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Фандом: Tokyo Revengers
Создан: 02.04.2026
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O Gosto Amargo da Devoção
O som do zíper descendo e o tecido da calça de Baji caindo sobre o tapete pareciam ecoar como um trovão no silêncio tenso do quarto. Chifuyu sentia o coração martelar contra as costelas, uma mistura corrosiva de humilhação e desejo que o fazia queimar por dentro. O cheiro de Elizabeth ainda pairava no ar, misturado ao perfume barato que ela usava e ao odor característico de Baji — couro, suor e algo perigosamente selvagem.
Baji mantinha a mão firme nos fios loiros de Chifuyu, os dedos enroscados com força suficiente para causar uma dor latente, mas que o menor aceitava como um selo de propriedade. Quando Keisuke empurrou sua cabeça para frente, forçando a entrada, Chifuyu sentiu o ar faltar. Seus olhos lacrimejaram instantaneamente, mas ele não recuou. Ele nunca recuava quando se tratava de Baji, por mais que sua dignidade implorasse para que ele se levantasse e fosse embora.
— Isso... — rosnou Baji, a voz vibrando de uma forma que Chifuyu sentia até nos dentes. — Engole tudo, Chifuyu. Mostra pra mim que você é melhor que qualquer uma daquelas garotas lá fora.
Chifuyu apertou as coxas de Baji com as mãos, as unhas cravando levemente na pele morena. Ele se esforçava para manter o ritmo, ignorando o reflexo de vômito, focado apenas no prazer que via estampado no rosto sádico do capitão da Primeira Divisão. Baji não era gentil; ele nunca fora. Sua possessividade não se manifestava em carinho, mas em controle, em ver até onde o loiro iria para provar sua lealdade.
O moreno soltou um suspiro pesado, a cabeça pendendo para trás enquanto fechava os olhos. O sorriso malicioso ainda estava lá, uma cicatriz de arrogância.
— Você é tão patético, sabia? — Baji disse, a voz arrastada pelo prazer crescente. — Elas saem daqui rindo de você. E você continua vindo. Continua abrindo a porta e aceitando o que sobra.
Chifuyu parou por um segundo, os lábios úmidos, olhando para cima com os olhos vermelhos e desafiadores, apesar da posição submissa.
— Eu não aceito o que sobra — rebateu Chifuyu, a voz rouca. — Eu pego o que é meu. Elas são só distração. No final da noite, é a minha coleira que você aperta.
Baji soltou uma risada curta e seca, puxando o cabelo de Chifuyu com mais força, obrigando-o a olhar diretamente para ele.
— Sua coleira? — Baji inclinou-se, o hálito quente atingindo o rosto do menor. — Você acha que tem algum direito sobre mim, Matsuno? Eu faço o que eu quiser, com quem eu quiser. E você vai ficar exatamente onde eu mandar. Agora, volta a trabalhar.
O loiro sentiu a pontada de dor no peito, a infidelidade de Baji não era segredo, era uma arma usada constantemente para mantê-lo na defensiva. Mas a raiva que Chifuyu sentia era combustível. Ele voltou ao que estava fazendo com uma intensidade renovada, usando a língua com uma destreza que fez os joelhos de Baji fraquejarem por um breve momento. Ele queria marcar Baji, queria que o moreno sentisse que nenhuma daquelas garotas aleatórias poderia chegar perto do que eles tinham.
O ritmo acelerou. Baji começou a ditar o movimento com a mão em sua nuca, os gemidos baixos tornando-se rosnados. Chifuyu sentia o gosto salgado, o calor, a urgência. Quando o ápice chegou, Baji não avisou. Ele apenas se firmou no chão e descarregou toda a sua tensão, forçando Chifuyu a receber cada gota de sua dominação.
Chifuyu tossiu levemente quando Baji finalmente o soltou, recuando alguns passos enquanto limpava o canto da boca com as costas da mão. Ele ainda estava de joelhos, o peito subindo e descendo rapidamente. Baji, por outro lado, já estava recomposto, agindo como se nada tivesse acontecido, embora seus olhos ainda estivessem nublados pelo resto de luxúria.
— Levanta — ordenou Baji, pegando um cigarro no criado-mudo e acendendo-o. A fumaça subiu em espirais cinzentas.
Chifuyu levantou-se, as pernas um pouco trêmulas. Ele tentou ajeitar o cabelo, mas a marca dos dedos de Baji ainda parecia queimar em seu couro cabeludo.
