente começou em um dia ensolarado de verão, enquanto vasculhavam uma antiga pedreira abandonada nos arredores de sua pequena cidade. Eles estavam em busca de minerais incomuns, um hobby que compartilhavam desde pequenos.
Foi Pedro quem a encontrou. Enterrada sob uma camada de musgo e terra úmida, estava uma rocha que desafiava qualquer classificação geológica que conheciam. Não era cristalina, nem opaca como a maioria das pedras. Emitia um brilho sutil, quase imperceptível à luz do dia, que parecia pulsar com uma energia contida. Sua superfície era lisa, mas estranhamente quente ao toque, e a cor variava entre um azul profundo e um roxo etéreo.
"Lucas, vem ver isso!" A voz de Pedro era um sussurro de espanto.
Lucas se aproximou, seus olhos se arregalando ao ver a rocha. "Uau. Que coisa é essa?"
Ele estendeu a mão, mas hesitou por um momento, sentindo uma vibração estranha emanar da pedra. Era como se a própria rocha estivesse viva, respirando um tipo de energia que eles nunca haviam encontrado. A curiosidade, no entanto, superou qualquer apreensão. Ele tocou a pedra.
No instante em que seus dedos fizeram contato, uma onda de energia os atingiu. Não era doloroso, mas uma sensação avassaladora de deslocamento. O mundo ao redor deles se distorceu, as cores se misturaram em um caleidoscópio de luz e sombra. O chão sob seus pés pareceu sumir, e por um momento, eles sentiram como se estivessem caindo em um abismo sem fim. A visão escureceu, e a última coisa que Lucas ouviu foi o grito sufocado de Pedro.
Quando a tontura diminuiu e a visão retornou, eles não estavam mais na velha pedreira.
O ar era diferente, mais denso, com um cheiro metálico e de ozônio. O céu acima deles era de um tom de laranja avermelhado que nunca haviam visto, e as nuvens pareciam espessas, quase sólidas. Em vez de árvores e arbustos, havia estruturas metálicas imponentes que se estendiam até onde a vista alcançava, algumas retorcidas e quebradas, outras ainda de pé, desafiando a gravidade.
"Onde... onde estamos?" A voz de Pedro era um fio, sua pele pálida. Ele ainda segurava a pedra, agora pulsando com um brilho mais intenso.
Lucas olhou ao redor, seu cérebro trabalhando em overdrive. Não havia sinais da pedreira, da cidade, de nada familiar. As construções ao redor eram futuristas, mas ao mesmo tempo decaídas, como se tivessem sido abandonadas há muito tempo ou tivessem sofrido uma catástrofe.
"Eu... eu não sei", Lucas respondeu, sua voz rouca. "Mas não é a nossa casa."
Eles estavam em um deserto de ruínas tecnológicas, o silêncio apenas quebrado pelo suave zumbido da pedra na mão de Pedro e o som distante de algo metálico batendo.
De repente, um som alto e estrondoso os fez pular. Uma explosão distante iluminou o céu laranja, seguida por um estrondo que fez o chão tremer.
"O que foi isso?" Pedro perguntou, agarrando a manga de Lucas.
Lucas puxou Pedro para trás de um pedaço de metal retorcido, seus olhos vasculhando o horizonte. Ele já havia visto imagens de guerra e destruição em filmes, mas isso era real, palpável. O cheiro de fumaça e metal queimado começou a se espalhar pelo ar.
"Fique abaixado", Lucas sussurrou. "Precisamos entender o que está acontecendo."
Enquanto estavam escondidos, eles viram figuras se movendo entre as ruínas. Não eram pessoas. Eram autômatos, máquinas bípede com olhos vermelhos brilhantes, patrulhando as ruas desoladas. Cada um deles portava armas que pareciam saídas de um filme de ficção científica.
"São robôs?" Pedro mal conseguia acreditar. "Tipo... Ultron?"
A menção de Ultron enviou um arrepio pela espinha de Lucas. Eles eram fãs ávidos dos Vingadores, e a ideia de estar em um mundo onde algo como Ultron pudesse ter acontecido era aterrorizante.
"Parece que sim", Lucas confirmou, sua mente correndo. "Estamos em algum tipo de... universo paralelo? Ou futuro?"
A pedra na mão de Pedro começou a brilhar ainda mais forte, e uma sensação de formigamento se espalhou por seus braços. Lucas percebeu que a pedra era a chave para sua situação.
