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acidentalmente sexy
Фандом: deltarune
Создан: 27.03.2026
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O Silêncio Quebradiço do Quarto
O quarto de Kris sempre fora um santuário de sombras e luz filtrada por cortinas pesadas. De um lado, a organização impecável e as cores vibrantes que remetiam a Asriel; do outro, o caos silencioso e os tons desbotados que pertenciam a Kris. O ar ali dentro tinha um cheiro persistente de poeira, chocolate antigo e algo que ninguém conseguia identificar, mas que era puramente humano.
Naquela tarde, o céu de Hometown estava tingido por um laranja melancólico, anunciando que o dia estava chegando ao fim. Kris estava sozinho. O peso da armadura prateada e da capa azul que usava no Mundo das Trevas parecia ainda ecoar em seus ombros, embora ali, na superfície, ele fosse apenas um adolescente de cabelos castanhos bagunçados que batiam nos ombros, escondendo parcialmente seus olhos enigmáticos.
Ele começou a se despir com a lentidão característica de quem não tem pressa para enfrentar a realidade. A blusa verde com a icônica listra amarela foi jogada sobre a cama desfeita. Kris parou por um momento diante do espelho trincado do guarda-roupa. Sua silhueta era magra, mas havia uma elegância perigosa em suas formas. A cintura fina contrastava com a linha dos quadris, e a pele pálida parecia brilhar sob a luz fraca. Havia algo de magnético em sua apatia, uma sensualidade silenciosa que ele carregava sem esforço, como se o próprio conceito de "atração" fosse apenas mais uma piada que ele pregava no mundo.
Ele deslizou as calças pretas largas pelas pernas, ficando apenas de cueca. Foi nesse momento que seus pensamentos divagaram. Kris não era apenas um mestre em pregar peças; ele era um prisioneiro de seus próprios desejos e impulsos. Enquanto sua mente viajava por imagens do Mundo das Trevas, de batalhas e de tensões que ele mal conseguia nomear, seu corpo reagiu. A excitação veio de forma natural, evidente sob o tecido fino, um lembrete biológico de que, sob aquela fachada apática, batia um coração humano pulsante e cheio de necessidades.
No corredor, passos leves e hesitantes se aproximavam. Noelle Holliday estava nervosa. Ela segurava um caderno de anotações contra o peito, os dedos longos e finos de rena apertando a capa de papelão. Ela e Kris precisavam terminar o projeto de ciências, e Toriel havia dito que ele estava lá em cima.
Noelle era a personificação da doçura. Seus cabelos loiros caíam como seda sobre os ombros, e seus grandes olhos castanhos brilhavam com uma timidez crônica. Ela sempre se sentira pequena e frágil, especialmente perto da energia caótica de Kris, mas havia algo nele que a atraía como um ímã.
— Kris? — chamou ela em um sussurro, parando diante da porta. — Eu trouxe o material sobre os ecossistemas...
Não houve resposta. Noelle mordeu o lábio inferior. "Ele deve estar ouvindo música ou dormindo", pensou ela. Com o coração acelerado, ela tomou uma decisão impulsiva, algo raro para sua natureza cautelosa. Ela girou a maçaneta.
A porta rangeu levemente ao abrir. Noelle deu um passo para dentro, os olhos ainda fixos no chão, mas assim que levantou a cabeça, o mundo pareceu parar de girar.
Kris estava de pé no meio do quarto, de costas para ela, mas virando-se lentamente ao ouvir o barulho. Ele estava quase nu. A visão daquelas costas magras, da cintura marcada e, principalmente, do volume óbvio e rígido sob a cueca fez o sangue de Noelle subir para o rosto instantaneamente, tingindo suas bochechas de um vermelho carmesim que se estendia até as pontas de suas orelhas de rena.
— Oh... meu Deus! — exclamou ela, a voz saindo em um guincho agudo.
O caderno de anotações escorregou de suas mãos, atingindo o chão com um baque surdo que ecoou pelo silêncio súbito do quarto. Noelle congelou. Ela deveria sair, deveria fechar os olhos, deveria pedir desculpas e correr até o fim da rua, mas seus pés pareciam colados ao tapete.
Kris, por outro lado, não pareceu nem um pouco abalado. Ele não tentou se cobrir, nem correu para pegar a calça. Ele apenas inclinou a cabeça levemente para o lado, os cabelos castanhos caindo sobre um dos olhos. Um pequeno e quase imperceptível sorriso de canto de boca surgiu em seu rosto — a expressão clássica de quem acabara de encontrar uma nova forma de travessura.
