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Фандом: O diabo veste prada

Создан: 06.04.2026

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РомантикаAUДрамаПсихологияCharacter studyРевностьДивергенция
Содержание

A Obsessão sob o Cetim Branco

O sol das Maldivas refletia nas águas cristalinas com uma intensidade que cegaria qualquer um, mas Andrea Sachs não era qualquer um. Por trás de seus óculos escuros de grife, seus olhos castanhos não estavam admirando a paisagem paradisíaca ou a arquitetura do resort de luxo onde a Runway organizava seu evento anual de moda. Seus olhos estavam fixos na silhueta impecável de Miranda Priestly.

Miranda era a personificação do poder. Seus cabelos brancos, cortados em um bob curto e moderno, brilhavam como prata sob a luz tropical. Os olhos azuis, profundos e gélidos como o oceano em um dia de tempestade, analisavam cada detalhe das araras de roupas com uma exigência que fazia estilistas renomados tremerem. Para o mundo, Miranda era a "Rainha do Gelo". Para Andrea, ela era uma obsessão que pulsava em suas veias.

Ninguém ali sabia quem Andrea realmente era. Para a equipe da Runway, ela era apenas a "segunda assistente", a garota inteligente, porém um pouco desajeitada, que corria para buscar lattes impossíveis e organizar agendas caóticas. Mal sabiam eles que Andrea Sachs era a herdeira da fortuna Sachs, uma empresária brilhante e filantropa que possuía mais zeros em sua conta bancária do que a própria revista Runway valia. Ela estava ali por um único propósito: estudar Miranda. Conhecer seus hábitos, seus medos, seus desejos. E, acima de tudo, garantir que ninguém mais chegasse perto o suficiente para tocá-la.

Andrea ajeitou a gola de sua camisa de linho. Seu corpo alto e atlético, escondido por roupas propositalmente comuns, carregava o segredo de sua natureza intersexual com a confiança de quem nasceu em berço de ouro. Ela era uma playboy nata, acostumada a ter as mulheres mais bonitas do mundo aos seus pés, mas nenhuma delas possuía a chama fria que Miranda emanava.

— Andrea! — A voz de Miranda cortou o ar como um chicote de seda.

Andrea aproximou-se em segundos, parando a uma distância respeitosa, mas sentindo o perfume de gardênias que sempre acompanhava a editora-chefe.

— Sim, Miranda? — respondeu Andrea, sua voz saindo mais profunda e firme do que o habitual, o que fez Miranda arquear uma sobrancelha por um breve momento.

— Onde está a estilista da coleção cápsula? — perguntou Miranda, sem desviar os olhos de um vestido de seda esmeralda. — A produção está atrasada dez minutos. Eu não viajo metade do globo para esperar pela incompetência alheia.

— Ela está terminando os ajustes no backstage, Miranda. Eu mesma verifiquei há cinco minutos — informou Andrea, mantendo o tom profissional que havia cultivado nos últimos meses.

Miranda finalmente virou-se para ela. O olhar azul percorreu o rosto de Andrea, demorando-se um milésimo de segundo a mais nos lábios da assistente. Miranda sempre se considerou heterossexual, fora casada duas vezes e tinha suas filhas, as gêmeas, que eram sua vida. Mas havia algo em Andrea — uma energia, uma presença — que a deixava secretamente intrigada.

— Vá buscá-la. Agora — ordenou Miranda, voltando sua atenção para o horizonte.

Andrea assentiu e se retirou. No entanto, o que Miranda não viu foi o olhar possessivo que Andrea lançou para um fotógrafo que tentava se aproximar da editora para uma foto espontânea. Um simples olhar de Andrea foi o suficiente para que o homem recuasse, intimidado por uma aura de autoridade que uma simples assistente não deveria ter.

Minutos depois, a estilista convidada, uma russa alta e deslumbrante chamada Elena, caminhava em direção a elas. Elena tinha fama de ser tão talentosa quanto predadora. Seus olhos verdes brilharam ao ver Andrea parada ao lado de Miranda.