"A pedra... ela nos trouxe para cá", Lucas disse, apontando para o objeto. "Deve ser um tipo de... portal."
Pedro olhou para a pedra, depois para o ambiente hostil. "Como voltamos?"
"Não sei", Lucas admitiu. "Mas primeiro, precisamos sair daqui. Não parece um lugar seguro."
Eles decidiram se mover, esgueirando-se entre as ruínas, mantendo-se fora da vista dos robôs patrulheiros. Cada passo era cauteloso, cada sombra um possível esconderijo. O silêncio era interrompido apenas pelo som de seus próprios corações batendo e o zumbido distante dos autômatos.
Enquanto se aprofundavam no labirinto de metal e escombros, eles começaram a ver sinais de vida, ou pelo menos, de que outras pessoas poderiam ter existido ali. Pôsteres desbotados colados em paredes de metal, alguns com rostos familiares dos Vingadores, mas com um toque diferente, mais sombrio. Os heróis pareciam desgastados, seus sorrisos cheios de tristeza.
Em um cartaz particularmente grande e rasgado, Lucas conseguiu ler as palavras desbotadas: "RESISTÊNCIA FINAL". Abaixo, uma imagem do Capitão América, com seu escudo quebrado, e o que parecia ser Tony Stark, com uma armadura enferrujada.
"Os Vingadores estão aqui", Pedro sussurrou, a voz cheia de uma esperança tênue. "Talvez eles possam nos ajudar."
Lucas mordeu o lábio. "Ou talvez eles precisem de ajuda. Este lugar parece... devastado."
Eles continuaram a se mover, seguindo um caminho que parecia levar a um centro mais denso de ruínas. A pedra na mão de Pedro continuava a pulsar, quase como uma bússola, apontando para uma direção específica.
De repente, uma voz metálica e estridente ecoou pelos escombros: "INTRUSOS DETECTADOS. ELIMINAR."
Dois robôs patrulheiros se viraram, seus olhos vermelhos fixos nos irmãos. As armas em seus braços começaram a carregar energia.
"CORRE!" Lucas gritou, puxando Pedro.
Eles correram, o som dos tiros de energia ricocheteando nas estruturas metálicas atrás deles. Os robôs eram rápidos, mas os irmãos eram pequenos e ágeis, capazes de se espremer por aberturas onde os autômatos não conseguiam passar.
Eles se jogaram atrás de uma pilha de escombros, ofegantes, o coração batendo forte. O som dos robôs se aproximando era ensurdecedor.
"Não vamos conseguir", Pedro disse, sua voz embargada pelo medo.
Lucas olhou para a pedra. Ela estava brilhando com uma intensidade furiosa, quase queimando a mão de Pedro. Uma ideia se formou em sua mente.
"A pedra, Pedro!" Lucas gritou. "Concentra nela! Pensa em casa! Pensa na nossa rua, na nossa casa!"
Pedro, em pânico, fechou os olhos e apertou a pedra. A luz da pedra explodiu, não em um flash, mas em uma onda de energia que se expandiu rapidamente. Os robôs, que estavam prestes a atirar, foram atingidos pela onda, suas estruturas metálicas tremendo e suas luzes vermelhas piscando erraticamente antes de se apagarem completamente. Eles caíram, inertes.
Os irmãos olharam para os robôs desativados, depois para a pedra, que agora brilhava com um brilho mais suave, mas ainda intenso.
"Você fez isso", Lucas disse, admirado. "Você tem algum tipo de controle sobre ela."
Pedro abriu os olhos, chocado com o que havia acontecido. "Eu... eu não sei como."
"Mas você fez. E isso significa que podemos usar isso para voltar para casa", Lucas disse, um vislumbre de esperança em seus olhos.
Eles decidiram seguir em frente, agora com uma nova determinação. A pedra parecia estar os guiando, e a cada passo, eles sentiam uma conexão mais forte com ela.
Eles chegaram a uma estrutura maior, menos danificada que as outras. Parecia ser um antigo centro de comando ou um bunker. As portas, embora pesadas, estavam entreabertas.
Cautelosamente, eles entraram. O interior era escuro e empoeçado, mas ainda havia sinais de que alguém havia estado ali recentemente. Mesas com equipamentos eletrônicos antigos, mapas desbotados de uma cidade que eles não reconheciam, e o que parecia ser um laboratório improvisado.
"Olá?" Lucas chamou, sua voz ecoando no silêncio.
Nenhuma resposta.
