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“Você é minha, não esquece disso
Фандом: Original
Создан: 09.04.2026
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ДрамаАнгстПсихологияДаркРевностьCharacter studyРеализм
Rede de Controle
O celular de Yasmin vibrou sobre o criado-mudo, o som metálico ecoando no quarto silencioso como um tiro. Ela deu um sobressalto, o corpo ainda dolorido, a pele do pescoço pinicando sob a fita de couro macio que Victoria a obrigara a usar. Ela hesitou antes de esticar a mão. Sabia que era ela. Victoria sempre aparecia logo depois de "colocar as coisas no lugar", como se precisasse conferir se o adestramento tinha funcionado.
Ao desbloquear a tela, a luz forte feriu seus olhos.
**Victoria:** Já parou de chorar ou vai querer ficar mais tempo de frente pra parede?
Yasmin engoliu em seco. Seus dedos tremiam levemente enquanto ela digitava.
**Yasmin:** Já parei, Vic. Desculpa.
**Victoria:** Acho bom. Sabe que eu odeio quando você faz aquela cena na frente dos outros. Olhando pro Lucas daquele jeito... você acha que eu sou cega, Yasmin? Acha que eu não vejo você tentando chamar atenção?
**Yasmin:** Eu não fiz por mal, a gente só tava falando do trabalho de biologia...
**Victoria:** Shhh. Não começa com as desculpas. A gente já resolveu isso aqui em casa, não resolveu? Ou você já esqueceu o peso da minha mão e o tempo que passou sentada naquela cadeira sem poder se mexer?
Yasmin fechou os olhos por um segundo, lembrando-se da humilhação e, estranhamente, do calor que sentira quando Victoria a pegou pelo braço e a forçou a sentar de costas para o quarto, como uma criança pequena. O silêncio daquela punição tinha sido ensurdecedor, interrompido apenas pelos passos de Victoria circulando ao seu redor, ditando as regras, dizendo o quanto ela era decepcionante e, ao mesmo tempo, irresistível.
**Yasmin:** Não esqueci. Eu ainda tô com a coleira que você colocou.
**Victoria:** Ótimo. É pra você lembrar de quem você é. De quem você é dona. Você fica tão linda assim, toda submissa, ouvindo o que eu falo sem retrucar. Aquela sua carinha de medo enquanto eu te dava o castigo... me deu uma vontade louca de te morder. E eu mordi, não mordi?
**Yasmin:** Mordeu. Tá marcado aqui no ombro.
**Victoria:** É pra durar até amanhã na escola. Pra você sentir toda vez que a mochila encostar. Quero que você sinta que eu tô lá, mesmo quando não tiver. E se eu souber que você tirou essa coleira antes de eu mandar, o castigo de hoje vai parecer brincadeira de criança. Entendeu, amor?
**Yasmin:** Entendi, vida. Eu não vou tirar. Eu juro.
Houve uma pausa na conversa. O "digitando..." aparecia e sumia, fazendo o coração de Yasmin acelerar. Ela odiava o controle de Victoria, o jeito que ela a isolava de todo mundo, mas havia algo naquela possessividade doentia que a fazia se sentir importante. Ninguém nunca tinha olhado para ela com tanta intensidade, mesmo que fosse uma intensidade que a machucasse.
**Victoria:** Você sabe que eu faço isso porque eu te amo mais que tudo, né? Essas outras pessoas não se importam com você. Elas só querem te usar. Eu sou a única que te protege, que te ensina a ser uma garota melhor. Você era tão perdida antes de mim.
**Yasmin:** Eu sei, Vic. Eu gosto quando você cuida de mim. Mesmo quando você é brava.
**Victoria:** Eu não sou brava, eu só coloco limites. Você é muito solta, Yasmin. Precisa de rédea curta. Gostou de como a gente terminou a noite? Depois que você aprendeu a lição na cadeira e ficou quietinha como eu mandei?
Yasmin sentiu o rosto arder. A transição da punição para o afeto agressivo de Victoria era sempre confusa. Em um momento ela estava sendo humilhada, e no outro, Victoria a envolvia em um abraço sufocante, cobrindo-a de beijos e exigindo uma entrega total, como se o sexo fosse a recompensa por ela ter aceitado o abuso anterior.
**Yasmin:** Foi intenso. Eu tava com saudade de você assim, só minha.
**Victoria:** Você é MINHA. Nunca esqueça disso. Amanhã eu vou passar aí pra te levar pra escola. Quero você pronta às 7h, com uma blusa de gola alta pra ninguém ver a coleira, mas eu vou saber que ela tá lá. Vou querer conferir no intervalo. Se você se comportar e não falar com nenhum garoto, eu deixo você sentar comigo no almoço e te dou um presente.
