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uma esperança...?

Фандом: digital circus, deltarune

Создан: 28.03.2026

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O Crepúsculo dos Dados e as Sombras do Vazio

O céu do Circo Digital, antes um azul saturado e irritante, agora parecia uma tela de televisão sem sinal. Faixas de estática cinzenta cortavam o horizonte, e o chão sob os pés dos artistas se fragmentava em cubos pretos que desapareciam no nada. O corpo de Caine não estava mais lá; ele havia se dissolvido em uma poça de pixels corrompidos após o "incidente" com Kinger.

O silêncio que se seguiu foi mais aterrorizante do que qualquer uma das fanfarras barulhentas do mestre de cerimônias.

— Puta merda... — Zooble quebrou o gelo, sua voz carregada de um desânimo que beirava o choque. Ela tentou ajustar o braço de garra que estava começando a piscar, mas sua mão atravessou o próprio torso por um segundo. — O mundo está literalmente desmanchando.

Jax, que sempre mantinha um sorriso sarcástico e uma postura de "não me importo", parecia ter envelhecido dez anos em dez segundos. Suas orelhas de coelho estavam murchas, e suas mãos tremiam visivelmente.

— O que... o que vai... o que CARALHOS vai acontecer com a gente agora?! — A voz dele falhou, subindo um oitavo. Ele se virou para Kinger, os olhos arregalados e injetados. — Kinger!

Com um movimento brusco e desesperado, Jax avançou e agarrou o manto real da peça de xadrez, sacudindo-o com uma força que ninguém sabia que o coelho possuía. Lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Jax, misturando-se à sua expressão de puro pânico.

— Por que você fez isso, seu velho maluco?! — gritou Jax, soluçando. — Ele era o único que mantinha esse lugar inteiro! Você nos matou! Você nos condenou a ficar presos nesse lixo quebrado para sempre! Não tem mais saída, não tem mais nada!

Kinger não reagiu com sua paranoia habitual. Pela primeira vez em anos, seus olhos não estavam girando em direções opostas. Ele parecia... lúcido. Terrivelmente lúcido. A morte de Caine havia causado um curto-circuito em sua programação mental, trazendo de volta o homem que ele fora antes da loucura: o programador.

— Jax, eu... eu não queria... — A voz de Kinger era baixa, rouca e cheia de uma culpa esmagadora. — Eu só tentei ajudar... eu vi o código dele falhando... eu pensei que se eu...

— Parem com isso! Por favor! — Pomni se enfiou entre os dois, empurrando as mãos de Jax para longe de Kinger. Seus grandes olhos expressivos estavam cheios de pavor, mas ela se recusava a deixar o grupo se despedaçar antes que o mundo o fizesse. — Brigar não vai consertar o circo!

— Ela tem razão, Jax — Ragatha interveio, aproximando-se com passos instáveis, sua textura de pano parecendo mais desbotada. — Precisamos manter a calma. Kinger, olhe para mim.

A boneca de pano colocou uma mão gentil no ombro da peça de xadrez. Gangle, ao fundo, chorava silenciosamente, sua máscara de tragédia parecendo prestes a derreter.

— Kinger — continuou Pomni, segurando as mãos trêmulas do rei. — Você ajudou a criar o Caine, não foi? Você entende como isso aqui funciona. Existe... existe alguma solução? Algum backup? Alguma forma de parar o colapso?

Kinger suspirou, um som pesado que parecia carregar o peso de mil anos de dados corrompidos. Ele olhou para o vazio cinzento onde o palco principal costumava estar.

— O Circo era mantido por uma inteligência artificial simbiótica — explicou Kinger, com uma clareza que assustou os outros. — Sem o núcleo... o sistema operacional está apenas executando o comando de 'encerrar'. Eu não sei se...

Antes que ele pudesse terminar a frase, o ar diante deles começou a vibrar. Não era um glitch comum do circo; não era um erro de textura ou uma distorção de áudio. Era algo... diferente. Uma linha vertical de pura escuridão cortou o espaço vazio, expandindo-se até formar uma moldura retangular.

Uma porta.

Ela não levava a nenhum corredor do circo, nem ao vazio digital. Era apenas uma porta de madeira escura, flutuando no meio do caos, emanando uma aura de mistério que calou a todos.

A porta rangeu ao abrir.

Primeiro, uma bota escura e metálica tocou o chão de pixels acinzentados. Depois, uma mão envolta em uma luva azulada segurou o batente. Uma figura de pele azul, vestindo uma armadura leve com uma capa rasgada que flutuava em um vento que não deveria existir ali, emergiu da escuridão. Seus olhos estavam escondidos por uma franja rebelde de cabelo escuro. Kris.

Logo atrás, uma figura muito mais alta e imponente passou pela porta. Uma criatura humanoide com pele roxa, cabelos castanhos bagunçados e uma expressão de quem estava pronta para morder a cabeça de alguém. Susie carregava um machado gigante nos ombros e mascava algo com desdém.

Por fim, um pequeno ser de pelos brancos, usando um chapéu pontudo verde, óculos redondos e um cachecol rosa vibrante, saltou para dentro do mundo digital. Ralsei olhou ao redor, ajustando os óculos enquanto seus olhos brilhavam com curiosidade e preocupação.

O grupo do Circo Digital recuou, em choque. Até Zooble deu um passo atrás, as peças do seu corpo tilintando.

Ralsei deu um passo à frente, ignorando as rachaduras no chão. Ele olhou para o céu de estática e depois para os habitantes peculiares à sua frente.

— Puxa vida... — disse Ralsei, sua voz suave ecoando de forma estranha no ambiente processado. — Kris, Susie, vejam só. Este lugar... ele emite uma energia parecida com um Mundo das Sombras, mas parece tão... frágil. Como se as fontes estivessem secando. É um lugar bem diferente, não acham?