— Você não sabe bater, Noelle? — perguntou ele, a voz baixa e rouca, carregada de uma calma que beirava o cruel.
— Eu... eu... — Noelle gaguejou, as mãos tremendo enquanto ela tentava cobrir os próprios olhos, mas falhando miseravelmente ao deixar os dedos entreabertos. — Me desculpa, Kris! A sua mãe disse que eu podia subir e eu achei que você estava... eu não queria... eu...
— Você não queria o quê? — Kris deu um passo à frente, a distância entre eles diminuindo. A luz da tarde destacava a musculatura sutil de seu abdômen e a evidência de seu estado entre as pernas. — Me ver assim?
Noelle sentiu que ia desmaiar. O calor que emanava de seu próprio corpo era sufocante. Ela nunca tinha visto um garoto daquela forma, muito menos Kris, que sempre fora seu amigo de infância, o vizinho esquisito que comia musgo e pregava peças. Mas aquele Kris diante dela não parecia o "esquisito". Ele parecia... perigoso. E terrivelmente atraente.
— Você deveria... colocar uma roupa — sussurrou ela, embora seus olhos estivessem fixos na linha da cintura dele. — Por favor.
— Por que o pressuposto, Noelle? — Ele deu mais um passo, agora perigosamente perto. — Você parece estar gostando da vista. Suas orelhas estão tremendo.
— Elas não estão! — mentiu ela, sentindo as orelhas de fato se agitarem involuntariamente, um sinal biológico de estresse e excitação que ela odiava não conseguir controlar.
Kris parou a poucos centímetros dela. Ele era mais alto, o que o obrigava a olhar para baixo para encontrar os olhos dela. A apatia habitual de seu rosto fora substituída por um brilho travesso, uma faísca de diversão por tê-la exatamente onde queria: vulnerável e completamente sem reação.
— Você veio fazer o trabalho de ciências, não foi? — perguntou ele, estendendo a mão para tocar levemente uma das mechas loiras do cabelo dela.
— Sim... os ecossistemas — respondeu ela, a voz quase sumindo.
— Acho que podemos estudar algo mais... prático — disse Kris, sua voz agora um sussurro que arrepiou cada pelo do corpo de Noelle.
Ele se inclinou, o cheiro dele — uma mistura de ferro e canela — invadindo os sentidos da rena. Noelle sentiu o coração martelar contra as costelas. Ela sabia que Kris era imprevisível, mas aquilo ultrapassava qualquer peça que ele já tivesse pregado.
— Kris, isso é errado — disse ela, embora não fizesse menção de se afastar.
— O que é errado? — Ele deslizou a mão do cabelo dela para o ombro, o polegar acariciando a pele macia perto do pescoço. — Entrar no quarto de alguém sem bater? Ou ficar olhando para o que encontrou lá dentro?
Noelle fechou os olhos, soltando um suspiro trêmulo.
— Eu não consigo parar de olhar — confessou ela em um fio de voz, a honestidade escapando antes que pudesse filtrá-la.
Kris soltou uma risada baixa, um som raro que raramente saía de seus lábios. Ele se afastou apenas o suficiente para que ela pudesse abrir os olhos e ver o desafio em seu olhar.
— Então não pare — disse ele, voltando a se sentar na beira da cama, mantendo-se naquela posição vulnerável e ao mesmo tempo dominante. — O caderno está no chão, Noelle. Você vai pegá-lo ou vai ficar aí parada até a noite cair?
Noelle engoliu em seco. Ela se abaixou lentamente para recolher o material, sentindo o olhar de Kris queimando em suas costas. Quando se levantou, ele ainda estava lá, observando-a com aquela calma perturbadora, o corpo humano exibido como uma obra de arte inacabada e provocante.
— Eu... eu vou esperar lá embaixo — disse ela, recuperando um pouco da compostura, embora suas pernas estivessem bambas.
— Noelle — chamou ele, antes que ela cruzasse a porta.
Ela parou e olhou para trás.
— Da próxima vez — disse Kris, o sorriso travesso se alargando —, bata. Ou talvez não bata. Eu gosto de surpresas.
Noelle saiu do quarto quase tropeçando nos próprios pés, fechando a porta atrás de si e encostando as costas na madeira fria do corredor. O silêncio do quarto de Kris fora quebrado, mas o silêncio em sua mente agora estava cheio de imagens que ela sabia que não esqueceria tão cedo. E, no fundo, ela sabia que a próxima vez que subisse aquelas escadas, não seria por causa de um trabalho de ciências.