**Yasmin:** Que presente?
**Victoria:** Surpresa. Mas depende da sua obediência. Se eu ver você rindo pra qualquer um, você já sabe. Vou te levar pro vestiário e te colocar de castigo lá mesmo. Acho que você ia adorar ficar de joelhos no chão gelado enquanto eu te digo o quanto você é malcriada, né?
**Yasmin:** Sim... eu ia. Mas eu vou ser boa, eu prometo. Não quero te deixar brava de novo.
**Victoria:** Acho bom mesmo. Agora vai dormir. Quero você descansada pra mim amanhã. Tira uma foto de agora pra eu ver se você ainda tá com a coleira.
Yasmin obedeceu imediatamente. Ela se levantou, foi até o espelho do guarda-roupa e tirou uma selfie rápida. O couro preto contrastava com sua pele pálida, e seus olhos pareciam grandes e assustados na imagem. Ela enviou.
**Victoria:** Perfeita. Minha bonequinha. Dorme bem, Yasmin. Sonha comigo mandando em você. Amo você, princesa.
**Yasmin:** Também te amo, Vic. Até amanhã.
Yasmin bloqueou o celular e o abraçou contra o peito. Ela sentia um nó no estômago, uma mistura de ansiedade e uma satisfação distorcida. Sabia que aquilo não era normal, que suas amigas diriam que Victoria era louca, mas o medo de perder aquela atenção avassaladora era maior do que o desejo de liberdade. Ela se deitou, sentindo o aperto do couro no pescoço, e fechou os olhos, já antecipando o domínio de Victoria no dia seguinte. No fundo, ela sabia que estava presa em uma teia, mas Victoria a fazia acreditar que aquela teia era o único lugar seguro do mundo.
O silêncio do quarto foi preenchido apenas pelo som de sua própria respiração. Ela passou o dedo por baixo da coleira, sentindo a pressão. Victoria era sua dona, seu limite e seu castigo. E, de alguma forma doentia, Yasmin não queria estar em nenhum outro lugar.
Amanhã seria outro dia de regras, silêncios forçados e olhares vigilantes. E ela estaria pronta para cada um deles, contanto que Victoria continuasse chamando-a de "sua".
Ela se ajeitou na cama, o corpo ainda sentindo os resquícios da briga e da reconciliação. A mente de uma adolescente de 17 anos é um labirinto, e o de Yasmin tinha sido projetado inteiramente por Victoria. Cada "limite" imposto era um tijolo a mais naquela parede que a separava do mundo, deixando-a apenas com aquela voz possessiva no WhatsApp e a marca de uma mordida no ombro que começava a escurecer.
— Eu sou dela — sussurrou Yasmin para a escuridão, como se fosse um mantra para acalmar o próprio medo. — Eu sou dela.
E com esse pensamento, um misto de conforto e terror, ela finalmente adormeceu.
Ao desbloquear a tela, a luz forte feriu seus olhos.
**Victoria:** Já parou de chorar ou vai querer ficar mais tempo de frente pra parede?
Yasmin engoliu em seco. Seus dedos tremiam levemente enquanto ela digitava.
**Yasmin:** Já parei, Vic. Desculpa.
**Victoria:** Acho bom. Sabe que eu odeio quando você faz aquela cena na frente dos outros. Olhando pro Lucas daquele jeito... você acha que eu sou cega, Yasmin? Acha que eu não vejo você tentando chamar atenção?
**Yasmin:** Eu não fiz por mal, a gente só tava falando do trabalho de biologia...
**Victoria:** Shhh. Não começa com as desculpas. A gente já resolveu isso aqui em casa, não resolveu? Ou você já esqueceu o peso da minha mão e o tempo que passou sentada naquela cadeira sem poder se mexer?
Yasmin fechou os olhos por um segundo, lembrando-se da humilhação e, estranhamente, do calor que sentira quando Victoria a pegou pelo braço e a forçou a sentar de costas para o quarto, como uma criança pequena. O silêncio daquela punição tinha sido ensurdecedor, interrompido apenas pelos passos de Victoria circulando ao seu redor, ditando as regras, dizendo o quanto ela era decepcionante e, ao mesmo tempo, irresistível.
**Yasmin:** Não esqueci. Eu ainda tô com a coleira que você colocou.
**Victoria:** Ótimo. É pra você lembrar de quem você é. De quem você é dona. Você fica tão linda assim, toda submissa, ouvindo o que eu falo sem retrucar. Aquela sua carinha de medo enquanto eu te dava o castigo... me deu uma vontade louca de te morder. E eu mordi, não mordi?
**Yasmin:** Mordeu. Tá marcado aqui no ombro.
**Victoria:** É pra durar até amanhã na escola. Pra você sentir toda vez que a mochila encostar. Quero que você sinta que eu tô lá, mesmo quando não tiver. E se eu souber que você tirou essa coleira antes de eu mandar, o castigo de hoje vai parecer brincadeira de criança. Entendeu, amor?