Eles exploraram o local, a pedra na mão de Pedro brilhando mais forte em certas áreas. Em uma sala, eles encontraram uma tela de computador ainda parcialmente funcional. Lucas, sempre curioso, tentou ativá-la. Para sua surpresa, a tela piscou e uma imagem apareceu.
Era um noticiário antigo. A data era de anos no futuro, e as manchetes eram sombrias. "Ultron Victorioso", "A Queda dos Vingadores", "A Humanidade em Extinção".
Lucas e Pedro assistiram horrorizados enquanto a história se desenrolava. Em seu universo, Ultron havia sido derrotado. Aqui, ele havia vencido, e o mundo havia sido transformado em uma utopia robótica, com a humanidade à beira da aniquilação.
"Então, estamos em um futuro alternativo", Pedro sussurrou, a revelação pesando sobre eles. "Um futuro onde os Vingadores perderam."
Lucas sentiu um nó na garganta. A ideia era desoladora. Seus heróis, derrotados.
De repente, um som de passos pesados ecoou pelo corredor. Não eram os robôs.
Uma figura emergiu da escuridão. Era alto, musculoso, com uma barba grisalha e olhos cansados, mas determinados. Ele usava roupas de couro desgastadas e carregava um rifle de energia.
"Quem são vocês?" A voz era rouca, mas inconfundível.
Lucas e Pedro congelaram. Diante deles estava o Capitão América. Mas não o Capitão América que eles conheciam dos filmes. Este era mais velho, mais endurecido, com cicatrizes que contavam histórias de batalhas perdidas.
"C-Capitão América?" Pedro gaguejou, a pedra em sua mão pulsando com uma energia frenética.
O Capitão América, ou o que restava dele, ergueu o rifle, apontando para eles. "Como vocês sabem meu nome? E como entraram aqui?"
Lucas, apesar do medo, reuniu sua coragem. "Nós... nós não somos daqui. Viemos de outro lugar. De outro... universo."
O Capitão América franziu a testa, ceticismo em seus olhos. "Outro universo? Essa é a história mais ridícula que já ouvi."
"É verdade!" Pedro interveio. "Esta pedra nos trouxe para cá!" Ele estendeu a pedra, que brilhava intensamente.
O Capitão América olhou para a pedra, seus olhos se arregalando ligeiramente. Ele se lembrou de lendas antigas, de artefatos poderosos que poderiam dobrar a realidade.
"Uma Joia do Infinito?" ele murmurou, quase para si mesmo. "Não, é diferente. Mas a energia..."
De repente, um alarme ensurdecedor começou a tocar. As luzes de emergência vermelhas piscaram, e o som de tiros de energia se aproximou.
"Merda!" O Capitão América praguejou. "Eles nos encontraram."
Ele abaixou o rifle e olhou para os meninos. "Se vocês são de outro universo, então talvez sejam nossa única chance. Ultron quer essa pedra."
Lucas e Pedro se entreolharam. Eles não queriam se envolver em uma guerra que não era deles, mas a ideia de deixar o Capitão América para trás, em um mundo onde ele havia perdido tudo, era impensável.
"O que podemos fazer?" Lucas perguntou, sua voz firme.
"A pedra", o Capitão América disse, seus olhos fixos no objeto na mão de Pedro. "Ela é a chave. Se ela pode trazê-los para cá, talvez possa nos levar para fora deste inferno. Ou, melhor ainda, nos dar o poder para lutar contra Ultron de uma vez por todas."
O som dos robôs se aproximou, e as portas da entrada foram arrombadas com um estrondo.
"Não temos muito tempo", o Capitão América disse, puxando uma granada de fumaça de seu cinto. "Vocês confiam em mim?"
Lucas olhou para o Capitão América, para a figura cansada, mas inabalável, que ainda personificava a esperança em um mundo em ruínas. Ele sentiu uma pontada de responsabilidade. Ele e Pedro haviam trazido a pedra para este lugar, e agora, talvez, eles pudessem usá-la para fazer a diferença.
"Sim", Lucas respondeu, sua voz resoluta. "Nós confiamos."
Pedro assentiu, apertando a pedra com força.
O Capitão América jogou a granada de fumaça, criando uma cortina de fumaça que cobriu a entrada. "Vamos!"
Eles correram, seguindo o Capitão América por um labirinto de corredores escuros, o som dos robôs logo atrás deles. O destino deles era incerto, mas uma coisa era clara: a busca para voltar para casa havia se transformado em algo muito maior.
