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Diária de outro mundo

Фандом: Haikyuu

Создан: 04.04.2026

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O Reflexo no Espelho e o Segredo de Íris

A poeira dançava sob a luz fraca do corredor da Academia Itachiyama. Izabelle parou diante da porta de seu novo dormitório, sentindo o peso da mala e o peso ainda maior da incredulidade em seu peito. Como ela tinha vindo parar ali? Em um mundo que parecia um anime, cercada por rostos que ela só conhecia através de uma tela?

O quarto era espaçoso, uma estrutura de luxo que gritava sofisticação, mas o estado de conservação era deplorável. Teias de aranha pendiam do teto como decorações macabras e uma camada espessa de pó cobria o piso de madeira nobre. Parecia uma mansão assombrada, porém com móveis de design europeu.

— Isso não vai ficar assim — murmurou Izabelle para si mesma, sentindo a ansiedade começar a borbulhar.

Ela deu meia-volta e desceu as escadas em busca dos representantes de classe. Não demorou a encontrar a dupla improvável que comandava o setor: Oikawa Tooru e Kageyama Tobio. Oikawa exalava um carisma quase irritante, enquanto Kageyama... Izabelle teve que desviar o olhar por um segundo. Ele era lindo demais, de uma forma séria e intimidadora. Ele segurava o que parecia ser um florete de esgrima, o corpo esguio e atlético denunciando sua disciplina.

— Com licença — disse Izabelle, aproximando-se. — Eu preciso de uma vassoura, um pano e alguns produtos de limpeza. Meu quarto está em um estado terrível.

Oikawa arqueou uma sobrancelha perfeitamente desenhada, um sorriso de deboche brincando em seus lábios.

— Uma vassoura? — Ele riu levemente. — Querida, você não precisa se dar ao trabalho. A equipe de governança passa nos dormitórios para a manutenção.

— É — completou Kageyama, sua voz profunda e monossilábica. Ele parecia mais interessado no equilíbrio de sua arma do que na conversa, mas seus olhos azuis escuros e misteriosos observaram Izabelle com uma curiosidade contida. — Eles cuidam disso.

— E quando eles vêm? — perguntou ela, cruzando os braços.

— No final da tarde, talvez à noite — respondeu Oikawa, dando de ombros. — Relaxe. Vá dar um passeio pelo campus.

Izabelle suspirou. Ela não queria passear. Sua mente estava um caos; a viagem "cansativa" que ela alegou ter feito era, na verdade, um choque existencial. Ela precisava processar que havia transmigrado para aquele mundo. E, para Izabelle, a única forma de organizar o cérebro era organizando o espaço ao seu redor. Limpar era sua terapia, seu ritual de aterramento.

— Eu prefiro fazer agora — insistiu ela. — Não quero esperar até a noite para poder deitar. Por favor, onde estão os utensílios?

Os dois se entreolharam. Kageyama deu um passo à frente, guardando o florete na capa.

— Se você insiste... — Ele caminhou até um armário de utilidades no final do corredor e entregou a ela um kit completo, com produtos que cheiravam a lavanda cara. — É estranho alguém querer limpar o próprio quarto aqui.

— Eu não sou todo mundo — respondeu Izabelle, pegando o balde.

Ela passou as horas seguintes em uma espécie de transe produtivo. Conectou seus fones de ouvido e deixou o som de New Jeans preencher o silêncio do quarto. Enquanto as batidas de "Ditto" e "Hype Boy" ecoavam em seus ouvidos, ela esfregava o chão, tirava o pó das prateleiras e limpava as janelas até que o vidro ficasse invisível.

Aos poucos, o lugar ganhou vida. Ela estendeu seus edredons rosados, colou pôsteres das meninas do New Jeans nas paredes e espalhou fotos de sua vida anterior — pequenas âncoras para não esquecer quem era. Quando terminou, o quarto não parecia mais uma ala abandonada de um museu; parecia o santuário de uma princesa moderna.

Izabelle olhou pela janela. O céu estava tingido de um azul escuro profundo. Já passava das dez da noite. Exausta, mas com a mente finalmente calma, ela tomou um banho quente e relaxante. No entanto, ao sair do banheiro, a sede bateu forte.

A casa estava silenciosa enquanto ela descia para a cozinha comum. A luz da lua entrava pelas janelas altas, criando sombras longas. De repente, um barulho metálico ecoou vindo da área de serviço.

*Clang!*

Izabelle paralisou. Seu coração disparou.

— Não pode ser... — sussurrou. — Fantasmas?

Nesse novo mundo, ela não podia duvidar de nada. Se ela estava ali, por que espíritos não estariam? Com as mãos trêmulas, ela agarrou um copo de vidro pesado que estava sobre o balcão. Se fosse um fantasma, ele ia descobrir que Izabelle não se rendia sem luta.

Ela caminhou nas pontas dos pés até a lavanderia. O barulho de algo arranhando o chão continuava. Com um movimento brusco, ela acendeu a luz e levantou o copo, pronta para o ataque.

— Apareça! — gritou.

Mas não havia monstro. No canto, perto de uma pilha de toalhas brancas, estava um coelhinho de pelagem cinza-azulada, tremendo de medo.

— Oh... — O copo desceu lentamente. — É só um coelhinho?

A tensão deixou o corpo de Izabelle instantaneamente, substituída por uma onda de ternura. O animalzinho tentou se enfiar atrás de uma máquina de lavar, mas Izabelle se ajoelhou, fazendo sons baixos para acalmá-lo.

— Ei, pequeno... o que você está fazendo aqui sozinho? — Ela estendeu a mão.