— Por que ela estava aqui, Keisuke? — perguntou Chifuyu, a voz agora mais firme, a marra voltando conforme o álcool e a adrenalina baixavam.
— Porque eu estava com vontade — respondeu Baji de forma simples, soprando a fumaça na direção do teto. — Ela é fácil. Não faz perguntas. Não fica me olhando com essa cara de cachorro abandonado que você faz.
— Eu não sou um cachorro abandonado — Chifuyu rosnou, aproximando-se e batendo com a mão na parede ao lado da cabeça de Baji. — Eu sou o seu vice-capitão. Eu sou o único que morreria por você. Aquela vadia não sabe nem o seu sobrenome direito.
Baji soltou uma risada sombria, prendendo o cigarro entre os lábios e segurando o rosto de Chifuyu com uma mão só, apertando suas bochechas.
— É exatamente por isso que eu trago elas pra cá, Chifuyu. Porque você leva tudo pro coração. Você é intenso demais, leal demais... é sufocante às vezes.
— Então por que você trancou a porta? — Chifuyu desafiou, os olhos brilhando. — Se eu sou tão sufocante, por que não me mandou embora junto com ela? Por que você gosta de me ver rastejar?
Baji silenciou por um momento, a expressão tornando-se ilegível. Ele soltou o rosto de Chifuyu e deu uma última tragada no cigarro antes de esmagá-lo no cinzeiro. Sem aviso, ele agarrou Chifuyu pela cintura e o jogou na cama, subindo por cima dele antes que o loiro pudesse reagir. O peso de Baji era reconfortante e aterrorizante ao mesmo tempo.
— Eu gosto porque você é o único que aguenta — sussurrou Baji, os lábios roçando a orelha de Chifuyu. — Eu sou um desgraçado, Chifuyu. Eu quebro as coisas. Eu traio, eu minto, eu machuco. E você continua aqui, me desafiando com esse olhar de quem quer me morder.
— Eu odeio você — mentiu Chifuyu, as mãos subindo para os ombros largos de Baji, puxando-o para mais perto em vez de empurrá-lo.
— Não, você não odeia — Baji sorriu, um brilho predatório nos olhos. — Você ama o fato de que eu sou o único que pode te domar. Você gosta de ser meu, mesmo que isso signifique dividir o espaço com o meu lixo.
Baji começou a beijar o pescoço de Chifuyu, mordendo a pele sensível logo abaixo da mandíbula, deixando uma marca arroxeada que ficaria ali por dias. Chifuyu arqueou as costas, um suspiro escapando de seus lábios. Ele sabia que aquilo era doentio. Sabia que, no dia seguinte, Baji provavelmente estaria ignorando suas mensagens ou saindo com outra pessoa apenas para ver sua reação.
— Você é um idiota — sussurrou Chifuyu, as unhas agora arranhando as costas de Baji.
— E você é meu — Baji declarou, a voz carregada de uma possessividade bruta. — Só meu. Não importa quem passe por essa cama, no final, é o seu nome que eu esqueço de chamar porque eu já sei que você não vai a lugar nenhum.
Chifuyu fechou os olhos, deixando-se levar pelo toque áspero e pela presença esmagadora do homem que era seu mundo e seu inferno. Ele sabia que era uma batalha perdida. Ele era o escudo de Baji, mas também era seu saco de pancadas emocional. E, enquanto estivessem trancados naquele quarto, com o cheiro de suor e traição pairando no ar, Chifuyu fingiria que aquela possessividade era uma forma distorcida de amor.
— Diz de novo — pediu Chifuyu, quase em um súplica.
Baji parou, olhando nos olhos dele, o rosto a centímetros de distância. Ele viu a vulnerabilidade de Chifuyu, a mesma que ele explorava sem piedade.
— Você é meu brinquedo favorito, Chifuyu. E eu não divido meus brinquedos de verdade com ninguém.
O beijo que se seguiu foi violento, uma colisão de dentes e línguas que não tinha nada de romântico. Era uma afirmação de poder. Baji explorava a boca de Chifuyu como se estivesse reivindicando um território conquistado, e Chifuyu respondia com a mesma ferocidade, tentando desesperadamente extrair qualquer grama de afeto daquela brutalidade.
As mãos de Baji desceram para o cós da calça de Chifuyu, puxando-a com impaciência.
— Hoje eu não vou ser gentil — avisou Baji, a voz rouca contra os lábios do loiro.