Lá dentro, Kris pegou sua blusa verde, sentindo o resquício de adrenalina. Ele ainda era o mesmo humano quieto e apático de sempre, mas agora, ele tinha um segredo compartilhado. E segredos, para Kris, eram as melhores ferramentas para suas brincadeiras.
Naquela tarde, o céu de Hometown estava tingido por um laranja melancólico, anunciando que o dia estava chegando ao fim. Kris estava sozinho. O peso da armadura prateada e da capa azul que usava no Mundo das Trevas parecia ainda ecoar em seus ombros, embora ali, na superfície, ele fosse apenas um adolescente de cabelos castanhos bagunçados que batiam nos ombros, escondendo parcialmente seus olhos enigmáticos.
Ele começou a se despir com a lentidão característica de quem não tem pressa para enfrentar a realidade. A blusa verde com a icônica listra amarela foi jogada sobre a cama desfeita. Kris parou por um momento diante do espelho trincado do guarda-roupa. Sua silhueta era magra, mas havia uma elegância perigosa em suas formas. A cintura fina contrastava com a linha dos quadris, e a pele pálida parecia brilhar sob a luz fraca. Havia algo de magnético em sua apatia, uma sensualidade silenciosa que ele carregava sem esforço, como se o próprio conceito de "atração" fosse apenas mais uma piada que ele pregava no mundo.
Ele deslizou as calças pretas largas pelas pernas, ficando apenas de cueca. Foi nesse momento que seus pensamentos divagaram. Kris não era apenas um mestre em pregar peças; ele era um prisioneiro de seus próprios desejos e impulsos. Enquanto sua mente viajava por imagens do Mundo das Trevas, de batalhas e de tensões que ele mal conseguia nomear, seu corpo reagiu. A excitação veio de forma natural, evidente sob o tecido fino, um lembrete biológico de que, sob aquela fachada apática, batia um coração humano pulsante e cheio de necessidades.
No corredor, passos leves e hesitantes se aproximavam. Noelle Holliday estava nervosa. Ela segurava um caderno de anotações contra o peito, os dedos longos e finos de rena apertando a capa de papelão. Ela e Kris precisavam terminar o projeto de ciências, e Toriel havia dito que ele estava lá em cima.
Noelle era a personificação da doçura. Seus cabelos loiros caíam como seda sobre os ombros, e seus grandes olhos castanhos brilhavam com uma timidez crônica. Ela sempre se sentira pequena e frágil, especialmente perto da energia caótica de Kris, mas havia algo nele que a atraía como um ímã.
— Kris? — chamou ela em um sussurro, parando diante da porta. — Eu trouxe o material sobre os ecossistemas...
Não houve resposta. Noelle mordeu o lábio inferior. "Ele deve estar ouvindo música ou dormindo", pensou ela. Com o coração acelerado, ela tomou uma decisão impulsiva, algo raro para sua natureza cautelosa. Ela girou a maçaneta.
A porta rangeu levemente ao abrir. Noelle deu um passo para dentro, os olhos ainda fixos no chão, mas assim que levantou a cabeça, o mundo pareceu parar de girar.
Kris estava de pé no meio do quarto, de costas para ela, mas virando-se lentamente ao ouvir o barulho. Ele estava quase nu. A visão daquelas costas magras, da cintura marcada e, principalmente, do volume óbvio e rígido sob a cueca fez o sangue de Noelle subir para o rosto instantaneamente, tingindo suas bochechas de um vermelho carmesim que se estendia até as pontas de suas orelhas de rena.
— Oh... meu Deus! — exclamou ela, a voz saindo em um guincho agudo.
O caderno de anotações escorregou de suas mãos, atingindo o chão com um baque surdo que ecoou pelo silêncio súbito do quarto. Noelle congelou. Ela deveria sair, deveria fechar os olhos, deveria pedir desculpas e correr até o fim da rua, mas seus pés pareciam colados ao tapete.
Kris, por outro lado, não pareceu nem um pouco abalado. Ele não tentou se cobrir, nem correu para pegar a calça. Ele apenas inclinou a cabeça levemente para o lado, os cabelos castanhos caindo sobre um dos olhos. Um pequeno e quase imperceptível sorriso de canto de boca surgiu em seu rosto — a expressão clássica de quem acabara de encontrar uma nova forma de travessura.
— Você não sabe bater, Noelle? — perguntou ele, a voz baixa e rouca, carregada de uma calma que beirava o cruel.