— Andrea, querida — disse Elena, aproximando-se com um sorriso que não escondia suas intenções. — Eu ouvi tanto sobre a nova assistente prodígio de Miranda. Você é muito mais interessante de perto do que as fotos de paparazzi sugerem.

Andrea sentiu um frio na espinha. Elena frequentava os mesmos círculos sociais que sua família; o risco de ser desmascarada era real. Mas o que mais a incomodou foi o toque. Elena deslizou a mão pelo braço de Andrea, descendo até o pulso.

— Talvez possamos jantar depois que o desfile terminar? — sugeriu a estilista, ignorando completamente a presença de Miranda. — Eu conheço um lugar privado nesta ilha que é perfeito para... conversas profundas.

Miranda Priestly sentiu uma pontada estranha no peito. Não era irritação pelo atraso, era algo mais agudo. Ver aquela mulher tocar Andrea de forma tão íntima despertou um instinto que ela mal reconhecia.

— Elena — a voz de Miranda soou como gelo seco. — Se você terminou de assediar minha equipe, talvez possamos focar no motivo pelo qual eu lhe paguei uma fortuna para estar aqui. Os vestidos.

Elena soltou o braço de Andrea, mas deu uma piscadela para a morena antes de se virar para Miranda.

— Oh, Miranda, não seja tão rígida. Uma mulher como Andrea não passa despercebida. Você deveria ter cuidado, ou alguém pode roubá-la de você.

Andrea permaneceu em silêncio, mas seus olhos queimavam. Ela odiava que Elena tivesse quebrado a bolha que ela construíra em torno de Miranda. Mas, ao mesmo tempo, ela notou a tensão na mandíbula de Miranda.

— Andrea é perfeitamente capaz de cuidar de si mesma — rebateu Miranda, sua voz gélida. — E ela está muito ocupada sendo útil para perder tempo com distrações triviais. Andrea, leve as anotações para o meu bangalô. Imediatamente.

— Sim, Miranda — respondeu Andrea, permitindo-se um pequeno sorriso interno.

Mais tarde naquela noite, a brisa marinha soprava suavemente pelas cortinas de seda do bangalô de Miranda. A editora estava sentada em sua mesa, revisando o layout da edição de setembro, mas sua mente não conseguia se concentrar. A imagem de Elena tocando Andrea voltava como um flash irritante.

Uma batida suave na porta a tirou de seus pensamentos.

— Entre — disse ela, recompondo sua máscara de indiferença.

Andrea entrou carregando uma bandeja com o chá de ervas que Miranda tomava todas as noites antes de dormir. Ela se aproximou da mesa, seus movimentos fluidos e elegantes.

— Seu chá, Miranda. E os relatórios finais da produção de amanhã.

Andrea colocou a xícara na mesa, mas não se afastou imediatamente. Ela ficou ali, parada, sua presença preenchendo o quarto de uma forma esmagadora.

— Algo mais, Andrea? — perguntou Miranda, olhando para cima.

Os olhos azuis de Miranda encontraram os castanhos de Andrea. O silêncio que se seguiu foi carregado de uma eletricidade que nenhuma das duas podia ignorar.

— Você parece tensa — observou Andrea, sua voz agora baixa, desprovida da submissão de uma assistente. — O comentário de Elena a incomodou?

Miranda soltou uma risada curta e seca.

— Não seja ridícula. Por que eu me importaria com o que uma estilista promíscua diz ou faz com você?

Andrea deu um passo à frente, contornando a mesa. Ela se inclinou, apoiando as mãos na superfície de madeira, diminuindo a distância entre seus rostos.

— Porque você não gosta que mexam nas suas coisas, Miranda — sussurrou Andrea. — E, nestes últimos meses, eu me certifiquei de ser exclusivamente sua.

Miranda sentiu o fôlego falhar. A audácia de Andrea era sem precedentes, mas havia uma verdade naquela afirmação que a atingiu em cheio. Ela percebeu que, de fato, via Andrea como algo seu.

— Você é apenas uma assistente, Andrea — disse Miranda, embora sua voz tenha saído menos firme do que ela pretendia.