— Você nunca é — Chifuyu rebateu, um sorriso desafiador surgindo em meio ao desejo. — Então não comece agora.
Baji riu, um som que vibrou no peito de Chifuyu. Ele gostava daquela resistência, daquela faísca que Chifuyu nunca perdia, não importa o quanto fosse pressionado. Era o que o diferenciava das outras. Chifuyu não era apenas um corpo; ele era um desafio constante à natureza destrutiva de Baji.
O moreno virou Chifuyu de costas contra o colchão, pressionando-o com seu corpo. A frieza do ar no quarto contrastava com o calor abrasador entre eles. Chifuyu apertou os lençóis, enterrando o rosto no travesseiro para abafar um gemido quando sentiu a mão de Baji o preparando sem qualquer delicadeza.
— Olha pra mim — Baji ordenou, puxando-o pelo queixo para que suas faces se encontrassem de perfil. — Eu quero ver seus olhos quando você perceber que ninguém mais pode te tocar assim.
Chifuyu obedeceu, a visão turva de lágrimas e luxúria. Ele via o reflexo de sua própria obsessão nos olhos escuros de Baji. Naquele momento, a infidelidade do capitão, as garotas, a gangue, as brigas... tudo desaparecia. Havia apenas a dor deliciosa da submissão e a certeza absoluta de que, por mais que Baji fugisse, ele sempre voltaria para o único porto seguro que conseguia destruir e reconstruir à vontade.
— Eu te odeio... — Chifuyu ofegou novamente, as palavras perdendo o sentido enquanto Baji se impunha sobre ele.
— Eu sei — Baji sussurrou, um sorriso cruel nos lábios enquanto o possuía com uma força que tirou todo o oxigênio dos pulmões de Chifuyu. — É por isso que você é perfeito.
A noite se estendeu entre paredes que guardavam segredos que ninguém mais na Toman ousaria imaginar. Entre o suor e os gemidos abafados, a hierarquia da gangue se dissolvia em algo muito mais primitivo. Chifuyu Matsuno era o vice-capitão leal à luz do dia, mas entre quatro paredes e sob o corpo de Keisuke Baji, ele era apenas um homem quebrado que encontrava sua integridade no toque bruto de quem mais o machucava.
E Baji, em sua possessividade egoísta, sabia que tinha o mundo em suas mãos, contanto que Chifuyu continuasse voltando para ele. E Chifuyu sempre voltaria. Porque o gosto amargo da devoção era o único que ele realmente conhecia.
Baji mantinha a mão firme nos fios loiros de Chifuyu, os dedos enroscados com força suficiente para causar uma dor latente, mas que o menor aceitava como um selo de propriedade. Quando Keisuke empurrou sua cabeça para frente, forçando a entrada, Chifuyu sentiu o ar faltar. Seus olhos lacrimejaram instantaneamente, mas ele não recuou. Ele nunca recuava quando se tratava de Baji, por mais que sua dignidade implorasse para que ele se levantasse e fosse embora.
— Isso... — rosnou Baji, a voz vibrando de uma forma que Chifuyu sentia até nos dentes. — Engole tudo, Chifuyu. Mostra pra mim que você é melhor que qualquer uma daquelas garotas lá fora.
Chifuyu apertou as coxas de Baji com as mãos, as unhas cravando levemente na pele morena. Ele se esforçava para manter o ritmo, ignorando o reflexo de vômito, focado apenas no prazer que via estampado no rosto sádico do capitão da Primeira Divisão. Baji não era gentil; ele nunca fora. Sua possessividade não se manifestava em carinho, mas em controle, em ver até onde o loiro iria para provar sua lealdade.
O moreno soltou um suspiro pesado, a cabeça pendendo para trás enquanto fechava os olhos. O sorriso malicioso ainda estava lá, uma cicatriz de arrogância.
— Você é tão patético, sabia? — Baji disse, a voz arrastada pelo prazer crescente. — Elas saem daqui rindo de você. E você continua vindo. Continua abrindo a porta e aceitando o que sobra.
Chifuyu parou por um segundo, os lábios úmidos, olhando para cima com os olhos vermelhos e desafiadores, apesar da posição submissa.
— Eu não aceito o que sobra — rebateu Chifuyu, a voz rouca. — Eu pego o que é meu. Elas são só distração. No final da noite, é a minha coleira que você aperta.