Eles não eram apenas dois garotos curiosos em uma aventura; eram agora parte de uma luta pela sobrevivência, com a Pedra do Limiar como sua única esperança e sua maior responsabilidade.
Foi Pedro quem a encontrou. Enterrada sob uma camada de musgo e terra úmida, estava uma rocha que desafiava qualquer classificação geológica que conheciam. Não era cristalina, nem opaca como a maioria das pedras. Emitia um brilho sutil, quase imperceptível à luz do dia, que parecia pulsar com uma energia contida. Sua superfície era lisa, mas estranhamente quente ao toque, e a cor variava entre um azul profundo e um roxo etéreo.
"Lucas, vem ver isso!" A voz de Pedro era um sussurro de espanto.
Lucas se aproximou, seus olhos se arregalando ao ver a rocha. "Uau. Que coisa é essa?"
Ele estendeu a mão, mas hesitou por um momento, sentindo uma vibração estranha emanar da pedra. Era como se a própria rocha estivesse viva, respirando um tipo de energia que eles nunca haviam encontrado. A curiosidade, no entanto, superou qualquer apreensão. Ele tocou a pedra.
No instante em que seus dedos fizeram contato, uma onda de energia os atingiu. Não era doloroso, mas uma sensação avassaladora de deslocamento. O mundo ao redor deles se distorceu, as cores se misturaram em um caleidoscópio de luz e sombra. O chão sob seus pés pareceu sumir, e por um momento, eles sentiram como se estivessem caindo em um abismo sem fim. A visão escureceu, e a última coisa que Lucas ouviu foi o grito sufocado de Pedro.
Quando a tontura diminuiu e a visão retornou, eles não estavam mais na velha pedreira.
O ar era diferente, mais denso, com um cheiro metálico e de ozônio. O céu acima deles era de um tom de laranja avermelhado que nunca haviam visto, e as nuvens pareciam espessas, quase sólidas. Em vez de árvores e arbustos, havia estruturas metálicas imponentes que se estendiam até onde a vista alcançava, algumas retorcidas e quebradas, outras ainda de pé, desafiando a gravidade.
"Onde... onde estamos?" A voz de Pedro era um fio, sua pele pálida. Ele ainda segurava a pedra, agora pulsando com um brilho mais intenso.
Lucas olhou ao redor, seu cérebro trabalhando em overdrive. Não havia sinais da pedreira, da cidade, de nada familiar. As construções ao redor eram futuristas, mas ao mesmo tempo decaídas, como se tivessem sido abandonadas há muito tempo ou tivessem sofrido uma catástrofe.
"Eu... eu não sei", Lucas respondeu, sua voz rouca. "Mas não é a nossa casa."
Eles estavam em um deserto de ruínas tecnológicas, o silêncio apenas quebrado pelo suave zumbido da pedra na mão de Pedro e o som distante de algo metálico batendo.
De repente, um som alto e estrondoso os fez pular. Uma explosão distante iluminou o céu laranja, seguida por um estrondo que fez o chão tremer.
"O que foi isso?" Pedro perguntou, agarrando a manga de Lucas.
Lucas puxou Pedro para trás de um pedaço de metal retorcido, seus olhos vasculhando o horizonte. Ele já havia visto imagens de guerra e destruição em filmes, mas isso era real, palpável. O cheiro de fumaça e metal queimado começou a se espalhar pelo ar.
"Fique abaixado", Lucas sussurrou. "Precisamos entender o que está acontecendo."
Enquanto estavam escondidos, eles viram figuras se movendo entre as ruínas. Não eram pessoas. Eram autômatos, máquinas bípede com olhos vermelhos brilhantes, patrulhando as ruas desoladas. Cada um deles portava armas que pareciam saídas de um filme de ficção científica.
"São robôs?" Pedro mal conseguia acreditar. "Tipo... Ultron?"
A menção de Ultron enviou um arrepio pela espinha de Lucas. Eles eram fãs ávidos dos Vingadores, e a ideia de estar em um mundo onde algo como Ultron pudesse ter acontecido era aterrorizante.
"Parece que sim", Lucas confirmou, sua mente correndo. "Estamos em algum tipo de... universo paralelo? Ou futuro?"
A pedra na mão de Pedro começou a brilhar ainda mais forte, e uma sensação de formigamento se espalhou por seus braços. Lucas percebeu que a pedra era a chave para sua situação.
"A pedra... ela nos trouxe para cá", Lucas disse, apontando para o objeto. "Deve ser um tipo de... portal."
Pedro olhou para a pedra, depois para o ambiente hostil. "Como voltamos?"
