Fanfy
.studio
Загрузка...
Фоновое изображение
← Назад
0 лайков

Encontro

Фандом: Vampiros e lobos

Создан: 01.04.2026

Теги

РомантикаФэнтезиЭкшнHurt/ComfortНецензурная лексикаНарочитая жестокостьДаркПриключенияВыживаниеCharacter studyДрамаНуарная готикаРевностьPWPАнгстЗанавесочная история
Содержание

O Sangue e o Luar: Sob a Sombra de Prata

A lua cheia pairava no céu como um olho de prata, derramando uma luz opressiva sobre a Floresta das Almas. Para os lobisomens, era o ápice de sua força; para os vampiros, era um convite ao perigo. Lana, a princesa do Reino de Sangue, movia-se como uma sombra líquida entre os galhos altos. Seus 1,60m de altura eram enganosos; por trás da pele retinta e impecável e dos traços nobres, escondia-se uma predadora que preferia o aço frio das adagas ao luxo do trono real.

Ela odiava o cheiro da floresta em noites como aquela. O odor de terra úmida e pelo molhado era forte demais. E o pior de tudo era o cheiro *dela*.

— Eu sei que você está aí, cachorrinha — sibilou Lana, parando subitamente sobre um galho grosso. — O vento traz o seu mau hálito a quilômetros de distância.

Lá embaixo, na clareira banhada pelo luar, uma silhueta alta e atlética se desvencilhou das sombras. Ana, a guerreira de elite do reino dos lobos, ergueu a cabeça. Seus 1,78m de altura eram compostos por músculos definidos e uma postura de quem nunca havia recuado de uma briga. As orelhas de lobo no topo de sua cabeça agitaram-se, captando o leve som do coração (parado, mas ainda vibrante de magia) da vampira.

— E eu sinto o cheiro de mofo do seu castelo, princesa — rebateu Ana, a voz rouca e carregada de um sarcasmo que fazia o sangue de Lana ferver. — O que faz fora da sua torre de marfim? Fugiu das aulas de etiqueta ou veio finalmente morrer na minha mão?

Lana saltou. Ela caiu com a leveza de uma pluma a poucos metros de Ana, os olhos vermelhos brilhando intensamente contra a escuridão de sua pele.

— Vim caçar algo que valha a pena — disse Lana, aproximando-se lentamente, a mão repousando no punho de sua adaga de prata. — Mas só encontrei uma vira-lata perdida.

Ana rosnou, um som gutural que vibrou no peito de Lana. A cauda da metade-lobo chicoteou o ar, denunciando sua agitação. Elas se odiavam. Era um ódio ancestral, alimentado por séculos de guerra entre suas espécies. Mas, enquanto se encaravam, havia algo mais. Uma curiosidade mórbida, uma tensão que não era apenas de combate.

— Você fala demais para alguém tão pequena — Ana deu um passo à frente, diminuindo a distância. Ela era muito mais alta, forçando Lana a olhar para cima. — Em uma noite de lua cheia, eu poderia rasgar sua garganta antes que você pudesse implorar ao seu pai.

— Tente — desafiou Lana, um sorriso cruel curvando seus lábios perfeitos. — Adoraria ver você tentar.

O confronto foi interrompido por um estalo seco na mata fechada. Ambas congelaram. O instinto de guerreiras falou mais alto que o rancor pessoal. O cheiro de acônito e metal queimado invadiu o ar.

— Caçadores — sussurrou Ana, as orelhas coladas à cabeça. — Mercenários de prata.

— Eles estão em vantagem numérica — Lana sacou suas adagas, as lâminas refletindo o brilho lunar. — E estão cercando a clareira.

— Fique atrás de mim, sanguessuga — Ana rosnou, as garras crescendo.

— Nem morta — Lana sibilou, posicionando-se de costas para a loba. — Cuide da esquerda. Se você morrer, eu mesma te trago de volta só para te matar de novo.

O ataque foi coordenado e brutal. Dez homens saltaram das sombras, armados com bestas de setas de prata e redes eletrificadas. Lana era um borrão de velocidade, cortando gargantas com uma precisão cirúrgica, enquanto Ana era uma força da natureza, despedaçando armaduras e derrubando homens com a força bruta de seus golpes.

Durante a luta, um dos mercenários disparou uma rede de prata em direção a Lana. Ela estava ocupada finalizando um oponente e não viu.

— Lana! Cuidado! — gritou Ana.

A loba saltou na frente, agarrando a rede com as mãos nuas antes que atingisse a princesa. O metal purificado queimou a pele de Ana, arrancando-lhe um urro de dor. Lana, vendo o sacrifício da rival, girou no ar e cravou sua adaga no crânio do arqueiro com uma fúria cega.

Em poucos minutos, o silêncio voltou à floresta, interrompido apenas pela respiração pesada de Ana.

— Por que você fez isso? — Lana se aproximou, sua voz falhando por um momento. Ela guardou as adagas e segurou as mãos de Ana, que estavam em carne viva por causa da prata.

— Eu não... eu não podia deixar eles levarem você — Ana desviou o olhar, as orelhas baixas. — Seria uma vergonha para o meu povo se a princesa dos vampiros fosse pega por humanos medíocres.