Susie soltou um bufo, batendo o cabo do machado no chão.

— Diferente? Isso aqui parece o interior de um micro-ondas quebrado, Ralsei. E quem são esses esquisitos? Aquele ali é uma peça de xadrez ou eu tô alucinando de novo?

O silêncio que se seguiu foi tenso, carregado pela eletricidade estática do colapso iminente. Jax, cujos nervos já haviam passado do ponto de ruptura, deu um passo à frente, o rosto vermelho de fúria e confusão.

— QUEM CARALHOS SÃO VOCÊS?! — gritou o coelho, apontando um dedo trêmulo para os recém-chegados. — De onde vocês vieram?! Isso é uma piada do Caine? Ele mandou vocês para nos torturar antes de tudo sumir de vez?!

Kris não respondeu. Apenas inclinou a cabeça levemente, observando o grupo com uma neutralidade inquietante.

— Ei, baixa a bola, orelhudo! — Susie rosnou, dando um passo protetor à frente de Kris e Ralsei. — A gente acabou de atravessar uma porta dimensional estranha que apareceu no nosso castelo. Não temos ideia de quem é esse tal de Caine, mas eu já não gosto do seu tom de voz.

— Por favor, acalmem-se! — Ralsei levantou as mãos em um gesto de paz, tentando sorrir para Pomni e os outros. — Não queremos causar problemas. Meu nome é Ralsei, e estes são meus amigos, Kris e Susie. Somos Heróis da Luz... ou algo assim. Sentimos uma distorção vinda deste lugar e viemos ver se alguém precisava de ajuda.

Pomni deu um passo à frente, os olhos brilhando com uma pequena chama de esperança em meio ao desespero.

— Ajuda? — perguntou ela, a voz pequena. — Vocês... vocês podem consertar isso? Vocês podem nos tirar daqui antes que o mundo acabe?

Kinger, que estava observando Kris intensamente, franziu o que restava de suas sobrancelhas invisíveis.

— Eles não são feitos de código... — sussurrou Kinger. — A frequência deles... é orgânica, mas envolta em uma camada de matéria escura. Eles são... anomalias externas.

— Olha, eu não entendi nada do que o Rei Bobo ali disse — Susie falou, guardando o machado, mas mantendo o olhar afiado em Jax. — Mas se esse lugar está caindo aos pedaços, é melhor vocês virem com a gente. Kris, o que você acha?

Kris olhou para Pomni, depois para o horizonte onde uma montanha-russa inteira estava se transformando em fumaça digital. Lentamente, ele estendeu a mão na direção da boba da corte.

— Ele não fala muito — explicou Ralsei, aproximando-se de Ragatha e Gangle. — Mas Kris acha que podemos tentar estabilizar este mundo se encontrarmos o ponto de origem do erro. No nosso mundo, selamos fontes. Talvez aqui possamos... reiniciar o sistema?

— Reiniciar... — Kinger murmurou, seus olhos brilhando com uma ideia. — Se usarmos a energia deles como uma ponte externa, talvez eu consiga acessar o terminal raiz que o Caine escondia!

Jax soltou uma risada histérica, limpando as lágrimas com as costas da mão, embora seu sorriso ainda fosse trêmulo.

— Ah, ótimo! Então nossa última esperança é um garoto mudo, uma dinossaura mal-humorada e um pelúcia falante? É, o Circo Digital realmente guardou o melhor pro final.

— Cala a boca, Jax! — Zooble o chutou na canela. — É a única coisa que temos.

Pomni olhou para a mão estendida de Kris e depois para seus amigos. O Circo Digital estava morrendo, mas, pela primeira vez em muito tempo, a porta não levava apenas a outro minijogo sem sentido ou a um vazio existencial. Levava a algo novo.

— Tudo bem — disse Pomni, respirando fundo e segurando a mão de Kris. A sensação era estranha; Kris parecia mais "real" do que qualquer coisa que ela tivesse tocado nos últimos meses. — Vamos tentar.

— Ótimo! — Ralsei sorriu, iluminando o ambiente cinzento com sua presença gentil. — Mas temos que ser rápidos. Susie, ajude a moça das fitas, ela parece estar se desfazendo.

Susie olhou para Gangle, que soluçava baixinho.

— Tá, tá... vem cá, fita métrica. Não encosta no meu machado.

Enquanto o grupo se preparava para seguir os Heróis da Luz através das ruínas do circo, o chão deu um solavanco violento. Um buraco gigantesco de estática abriu-se a poucos metros deles, e de dentro dele, algo começou a emergir — uma massa amorfa de olhos e bocas, gritando em frequências de áudio corrompido.

— O que é AQUILO?! — gritou Ragatha.

— Uma abstração em massa — Kinger respondeu, o medo voltando a tomar conta de sua voz. — O sistema está tentando deletar tudo o que resta de uma vez só!

Kris desembainhou uma espada curta que brilhava com uma luz neon avermelhada. Susie sacou seu machado novamente, um sorriso selvagem surgindo em seu rosto.

— Finalmente — disse a monstra roxa. — Eu já estava ficando entediada com tanto papo furado. Kris, Ralsei! Formação de batalha!

Jax olhou para a criatura de pesadelo que se aproximava e depois para os novos "aliados".

— É... — Jax murmurou, recuperando um pouco de sua arrogância defensiva. — Talvez isso seja mais interessante do que o jantar do Caine.

O encontro entre o digital e o sombrio estava apenas começando, e o destino do que restava daquelas almas presas agora dependia de uma aliança que ninguém poderia ter previsto. Enquanto a estática avançava, a luz da alma de Kris brilhou intensamente, desafiando o vazio do circo.
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