— Eu... eu... — Noelle gaguejou, as mãos tremendo enquanto ela tentava cobrir os próprios olhos, mas falhando miseravelmente ao deixar os dedos entreabertos. — Me desculpa, Kris! A sua mãe disse que eu podia subir e eu achei que você estava... eu não queria... eu...
— Você não queria o quê? — Kris deu um passo à frente, a distância entre eles diminuindo. A luz da tarde destacava a musculatura sutil de seu abdômen e a evidência de seu estado entre as pernas. — Me ver assim?
Noelle sentiu que ia desmaiar. O calor que emanava de seu próprio corpo era sufocante. Ela nunca tinha visto um garoto daquela forma, muito menos Kris, que sempre fora seu amigo de infância, o vizinho esquisito que comia musgo e pregava peças. Mas aquele Kris diante dela não parecia o "esquisito". Ele parecia... perigoso. E terrivelmente atraente.
— Você deveria... colocar uma roupa — sussurrou ela, embora seus olhos estivessem fixos na linha da cintura dele. — Por favor.
— Por que o pressuposto, Noelle? — Ele deu mais um passo, agora perigosamente perto. — Você parece estar gostando da vista. Suas orelhas estão tremendo.
— Elas não estão! — mentiu ela, sentindo as orelhas de fato se agitarem involuntariamente, um sinal biológico de estresse e excitação que ela odiava não conseguir controlar.
Kris parou a poucos centímetros dela. Ele era mais alto, o que o obrigava a olhar para baixo para encontrar os olhos dela. A apatia habitual de seu rosto fora substituída por um brilho travesso, uma faísca de diversão por tê-la exatamente onde queria: vulnerável e completamente sem reação.
— Você veio fazer o trabalho de ciências, não foi? — perguntou ele, estendendo a mão para tocar levemente uma das mechas loiras do cabelo dela.
— Sim... os ecossistemas — respondeu ela, a voz quase sumindo.
— Acho que podemos estudar algo mais... prático — disse Kris, sua voz agora um sussurro que arrepiou cada pelo do corpo de Noelle.
Ele se inclinou, o cheiro dele — uma mistura de ferro e canela — invadindo os sentidos da rena. Noelle sentiu o coração martelar contra as costelas. Ela sabia que Kris era imprevisível, mas aquilo ultrapassava qualquer peça que ele já tivesse pregado.
— Kris, isso é errado — disse ela, embora não fizesse menção de se afastar.
— O que é errado? — Ele deslizou a mão do cabelo dela para o ombro, o polegar acariciando a pele macia perto do pescoço. — Entrar no quarto de alguém sem bater? Ou ficar olhando para o que encontrou lá dentro?
Noelle fechou os olhos, soltando um suspiro trêmulo.
— Eu não consigo parar de olhar — confessou ela em um fio de voz, a honestidade escapando antes que pudesse filtrá-la.
Kris soltou uma risada baixa, um som raro que raramente saía de seus lábios. Ele se afastou apenas o suficiente para que ela pudesse abrir os olhos e ver o desafio em seu olhar.
— Então não pare — disse ele, voltando a se sentar na beira da cama, mantendo-se naquela posição vulnerável e ao mesmo tempo dominante. — O caderno está no chão, Noelle. Você vai pegá-lo ou vai ficar aí parada até a noite cair?
Noelle engoliu em seco. Ela se abaixou lentamente para recolher o material, sentindo o olhar de Kris queimando em suas costas. Quando se levantou, ele ainda estava lá, observando-a com aquela calma perturbadora, o corpo humano exibido como uma obra de arte inacabada e provocante.
— Eu... eu vou esperar lá embaixo — disse ela, recuperando um pouco da compostura, embora suas pernas estivessem bambas.
— Noelle — chamou ele, antes que ela cruzasse a porta.
Ela parou e olhou para trás.
— Da próxima vez — disse Kris, o sorriso travesso se alargando —, bata. Ou talvez não bata. Eu gosto de surpresas.
Noelle saiu do quarto quase tropeçando nos próprios pés, fechando a porta atrás de si e encostando as costas na madeira fria do corredor. O silêncio do quarto de Kris fora quebrado, mas o silêncio em sua mente agora estava cheio de imagens que ela sabia que não esqueceria tão cedo. E, no fundo, ela sabia que a próxima vez que subisse aquelas escadas, não seria por causa de um trabalho de ciências.
Lá dentro, Kris pegou sua blusa verde, sentindo o resquício de adrenalina. Ele ainda era o mesmo humano quieto e apático de sempre, mas agora, ele tinha um segredo compartilhado. E segredos, para Kris, eram as melhores ferramentas para suas brincadeiras.
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