Lana sentiu um aperto estranho no peito. Ela levou as mãos feridas de Ana aos lábios, não para morder, mas para sentir o calor da pele dela.

— Você é uma idiota, Ana — murmurou Lana contra a palma da mão da guerreira.

O ódio que as sustentava parecia ter se transformado em outra coisa sob a influência da lua cheia. A adrenalina da batalha e a proximidade física criaram uma faísca perigosa. Ana puxou Lana pela cintura, trazendo o corpo pequeno da vampira contra o seu. A diferença de altura era hipnotizante; Lana mal chegava ao ombro de Ana, mas sua presença era dominante.

— O que você está fazendo? — perguntou Lana, embora não fizesse menção de se soltar.

— O que eu deveria ter feito há muito tempo — respondeu Ana, a voz mais grave do que nunca.

Ana inclinou-se e selou seus lábios nos de Lana. Foi um beijo faminto, selvagem, uma colisão de dentes e desejo reprimido. Lana soltou um gemido baixo, passando as mãos pelo pescoço de Ana e puxando-a para mais perto, querendo sentir cada centímetro daquele calor animal que ela, como uma criatura da noite fria, tanto cobiçava em segredo.

Lana empurrou Ana contra uma árvore centenária, subindo no colo da loba com uma agilidade sobrenatural. Suas pernas envolveram a cintura de Ana, e ela sentiu a cauda da guerreira se enroscar em sua coxa.

— Você cheira a sangue e perigo — sussurrou Lana contra o pescoço de Ana, distribuindo beijos ardentes ali. — Eu deveria te odiar.

— Então me odeie — Ana gemeu, as mãos grandes descendo para apertar as coxas de Lana, cravando as unhas levemente na pele escura. — Me odeie enquanto eu te mostro o que uma loba faz em noite de lua cheia.

A princesa vampira soltou um riso curto e provocante. Ela deslizou a língua pelo pulso ferido de Ana, limpando o sangue que ainda escorria. O contato fez Ana estremecer da cabeça aos pés.

— Seu sangue é doce demais para uma selvagem — Lana comentou, os olhos brilhando em um rubi profundo.

— E o seu é frio como gelo — Ana rebateu, girando as posições e prendendo Lana contra o tronco da árvore, segurando seus pulsos acima da cabeça. — Mas eu vou aquecer você, princesa.

O clima na clareira mudou drasticamente. O perigo dos caçadores fora substituído por uma urgência carnal. Ana desceu os beijos para o decote do traje de caça de Lana, sentindo a pele macia e o perfume de rosas e morte que a vampira exalava. Lana jogou a cabeça para trás, expondo a garganta, o corpo reagindo violentamente ao toque bruto e possessivo da loba.

— Use os dentes — provocou Lana, a voz carregada de luxúria. — Quero ver se você tem coragem de marcar a realeza.

Ana não precisou de um segundo convite. Ela mordeu o ombro de Lana, não para ferir gravemente, mas para deixar uma marca de posse que duraria dias. Lana soltou um grito que foi abafado pelos lábios de Ana novamente. As mãos da vampira se soltaram e mergulharam nos cabelos curtos de Ana, puxando-a com força, exigindo mais.

Ali, sob o luar que deveria torná-las inimigas mortais, elas se perderam uma na outra. As roupas foram sendo deixadas de lado, revelando o contraste magnífico entre a pele retinta e delicada de Lana e o corpo robusto e cicatrizado de Ana. Cada toque era uma batalha; cada beijo, uma rendição.

— Se alguém souber disso... — começou Ana, ofegante, enquanto suas mãos exploravam as curvas de Lana.

— Eu mato quem souber — interrompeu Lana, puxando a face de Ana para que seus olhos se encontrassem. — Mas agora, não há reino, não há guerra. Há apenas você e eu.

Ana sorriu, um sorriso que mostrava suas presas, e mergulhou novamente no pescoço da princesa. A noite estava longe de acabar, e a floresta, que antes testemunhara apenas ódio e sangue, agora era o palco de uma união proibida, quente e absoluta.

Quando a lua começou a baixar no horizonte, as duas estavam deitadas entre as raízes da árvore, os corpos entrelaçados em um descanso exausto. O ódio ainda estava lá, em algum lugar, mas a curiosidade havia sido saciada de uma forma que mudaria tudo.

— Você ainda é uma vira-lata — murmurou Lana, ajeitando-se no peito de Ana.

— E você ainda é uma sanguessuga mimada — Ana respondeu, acariciando a orelha de Lana com a ponta dos dedos, sua cauda balançando preguiçosamente.

Elas se olharam, e por um breve momento, o mundo lá fora não importava.

— Até a próxima lua cheia? — perguntou Ana.

Lana deu um sorriso enigmático, levantando-se e vestindo sua capa com a elegância de uma rainha.

— Se você sobreviver até lá, guerreira.

Com um movimento rápido, Lana desapareceu entre as sombras, deixando Ana sozinha na clareira, com o cheiro de rosas e a marca de dentes no ombro como o único testemunho de que aquela noite não fora um sonho de febre lunar.
Содержание

Хотите создать свой фанфик?

Зарегистрируйтесь на Fanfy и создавайте свои собственные истории!

Создать свой фанфик