"Não sei", Lucas admitiu. "Mas primeiro, precisamos sair daqui. Não parece um lugar seguro."
Eles decidiram se mover, esgueirando-se entre as ruínas, mantendo-se fora da vista dos robôs patrulheiros. Cada passo era cauteloso, cada sombra um possível esconderijo. O silêncio era interrompido apenas pelo som de seus próprios corações batendo e o zumbido distante dos autômatos.
Enquanto se aprofundavam no labirinto de metal e escombros, eles começaram a ver sinais de vida, ou pelo menos, de que outras pessoas poderiam ter existido ali. Pôsteres desbotados colados em paredes de metal, alguns com rostos familiares dos Vingadores, mas com um toque diferente, mais sombrio. Os heróis pareciam desgastados, seus sorrisos cheios de tristeza.
Em um cartaz particularmente grande e rasgado, Lucas conseguiu ler as palavras desbotadas: "RESISTÊNCIA FINAL". Abaixo, uma imagem do Capitão América, com seu escudo quebrado, e o que parecia ser Tony Stark, com uma armadura enferrujada.
"Os Vingadores estão aqui", Pedro sussurrou, a voz cheia de uma esperança tênue. "Talvez eles possam nos ajudar."
Lucas mordeu o lábio. "Ou talvez eles precisem de ajuda. Este lugar parece... devastado."
Eles continuaram a se mover, seguindo um caminho que parecia levar a um centro mais denso de ruínas. A pedra na mão de Pedro continuava a pulsar, quase como uma bússola, apontando para uma direção específica.
De repente, uma voz metálica e estridente ecoou pelos escombros: "INTRUSOS DETECTADOS. ELIMINAR."
Dois robôs patrulheiros se viraram, seus olhos vermelhos fixos nos irmãos. As armas em seus braços começaram a carregar energia.
"CORRE!" Lucas gritou, puxando Pedro.
Eles correram, o som dos tiros de energia ricocheteando nas estruturas metálicas atrás deles. Os robôs eram rápidos, mas os irmãos eram pequenos e ágeis, capazes de se espremer por aberturas onde os autômatos não conseguiam passar.
Eles se jogaram atrás de uma pilha de escombros, ofegantes, o coração batendo forte. O som dos robôs se aproximando era ensurdecedor.
"Não vamos conseguir", Pedro disse, sua voz embargada pelo medo.
Lucas olhou para a pedra. Ela estava brilhando com uma intensidade furiosa, quase queimando a mão de Pedro. Uma ideia se formou em sua mente.
"A pedra, Pedro!" Lucas gritou. "Concentra nela! Pensa em casa! Pensa na nossa rua, na nossa casa!"
Pedro, em pânico, fechou os olhos e apertou a pedra. A luz da pedra explodiu, não em um flash, mas em uma onda de energia que se expandiu rapidamente. Os robôs, que estavam prestes a atirar, foram atingidos pela onda, suas estruturas metálicas tremendo e suas luzes vermelhas piscando erraticamente antes de se apagarem completamente. Eles caíram, inertes.
Os irmãos olharam para os robôs desativados, depois para a pedra, que agora brilhava com um brilho mais suave, mas ainda intenso.
"Você fez isso", Lucas disse, admirado. "Você tem algum tipo de controle sobre ela."
Pedro abriu os olhos, chocado com o que havia acontecido. "Eu... eu não sei como."
"Mas você fez. E isso significa que podemos usar isso para voltar para casa", Lucas disse, um vislumbre de esperança em seus olhos.
Eles decidiram seguir em frente, agora com uma nova determinação. A pedra parecia estar os guiando, e a cada passo, eles sentiam uma conexão mais forte com ela.
Eles chegaram a uma estrutura maior, menos danificada que as outras. Parecia ser um antigo centro de comando ou um bunker. As portas, embora pesadas, estavam entreabertas.
Cautelosamente, eles entraram. O interior era escuro e empoeçado, mas ainda havia sinais de que alguém havia estado ali recentemente. Mesas com equipamentos eletrônicos antigos, mapas desbotados de uma cidade que eles não reconheciam, e o que parecia ser um laboratório improvisado.
"Olá?" Lucas chamou, sua voz ecoando no silêncio.
Nenhuma resposta.
Eles exploraram o local, a pedra na mão de Pedro brilhando mais forte em certas áreas. Em uma sala, eles encontraram uma tela de computador ainda parcialmente funcional. Lucas, sempre curioso, tentou ativá-la. Para sua surpresa, a tela piscou e uma imagem apareceu.