— Eu sou o que você quiser que eu seja — respondeu Andrea, seus olhos brilhando com uma intensidade predadora. — Eu poderia ser a pessoa que resolve todos os seus problemas, ou a pessoa que te dá tudo o que você nem sabia que desejava.

Andrea estendeu a mão e, com uma audácia que deveria ter sido punida, tocou uma mecha do cabelo branco de Miranda, colocando-a atrás da orelha. O toque foi elétrico. Miranda sentiu um arrepio percorrer sua espinha, um calor que ela não sentia há anos.

— Você está ultrapassando todos os limites — murmurou Miranda, mas ela não se afastou.

— Eu não acredito em limites quando se trata de você — confessou Andrea. — Eu observei cada passo seu, Miranda. Eu sei como você gosta do seu café, sei que você odeia o som do silêncio absoluto à noite, e sei que, por trás dessa fachada de ferro, existe uma mulher que anseia por alguém que não tenha medo dela.

Miranda olhou para Andrea, realmente olhando para ela. Ela viu a força nos ombros da jovem, a inteligência brilhando em seus olhos e uma masculinidade sutil e poderosa que emanava dela, algo que ela nunca tinha notado tão claramente antes.

— Quem é você de verdade? — perguntou Miranda em um sussurro. — Uma assistente comum não fala assim. Uma assistente comum não tem esse olhar.

Andrea sorriu, um sorriso de playboy que já havia conquistado corações em três continentes.

— Alguém que pode comprar este resort inteiro apenas para garantir que ninguém te interrompa — revelou Andrea, sua voz carregada de uma autoridade natural. — Mas, por enquanto, prefiro ser apenas Andrea. A sua Andrea.

Miranda sentiu uma mistura de choque e fascinação. A revelação de que Andrea era muito mais do que aparentava deveria tê-la deixado furiosa, mas, em vez disso, sentiu-se intrigada. O jogo de poder acabara de mudar de patamar.

— E o que "a minha Andrea" pretende fazer agora? — desafiou Miranda, recuperando parte de sua arrogância habitual, embora seus olhos entregassem sua curiosidade.

Andrea deu a volta na mesa e parou atrás da cadeira de Miranda. Ela colocou as mãos nos ombros da editora, massageando levemente a tensão acumulada.

— Vou garantir que Elena, ou qualquer outra pessoa, entenda que você não está disponível para distrações — disse Andrea, inclinando-se para perto do ouvido de Miranda. — E depois, vou mostrar a você por que eu passei tanto tempo estudando cada detalhe seu.

Miranda fechou os olhos por um momento, entregando-se ao toque firme e possessivo de Andrea. Ela sempre fora a mestre, a que controlava tudo e todos. Mas ali, naquela ilha isolada, sob o olhar obsessivo de uma mulher que parecia ser seu par em todos os sentidos, Miranda sentiu que, talvez, deixar-se ser levada não fosse uma ideia tão terrível.

— Você é perigosa, Andrea Sachs — murmurou Miranda.

— Eu sou o seu melhor investimento, Miranda Priestly — corrigiu Andrea, deslizando as mãos para o pescoço de Miranda, sentindo a pulsação acelerada da outra mulher. — E eu nunca perco um negócio.

O desfile do dia seguinte seria um sucesso, disso ninguém duvidava. Mas, dentro daquele bangalô, uma nova dinastia estava sendo forjada. Uma baseada em segredos, fortuna e uma obsessão que queimava mais que o sol das Maldivas. Andrea Sachs não era apenas uma assistente; ela era a sombra que Miranda não sabia que precisava, e Miranda, a rainha que finalmente encontrara alguém capaz de sustentar sua coroa — e seu coração.

— Amanhã — disse Miranda, abrindo os olhos e encontrando o reflexo de Andrea no vidro da janela —, eu quero um relatório completo sobre quem você realmente é.

Andrea riu baixo, um som rico e envolvente.

— Você terá tudo o que quiser, Miranda. Mas esta noite... esta noite é apenas sobre nós.

E enquanto a lua subia sobre o oceano, a linha entre a assistente e a herdeira, entre a chefe e a amante, desapareceu completamente sob o cetim branco das cortinas que dançavam com o vento.
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