**Yasmin:** Entendi, vida. Eu não vou tirar. Eu juro.
Houve uma pausa na conversa. O "digitando..." aparecia e sumia, fazendo o coração de Yasmin acelerar. Ela odiava o controle de Victoria, o jeito que ela a isolava de todo mundo, mas havia algo naquela possessividade doentia que a fazia se sentir importante. Ninguém nunca tinha olhado para ela com tanta intensidade, mesmo que fosse uma intensidade que a machucasse.
**Victoria:** Você sabe que eu faço isso porque eu te amo mais que tudo, né? Essas outras pessoas não se importam com você. Elas só querem te usar. Eu sou a única que te protege, que te ensina a ser uma garota melhor. Você era tão perdida antes de mim.
**Yasmin:** Eu sei, Vic. Eu gosto quando você cuida de mim. Mesmo quando você é brava.
**Victoria:** Eu não sou brava, eu só coloco limites. Você é muito solta, Yasmin. Precisa de rédea curta. Gostou de como a gente terminou a noite? Depois que você aprendeu a lição na cadeira e ficou quietinha como eu mandei?
Yasmin sentiu o rosto arder. A transição da punição para o afeto agressivo de Victoria era sempre confusa. Em um momento ela estava sendo humilhada, e no outro, Victoria a envolvia em um abraço sufocante, cobrindo-a de beijos e exigindo uma entrega total, como se o sexo fosse a recompensa por ela ter aceitado o abuso anterior.
**Yasmin:** Foi intenso. Eu tava com saudade de você assim, só minha.
**Victoria:** Você é MINHA. Nunca esqueça disso. Amanhã eu vou passar aí pra te levar pra escola. Quero você pronta às 7h, com uma blusa de gola alta pra ninguém ver a coleira, mas eu vou saber que ela tá lá. Vou querer conferir no intervalo. Se você se comportar e não falar com nenhum garoto, eu deixo você sentar comigo no almoço e te dou um presente.
**Yasmin:** Que presente?
**Victoria:** Surpresa. Mas depende da sua obediência. Se eu ver você rindo pra qualquer um, você já sabe. Vou te levar pro vestiário e te colocar de castigo lá mesmo. Acho que você ia adorar ficar de joelhos no chão gelado enquanto eu te digo o quanto você é malcriada, né?
**Yasmin:** Sim... eu ia. Mas eu vou ser boa, eu prometo. Não quero te deixar brava de novo.
**Victoria:** Acho bom mesmo. Agora vai dormir. Quero você descansada pra mim amanhã. Tira uma foto de agora pra eu ver se você ainda tá com a coleira.
Yasmin obedeceu imediatamente. Ela se levantou, foi até o espelho do guarda-roupa e tirou uma selfie rápida. O couro preto contrastava com sua pele pálida, e seus olhos pareciam grandes e assustados na imagem. Ela enviou.
**Victoria:** Perfeita. Minha bonequinha. Dorme bem, Yasmin. Sonha comigo mandando em você. Amo você, princesa.
**Yasmin:** Também te amo, Vic. Até amanhã.
Yasmin bloqueou o celular e o abraçou contra o peito. Ela sentia um nó no estômago, uma mistura de ansiedade e uma satisfação distorcida. Sabia que aquilo não era normal, que suas amigas diriam que Victoria era louca, mas o medo de perder aquela atenção avassaladora era maior do que o desejo de liberdade. Ela se deitou, sentindo o aperto do couro no pescoço, e fechou os olhos, já antecipando o domínio de Victoria no dia seguinte. No fundo, ela sabia que estava presa em uma teia, mas Victoria a fazia acreditar que aquela teia era o único lugar seguro do mundo.
O silêncio do quarto foi preenchido apenas pelo som de sua própria respiração. Ela passou o dedo por baixo da coleira, sentindo a pressão. Victoria era sua dona, seu limite e seu castigo. E, de alguma forma doentia, Yasmin não queria estar em nenhum outro lugar.
Amanhã seria outro dia de regras, silêncios forçados e olhares vigilantes. E ela estaria pronta para cada um deles, contanto que Victoria continuasse chamando-a de "sua".
Ela se ajeitou na cama, o corpo ainda sentindo os resquícios da briga e da reconciliação. A mente de uma adolescente de 17 anos é um labirinto, e o de Yasmin tinha sido projetado inteiramente por Victoria. Cada "limite" imposto era um tijolo a mais naquela parede que a separava do mundo, deixando-a apenas com aquela voz possessiva no WhatsApp e a marca de uma mordida no ombro que começava a escurecer.
— Eu sou dela — sussurrou Yasmin para a escuridão, como se fosse um mantra para acalmar o próprio medo. — Eu sou dela.
E com esse pensamento, um misto de conforto e terror, ela finalmente adormeceu.
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