Baji soltou uma risada curta e seca, puxando o cabelo de Chifuyu com mais força, obrigando-o a olhar diretamente para ele.
— Sua coleira? — Baji inclinou-se, o hálito quente atingindo o rosto do menor. — Você acha que tem algum direito sobre mim, Matsuno? Eu faço o que eu quiser, com quem eu quiser. E você vai ficar exatamente onde eu mandar. Agora, volta a trabalhar.
O loiro sentiu a pontada de dor no peito, a infidelidade de Baji não era segredo, era uma arma usada constantemente para mantê-lo na defensiva. Mas a raiva que Chifuyu sentia era combustível. Ele voltou ao que estava fazendo com uma intensidade renovada, usando a língua com uma destreza que fez os joelhos de Baji fraquejarem por um breve momento. Ele queria marcar Baji, queria que o moreno sentisse que nenhuma daquelas garotas aleatórias poderia chegar perto do que eles tinham.
O ritmo acelerou. Baji começou a ditar o movimento com a mão em sua nuca, os gemidos baixos tornando-se rosnados. Chifuyu sentia o gosto salgado, o calor, a urgência. Quando o ápice chegou, Baji não avisou. Ele apenas se firmou no chão e descarregou toda a sua tensão, forçando Chifuyu a receber cada gota de sua dominação.
Chifuyu tossiu levemente quando Baji finalmente o soltou, recuando alguns passos enquanto limpava o canto da boca com as costas da mão. Ele ainda estava de joelhos, o peito subindo e descendo rapidamente. Baji, por outro lado, já estava recomposto, agindo como se nada tivesse acontecido, embora seus olhos ainda estivessem nublados pelo resto de luxúria.
— Levanta — ordenou Baji, pegando um cigarro no criado-mudo e acendendo-o. A fumaça subiu em espirais cinzentas.
Chifuyu levantou-se, as pernas um pouco trêmulas. Ele tentou ajeitar o cabelo, mas a marca dos dedos de Baji ainda parecia queimar em seu couro cabeludo.
— Por que ela estava aqui, Keisuke? — perguntou Chifuyu, a voz agora mais firme, a marra voltando conforme o álcool e a adrenalina baixavam.
— Porque eu estava com vontade — respondeu Baji de forma simples, soprando a fumaça na direção do teto. — Ela é fácil. Não faz perguntas. Não fica me olhando com essa cara de cachorro abandonado que você faz.
— Eu não sou um cachorro abandonado — Chifuyu rosnou, aproximando-se e batendo com a mão na parede ao lado da cabeça de Baji. — Eu sou o seu vice-capitão. Eu sou o único que morreria por você. Aquela vadia não sabe nem o seu sobrenome direito.
Baji soltou uma risada sombria, prendendo o cigarro entre os lábios e segurando o rosto de Chifuyu com uma mão só, apertando suas bochechas.
— É exatamente por isso que eu trago elas pra cá, Chifuyu. Porque você leva tudo pro coração. Você é intenso demais, leal demais... é sufocante às vezes.
— Então por que você trancou a porta? — Chifuyu desafiou, os olhos brilhando. — Se eu sou tão sufocante, por que não me mandou embora junto com ela? Por que você gosta de me ver rastejar?
Baji silenciou por um momento, a expressão tornando-se ilegível. Ele soltou o rosto de Chifuyu e deu uma última tragada no cigarro antes de esmagá-lo no cinzeiro. Sem aviso, ele agarrou Chifuyu pela cintura e o jogou na cama, subindo por cima dele antes que o loiro pudesse reagir. O peso de Baji era reconfortante e aterrorizante ao mesmo tempo.
— Eu gosto porque você é o único que aguenta — sussurrou Baji, os lábios roçando a orelha de Chifuyu. — Eu sou um desgraçado, Chifuyu. Eu quebro as coisas. Eu traio, eu minto, eu machuco. E você continua aqui, me desafiando com esse olhar de quem quer me morder.
— Eu odeio você — mentiu Chifuyu, as mãos subindo para os ombros largos de Baji, puxando-o para mais perto em vez de empurrá-lo.
— Não, você não odeia — Baji sorriu, um brilho predatório nos olhos. — Você ama o fato de que eu sou o único que pode te domar. Você gosta de ser meu, mesmo que isso signifique dividir o espaço com o meu lixo.