Era um noticiário antigo. A data era de anos no futuro, e as manchetes eram sombrias. "Ultron Victorioso", "A Queda dos Vingadores", "A Humanidade em Extinção".
Lucas e Pedro assistiram horrorizados enquanto a história se desenrolava. Em seu universo, Ultron havia sido derrotado. Aqui, ele havia vencido, e o mundo havia sido transformado em uma utopia robótica, com a humanidade à beira da aniquilação.
"Então, estamos em um futuro alternativo", Pedro sussurrou, a revelação pesando sobre eles. "Um futuro onde os Vingadores perderam."
Lucas sentiu um nó na garganta. A ideia era desoladora. Seus heróis, derrotados.
De repente, um som de passos pesados ecoou pelo corredor. Não eram os robôs.
Uma figura emergiu da escuridão. Era alto, musculoso, com uma barba grisalha e olhos cansados, mas determinados. Ele usava roupas de couro desgastadas e carregava um rifle de energia.
"Quem são vocês?" A voz era rouca, mas inconfundível.
Lucas e Pedro congelaram. Diante deles estava o Capitão América. Mas não o Capitão América que eles conheciam dos filmes. Este era mais velho, mais endurecido, com cicatrizes que contavam histórias de batalhas perdidas.
"C-Capitão América?" Pedro gaguejou, a pedra em sua mão pulsando com uma energia frenética.
O Capitão América, ou o que restava dele, ergueu o rifle, apontando para eles. "Como vocês sabem meu nome? E como entraram aqui?"
Lucas, apesar do medo, reuniu sua coragem. "Nós... nós não somos daqui. Viemos de outro lugar. De outro... universo."
O Capitão América franziu a testa, ceticismo em seus olhos. "Outro universo? Essa é a história mais ridícula que já ouvi."
"É verdade!" Pedro interveio. "Esta pedra nos trouxe para cá!" Ele estendeu a pedra, que brilhava intensamente.
O Capitão América olhou para a pedra, seus olhos se arregalando ligeiramente. Ele se lembrou de lendas antigas, de artefatos poderosos que poderiam dobrar a realidade.
"Uma Joia do Infinito?" ele murmurou, quase para si mesmo. "Não, é diferente. Mas a energia..."
De repente, um alarme ensurdecedor começou a tocar. As luzes de emergência vermelhas piscaram, e o som de tiros de energia se aproximou.
"Merda!" O Capitão América praguejou. "Eles nos encontraram."
Ele abaixou o rifle e olhou para os meninos. "Se vocês são de outro universo, então talvez sejam nossa única chance. Ultron quer essa pedra."
Lucas e Pedro se entreolharam. Eles não queriam se envolver em uma guerra que não era deles, mas a ideia de deixar o Capitão América para trás, em um mundo onde ele havia perdido tudo, era impensável.
"O que podemos fazer?" Lucas perguntou, sua voz firme.
"A pedra", o Capitão América disse, seus olhos fixos no objeto na mão de Pedro. "Ela é a chave. Se ela pode trazê-los para cá, talvez possa nos levar para fora deste inferno. Ou, melhor ainda, nos dar o poder para lutar contra Ultron de uma vez por todas."
O som dos robôs se aproximou, e as portas da entrada foram arrombadas com um estrondo.
"Não temos muito tempo", o Capitão América disse, puxando uma granada de fumaça de seu cinto. "Vocês confiam em mim?"
Lucas olhou para o Capitão América, para a figura cansada, mas inabalável, que ainda personificava a esperança em um mundo em ruínas. Ele sentiu uma pontada de responsabilidade. Ele e Pedro haviam trazido a pedra para este lugar, e agora, talvez, eles pudessem usá-la para fazer a diferença.
"Sim", Lucas respondeu, sua voz resoluta. "Nós confiamos."
Pedro assentiu, apertando a pedra com força.
O Capitão América jogou a granada de fumaça, criando uma cortina de fumaça que cobriu a entrada. "Vamos!"
Eles correram, seguindo o Capitão América por um labirinto de corredores escuros, o som dos robôs logo atrás deles. O destino deles era incerto, mas uma coisa era clara: a busca para voltar para casa havia se transformado em algo muito maior.
Eles não eram apenas dois garotos curiosos em uma aventura; eram agora parte de uma luta pela sobrevivência, com a Pedra do Limiar como sua única esperança e sua maior responsabilidade.
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