O coelho relutou, os olhos escuros fixos nela, mas depois de alguns segundos, ele se aproximou e cheirou seus dedos, cedendo ao carinho. Izabelle o pegou no colo, sentindo o coração dele bater rápido.

— Você deve estar com fome.

Ela o levou até a cozinha e começou a revirar a despensa. Não achou cenouras, mas encontrou um repolho fresco e um pouco de leite em uma jarra de porcelana. O coelhinho comeu com vontade, parecendo ficar mais calmo a cada segundo.

Izabelle não tinha coragem de deixá-lo ali. Ela nunca tivera um animal de estimação, então não sabia bem o que era "certo", mas decidiu levá-lo para o quarto. Com algumas cobertas que sobraram, ela improvisou uma caminha macia ao lado da sua cama.

— Boa noite, amiguinho — disse ela, caindo no sono quase imediatamente.

Na manhã seguinte, a luz do sol batendo em seu rosto a despertou. Izabelle se espreguiçou, mas ao olhar para o lado, soltou um grito que provavelmente foi ouvido em todo o dormitório.

— AAAAAH!

Ela rolou para o outro lado e caiu da cama com um baque surdo. Onde deveria estar o coelho, estava uma garota. Ela parecia ter a idade de Izabelle, talvez um pouco menor, com traços delicados e uma expressão de puro pavor.

— Meu Deus! O que aconteceu? — a garota exclamou, olhando para as próprias mãos. — Por que eu estou assim?

Ao perceber que Izabelle a encarava em choque, a garota soltou um ganido e, em um piscar de olhos e um leve brilho de luz, transformou-se novamente no coelhinho cinza.

Izabelle ficou boquiaberta, no chão, tentando processar a cena.

— Um... um coelhinho? — Ela se levantou devagar. — O que é você?

Ela se aproximou e pegou o animal no colo. No instante em que suas mãos tocaram o pelo, a transformação ocorreu de novo. O peso em seus braços mudou e, de repente, ela estava segurando a garota outra vez. Izabelle a soltou imediatamente, recuando e agarrando a primeira coisa que viu na penteadeira: um pincel de maquiagem grosso.

— Fique longe! — ameaçou Izabelle, brandindo o pincel como se fosse uma adaga. — O que você é? Se você se mexer, eu vou gritar tão alto que o Kageyama vai vir aqui com aquele florete!

— Não, por favor, não grite! — A garota levantou as mãos, os olhos lacrimejando. — Eu posso explicar tudo, eu juro!

Izabelle hesitou, mas a vulnerabilidade da garota era real demais para ser uma ameaça.

— Fale logo.

— Meu nome é Íris — começou ela, a voz trêmula. — Eu não sou exatamente humana... eu sou uma portadora, algo como um Kuami, uma criatura mágica. Eu tenho poderes, mas... houve um ataque no meu reino. Coisas terríveis aconteceram e, para me salvar, eu usei o resto da minha energia para fugir. Acabei parando nesta academia e me escondi neste dormitório porque ele estava vazio há um mês.

Izabelle abaixou o pincel, a curiosidade começando a superar o medo.

— Um mês? Você está morando aqui esse tempo todo?

— Sim — Íris assentiu. — Eu tentei me esconder quando você chegou, mas eu estava com tanta fome... e quando eu me sinto segura ou fico muito confortável, eu acabo voltando para a forma humana enquanto durmo. Eu não queria te assustar.

Izabelle sentiu uma onda de empolgação. Aquilo era surreal, mas para quem já tinha caído dentro de um mundo de ficção, uma fada-coelho parecia o próximo passo lógico.

— Isso é incrível! — exclamou Izabelle, os olhos brilhando. — Eu nunca vi magia de verdade antes. Quer dizer, no meu mundo original isso não existe!

Íris inclinou a cabeça, curiosa.

— Seu mundo original?

— É uma longa história — Izabelle riu, sentindo uma conexão instantânea. — Mas olha, você não pode ficar escondida aqui para sempre. Por que você não vem para a aula comigo hoje?

— O quê? — Íris arregalou os olhos. — Eu não sou uma aluna! Eles vão notar que eu apareci do nada. O Oikawa-senpai percebe tudo!

— Mas você disse que tem poderes, não disse? — Izabelle sorriu de forma travessa. — Você não consegue... sabe, dar um "empurrãozinho" na mente deles? Fazer com que pensem que você sempre foi uma aluna daqui?

Íris parou para pensar, mexendo em uma mecha de cabelo.

— Eu nunca tentei fazer algo assim em larga escala... mas acho que, se eu me concentrar, posso passar despercebida ou parecer familiar para eles.

— Então está decidido! — Izabelle pegou as mãos de Íris. — Você vai ser minha primeira amiga aqui. Eu também não conheço ninguém e estava morrendo de medo de enfrentar aquele bando de jogadores de vôlei bonitões sozinha.

Íris sorriu, um sorriso tímido que iluminou seu rosto.

— Você faria isso por mim? Mesmo sem me conhecer?

— No meu mundo, a gente chama isso de solidariedade feminina — brincou Izabelle. — E além do mais, quem não gostaria de ter uma amiga que se transforma em um coelho fofinho?

As duas riram, e pela primeira vez desde que acordara naquele mundo estranho, Izabelle sentiu que não estava apenas sobrevivendo a uma história, mas que estava começando a escrever a sua própria. Ela tinha um quarto rosa, uma trilha sonora de K-pop e uma criatura mágica como melhor amiga. O primeiro dia de aula prometia ser tudo, menos comum.
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