Baji começou a beijar o pescoço de Chifuyu, mordendo a pele sensível logo abaixo da mandíbula, deixando uma marca arroxeada que ficaria ali por dias. Chifuyu arqueou as costas, um suspiro escapando de seus lábios. Ele sabia que aquilo era doentio. Sabia que, no dia seguinte, Baji provavelmente estaria ignorando suas mensagens ou saindo com outra pessoa apenas para ver sua reação.
— Você é um idiota — sussurrou Chifuyu, as unhas agora arranhando as costas de Baji.
— E você é meu — Baji declarou, a voz carregada de uma possessividade bruta. — Só meu. Não importa quem passe por essa cama, no final, é o seu nome que eu esqueço de chamar porque eu já sei que você não vai a lugar nenhum.
Chifuyu fechou os olhos, deixando-se levar pelo toque áspero e pela presença esmagadora do homem que era seu mundo e seu inferno. Ele sabia que era uma batalha perdida. Ele era o escudo de Baji, mas também era seu saco de pancadas emocional. E, enquanto estivessem trancados naquele quarto, com o cheiro de suor e traição pairando no ar, Chifuyu fingiria que aquela possessividade era uma forma distorcida de amor.
— Diz de novo — pediu Chifuyu, quase em um súplica.
Baji parou, olhando nos olhos dele, o rosto a centímetros de distância. Ele viu a vulnerabilidade de Chifuyu, a mesma que ele explorava sem piedade.
— Você é meu brinquedo favorito, Chifuyu. E eu não divido meus brinquedos de verdade com ninguém.
O beijo que se seguiu foi violento, uma colisão de dentes e línguas que não tinha nada de romântico. Era uma afirmação de poder. Baji explorava a boca de Chifuyu como se estivesse reivindicando um território conquistado, e Chifuyu respondia com a mesma ferocidade, tentando desesperadamente extrair qualquer grama de afeto daquela brutalidade.
As mãos de Baji desceram para o cós da calça de Chifuyu, puxando-a com impaciência.
— Hoje eu não vou ser gentil — avisou Baji, a voz rouca contra os lábios do loiro.
— Você nunca é — Chifuyu rebateu, um sorriso desafiador surgindo em meio ao desejo. — Então não comece agora.
Baji riu, um som que vibrou no peito de Chifuyu. Ele gostava daquela resistência, daquela faísca que Chifuyu nunca perdia, não importa o quanto fosse pressionado. Era o que o diferenciava das outras. Chifuyu não era apenas um corpo; ele era um desafio constante à natureza destrutiva de Baji.
O moreno virou Chifuyu de costas contra o colchão, pressionando-o com seu corpo. A frieza do ar no quarto contrastava com o calor abrasador entre eles. Chifuyu apertou os lençóis, enterrando o rosto no travesseiro para abafar um gemido quando sentiu a mão de Baji o preparando sem qualquer delicadeza.
— Olha pra mim — Baji ordenou, puxando-o pelo queixo para que suas faces se encontrassem de perfil. — Eu quero ver seus olhos quando você perceber que ninguém mais pode te tocar assim.
Chifuyu obedeceu, a visão turva de lágrimas e luxúria. Ele via o reflexo de sua própria obsessão nos olhos escuros de Baji. Naquele momento, a infidelidade do capitão, as garotas, a gangue, as brigas... tudo desaparecia. Havia apenas a dor deliciosa da submissão e a certeza absoluta de que, por mais que Baji fugisse, ele sempre voltaria para o único porto seguro que conseguia destruir e reconstruir à vontade.
— Eu te odeio... — Chifuyu ofegou novamente, as palavras perdendo o sentido enquanto Baji se impunha sobre ele.
— Eu sei — Baji sussurrou, um sorriso cruel nos lábios enquanto o possuía com uma força que tirou todo o oxigênio dos pulmões de Chifuyu. — É por isso que você é perfeito.
A noite se estendeu entre paredes que guardavam segredos que ninguém mais na Toman ousaria imaginar. Entre o suor e os gemidos abafados, a hierarquia da gangue se dissolvia em algo muito mais primitivo. Chifuyu Matsuno era o vice-capitão leal à luz do dia, mas entre quatro paredes e sob o corpo de Keisuke Baji, ele era apenas um homem quebrado que encontrava sua integridade no toque bruto de quem mais o machucava.
E Baji, em sua possessividade egoísta, sabia que tinha o mundo em suas mãos, contanto que Chifuyu continuasse voltando para ele. E Chifuyu sempre voltaria. Porque o gosto amargo da devoção era o único que ele realmente conhecia.
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